As construções dessas cidades antigas são assim mesmo: rústicas, sem muita ornamentação e com barro, madeira e pedras apenas. Mas o interessante é que estão por aí há séculos e não caem.
sábado, 15 de agosto de 2026
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
As palmeiras da Matriz
A paisagem da Matriz de Pirenópolis com as duas palmeiras em frente às torres virou cartão postal. Mas elas já eram velhas e acabaram morrendo. Foram repostas, porém vai levar tempo até que a paisagem retorne ao que era antes. Neste meio tempo ficam as fotografias como registro.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Serra dos Pireneus
Há uma magia singular na Serra dos Pireneus, uma energia que envolve a gente... e ainda tem aquela lua esplendorosa que ilumina nosso espírito.
Este quadro da artista plástica Mara Velvet bem representa essa paisagem e esse encanto.
quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Carro de boi
Lá vai o carro de boi gemendo pela trilha do tempo, despertando na gente saudosas recordações, lembranças do que não volta mais!
domingo, 2 de agosto de 2026
A comitiva
As comitivas atravessavam os sertões desde o tempo que existiam picadas improvisadas em vez de estradas. No lombo de mulas de carga iam e viam mercadorias e notícias.
Eram viagens longas e cansativas, feitas na estação da seca, quando os rios dominuiam o volume. Os comerciantes mais ricos possuíam centenas de animais e contratavam uma multidão de tropeiros.
Este quadro da artista plástica Mara Velvet bem retrata aquele tempo e ainda o salpica com confeitos de uma chuva das floradas dos ipês.
domingo, 26 de julho de 2026
Cachaça Caiçara
Durante muitas décadas a famosa cachaça Caiçara foi produzida na fazenda de mesmo nome, de propriedade da família Lopes.
Ali era plantada a cana de açúcar, a garapa espremida em moinho centenário e depois depurada em alambique de cobre.
Com o tempo infelizmente a produção diminuiu e finalizou. Mas agora, ao comparecer ao lançamento do excelente livro do @daniellmendonca pude ver com alegria que a bebida voltou.
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Pe. Mateus
Remexendo nos guardados de meu pai, achei essa lembrança de uma missa celebrada pelo Pe. Mateus, que era o nome religioso de José Lino Curado, pai do meu estimado amigo e primo @danilocurado.
Cinco anos após essa missa, o religioso casaria meus pais. Depois ele obteve permissão de se licenciar do sacerdócio para casar. José Lino era meu amigo, grande intelectual e cineasta.
domingo, 19 de julho de 2026
Pés descalços
Era um tempo de simplicidade que estava nos muros de adobe, nas casas de taipa e nas pessoas de pés descalços.
Não havia cimento, concreto ou aço por estas bandas e a solução foi utilizar o que tinha.
No tijolo de adobe, só tem terra. E as paredes eram sustentadas por vigas de aroeira e levantadas com taquaras entrelaçadas e rebocadas com barro e esterco (pau a pique).
As gentes caminhavam descalças pelas estradas (botinas custavam o olho da cara) e antes de entrarem na rua, se lavavam no corgo Lava-pés (que por essa razão tem esse nome) e só então se calçavam.
Ainda assim os casarões e seus muros estão pela cidade há séculos. E o povo adoecia menos e vivia melhor.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
domingo, 5 de julho de 2026
quinta-feira, 25 de junho de 2026
As velhas palmeiras
Essas palmeiras em frente à Matriz de Pirenópolis não existem mais, porém ficaram eternizadas nesta minha fotografia.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Faleceu Caramuru
Caramuru de Oliveira era filho do Comendador Christovam de Oliveira. Nesta bela mensagem, sua sobrinha Duilia lhe presta homenagem.
domingo, 14 de junho de 2026
Obra de arte singular
Esta tela tem uma perspectiva interessante e equivale a estarmos em um lustre no teto. Mas a história é ainda mais acolhedora.
Nela há um casal de idosos em seu quarto. Na parede há dois quadros: em um se vê o senhor ainda jovem na época em que saía de mascarado e no outro sua esposa mocinha se apresentando na peça teatral As Pastorinhas.
A questão é: eles estão se levantando ou deitando?
Obra:
* Reflexões da Vida (30x60cm) - tinta acrílica sob tela.
* Artista plástica: Mara Velvet
* Essa arte plástica se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Aconchego de vó
Tem lugar que traz aquele aconchego de casa de vó, onde assa o pão de queijo e no jardim cheira o jasmim do campo. Lugar de tranquilidade que nos remete à infância de muitas traquinagens e merecidos castigos. Essa casinha charmosa na rua da Prata me despertou tudo isso.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Uma cidade de pedras
Esta é uma cidade em que as pedras estão por toda parte: nos muros, nas ruas, nos alicerces, na própria essência da existência humana. Mas não habitam aqui pessoas de coração de pedra, isso não. Pelo contrário. O habitante da região dos Pireneus é bem amoroso e receptivo.
Ao final das tarde se escutam estrondos. São dinamites extraindo as rochas da velha pedreira. No calçamento há os pés de moleque que desequilibram as moças desavisadas de salto alto.
