Carnaval na Cidade de Goiás na década de 1930. |
Mas havia também blocos organizados de foliões fantasiadas e nos salões ornamentados se dançava ao som duma orquestra, que tocava as marchinhas de sucesso no rádio.
![]() |
Entrudo, quadro de Debret, 1823. |
Nessa época, a compenetrada família goiana deixava de lado a vergonha e o acanhamento e todos, de coronéis a capatazes, se confraternizavam nesse espírito de brincadeiras.
O maior incentivador do Entrudo era o próprio imperador D. Pedro II, que abriu mão do protocolo de respeito e se deixava ensopar pelos próprios criados, durante o período do Carnaval.
Entrudo em Corumbá na década de 1940. |
A essência do Entrudo continua viva na alma goiana. Basta ver o resgate da tradição através do concurso de marchinhas da Cidade de Goiás, que estimula a produção intelectual e premia os mais talentosos.
![]() |
Entrudo, quadro de Augustus Earle, 1822. |
Também é louvável o Carnaval à moda antiga em Pirenópolis, que acontece na histórica rua Direita e confraterniza famílias e turistas, numa clima de paz e alegria.
Entrudo em Corumbá na década de 1940. |
Fonte:
- ARAÚJO, Rita de Cássia Barbosa de. Festas: máscaras do tempo. entrudo, mascarada e frevo no carnaval do Recife. Recife: Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1996.
- FERREIRA, Felipe. O livro de ouro do carnaval brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.
- MORAES, Eneida de. História do carnaval carioca. Rio de Janeiro: Record, 1987.

by Adriano César Curado, escritor, poeta e historiador.
Baixe gratuitamente seu livro DEUS MORA NO SEU INTERIOR ou entre em contado através de adrianocurado@hotmail.com
Baixe gratuitamente seu livro DEUS MORA NO SEU INTERIOR ou entre em contado através de adrianocurado@hotmail.com
Pensei cá com meus botões, como seria o Entrudo nos dias atuais, em que uma simples fechada no trânsito já é motivo para a morte de alguem! Já pensou um sujeito sem paciência, que anda com o salário em baixa, preocupado com a alta dos combustíveis etc., e leva um banho?! Sem a menor dúvida ele parte para a ignorância. Já se foi o tempo de brincadeiras inocentes! Não somos mais uma sociedade inocente!
ResponderExcluir