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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Mensagem Secult Goiás
A chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Cultura (Secult Goiás), Leila Soares, visita nesta quarta-feira (13) o prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo (Progressistas). Na pauta da reunião está a realização de dois dos maiores eventos promovidos pela pasta de Cultura: Canto da Primavera e Cavalhadas de Goiás. Por conta da pandemia da Covid-19, as comemorações não puderam ocorrer em 2020, mas já estão garantidas para 2021.
O secretário de Cultura, Adriano Baldy, já viabilizou R$ 1 milhão para a realização do Canto da Primavera, festival de música que já faz parte do calendário de festas pirenopolinas. Já as Cavalhadas também está garantida para este ano. Ela é uma tradicional festa centenária e popular em todo o Estado que está em processo para ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.
segunda-feira, 13 de julho de 2020
Cavalhadas em Taguatinga do Tocantins
Na Idade Média, os árabes foram denominados genericamente de mouros. Estes povos invadiram a Europa por volta do século VIII e só foram banidos do continente europeu no século XV. As cavalhadas representam a luta entre o exército de Carlos Magno e os mouros. Carlos Magno foi coroado Imperador do Ocidente no ano 800 pelo Papa Leão III.
Alguns autores acreditam que as cavalhadas tenham sido introduzidas no Brasil pelos padres jesuítas como meio de facilitar a catequese através da junção entre o sagrado e o profano.
Em Taguatinga, no sul do Estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dia 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.
O ritual da luta entre mouros e cristãos é antecedido pelo desfile dos caretas, grupo de mascarados representando bruxas, caras de boi com chifres e outros animais. Os cavalos, usados pelos caretas, são enfeitados com flores e portam instrumentos que produzem um barulho que os identifica.
Os cavalheiros que participam do ritual das Cavalhadas, ao contrário dos mascarados, são quase sempre os mesmos. Nas Cavalhadas tem-se a figura do rei, do embaixador e dos guerreiros. Todos desfilam sobre cavalos paramentados com selas cobertas por mantas bordadas e, sobre os olhos dos animais há uma máscara toda trabalhada em cor prata enfeitada com penas vermelhas e amarelas.
As Cavalhadas são formadas por vinte e quatro cavalheiros, distinguindo os mouros na cor vermelha e os cristãos na cor azul. Doze cavalheiros representam os cristãos e, os outros doze, os mouros.
Os cristãos trajam camisa azul de cetim com enfeites dourados; calça branca com botas azuis e enfeites dourados. Na cabeça, um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.
Os mouros usam camisa de cetim ou lamê prata brocado, capa vermelha com bordados de ouro e calça vermelha com bordados e botas prateadas; na cabeça um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.
A espada e a lança usadas durante a encenação do combate complementam a indumentária dos cavalheiros.
Fonte: Portal Tocantins
Alguns autores acreditam que as cavalhadas tenham sido introduzidas no Brasil pelos padres jesuítas como meio de facilitar a catequese através da junção entre o sagrado e o profano.
Em Taguatinga, no sul do Estado do Tocantins, as Cavalhadas tiveram início em 1937. Acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dia 12 e 13 de agosto. O ritual se inicia com a benção do sacerdote aos cavalheiros; a entrega ao imperador das lanças usadas nos treinamentos para a batalha simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador.
O ritual da luta entre mouros e cristãos é antecedido pelo desfile dos caretas, grupo de mascarados representando bruxas, caras de boi com chifres e outros animais. Os cavalos, usados pelos caretas, são enfeitados com flores e portam instrumentos que produzem um barulho que os identifica.
Os cavalheiros que participam do ritual das Cavalhadas, ao contrário dos mascarados, são quase sempre os mesmos. Nas Cavalhadas tem-se a figura do rei, do embaixador e dos guerreiros. Todos desfilam sobre cavalos paramentados com selas cobertas por mantas bordadas e, sobre os olhos dos animais há uma máscara toda trabalhada em cor prata enfeitada com penas vermelhas e amarelas.