Mas afinal, o que é uma cidade de pedras senão a interação entre a natureza e a civilização?
domingo, 31 de maio de 2026
Casa de Câmara e Cadeia
Este é o histórico sobrado da Casa de Câmara e Cadeia, que por muito tempo fez parte de relevantes acontecimentos da história de Pirenópolis.
Com nova destinação, agora serve à cultura. No andar térreo funciona o Museu do Divino e no superior, a sede da Academia Pirenolina de Letras, Artes e Música (Aplam).
#cultura #folclore #museus #literaturabrasileira #artesplásticas
sábado, 30 de maio de 2026
Muro de pedras
As flores do bougainville cobrem a sisudez do caduco muro de pedras e abrilhantam a rua da velha cidade.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
quarta-feira, 20 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
As Pastorinhas
Durante as festividades em louvor ao Divino Espírito Santo em Pirenópolis, tradicionalmente é encenada uma peça teatral chamada As Pastorinhas. É um teatro de revista (dançado e cantado) de temática natalina, que foi encenada pela primeira vez na cidade há um século, quando por aqui passou um telegrafista nordestino chamado Alonso, que a trouxe na bagagem.
Sebastião Pompeu de Pina, aquele mesmo que dá nome ao prédio do teatro (construído por ele), foi o primeiro a encená-la, já que as famílias da época não confiaram deixar o telegrafista recém-chegado ensaiar as moças. Joaquim Propício de Pina, irmão de Sebastião e fundador da Banda de Música Phoênix, orquestrou a parte musical e compôs os cantos dos três símbolos (fé, esperança e caridade), que são representados por atrizes mirins.
Quando Alonso foi transferido para outra cidade, comunicou que não deixaria a peça em Pirenópolis. Então foi preciso montar um estratagema para mantê-la por aqui. Propício já tinha as partituras por ele orquestradas, e então José Assuerio de Siqueira, madrugada afora, copiou a punho toda a longa parte escrita com falas dos personagens.
O telegrafista se foi, mas As Pastorinhas ficaram. Encenada ano após ano, já foi ensaiada por grandes diretores teatrais locais, a exemplo de Wilson Pompeu de Pina, filho de Sebastião, o casal Ita e Alaor, Natália de Siqueira e, mais recentemente, Séfora de Pina, que é neta de Wilson.
A obra de arte que ilustra esta postagem mostra uma das partes da peça, quanto uma pastora se perde e é assediada pelo demônio Lusbel, sendo salva repentinamente pelo anjo Gabriel.
Obra de arte:
• Autoria: Mara Velvet
• Título: Interseção do Anjo Gabriel
• Tinta acrílica sobre tela (60x80cm)
• Local: a obra se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria, praça do Coreto, ao lado da Pousada Dona Geni
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Pirenópolis: turistas 1970 e 1980
Quem se lembra dos acampamentos nas margens do rio das Almas? Entre as décadas de 1970 e 1980, o fluxo de turistas em Pirenópolis cresceu repentinamente por conta das propagandas do governo. Só que não havia a estrutura hoteleira de hoje, então a solução foi liberar as áreas públicas. Algo impensável nos dias atuais.
A obra de arte que ilustra a postagem é de autoria da artista plástica Mara Velvet.
domingo, 10 de maio de 2026
O cortejo do festeiro de Pirenópolis
Na festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, o festeiro se chama Imperador e é ele o responsável pelo sucesso de todo um conjunto de acontecimentos.
Seu Império dura um ano, e nesse meio tempo sua casa se transforma num anexo das festividades, com dezenas de pessoas ajudando na preparação de refeições, salgados, doces etc.
E o auge de sua festa é o grande cortejo imperial, com a presença da banda de música e de couro, do congo, da congada e por aí vai. Ele caminha a passos lentos na direção da Matriz, sob o fornalhar de bandeirolas e ladeado por longas filas de moças vestidas de branco.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
103 anos de José de Pina (Zé Lulu)
Hoje seria aniversário de 103 anos de meu avô José de Pina (Zé Lulu), e como ele foi rei mouro por muitos anos, não há maneira melhor para homenageá-lo que esta foto estilizado no personagem.
Arte em azulejos
Esta é a representação artística do teto da capela-mor da Matriz de Senhora do Rosário de Pirenópolis, realizada pela artista plástica Mara Velvet , usando técnica mista.
A imagem é um azulejo sublimado com a arte, que foi encomendado por um cliente. Mas o original está na Piri Galeria (@piri_galeria): praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni.
Prestigiem a arte!
domingo, 3 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Os mascarados catolés
A presença dos mascarados na festa em louvor ao Divino Espírito Santo traz alegria, barulho e colorido. Eles se espalham pela cidade com suas roupas espalhafatosas, com trejeitos e molecagem, e distribuem alegria por onde passam.
Sua origem é incerta e muito se discute em que momento apareceram. Fato é que, o auge de sua apresentação acontece nos intervalor das carreiras que simulam as batalhas entre mouros e cristão, lá no campo das Cavalhadas.
