sábado, 18 de novembro de 2017

Foto antiga da Matriz de Pirenópolis


1. A Matriz retratada por João Basílio

Esta é uma fotografia de autoria do fotógrafo pirenopolino João Basílio de Oliveira. Ela registra a tranquilidade de Pirenópolis em distante tempo. Embora não fosse o único fotógrafo local, Basílio era o mais requisitado. Seu acervo pessoal hoje é de centenas de fotos.

2. Análise da imagem

À direita está o Mercado Municipal, inaugurado pelo intendente José Ribeiro Forzani em 1914, hoje doado para ser a sede da Banda de Música Fênix. Em primeiro plano, à esquerda, um pescador solitário passa o tempo no aguardo dos lambaris ariscos. E lá longe, como que acenando para o além, exibe-se imponente a velha Matriz de Senhora do Rosário, ainda velada por duas palmeiras, cochilando de caduquice no entardecer dos séculos. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ENTRELINHAS


A Igreja Matriz, desvendada nas entrelinhas do Carmo, se mostra charmosa na paisagem distante. Parece até que o tempo não passa neste torrão sagrado do cerrado goiano.

domingo, 12 de novembro de 2017

O MAIS IDOSO



O homem mais idoso do Brasil pode ser esse pirenopolino de 112 anos de idade. Ele mora numa fazenda próximo ao Povoado do Índio e é cuidado por uma sobrinha.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O SINO GAGO, O GALO E O COMENDADOR SALVADOR


Aqui ainda é a velha Meia Ponte, das minas de ouro de Senhora do Rosário, do rio que nasce ali nas encostas escuras daquela serra e que homenageia as almas - do purgatório, acredito, pois as do céu não precisam mais de homenagens, e as do inferno estão por demais ocupadas com outros afazeres. Enfim, cá por estas bandas é que uns portugueses ambiciosos acharam de batear o rio e depois espetar no chão aroeiras seculares revestidas de adobe e criar esta sequência de casario colado e sem prumo que levam as ruas a seguirem meio cambaleantes história afora. 

Nos quintais imensos havia galos (hoje proibidos e multados) e uma infinidade de jabuticabeiras e mangueiras farturentas. Embora ainda assim a molecada preferisse saltar para o quintal alheio porque a fruta furtada é mais adocicada, dizem. E em tempos áureos o que se via por estes becos (ops! hoje não pode mais falar esse nome: são travessas) era o transitar manhoso dos carros de bois ou o tropel dos cascos das montarias. Nada comparado com essas motos infernais que voam baixo ou com esses carros de bastardos infestados de sons automotivos. 

Havia disputa de bandas de música e toda família tinha alguém que sabia tocar algo ou cantar afinado. Por agora, no entanto, a escola da centenária Fênix carece de interesse da juventude, embora a audiência dos caixotes televisivos aumente a cada dia. 

E depois disso tudo ainda encontro alguém que me aborda e indaga: temos futuro? E o pior é que esse alguém ainda aguarda na esperança de uma resposta animadora. Ora essa, façam-me o favor! O futuro aqui são pousadas nos quintais, galos nas panelas, cenário de casarões, crescentes extorsões turísticas, e ainda um sino gago que ninguém sabe se está soluçando ou anunciando o juízo final.

Mas não é que temos futuro sim! Vamos mandar trazer lá do Engenho de S. Joaquim, com as bênçãos do Padre Simeão, um certo Comendador salvador e encomendar com ele mil dúzias de liberdade para nosso espírito, e ele vai mandar publicar um jornal para encher de brios nosso semblante sossegado e ainda mandar descer o sino gago e dar nele com uma colher de pau suja de doce de leite, porque dizem que isso cura gagueira. 

Agora, se o Comendador não quiser ou não puder vir, quem não tiver despertador vai perder o bonde da história, pois os galos já estão servidos para os insaciáveis turistas e não cantam mais. 

Adriano Curado

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O Rio


Lá vai o rio serpenteando entre as pedras e contornando em voltas a vicissitudes da vida. Vai lá adiante no rumo do infinito, distantes paragens que nem em sonhos advinha, e onde se elevará em leves gotículas para o firmamento. E voltará um dia esse mesmo rio, porque retornar é preciso, na precipitação de um temporal de almas. Continuará em todo tempo, enquanto tempo houver, a vida, qual a roda viva de recomeços, até o dia em que não será preciso mais recomeçar, porque já teremos finalmente alcançado (cansados) o infinito mar oceano.

Adriano Curado

Modesta homenagem aos anjos de nossa cidade que recentemente retornaram para o Criador.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Os altares da Matriz


Destruída por um incêndio em 2002, a Matriz teve sua estrutura física reconstruída, mas os elementos artísticos não foram replicados. Isso sempre incomodou a população. Ver vazios os nichos onde antes estavam lindos altares dá mesmo uma grande tristeza. 

Ocorre que há no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) uma interpretação de que não se refaz obras de artes. Se acabou, fica como está. 

O ideal seria ouvir a população pirenopolina sobre refazer ou não os altares laterais da Matriz. Isso pode ser através de uma pesquisa ou então uma consulta popular oficializada. 

Particularmente, sou a favor das réplicas. E cito como exemplo os belos monumentos da Europa que sofreram com bombardeios da Segunda Grande Guerra. Após o fim do conflito houve um trabalho intenso para reconstruir tudo, e agora esse locais são tidos como autênticos porque mais de meio século se foi e uma nova história foi escrita.

Adriano Curado

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Reajuste do IPTU


O Poder Legislativo Municipal está de casa cheia por conta da votação do aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que há bastante tempo não é reajustado. Ocorre que o Executivo enviou um projeto de lei propondo um reajuste violento de uma só vez (cem por cento), com o que não concorda a população pirenopolina.

A perlenga já tomou as redes sociais, aplicativos para celular e é o assunto da semana nos bancos de praça. Muitos concordam que a arrecadação tem que aumentar, outros dizem que não podem pagar o pato da inércia das administrações anteriores, mas há unanimidade de que não deve ser um reajustamento de uma só vez. 

Quem sabe o melhor possa ser reajuste gradual pelos anos?!

Aguardemos o resultado da votação.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Aplam tem nova diretoria


Na reunião realizada hoje, 21.10.17, da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam), os membros presentes elegeram a nova diretoria: Adriano Curado (presidente -- terceiro mandato), Alexandre de Pina (vice), Aline Lobo (secretária) e Thais Valle (tesoureira). Que Deus nos abençoe para continuarmos lutando pela nossa cultura! 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lambendo a lente

Foto Adriano Curado

Creio que não sobreviveria no velho oeste. Não sou muito rápido no gatilho. No milésimo de segundo após eu bater a foto ele lambeu a lente da máquina. Eu poderia ter usado o zoom mas resolvi me arriscar, viver perigosamente. Pronto! Acabou o safári de fotos. O modelo lambedor é um boi carreiro do Toninho da Babilônia.

Queimadas na serra

Foto Adriano Curado

Não vivemos tempos muito bons. Esta já seria época de chuvas, de rios enchendo as nascentes e encorpando, mas o que vemos são queimadas na serra. Hoje a fumaça densa desceu e cobriu a cidade toda. Um triste espetáculo para se presenciar. Padece o corpo com esse tempo estranho, os hospitais estão lotados. 

Será que um dia a natureza voltará ao que era antes?