sexta-feira, 27 de julho de 2018

Festa do Morro 2018

Foto João Martins de Arruda Sobrinho

Já estão os romeiros acampados ao sopé da Serra dos Pireneus. As barracas multicoloridas se espalham pelo cerrado e os peregrinos propagam alegria e devoção. É uma tradição que começou lá com Cristóvão de Oliveira, em 1927, e veio até nossos dias principalmente pelo esforço de seus descendentes. A transformação do local em parque por pouco não pôs fim à festividade, mas no fim imperou a razão.

Boa festa a todos.

Adriano Curado

quarta-feira, 25 de julho de 2018

O papiloscopista medroso


Tem certas profissões que não combinam com algumas pessoas. E no caso de Wagner, não foi por falta de avisar. Desde criança ele sempre se mostrou muito nervoso e assombrado. Diziam seus pais que ele acordava com gritos pavorosos por conta dos sonhos que tinha.

Mas, enfim...!

Wagner, depois de muito estudar, conseguiu ser aprovado num concurso para papiloscopista da polícia técnico-científica. Uma grande conquista a estabilidade na carreira pública e o fim de longas maratonas como concurseiro. Só tinha um porém: ele continuava apavorado!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Nossa aldeia é nosso universo


Dias desses, conversando com um amigo, ele me disse algo em que eu nunca tinha pensado. Será que fizemos um mínimo para melhorar o mundo onde habitamos? Seremos lembrados por algum feito relevante ou nosso nome quedará no esquecimento? Já se foi a geração de nossos pais e agora é a nossa que está no comando. Pensar nisso me dá um frio na coluna! Gostaria de continuar apenas assistindo da confortável poltrona do teatro e nunca ter que intervir na dramaturgia. Mas isso agora já me parece impossível.

Não sei se herdamos um mundo inacabado e vamos deixá-lo um pouco melhor. Nem sei se quando o último que ainda nos tiver na lembrança morrer, se ainda assim persistiremos na história contada. Só sei que uma infinidade de coisas há ainda para se consertar e o tempo é um ser vivo a serpentear ligeiro ampulheta abaixo.

E não falo de melhorarmos o mundo inteiro. Basta que acedamos uma centelha, um lume em nossa própria aldeia. Nossa aldeia vale pelo universo todo. Se eu puder tornar minha Pirenópolis superior em qualidade de vida, em um lar transbordante de bondade, então já terá valido a vinda por estas paragens.

O sonho de muito de nós pirenopolinos, com mais de quarenta anos. é recuar a história pelo menos até a tranquilidade da foto acima. Mas isso infelizmente não é mais possível. A tranquila Pirenópolis só persistirá em nossas lembranças. Não tem importância, pois feliz do homem que traz consigo recordações que valham o sono.

E se não podemos voltar no tempo, que pelo menos tenhamos ânimo de manter preservados nossos valores. Muitos são os desafios que se avizinham. Tem esse time share parede-meia com a Igreja do Bonfim, tem a falta de planejamento turístico a longo prazo, tem a questão da expansão do plano diretor e por aí vai. Novos obstáculos a desafiarem o antigo povo de Meia Ponte. Mas nós já sobrevivemos a tantas intempéries, já saímos incólumes a tantas tragédias, que esses malefícios presentes não nos derrotarão.

E que assim seja!

Adriano Curado



quarta-feira, 18 de julho de 2018

Cadeado na ponte pênsil


Foi infeliz a ideia de colocar uma corrente com cadeado na Ponte Pênsil Dona Benta. Eu até concordo que ali virou passagem de motoqueiros, que colocam em risco os pedestres, mas daí tomar uma atitude radical dessas...!

Possivelmente isso é obra da prefeitura. Alguém menos esclarecido que não sabe que cadeirantes, carrinhos de bebê etc. também transitam por ali. 

Fica registrado aqui nosso protesto por esse ato inconsequente. 

Adriano Curado