quarta-feira, 13 de maio de 2026

Pirenópolis: turistas 1970 e 1980

Quem se lembra dos acampamentos nas margens do rio das Almas? Entre as décadas de 1970 e 1980, o fluxo de turistas em Pirenópolis cresceu repentinamente por conta das propagandas do governo. Só que não havia a estrutura hoteleira de hoje, então a solução foi liberar as áreas públicas. Algo impensável nos dias atuais.

A obra de arte que ilustra a postagem é de autoria da artista plástica Mara Velvet.

Circuito das Cavalhadas 2026

domingo, 10 de maio de 2026

O cortejo do festeiro de Pirenópolis

Na festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, o festeiro se chama Imperador e é ele o responsável pelo sucesso de todo um conjunto de acontecimentos. 

Seu Império dura um ano, e nesse meio tempo sua casa se transforma num anexo das festividades, com dezenas de pessoas ajudando na preparação de refeições, salgados, doces etc.

E o auge de sua festa é o grande cortejo imperial, com a presença da banda de música e de couro, do congo, da congada e por aí vai. Ele caminha a passos lentos na direção da Matriz, sob o fornalhar de bandeirolas e ladeado por longas filas de moças vestidas de branco.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

103 anos de José de Pina (Zé Lulu)

Hoje seria aniversário de 103 anos de meu avô José de Pina (Zé Lulu), e como ele foi rei mouro por muitos anos, não há maneira melhor para homenageá-lo que esta foto estilizado no personagem.

Arte em azulejos

Esta é a representação artística do teto da capela-mor da Matriz de Senhora do Rosário de Pirenópolis, realizada pela artista plástica Mara Velvet , usando técnica mista. 

A imagem é um azulejo sublimado com a arte, que foi encomendado por um cliente. Mas o original está na Piri Galeria (@piri_galeria): praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni. 

Prestigiem a arte!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Os mascarados catolés

A presença dos mascarados na festa em louvor ao Divino Espírito Santo traz alegria, barulho e colorido. Eles se espalham pela cidade com suas roupas espalhafatosas, com trejeitos e molecagem, e distribuem alegria por onde passam.

Sua origem é incerta e muito se discute em que momento apareceram. Fato é que, o auge de sua apresentação acontece nos intervalor das carreiras que simulam as batalhas entre mouros e cristão, lá no campo das Cavalhadas. 

Esses retratados na pintura são os chamados catolés, mascarados mais simples que se limitam a pintar o corpo e o cavalo e a esconder a identidade com uma máscara de pano.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO

 

SÉRIE BIOGRAFIAS
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO


Amphilophio de Alencar Filho (Pirenópolis, 22/09/1937 – Goiânia, 17/04/1988) era mais conhecido como Amphilophinho (pronuncia-se Anfilofinho), filho do terceiro casamento do farmacêutico Amphilophio de Alencar com Rita de Siqueira. Casou em 17/02/1965 com Dilma Daher de Alencar (Piracanjuba, 06/08/1945), com quem teve três filhos: Christian Daher de Alencar, Daniel Daher de Alencar e Nádia Daher de Alencar Neves. 

Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e tornou-se Mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) com a tese: “Um dialeto social nos contos de Bernardo Élis”, em 1975. 

Foi professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Letras, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da UCG. Atuou como jornalista, santeiro. escultor, restaurador, genealogista, pesquisador e poeta. Deixou diversas crônicas e contos, além de vasto material de pesquisa histórica. Dotado de voz grave e afinada, destacava-se no coro de sua terra natal. Seu instrumento musical preferido era o piano, que sabia tocar com maestria, entretanto não se conhece composição de sua autoria. 

Amphilophinho e a esposa Dilma
                                                         Amphilophinho e a esposa Dilma


Pesquisou também os presépios das cidades de Pirenópolis e Goiás, além de se dedicar à obra de Veiga Vale. De forma autodidata, entre erros e acertos, começou a restaurar ainda jovem as imagens sacras de amigos e parentes, até que criou suas próprias esculturas em cedro, com destaque para Meninos-Jesus, anjos e santos diversos, que foram expostos em variados eventos. 