As Cavalhadas são formadas por vinte e quatro cavalheiros, distinguindo os mouros na cor vermelha e os cristãos na cor azul. Doze cavalheiros representam os cristãos e, os outros doze, os mouros.
Os cristãos trajam camisa azul de cetim com enfeites dourados; calça branca com botas azuis e enfeites dourados. Na cabeça, um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.
Os mouros usam camisa de cetim ou lamê prata brocado, capa vermelha com bordados de ouro e calça vermelha com bordados e botas prateadas; na cabeça um cocar cor prata ou ouro com penas coloridas.
A espada e a lança usadas durante a encenação do combate complementam a indumentária dos cavalheiros.
Fonte: Portal Tocantins
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Livro de Ramir Curado
"Capa do meu novo livro, lançado na Tenda dos Cavaleiros durante o jantar oferecido pela família Fleury Curado, ocasião em que foram feitas várias homenagens ao saudoso rei mouro Alfredo Augusto Fleury Brandão, personagem principal desta obra." Ramir Curado
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Cavalhadas de Corumbá de Goiás
As Cavalhadas da vizinha Corumbá de Goiás ocorrerão nos dias 6, 7 e 8 de sembro de 2013, a partir das 13 horas, no campo após a ponte. É uma grande festa, vale a pena conferir.
Adriano Curado
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Numeração dos Mascarados
Segundo a sentença judicial, o Município de Pirenópolis fica condenado a cadastrar, com descrição de roupa e máscara, todas as pessoas que quiserem se vestir de Mascarado na Festa Divino Espírito Santo e lhe dar um número de identificação.
Os Mascarados, ainda de acordo com a sentença, devem se abster de perturbar as Cavalhadas durante as apresentações. Este trecho provavelmente é para aqueles que desafiam os organizadores e não desocupam o campo para a carreira seguinte.
A fundamentação da sentença judicial está no fato de ser grande e crescente o número de infrações penais que envolvem Mascarados, ocorridos nos últimos anos, o que mantem a população em constante estado de alerta. Afirma que “maus elementos” se aproveitam da figura folclórica para cometer crimes, escondido detrás duma máscara que lhe garante o anonimato.
Além do Município de Pirenópolis, também as Polícias Civil e Militar ajudarão no cumprimento das determinações da sentença.
Desta forma, o blog Cidade de Pirenópolis quer saber a sua opinião sobre o assunto.
- Essa ação civil pública foi mesmo necessária?
- Conseguirá o Município de Pirenópolis fiscalizar o trânsito de todos os Mascarados?
- É possível a aplicação da sentença já nesta Festa de 2011, ou seria necessário uma longa campanha de esclarecimento?
Comente, participe!
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
A Festa do Divino dos pirenopolinos
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| Imagem extraída do folheto da festa 2011 |
Durante quatro finais de semana consecutivos, grande quantidade de turistas visitam Pirenópolis para conhecer um pouco mais sobre as manifestações folclóricas da Festa do Divino. Mas é no último final de semana que os festejos se intensificam, com o início das Cavalhadas, que se estendem por três dias (domingo, segunda-feira e terça-feira).
Entretanto, na segunda e terça-feiras, a festa é mais para os pirenopolinos, a cidade se esvazia e o Campo das Cavalhadas já não é tão disputado. Afinal, nesses dois dias é feriado municipal, mas os turistas retornam aos seus compromissos em suas cidades de origem.
Fonte: texto baseado em publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Pirenópolis.
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O sagrado e o profano; a realeza e o popular; a diversidade e a singularidade.
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| Imagem extraída do folheto da programação da festa 2011 |
Eleita pelo Iphan como patrimônio cultural imaterial, em 15 de abril de 2010. Acontece de 27 de maio a 14 de junho, com realização da Prefeitura Municipal de Pirenópolis e Paróquia Nossa Senhora do Rosário, e patrocínios do Governo do Estado de Goiás, Banco Itaú e do Iphan, no Centro Histórico e povoados, a 192ª Festa do Divino de Pirenópolis.
A Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, considerada uma das mais expressivas celebrações do Espírito Santo no país, pelo grande número de rituais, personagens e componentes, como as Cavalhadas de mouros e cristãos e os Mascarados montados a cavalo, vem sendo realizada anualmente desde 1819. Os rituais têm início na Páscoa e seguem até o domingo seguinte ao feriado de Corpus Christi, o clímax da Festa se dá no Domingo de Pentecostes ou do Divino, cinquenta dias após a Páscoa, com as Cavalhadas.
Enraizada no cotidiano dos pirenopolinos, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis é a mais rica expressão da religiosidade popular da cidade, determinando padrões de sociabilidade, consolidando-se como elemento fundamental de sua identidade cultural, onde os moradores se dedicam e se preparam ao longo de um ano inteiro para festejar e participar desta celebração histórica, considerada seu maior bem cultural.
As festas de santos, de devoção religiosa cristã e como expressão da cultura popular, foram trazidas por jesuítas e colonos açorianos e se popularizaram por todo o país. Aqui, se fundiram aos cultos de matriz africana, às crenças religiosas indígenas e encontraram a celebração judaica de Pentecostes ou Domingo do Divino.
Desde sua origem em Portugal, a figura mais importante da Festa do Divino é a do Imperador, escolhido a cada ano por sorteio entre os homens ou meninos da sociedade, atualmente independe de classe social. O Imperador, a quem cabe toda a responsabilidade de promover e cuidar para que tudo se realize com ordem, incentivando, angariando fundos e mobilizando a população nos afazeres da festa, tem como principais atributos a generosidade, a hospitalidade e a distinção.
Vários ritos em uma mesma festa, com destaque para três grandes fases: As Folias, O Império e As Cavalhadas. As diferentes manifestações mesclam festejos religiosos e profanos, como Folias na roça e na cidade, Alvoradas com as bandas de Couro e de música Phoenix, grupo de Congado, Repique de Sinos e descarga de Roqueiras, Missas, apresentação de grupos de Tradições Regionais, Procissões, Novenas, cortejos do Imperador, Reinados e Juizados, a peça teatral “As Pastorinhas” e as tradicionais Cavalhadas.
O costume de se homenagear o Divino Espírito Santo vem do tempo do Brasil Colônia, sendo encontrado em várias cidades por todo o país, principalmente naquelas onde a mineração, somada a mão de obra de índios e de escravos. Em Goiás, as festas foram se difundindo a medida que a Igreja ia ocupando espaço nos arraiais emergentes em função das descobertas auríferas, a partir do século XVIII.
O símbolo da festa é uma mandala de fogo com uma pomba branca ao centro. A pomba significa o Divino Espírito Santo e a mandala de fogo o momento em que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, a Pentecostes. As cores da festa, branco e vermelho, significam paz e o sangue de Jesus.
A Festa do Divino chega ao seu final com as Cavalhadas, que têm início na manhã do domingo de Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, e vão até terça-feira à noite. Num autêntico quadro vivo, as Cavalhadas evocam batalhas medievais entre mouros e cristãos em uma complexa encenação equestre em honra do Imperador e do Espírito Santo: De um lado, vestindo azul, o rei cristão: Carlos Magno e os doze pares da França; do outro, o rei mouro, o Sultão da Mauritânia, com seu "exército de infiéis" trajando vermelho. As Cavalhadas chegam ao seu final quando cristãos e mouros, já batizados, rezam ao Divino e descarregam suas armas, encerrando o Império.
Anunciando a abertura das Cavalhadas pelas ruas da cidade, no sábado, bem como durante, no intervalo das encenações, os Mascarados, ou Curucucus, dão um ar brincalhão à festa, fazendo algazarras com suas roupas extravagantes e máscaras enfeitadas, tanto a cavalo, também enfeitados, como a pé, numa manifestação de alegria e uma maneira de espantar os maus espíritos. Os Mascarados estão presentes em todas as cavalhadas realizadas no Brasil; quanto à origem: acredita-se ser africana, porém, a máscara de boi é típica de Pirenópolis.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011
Cartaz oficial da Festa do Divino 2011
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terça-feira, 17 de maio de 2011
A Festa do Divino vem aí!
| Rei Mouro José Abadia de Pina, em 1967 |
A Festa do Divino de Pirenópolis tem seu ponto máximo no Domingo do Divino, que sempre acontece 50 dias após a Páscoa, na chamada Festa de Pentecostes. A importância dessa festa está na mobilização da cidade como um todo. A população participa, tal qual seus antepassados no século 19.
Não se trata de festejo da elite, mas de uma manifestação que envolve o povo e para ele se volta. Muita gente põe a mão na massa - as confeiteiras que cuidam das verônicas e alfenis; os artesãos que confeccionam máscaras feitas de papelão e grude; as costureiras que bordam as roupas dos cavaleiros e os enfeites dos cavalos.
Foi essa cumplicidade entre o festeiro e o povo que culminou no registro da Festa do Divino de Pirenópolis no Livro das Celebrações, através do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 15.04.2010.
by Adriano César Curado
Festa do Divino 2011 (prévia da programação)
Prévia da Programação:
(Ainda sujeita a alterações)
Dia 20/05/2011 – Sexta-feira: saída da Folia do Padre
Dia 28/05/2011 – Sábado: saída da Folia Rural e Folia Urbana
Dia 29/05/2011 – Domingo: chegada da Folia do Padre
Dia 03/06/2011 – Sexta-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
05h00 – Alvorada com a Banda de Música Fênix.
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – Início da Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
Dia 04/06/2011 – Sábado:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – 2º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
Dia 05/06/2011 – Domingo:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
16h00 – Chegada das Folias da Cidade e Zona Rural, que desfilam pelas ruas da cidade e se encontram na casa do Imperador.
19h00 – 3º dia de Novena, seguida de procissão até a Igreja do Bonfim, ao som da Banda de Couro, levando as bandeiras de S. Benedito e de N. S. do Rosário para levantamento de mastro e queima de fogueira.
Dia 06/06/2011 – Segunda-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – 4º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
Dia 07/06/2011 – Terça-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – 5º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
Dia 08/06/2011 – Quarta-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – 6º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
| Mascarado tradicional, em 1996 |
Dia 09/06/2011 – Quinta-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
17h00 – Entrega das lanças pelos cavaleiros das Cavalhadas ao Imperador.
19h00 – 7º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
Dia 10/06/2011 – Sexta-feira:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
12h00 – Repique de sinos e descarga de roqueiras
19h00 – 8º dia de Novena, seguida de bênção do Santíssimo Sacramento e tocata da Banda de Couro na porta da Matriz.
21h00 - Show com o Pe. Fábio de Melo (Campo das Cavalhadas)
Dia 11/06/2011- Sábado do Divino:
04h00 – Alvorada com a Banda de Couro
05h00 – Alvorada com a Banda de Música Fênix
12h00 – Tocada da Banda de Música da lateral na Matriz, com repique de sinos, fogos e descarga de roqueiras. Saída dos Mascarados pelas ruas da cidade.
19h00 - Último dia de Novena. Na porta da Matriz, levantamento de mastro e queima da fogueira, ao som da Banda de Música Fênix. Na Beira Rio, na sequência, show pirotécnico com a presença do Imperador e da Banda de Música.
| Saída dos Mascarados no Sábado do Divino, em 2010 |
Dia 12/06/2011 - Domingo do Divino:
08h00 - Cortejo Imperial, que sai da casa do Imperador na Rua Direita, nº 52, Centro Histórico, e vai para a Matriz, acompanhado de procissão de virgens, ao som da Banda Fênix.
09h00 – Missa solene, cantada em latim pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.
10h30 - Sorteio do novo Imperador, na sacristia da Matriz.
11h00 – Cortejo que leva o Imperador de volta à sua residência, para distribuição de verônicas e pãezinhos-do-divino.
Às 13h00 – Abertura das Cavalhadas.
Às 18h00 – Cortejo que busca o Imperador em sua casa e o leva à Matriz, onde acontece a coroação do novo festeiro.
Dia 13/06/2011 – Segunda-feira.
08h00 – Reinado de Nossa Senhora do Rosário: cortejo sai da casa do Rei e da Rainha, acompanhado da Banda de Couro e do Congo, até a Igreja do Bonfim, onde tem início uma missa cantado pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.
10h00 – O cortejo conduz os festeiros de volta às suas residências.
13h00 – 2º dia das Cavalhadas.
Dia 14/06/2011 – Terça-feira.
08h00 – Juizado de São Benedito: cortejo sai da casa dos Juízes, acompanhado da Banda de Couro e do Congo, até a Igreja do Bonfim, onde tem início uma missa cantada pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário.
10h00 – O cortejo conduz os festeiros de volta às suas residências.
13h00 – 3º dia das Cavalhadas.
| O Imperador recém-sorteado acompanha seu antecessor, em 2010 |
by Adriano César Curado
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
A Imagem e o Imaginário
| Imagem do acervo da Família Pina |
Esta fotografia registra, no Largo da Matriz, uma embaixada entre o rei mouro José de Pina (Zé de Lulu) e o embaixador cristão Benedito Jayme Siqueira (Dita Zafá), nas Cavalhadas de 1958.
Esta foi a última encenação no largo, já que, oito anos mais tarde, as Cavalhadas retornariam, na Festa do Divino de Mauro de Pina, mas agora no campo de futebol Dr. Ulisses Jayme, onde está até hoje.
Se analisarmos bem a imagem, veremos que, naqueles bons tempos de gente educada, não havia sequer uma corda para conter o povo, mas ainda assim ninguém invadia o campo.
Outra curiosidade é o casarão no canto direito da foto, onde atualmente está a casa de dona Ita e seu Alaor de Siqueira. Naquela época diziam que a casa, já uma tapera, era mal assombrada e à noite ouviam-se gritos, arrastar de correntes e pedidos de socorro vindos lá de dentro.
by Adriano César Curado, escritor, poeta e historiador. Baixe gratuitamente seu livro DEUS MORA NO SEU INTERIOR ou entre em contado através de adrianocurado@hotmail.com
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Geraldo de Pina
Geraldo d'Abadia de Pina (Pirenópolis, 08.05.1925 – Anápolis, 23.07.1988), engenheiro civil, foi duas vezes deputado federal, presidente das Centrais Elétricas de Goiás e do Departamento de Estradas e Rodagens de Goiás, além de responsável pela revitalização da Festa do Divino de Pirenópolis. Terceiro filho, duma prole de dez, de Luiz d'Abadia de Pina (Lulu de Pina) e de Inácia Lopes, casou-se com Mariana, de quem se divorciou sem sucessão. Posteriormente casou-se novamente e teve um filho de nome Fabio Lacerda Aragão de Pina. Fez suas primeiras letras com o professor Manoel Hermano da Conceição, na terra natal, e mais tarde se tornou engenheiro civil no extinto Estado da Guanabara, Rio de Janeiro.
Fotografia de 1968, Arquivo da Família Pina
Depois
de formado, retornou a Goiás e foi para Brasília labutar junto à empresa
Cia Planalto, dos Estados Unidos, que construía edifícios na Esplanada
dos Ministérios. Nesta época Geraldo de Pina conheceu Juscelino
Kubitschek de Oliveira, de quem se tornou amigo, e quem o aconselhou a
entrar para a política partidária. Por amizade a Geraldo, JK esteve
várias vezes em Pirenópolis e fazia questão de tomar refeição na Pensão
Padre Rosa, de Joanito Jayme.
Cel. Achiles de Pina
Com o término dos trabalhos em Brasília, no princípio de 1959, mudou-se para Goiânia e, por indicação do tio, coronel Achiles de Pina, ocupou a chefia da Secretaria de Viação e Obras Públicas de Goiás (Sevop), no governo de José Feliciano Ferreira. Convidou para auxiliá-lo o amigo e escritor Carmo Bernardes, que trabalhava como jornalista no Jornal Imprensa, de Eurípedes Gomes de Melo.
Ex-governador José Feliciano Ferreira (1916 - 2009)Governou Goiás de 1959 - 1961
Pirenópolis deve muito à memória desse homem
A convite do governador, assumiu a presidência da Celg (Centrais Elétricas de Goiás) em 24.11.1959, donde só saiu em 21.12.1961. Nessa época a cidade ainda era iluminada pela velha usina particular de Gastão de Siqueira, que produzia uma luz fraca e amarelada. Geraldo instalou a Celg em Pirenópolis e, na festa de inauguração, José Feliciano, visivelmente constrangido, chamou-o a um canto:
-- Geraldo, mas que situação delicada você meu deixou!
-- Como assim, doutor Feliciano?
-- Que ideia foi essa de instalar poste de cimento em Pirenópolis?
- Qual o problema?
- O problema é que Goiás quase que inteiro tem poste de madeira, inclusive minha terra natal!
O mandato de José Feliciano, que se iniciara em 31.01.1959, terminou em 31.01.1961, quando então assumiu o governo de Goiás Mauro Borges Teixeira. Novo pedido de Achiles de Pina manteve Geraldo na Presidência da Celg e, mais tarde, em 21.12.1961, o governador o convidou para assumir a presidência do Dergo (Departamento de Estradas e Rodagens de Goiás – atual Agetop), onde trabalhou na árdua tarefa de alargar e melhorar a péssimas rodovias goianas, cargo que ocupou até o final de 1962.
Luiz d'Abadia de Pina (Lulu de Pina)
Fotografia de 1969, Arquivo da Família Pina
Fotografia de 1969, Arquivo da Família Pina
Em Pirenópolis, Luiz d'Abadia de Pina (Lulu), pai de Geraldo, se elegeu prefeito pela UDN numa votação até hoje sem precedentes, se considerarmos a proporção de eleitores da época. Dos 2 760 votantes, Lulu teve 1 891 votos, contra 672 do adversário. O restante foram votos inválidos. Isso animou Geraldo de Pina, que nunca se esqueceu dos conselho de JK, embora ambicionasse uma árdua tarefa, que era eleger-se deputado federal sem galgar nenhum outro cargo.
Baseado no sucesso eleitoral do pai, Geraldo teve uma ideia. Na Fazenda Chumbado, pertencente à família, organizou uma fenomenal festa. Faixas foram esticadas por toda a rodovia, tanto de Pirenópolis quanto de Goianésia, até chegar à fazenda, com frases de saudação ao povo. Compareceram o governador Mauro Borges, seu pai, Pedro Ludovico, o ex-governador José Feliciano, além de prefeitos de dezenas de municípios goianos. Os pastos no entorno da casa-sede ficaram coloridos de barracas. Para alimentar tanta gente, mataram 11 vacas e 22 leitoas. Geraldo, então, aproveitou para, num discurso emocionado, lançar sua candidatura. O amigo Carmo Bernardo cunhou o slogan: “Pina falou pode escrever”.
Deu certo. Em 3.10.1962, Geraldo é eleito deputado federal por Goiás, pelo Partido ARENA, exonera-se da diretoria do Dergo e se muda para Brasília. Como parlamentar participou em missão oficial a viagens aos Estados Unidos, por ser membro integrante da Comissão Permanente de Transporte, da Câmara dos Deputados. Com o fim do seu mandato (1967), tentou novamente a reeleição, mas a realidade era outra – seu pai já havia deixado a prefeitura; com o Golpe de 1964, Pedro Ludovico perdeu o poder e Mauros Borges foi deposto. Mas não desanimou e ainda com a ajuda de Carmo Bernardes, cunhou outro slogan: “Vamos reeleger quem fez por merecer”. E em seguida endereçou a Pirenópolis uma carta aberta. Conseguiu votos apenas para a suplência, embora pouco mais tarde conseguisse assumir o cargo. Com o fim do segundo mandato (1967-1971), Geraldo já estava farto da política e se dedicou exclusivamente à profissão de engenheiro civil. Fundou a construtora Agroenge, especializada em terraplanagem, iluminação pública e meio-fio. Sua maior obra foi o planejamento e criação do loteamento Anápolis City, hoje um elegante bairro anapolino, cujo rua principal leva seu nome.