Esses retratados na pintura são os chamados catolés, mascarados mais simples que se limitam a pintar o corpo e o cavalo e a esconder a identidade com uma máscara de pano.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO
SÉRIE BIOGRAFIAS
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO
Amphilophio de Alencar Filho (Pirenópolis, 22/09/1937 – Goiânia, 17/04/1988) era mais conhecido como Amphilophinho (pronuncia-se Anfilofinho), filho do terceiro casamento do farmacêutico Amphilophio de Alencar com Rita de Siqueira. Casou em 17/02/1965 com Dilma Daher de Alencar (Piracanjuba, 06/08/1945), com quem teve três filhos: Christian Daher de Alencar, Daniel Daher de Alencar e Nádia Daher de Alencar Neves.
Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e tornou-se Mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) com a tese: “Um dialeto social nos contos de Bernardo Élis”, em 1975.
Foi professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Letras, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da UCG. Atuou como jornalista, santeiro. escultor, restaurador, genealogista, pesquisador e poeta. Deixou diversas crônicas e contos, além de vasto material de pesquisa histórica. Dotado de voz grave e afinada, destacava-se no coro de sua terra natal. Seu instrumento musical preferido era o piano, que sabia tocar com maestria, entretanto não se conhece composição de sua autoria.
Pesquisou também os presépios das cidades de Pirenópolis e Goiás, além de se dedicar à obra de Veiga Vale. De forma autodidata, entre erros e acertos, começou a restaurar ainda jovem as imagens sacras de amigos e parentes, até que criou suas próprias esculturas em cedro, com destaque para Meninos-Jesus, anjos e santos diversos, que foram expostos em variados eventos.
Na literatura, deixou importantes pesquisas de cunho técnico, além de escrever poemas e contos. Está presente na Estante do Escritos Goiano, no Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais. Suas pesquisas até hoje servem de referência para a produção científica, sobretudo referentes às obras de Veiga Valle.
Um ativista cultural de assídua atuação, em especial na profissão de jornalista, defendia a preservação do patrimônio histórico e o levantamento e catalogação do vasto acervo patrimonial goiano. Na Revista Goiana de Artes (1984) publicou um texto inédito sobre
a arte sacra no Brasil com análise da obra dos escultores santeiros Veiga Vale, Padre Francisco Ignácio da Luz, Antônio José de Sá, Sebastião Epifânio e Maria de Beny.
Amphilophinho foi um pesquisador incansável e meticuloso, e por conta disso revirou muitos arquivos sujos e empoeirados, assim como manipulou esculturas guardadas em templos mal conservados. Por conta disso, contraiu um fundo denominado paracoccidioides brasiliensis que cousa uma micose sistêmica crônica grave chamada blastomicose sul-americana (ou paracoccidioidomicose), tendo falecido de infecções pulmonar e renal aos cinquenta anos de idade.
Membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Associação dos Docentes da UFG. Foi biografado no Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. É Patrono da Cadeira nº XXI da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam).
Publicou: “Cinco Santeiros Goianos - uma apreciação” e “Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis”. Deixou vários estudos inéditos sobre a arte sacra goiana.
Referência:
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Cinco Santeiros goianos - uma apreciação. Rev. Goiana de Artes. v. 5, n.1, p. 1-6, jan./jun. 1984.
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1975.
MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Bibliográfico de Goiás. Rio de Janeiro: MASTER, 1999.
PASSOS, Elder Camargo de. Veiga Valle – seu ciclo criativo. Goiás, GO: Museu de Arte Sacra, 1997.
Programação Festa do Divino de Pirenópolis 2026
Prestigiem!
Fonte das imagens: página no Instagram @cavalhadaspi
sábado, 18 de abril de 2026
quinta-feira, 16 de abril de 2026
segunda-feira, 13 de abril de 2026
quinta-feira, 9 de abril de 2026
O velho cemitério dos pretos
Ao final da Rua do Rosário ficava a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, um templo muito bonito em sua simplicidade. Ele fora construído pelos excluídos (escravizados ou alforriados) da sociedade racista na época da mineração.
Hoje ela não está mais lá e em seu lugar construíram um coreto. Mas o que poucos sabem é que, no Brasil colônia, não havia cemitérios e os mortos eram sepultados dentro das igrejas ou na sua vizinhança. Portanto sob a praça há uma multidão de sepulturas invisíveis.
A obra que retrata esta postagem é um bico de pena feito com tinta Nanquim de autoria da artista plástica Mara Velvet (@maravelvetart).
Cenário urbano
Há um ar de mistério e romantismo nesta cidade, algo que foge ao imediatismo do tempo, que distrai a gente e faz olhar e ver. Creio que é por conta disso que gosto tanto daqui.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
A onça, o espião
O mascarado mais conhecido é o de boi, quase um símbolo folclórico de Pirenópolis. Mas há muitos outros, como demônios e onças.
Nessa aquarela podemos ver o espião mouro, que fantasiado do grande felino espiona o castelo inimigo e é morto logo no princípio das cavalhadas.
Obra: "A onça, o espião" (18x23cm) - aquarela
Autoria: Mara Velvet (@maravelvetart)
Local: tela exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).
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