Na literatura, deixou importantes pesquisas de cunho técnico, além de escrever poemas e contos. Está presente na Estante do Escritos Goiano, no Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais. Suas pesquisas até hoje servem de referência para a produção científica, sobretudo referentes às obras de Veiga Valle.   

Um ativista cultural de assídua atuação, em especial na profissão de jornalista, defendia a preservação do patrimônio histórico e o levantamento e catalogação do vasto acervo patrimonial goiano. Na Revista Goiana de Artes (1984) publicou um texto inédito sobre

a arte sacra no Brasil com análise da obra dos escultores santeiros Veiga Vale, Padre Francisco Ignácio da Luz, Antônio José de Sá, Sebastião Epifânio e Maria de Beny. 

Amphilophinho foi um pesquisador incansável e meticuloso, e por conta disso revirou muitos arquivos sujos e empoeirados, assim como manipulou esculturas guardadas em templos mal conservados. Por conta disso, contraiu um fundo denominado paracoccidioides brasiliensis que cousa uma micose sistêmica crônica grave chamada blastomicose sul-americana (ou paracoccidioidomicose), tendo falecido de infecções pulmonar e renal aos cinquenta anos de idade. 

Amphilophinho ainda jovem

Membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Associação dos Docentes da UFG. Foi biografado no Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. É Patrono da Cadeira nº XXI da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam). 

Publicou: “Cinco Santeiros Goianos - uma apreciação” e “Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis”. Deixou vários estudos inéditos sobre a arte sacra goiana. 

Referência:

ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Cinco Santeiros goianos - uma apreciação. Rev. Goiana de Artes. v. 5, n.1, p. 1-6, jan./jun. 1984.

ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1975.

MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Bibliográfico de Goiás. Rio de Janeiro: MASTER, 1999.

PASSOS, Elder Camargo de. Veiga Valle – seu ciclo criativo. Goiás, GO: Museu de Arte Sacra, 1997.



Programação Festa do Divino de Pirenópolis 2026


Esta é a programação completa da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis em 2026.
Prestigiem! 

Fonte das imagens: página no Instagram @cavalhadaspi

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O velho cemitério dos pretos

Ao final da Rua do Rosário ficava a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, um templo muito bonito em sua simplicidade. Ele fora construído pelos excluídos (escravizados ou alforriados) da sociedade racista na época da mineração.

Hoje ela não está mais lá e em seu lugar construíram um coreto. Mas o que poucos sabem é que, no Brasil colônia, não havia cemitérios e os mortos eram sepultados dentro das igrejas ou na sua vizinhança. Portanto sob a praça há uma multidão de sepulturas invisíveis. 

A obra que retrata esta postagem é um bico de pena feito com tinta Nanquim de autoria da artista plástica Mara Velvet (@maravelvetart). 

Cenário urbano

Há um ar de mistério e romantismo nesta cidade, algo que foge ao imediatismo do tempo, que distrai a gente e faz olhar e ver. Creio que é por conta disso que gosto tanto daqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

A onça, o espião


O mascarado mais conhecido é o de boi, quase um símbolo folclórico de Pirenópolis. Mas há muitos outros, como demônios e onças. 

Nessa aquarela podemos ver o espião mouro, que fantasiado do grande felino espiona o castelo inimigo e é morto logo no princípio das cavalhadas. 

Obra: "A onça, o espião" (18x23cm) - aquarela 
Autoria:  Mara Velvet (@maravelvetart)
Local: tela exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

Os Catolés

Esse quadro retrata os mascarados de Pirenópolis, figura folclórica que abrilhanta a Festa do Divino Espírito Santo e leva alegria, cores e barulho por onde passa. 

As festividades certamente que remontam às origens da cidade no século XVIII, e possivelmente os mascarados surgiram já no início das apresentações das cavalhadas. 

Na pintura podemos notar que os personagens usam máscaras de pano, montam em pelo, calçam botinas rangedeiras e têm o corpo pintado de forma rústica. 

