sábado, 5 de outubro de 2013

Colégio das Irmãs


Alunas do Colégio em desfile em 7.10.1956

“Tínhamos, em Pirenópolis, o Internato das Irmãs Carmelitas da Divina Providência. Essa congregação religiosa tinha a sua sede em Mariana, Minas Gerais, e dependia juridicamente do Arcebispado de Mariana. Nosso Arcebispo, que era irmão do Arcebispo de Mariana, conseguiu a vinda das irmãs para Pirenópolis. O prédio foi construído pelo fabriqueiro da Paróquia, o benemérito Comendador Cristóvão de Oliveira. Dom Emanuel, que construiu colégios em várias cidades de Goiás, me disse, um dia, que o único lugar do Estado em que precisou comprar terreno para colégio foi em Pirenópolis. Nas outras cidades sempre os terrenos foram doados.

Construção do Colégio

Na compra do terreno e na construção dos primeiros pavilhões do colégio, foram aplicados recursos obtidos na alienação de quase todo o patrimônio de Nossa Senhora Santana do Rio do Peixe. O prédio ficou ao lado da mimosa Igreja do Carmo, que servia para as atividades religiosas das irmãs, as quais cuidavam muito bem da Capela.


O Colégio na atualidade é o abrigo Aldeia da Paz

Quando cheguei a Pirenópolis, em 1956, o colégio estava funcionando de vento em popa. Eram mais ou menos doze irmãs, umas sessenta internas mais as alunas da escola doméstica e grande número de externas.

Naqueles anos, o padre tinha que fazer tudo. Não havia ainda, por exemplo, o Ministério da Eucaristia. Por isso eu tinha de me virar para poder dar um atendimento espiritual àquela casa religiosa. Naquela época não celebrávamos missas vespertinas. Só pela manhã. Por isso, estabelecemos um modo de atendimento que satisfizesse à Paróquia e às religiosas. Às segundas, quartas e sextas, eu dava a comunhão, às 6h30, no Carmo, e celebrava às 7h, na Matriz. Às terças, quintas e sábados, celebrava no Carmo, às 6h30, e dava Comunhão na Matriz, às 7h30. Aos domingos, celebrava às 6h30, no Carmo, às 8h30, na Matriz. E mais: todas as tardes de terça-feira eu ia atender a confissões, no Carmo, para as alunas. E, nas sextas-feiras, para as irmãs. De quando em quando, eu fazia uma palestra para as alunas, no período das aulas.

Alunas do Colégio na década de 1960

Era exigência da Madre Geral que as irmãs tivessem atendimento diário nas suas necessidades espirituais. Por isso, salvo raríssimas exceções, as visitas às comunidades rurais, ou capelas, como dizíamos, eram realizadas sempre em dias da semana.”


Texto integralmente extraído do livro: FLEURY, Nelson Rafael. Histórias não contadas. Goiânia: PUC, 2010, p. 45-6.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minhas leitoras e meus leitores, ao comentarem as postagens, por favor assinem. Isso é importante para mim. Se não tiver conta no Google, selecione Nome/URL (que está acima de Anônimo), escreva seu nome e clique em "continuar".

Todas as postagens passarão por minha avaliação, antes de serem publicadas.

Obrigado pela visita a este blog e volte sempre.

Adriano Curado