terça-feira, 9 de janeiro de 2018

1º terço dos cavaleiros


A Festa do Divino Espírito Santo deste ano ainda está longe, é verdade, mas os cavaleiros das cavalhadas já rezaram seu primeiro terço. Foi na casa do Imperador.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

MEXENDO COM OS MEUS GUARDADOS


O meu primo, o Delegado Rodrigo Luiz Jayme, me enviou hoje um significativo presente: estas fotos do meu pai, Agnaldo d’Abadia Jayme. Reconheço que o meu pai, morto prematuramente aos 41 anos, me fez muita falta. Ele faleceu em decorrência de um Infarto Agudo Miocárdio - IAM. Confesso que eu era muito ligado ao meu pai. Receber as suas fotos me fez pensar que ele realmente me fez muita falta!!!...

Receber as fotografias dele me levaram a fazer uma reflexão sobre a minha própria vida! Eu só tinha 11 anos quando do seu falecimento. Imaginem só os problemas de um órfão de pai ainda menino. Você precisa do pai como apoio material, como também no sentido da segurança pessoal! Inclusive, você precisa se tornar muito forte e bom de briga para não ser vitima “bullying” na escola. No primeiro ano sem ele, encarei 11 brigas em um ano na escola, ou seja, tive muito “treinamento” prático.

Aos 15 anos, comecei a dar aulas particulares, especialmente nas férias, para ganhar algum dinheiro extra por conta própria. Aos 18 anos, quando me preparava para o vestibular de Medicina, me tornei professor de Português, em uma escola de supletivo (antigo Madureza), em Goiânia. A minha mãe era uma professora dedicada e sempre me ajudou naquilo fosse possível. No entanto, os professores naquela época tinham uma remuneração muito baixa e minha mãe era uma jovem viúva, mãe de quatro filhos. Dessa forma, a opção era me tornar independente economicamente!

Foi ainda como professor que pude me manter na faculdade de medicina na UnB. Como estudante na Universidade de Brasília, me casei aos 20 anos e me tornei pai aos 21 anos. Quando me formei em Medicina já tinha duas filhas! Continuei, assim, a minha sina de órfão de pai, morto prematuramente. Estas reflexões todas me vieram à cabeça ao receber estas fotos de presente do primo Rodrigo Jayme.

No primeiro ano de Faculdade, já iniciamos a nossa participação nas lutas estudantis: luta por moradia, luta pelo direito escolher o curso que queríamos realizar, luta pela democracia e contra a Ditadura. Na primeira eleição, fui eleito vice-presidente do Centro Acadêmico do ICB - Instituto de Ciências Biológico. A Presidência da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) era exercida pelo meu amigo Honestino Guimarães.

Eu havia conhecido Honestino Guimarães antes de entrar para a Universidade. Honestino era vizinho de uns primos meus na Asa Norte em Brasília. Ele veio, em 1967, participar da Festa do Divino. Na oportunidade, trouxe consigo alguns estudantes da Universidade de Brasília e eles ficaram hospedado em minha casa. Pouco menos de um ano depois, em 1968, eu me tornei aluno da UnB, passando no vestibular para Medicina. Mas isto é outra história!!!...

Como se pode perceber, primo Rodrigo, este seu presente foi muito importante para mim. As fotos mexeram com os meus “guardados” e me fizeram voltar ao passado. Ficou evidente para mim quanta falta me fez a presença do meu pai em minha vida. Felizmente, consegui superar as dificuldades e chegar a onde cheguei. Felizmente, meu filho e minhas filhas puderam contar com o nosso apoio ao longo de sua vida e hoje já oferecem seu apoio aos seus descendentes.

Contar esta história me fez lembrar do “I-Juca Pirama”, um poema épico de Goncalves Dias. Em sua última estrofe, encontramos:
“Assim o Timbira, coberto de glória, 
Guardava a memória 
Do moço guerreiro, do velho Tupi. 
E à noite nas tabas, se alguém duvidava 
Do que ele contava, 
Tornava prudente: "Meninos, eu vi!".

Fausto Jaime



O ano de 2018


Esperamos que este ano de 2018 seja espetacular para a nossa Pirenópolis. Grandes são os desafios que vêm aí pela frente. Basta ver que no réveillon teve de tudo, de engarrafamento no trânsito a gente acampada em área pública. Mas com um pouco de planejamento e boa vontade é possível reverter isso. É cada vez maior o número de turistas que procuram nossa cidade e precisamos recebê-los bem.

