sábado, 15 de dezembro de 2018

Os presépios do passado


Antigamente em quase todos os lares pirenopolinos havia um presépio. E toda noite um grupo de pessoas se reunia ali para rezar o terço e cantar músicas natalinas.

Tinha presépios famosos na cidade. Sinhá de Félix Jayme, Sinhazinha de Luiz Augusto Curado, Lalá do Mestre Propício. Famosíssimos os da casa de Chico de Sá e Cristóvão de Oliveira. O presépio de Odilon de Pina se destacava porque tinha um mojolinho que jogava água pelo calabouço.

E havia os presépios das pessoas pobres, que não podiam comprar muitos personagens. Um exemplo é Luzia, mãe do professor Ermano da Conceição. Ela só tinha o Menino Jesus, a Virgem Maria e São José. Então semeava arroz e enchia os lugares vagos. Também espalhava frutas para vender e com o dinheiro comprar azeite para os candeeiros. Eles iluminavam o presépio de 25 de dezembro a seis de janeiro, quando se desmancha presépio.

Mais recentemente havia o famoso presépio do Ico, que ocupava uma sala inteira da casa.

Esse da foto é do presépio aqui de casa. Foi comprado nos anos 1950 na loja do meu tio-avô Luiz Curado. É simples mas continua sendo armado há mais de sessenta anos sem nunca falhar.


Adriano Curado

sábado, 17 de novembro de 2018

O pé rapado


No século XVIII, à frente das igrejas e de algumas residências e comércios existia esse objeto pra "rapar" o barro das botas. Era para não sujar o luar onde iria entrar. Mas quem trazia barro nos pés vinha das fazendas, andava à pé e até descalço, o mais pobre. Os ricos iam à missa ou à cidade a cavalo, de charrete ou até de liteiras. Daí surgiu a expressão "pé rapado", para rotular quem era pobre. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Exposição de Grafismo


A artista plástica Rossana Jardim fará uma exposição de sua obra em Pirenópolis. O título é Cicloramas Grafismo Art Déco Goiânia.

Será na sede do IPHAN.

Projeto Música de Primavera


Dentro do Projeto Música de Primavera, na Segunda, hoje tem a participação de Chico Filho e convidados.

É hoje, às 20 horas, na Rua do Carmo, próximo ao colégio municipal, Alto do Carmo. Sede da COEPI.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Semana Cultural de Pirenópolis

Uma semana de muitas atividades culturais acontece em Pirenópolis, no período de 06 a 11 de novembro de 2018. Serão várias atividades literárias e musicais nas escolas públicas municipais, na Creche Aldeia da Paz, APAE de Pirenópolis, Cine Pireneus e Arena das Cavalhadas.

16 Autores farão parte do Projeto Itinerância Literária de Pirenópolis. Os livros desses autores, distribuídos desde setembro passado, já estão sendo trabalhados nas referidas instituições com o objetivo de aproximar as novas gerações ao mundo do livro, leitura e literatura. Viva o livro e a leitura!

O projeto Itinerância Literária promove o livro e a leitura em 15 instituições de ensino na cidade de Pirenópolis, incluindo as escolas do campo. Ao todo serão 29 encontros dos autores com leitores! Com a 10ª edição, o projeto já soma uma doação de mais de 10 mil livros para as bibliotecas escolares.

 Nesta terça (06/11) as autoras Rose Costa e Hozana Costa apresentarão o espetáculo Três Histórias, no Cine Pireneus, às 19h. O espetáculo lança mão da ludicidade para abordar temas importantes como diversidade, amizade, superação, relacionamento familiar, respeito, brincadeiras, ciclo de vida... proporcionando sensibilização e reflexão. São três histórias, três linguagens e possibilidades infinitas de estabelecer e ampliar o diálogo sobre a importância da leitura e os valores que ela agrega na vida de cada um.

Quarta , às 19h, no Cine Pireneus, haverá uma Ciranda de Histórias, com vários autores , seguida de bate-papo sobre o tema histórias e com dicas de teatro pela autora e atriz Liduína Bartholo.

Reservamos para a quinta-feira, às 19h, também no Cinema, o grande sarau realizado pela Academia Pirenopolina de Artes Letras e Música – APLAM, com momentos inesquecíveis e que reafirmam a expressividade e pluralidade cultural de nossa querida Pirenópolis.

Do dia 9 a 11 de novembro, no campo das Cavalhadas, acontecerá o Festival de Música de Pirenópolis com a finalidade de revelar novos talentos. As inscrições e mais informações podem ser fornecidas pelo telefone da Secretaria de Cultura (62-3331 3763), ou pelo site: www.pirenopolis.go.gov.br/ficha-de-inscricao-piri-music-festival.