Esses do quadro, em especial, são chamados de catolés. Não sei porque essa associação com o nome da palmeira de palmito amargoso típico aqui do cerrado. Mas enfim... alegria é com eles mesmos!

Título "Os Catolés" (82x70cm) - tinta acrílica sobre tela. 
Autoria Mara Velvet (@maravelvetart)
A tela se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria

quinta-feira, 26 de março de 2026

quarta-feira, 25 de março de 2026

Permita-se


Deixe que a luz entre na sua vida, inunde sua alma, alegre seu espírito! A paz vai transbordar dos recantos mais translúcidos do seu ser e lhe proteger das agruras da existência. Permita-se!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Início de Pirenópolis


As Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte foram descobertas pelo português Urbano do Couto Menezes, que por aqui chegou chefiando uma expedição (Bandeira) em 7 de outubro de 1727. 

Havia com ele muitos outros companheiros da terra de Camões, inclusive um rico comerciante chamado Manoel Rodrigues Tomar, que tomou a iniciativa de fundar um povoado no nascente garimpo. E assim nasceu Meia Ponte, que mais tarde passaria a se chamar Pirenópolis (Cidade dos Pireneus).

Decidiram aqueles bandeirantes que o primeiro ouro extraído seria usado para missas em prol das almas que estão no Purgatório. E então o rio onde garimpavam foi batizado de “Almas”. 

Era tempo de muita chuva e a água estava alta, então decidiram construir uma ponte com duas vigas de madeira. Só que o Almas subiu demais e levou uma delas, por essa razão a lugar ficou conhecido como Meia Ponte.

sábado, 21 de março de 2026

A rodoviária antiga


Você sabia que na década de 1950, época desta foto, a estação rodoviária de Pirenópolis era no casarão da Pensão Central? Pois é. Ela funcionava aqui ao lado de casa, e me contou minha mãe @martapinac que era um movimento constante de jardineiras. 

No lado esquerdo superior aparece o centenário cajazeiro que foi removido para a construção da avenida.

sábado, 7 de março de 2026

A casa


A casa é a extensão do nosso ser. É nela que vivenciamos nossas tristezas e alegrias, ali nos alimentamos e embebedamos, entremeio suas paredes escrevemos no livro da vida. Por isso em nossa casa só entra se for convidado. 

A Matriz e o tempo

O tempo passa rápido e a Matriz de Senhora do Rosário continua ali firme, superando os obstáculos que os revezes lhe impõem. 

domingo, 1 de março de 2026

A outra torre

A torre mais fotografada da Matriz é sempre a outra (sineira). É à sua sombra que acontecem as festividades, como as tocadas da banda ou a saída dos mascarados, e ali está o imponente relógio. Na chegada solene do cortejo imperial, dali saem os repiques alegres do sino intercalados com o foguetório. 

Já esta outra, que fica para o lado do sol nascente, quase nunca é lembrada. Hoje estava aqui pensando que, das tantas vezes que subi ao coro, nunca olhei por aquela janela... aliás, nunca a vi aberta.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Lançamento coletânea da Aplam

A mais nova coletânea da Academia Pirenolina de Letras, Artes e Música (Aplam) será lançada dia 26 próximo no Centro de Artes Ita e Alaor (na Rua da Prata). Prestigiem a cultura goiana! 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Os Farricocos

Este quadro é uma representação artística dos Farricocos, que são personagens da tradicional Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás.

Dados da obra:
- Farricocos (70x90cm), tinta acrílica sobre tela.
- Artista plástica: Mara Velvet
- Local: a tela se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Detrás da Matriz

Parece uma nave espacial mirando o infinito.  Ou seria a seta do Criador apontando rumo ao Universo? Não saberia dizer. Fato é que sentar aqui na escadaria detrás desse templo me traz paz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O casarão de Mauro de Pina


*A casa remanescente mais antiga de Pirenópolis é o berço de cinco famílias goianas*

 _Nilson Jaime_ 

Uma casa construída na última metade do Século XVIII, no Arraial de Meia-Ponte, é hoje a mais antiga residência remanescente de Pirenópolis. Trata-se da edificação entre o Cine Pireneus e o Teatro Sebastião Pompeu de Pina, na cidade fundada aos pés da Serra dos Pireneus. 