Então, feliz ano novo!

sábado, 30 de dezembro de 2017

Concerto da Fênix

A Banda de Música Fênix finalizou suas atividades neste ano com um belo concerto no Cine Teatro Pireneus.

E que o ano de 2018 seja melhor para a Centenária corporação musical, hoje carente de muitas necessidades.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal


Este site deseja aos seus leitores um Feliz Natal, e que somente a paz e a harmonia reine nos lares pirenopolinos neste final de ano. Esta bela filmagem de nossa cidade é um presente para quem aprecia a Terra dos Pireneus. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O Museu do Divino voltará a ser cadeia


O representante do Ministério Público em Pirenópolis entrou com uma ação judicial contra o Município de Pirenópolis para que o Museu do Divino volte a ser cadeia pública. O Juízo concedeu uma liminar para imediata desocupação do prédio, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Está de parabéns o Ministério Público por essa acertada ação judicial. O Museu do Divino foi criado em 2005 e todos concordaram, inclusive o Poder Judiciário e o Ministério Público, e isso porque o Governo de Goiás prometeu a imediata construção de uma nova cadeia na cidade. Porém 12 anos se foram e Pirenópolis ficou absolutamente desamparada em matéria de segurança pública. Note que até a Delegacia de Polícia teve que ser despejada às pressas por falta de manutenção do prédio.

Esse Museu do Divino, na verdade, nunca funcionou na prática. Não há acervo relevante em seu patrimônio e o que se vê são banners e cartazes espalhados para disfarçar os espaços vazios. O projeto foi do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em outra intervenção equivocada em Pirenópolis.

Adriano Curado 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Acabou o sossego


1. Sustos nas madrugadas

Já vai longe o dia em que Pirenópolis era um lugar sossegado. Agora todo dia tem relato de um conhecido assaltado ou molestado. Antigamente a gente caminhava romanticamente por estas ruas antigas e o coração se elevava em poesia. Hoje esse mesmo coração se sobressalta quando, retardatários da boemia, deparamos com um grupo desconhecido, um motoqueiro que assunta ou um carro que passa devagar. Tememos ser a próxima vítima.

2. Falta segurança pública

Mas o que esperar de uma cidade que não tem cadeia pública, que a Delegacia de Polícia funciona de improviso e onde a Polícia Militar trabalha com reduzidíssimo efetivo? Só podia dar nisso mesmo. É o descaso dos nossos governantes que não zelam pela segurança de seu povo.

3. Adaptar-se ou perecer

E não há nenhuma perspectiva de melhoras para nós pirenopolinos. Pagamos o preço pela proximidade do entorno do Distrito Federal, bolsão de violência noticiado diariamente. Nem na zona rural se tem mais tranquilidade, e as fazendas e sítios são constantemente atacados por bandidos armados. 

Então, se não há solução imediata, o conselho é nos adaptarmos para não perecer. Não transitar sozinho de noite, criar cachorros na zona rural e ficar atento ao menor sinal de alerta. Não se esqueça de que não poderá contar com polícia alguma.

Adriano Curado


sábado, 18 de novembro de 2017

Foto antiga da Matriz de Pirenópolis


1. A Matriz retratada por João Basílio

Esta é uma fotografia de autoria do fotógrafo pirenopolino João Basílio de Oliveira. Ela registra a tranquilidade de Pirenópolis em distante tempo. Embora não fosse o único fotógrafo local, Basílio era o mais requisitado. Seu acervo pessoal hoje é de centenas de fotos.

2. Análise da imagem

À direita está o Mercado Municipal, inaugurado pelo intendente José Ribeiro Forzani em 1914, hoje doado para ser a sede da Banda de Música Fênix. Em primeiro plano, à esquerda, um pescador solitário passa o tempo no aguardo dos lambaris ariscos. E lá longe, como que acenando para o além, exibe-se imponente a velha Matriz de Senhora do Rosário, ainda velada por duas palmeiras, cochilando de caduquice no entardecer dos séculos. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ENTRELINHAS


A Igreja Matriz, desvendada nas entrelinhas do Carmo, se mostra charmosa na paisagem distante. Parece até que o tempo não passa neste torrão sagrado do cerrado goiano.

domingo, 12 de novembro de 2017

O MAIS IDOSO



O homem mais idoso do Brasil pode ser esse pirenopolino de 112 anos de idade. Ele mora numa fazenda próximo ao Povoado do Índio e é cuidado por uma sobrinha.