Foto da década de 1950 - Arquivo da Família Pina
Além de muitas obras públicas para Pirenópolis, Geraldo de Pina ajudou bastante a cidade na área cultural. O ocorre que, depois de 1958, seguiram-se oito anos sem outra encenação das Cavalhadas, época em que a Festa do Divino de Pirenópolis entrou em acentuado declínio, principalmente por conta do pouco entusiasmo do povo e dos festeiros que se seguiram. Ocorriam apenas a parte religiosa e algumas apresentações de dança ou teatro. Geraldo descobriu que era preciso resgatar o explendor e o entusiasmo de outrora, então a família Pina se reuniu e traçou-se um plano que começou a se efetivar quando Mauro de Pina, com apenas dezoito anos de idade, foi sorteado imperador, já no ano de 1966. Foi um grande sucesso. O casarão de Lulu de Pina, que fica em frente à igreja Matriz, foi aberto ao povo e ali serviram refeições e bebidas com fartura. Muitos jovens da época não se lembravam de como eram encenadas as Cavalhadas, então tiveram de buscar antigos cavaleiros. José d'Abadia de Pina, irmão de Geraldo, era o Rei Mouro, Fiíco da Babilônia seu embaixador, e havia muitos cavaleiros bons naquela nova apresentação, como Joãozico Lopes, Dito Zafá, Felipe, Lalau etc.
A Festa do Divino de Pirenópolis, no entanto, chegou ao seu auge com o sorteio de Geraldo de Pina, em 1969, dado à sua influência em Brasília, e ele foi o responsável pelo novo fôlego da festa, ao promover o início dos festejos com bastante barulho (alvoradas, zabumba e apresentações da Fênix). No dia 24 de maio, sábado do Divino, foi feita uma queima de foguetes nunca vista em Pirenópolis, com uma girândola de 10 mil tiros, além de fogo de artifício e disparos de ronqueira. Centenas de meninas vestidas de branco saíram do casarão de seu pai, Lulu de Pina, no rumo da Matriz. Devido à influência de Geraldo como deputado federal, Pirenópolis se tornou conhecida por Brasília e foi “invadida”, pela primeira vez, pelos turistas. Isso só foi possível porque, no plano de revitalização da festa, Geraldo tomou a corajosa decisão de puxar a primeiro dia das Cavalhadas para o domingo, e, daquele ano em diante, os turistas puderam assistir pelo menos um dia de apresentação.
José d'Abadia de Pinarei mouro que ajudou a reorganizar as Cavalhadas
Foto de 1968 - Arquivo da Família Pina
Geraldo de Pina morreu em Anápolis na tarde de 23.6.1988, aos 63 anos, vitimado por fulminante infarto. Por iniciativa do governador Marconi Perillo, foi promulgada a Lei 13.633/2000, que denominou “Rodovia Geraldo de Pina” o trecho da GO-338, que liga as cidades de Pirenópolis a Abadiânia.
Bibliografia:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O Divino, o santo e a senhora. Rio de Janeiro: Funarte, 1978.
CARVALHO, Adelmo. Pirenópolis, coletânea 1727-2000, história, turismo e curiosidade. Goiânia: Kelps, 2000.
CURADO, Glória Grace. Pirenópolis, uma cidade para o turismo. Goiânia: Oriente, 1980.
FERREIRA COSTA, Lena Castelo Branco. Arraial e coronel. São Paulo: Cultrix, 1970.
JAYME, Jarbas. Esboço histórico de Pirenópolis. 2 v. Goiânia: Imprensa da UFG, 1971.
JAYME, José Sisenando. Pirenópolis (humorismo e folclore), Edição do Autor, 1983.
SILVA, Mônica Martins da. A festa do Divino – romanização, patrimônio e tradições em Pirenópolis (1890-1988).
Entrevistas:
- João José de Oliveira (aos 90 anos)
- Maria Jayme de Siqueira Pina (aos 87 anos)
- Antônio de Pina (aos 60 anos)
- Maria Jayme de Siqueira Pina (aos 87 anos)
- Antônio de Pina (aos 60 anos)
Site:
www.camara.gov.br
Adriano César Curado
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