De acordo com Jarbas Jayme (Jayme & Jayme, 1990) a edificação foi construída pelo luso ```Alexandre Pinto Lobo de Sá,```  um dos responsáveis pela edificação da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Meia-Ponte - segundo o viajante ```D'Allincourt``` -, ainda existente.

Nessa casa residiu a neta do patriarca da família Sá - ```Genoveva Maria da Soledade``` ("Inhá Genu") - que teve com o ```padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury``` (editor da _Matutina Meiapontense,_ primeiro jornal de Goiás e do Centro-Oeste) sete filhos, dentre eles os genearcas de cinco novas famílias: Jaime, Sócrates, Confúcio, Sêneca e Cícero. 

As duas filhas mulheres do casal não tiveram descendentes. Os filhos homens, contudo, deixaram mais de 14 mil vergônteas, nas cinco linhagens, que se espalham por todo o Estado de Goiás e vários estados brasileiros e países do mundo.

A icônica casa, pertencente hoje  ao espólio de "Lulu de Pina", encontra-se impecavelmente conservada, mais de 250 anos depois, por Mauro de Pina, pentaneto do patriarca Alexandre Pinto Lobo de Sá, assim como este autor.

Prestes a completar 300 anos, Pirenópolis guarda esse tesouro da arquitetura colonial.

Vale a pena conhecer a casa, que abriga em seu interior um notável acervo fotográfico particular.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

As cidades mudam


Lentamente as cidades se transformam, as paisagens se alteram, pessoas vão e veem e o que hoje existe amanhã pode não estar mais lá.

Daí a importância da fotografia, das artes plásticas, da literatura... enfim, da cultura em si.

 É nas representações artísticas que o tempo encontra um limite, que o espírito se renova e as esperança ressurge como a aurora no amanhecer. 

- os quadros da foto são de autoria de Mara Velvet e estão expostos para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

sábado, 31 de janeiro de 2026

Uma cidade acordada

Hoje um turista sintetizou Pirenópolis para mim: uma cidade acordada o tempo todo. E é isso mesmo. Não digo sobre a cidade não dormir (e não dorme mesmo) mas sim no fato da reinvenção. 

Na época do ouro, quando as povoações entravam em decadência e muitas se arruinavam, Meia Ponte florescia por ser entreposto comercial de estradas coloniais. 

Depois, quando Goiânia desviou as estradas para outras rotas, Pirenópolis seduziu Brasília e se transformou em um grande destino turístico. 

Enfim... aquele turista estava certo: uma cidade acordada o tempo todo. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Detalhes


No cantinho da casa então detalhes invisíveis aos olhos dos que olham mas não veem.

Banda de matriz africana


Lá vem a banda de matriz africana, batida forte das baquetas ritmadas, sons melodiosos que nos remetem  ao passado distante, alegria derramando pelos instrumentos musicais. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O rei mouro

Vendo esta foto do acervo de @acervolyonel eu me lembrei de meu saudoso avô Zé Lulu (José de Pina), que interpretava o rei dos mouros nas cavalhadas de Pirenópolis. 

Ele era um grande ator e desde criança já subia nos palcos para atuar. Na encenação das cavalhadas, incorporava o personagem de tal forma que até seu semblante mudava. 

E o mais impressionante é que, passadas mais de quatro décadas de seu falecimento, até hoje pessoas me param na rua para relembrar suas façanhas incomuns sobre o cavalo.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O luar majestoso

Ao entardecer, acendem se as candeias e o sol vai se apagando no horizonte distante. Não tarda e este céu estará pontilhado de estrelas tremeluzentes, onde triunfará o luar majestoso, inspiração dos trovadores nas madrugadas festivas.