O Instituto Cultural Casa de Autores, juntamente com a Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria de Educação e a Academia Pirenopolina de Artes Letras e música conta com a presença de toda a comunidade local. As ações dessa Semana Cultural são voltadas para todo o público, desde estudantes da rede pública de ensino a professores, comunidade local e amantes da cultura.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

As candeias


Vou me manifestar como poeta e fazer constar meu protesto nos anais da inspiração. Não deveriam trocar a cor dos vidros das candeias. A coloração branca é fria, insossa, insípida e vazia de conteúdo. Já o dourado é romântico e sedutor qual a musa das noites lascívias que inspiram os menestréis madrugadas afora. Por tudo isso suplica o poeta combalido para que não privem as calçadas pirenopolinas do ouro desmaiado que exala da luz dourada de outros tempos. Façam isso e ele se dispõe a catar voluntariamente os cacos de poesia que se espalharem pelo chão.

Adriano Curado

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Novo preço corrida motoboy


Atenção que o preço da corrida de motoboy em Pirenópolis subiu. A nova tabela está assim definida:

7 reais para qualquer localidade dentro da cidade 
8 reais para o Residencial Luciano Peixoto

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O adeus a Luiz do Louro

Foto: Alencar Camargo de Oliveira

É difícil acreditar no falecimento de Luiz do Louro, porque olho para a rua e o vejo surgindo ali detrás da Matriz, chapéu branco na cabeça, andar cambaleante e sorriso farto. Desde jovem sempre andou com um cajado na mão e dizia que era muito idoso.

Luiz foi por muito anos um "salveiro", ou seja, aquele que soltava fogos e acionava os tocos da ronqueira, por ocasião da Festa do Divino. Certa ocasião, me lembro como se fosse hoje, houve um concorrido Reinado na Vila Matutina e um respeitável time de fotógrafos se posicionou para esperar que os festeiros saíssem de casa. O que eles não observaram é que estavam bem próximos das girândolas. Luiz olhou divertido para aquela cena, já antevendo o que ocorreria, e quando chegou o momento, sem cerimônia alguma, ateou fogo no pavio e o foguetório começou. Foi fotógrafo saindo em disparada para todo lado, pânico nos olhos, sem compreender direito o que havia acontecido.

Esse tipo de gente faz falta para nossa história. A Luiz do Louro as homenagens deste site.

Adriano Curado

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O velho fogão




Fogão velho da roça, desses de cimento queimado, encerado de vermelho, da comidinha caseira feita na banha de porco e temperada com alho socado. Ali o feijão borbulha noite inteirinha num caldeirão de ferro e no outro dia tem caldo encorpado e gostoso. Ali a carne de lata se desmancha e colore o arroz soltinho.

No forno do fogão a lenha já está assada a broa de milho, e enquanto o café escalda no coador de pano, já tem meninada em volta da mesa, cotovelos na toalha xadrez e olhares de infância feliz.

No rabo desse velho fogão, já se sentaram muitas gerações de prosadores, conversa que fluía macia, a lembrança acordada pela aguardente do engenho logo ali à frente.

Em dia de festa, espalham-se doces coloridos pelo fogão, queijo fresco do leite das curraleiras paridas, requeijão trabalhado por muitos braços, bolo de fubá fresquinho. Mas em ocasião de luto, rondam por ali homens sisudos, que fumam cigarros de palha e conversam em surdina, mulheres circunspectas e vestidas com discrição.

Passam-se as gerações e o fogão continua lá na cozinha. Vez em quando uma reforminha boba, um reboco acolá, uma nova demão de cera. Nada que comprometa a obra de arte. E em torno dele ficam as recordações das tantas gentes que estiveram ali e já não estão mais.

Adriano Curado

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O Córrego Pratinha secou!

Foto: Carla Adriana

Numa reportagem bem feita e também assustadora, os repórteres Carla Adriana, Igor Cobelo Ferreira e Pedro Sicari, do site Pirenópolis online, denunciam o estado deplorável que se encontra o histórico Córrego Pratinha. 

Após uma caminhada pelo leito seco, em dois dias descobriram mangueiras drenando a água, animais assoreando as nascentes, desmatamento em área de preservação permanente e por aí vai.

O material todo gerou uma extensa reportagem e foi entregue ao Secretário do Meio Ambiente e ao Ministério Público, que prometeram providências.

É por conta de descasos assim que a qualidade de vida do pirenopolino está cada vez pior.

Leiam a matéria completa no site: