quinta-feira, 9 de abril de 2026

O velho cemitério dos pretos

Ao final da Rua do Rosário ficava a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, um templo muito bonito em sua simplicidade. Ele fora construído pelos excluídos (escravizados ou alforriados) da sociedade racista na época da mineração.

Hoje ela não está mais lá e em seu lugar construíram um coreto. Mas o que poucos sabem é que, no Brasil colônia, não havia cemitérios e os mortos eram sepultados dentro das igrejas ou na sua vizinhança. Portanto sob a praça há uma multidão de sepulturas invisíveis. 

A obra que retrata esta postagem é um bico de pena feito com tinta Nanquim de autoria da artista plástica Mara Velvet (@maravelvetart). 

Cenário urbano

Há um ar de mistério e romantismo nesta cidade, algo que foge ao imediatismo do tempo, que distrai a gente e faz olhar e ver. Creio que é por conta disso que gosto tanto daqui.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

A onça, o espião


O mascarado mais conhecido é o de boi, quase um símbolo folclórico de Pirenópolis. Mas há muitos outros, como demônios e onças. 

Nessa aquarela podemos ver o espião mouro, que fantasiado do grande felino espiona o castelo inimigo e é morto logo no princípio das cavalhadas. 

Obra: "A onça, o espião" (18x23cm) - aquarela 
Autoria:  Mara Velvet (@maravelvetart)
Local: tela exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

Os Catolés

Esse quadro retrata os mascarados de Pirenópolis, figura folclórica que abrilhanta a Festa do Divino Espírito Santo e leva alegria, cores e barulho por onde passa. 

As festividades certamente que remontam às origens da cidade no século XVIII, e possivelmente os mascarados surgiram já no início das apresentações das cavalhadas. 

Na pintura podemos notar que os personagens usam máscaras de pano, montam em pelo, calçam botinas rangedeiras e têm o corpo pintado de forma rústica. 

Esses do quadro, em especial, são chamados de catolés. Não sei porque essa associação com o nome da palmeira de palmito amargoso típico aqui do cerrado. Mas enfim... alegria é com eles mesmos!

Título "Os Catolés" (82x70cm) - tinta acrílica sobre tela. 
Autoria Mara Velvet (@maravelvetart)
A tela se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria

quinta-feira, 26 de março de 2026

quarta-feira, 25 de março de 2026

Permita-se


Deixe que a luz entre na sua vida, inunde sua alma, alegre seu espírito! A paz vai transbordar dos recantos mais translúcidos do seu ser e lhe proteger das agruras da existência. Permita-se!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Início de Pirenópolis


As Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte foram descobertas pelo português Urbano do Couto Menezes, que por aqui chegou chefiando uma expedição (Bandeira) em 7 de outubro de 1727. 

Havia com ele muitos outros companheiros da terra de Camões, inclusive um rico comerciante chamado Manoel Rodrigues Tomar, que tomou a iniciativa de fundar um povoado no nascente garimpo. E assim nasceu Meia Ponte, que mais tarde passaria a se chamar Pirenópolis (Cidade dos Pireneus).

Decidiram aqueles bandeirantes que o primeiro ouro extraído seria usado para missas em prol das almas que estão no Purgatório. E então o rio onde garimpavam foi batizado de “Almas”. 

Era tempo de muita chuva e a água estava alta, então decidiram construir uma ponte com duas vigas de madeira. Só que o Almas subiu demais e levou uma delas, por essa razão a lugar ficou conhecido como Meia Ponte.

sábado, 21 de março de 2026

A rodoviária antiga


Você sabia que na década de 1950, época desta foto, a estação rodoviária de Pirenópolis era no casarão da Pensão Central? Pois é. Ela funcionava aqui ao lado de casa, e me contou minha mãe @martapinac que era um movimento constante de jardineiras. 

No lado esquerdo superior aparece o centenário cajazeiro que foi removido para a construção da avenida.