quarta-feira, 20 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
As Pastorinhas
Durante as festividades em louvor ao Divino Espírito Santo em Pirenópolis, tradicionalmente é encenada uma peça teatral chamada As Pastorinhas. É um teatro de revista (dançado e cantado) de temática natalina, que foi encenada pela primeira vez na cidade há um século, quando por aqui passou um telegrafista nordestino chamado Alonso, que a trouxe na bagagem.
Sebastião Pompeu de Pina, aquele mesmo que dá nome ao prédio do teatro (construído por ele), foi o primeiro a encená-la, já que as famílias da época não confiaram deixar o telegrafista recém-chegado ensaiar as moças. Joaquim Propício de Pina, irmão de Sebastião e fundador da Banda de Música Phoênix, orquestrou a parte musical e compôs os cantos dos três símbolos (fé, esperança e caridade), que são representados por atrizes mirins.
Quando Alonso foi transferido para outra cidade, comunicou que não deixaria a peça em Pirenópolis. Então foi preciso montar um estratagema para mantê-la por aqui. Propício já tinha as partituras por ele orquestradas, e então José Assuerio de Siqueira, madrugada afora, copiou a punho toda a longa parte escrita com falas dos personagens.
O telegrafista se foi, mas As Pastorinhas ficaram. Encenada ano após ano, já foi ensaiada por grandes diretores teatrais locais, a exemplo de Wilson Pompeu de Pina, filho de Sebastião, o casal Ita e Alaor, Natália de Siqueira e, mais recentemente, Séfora de Pina, que é neta de Wilson.
A obra de arte que ilustra esta postagem mostra uma das partes da peça, quanto uma pastora se perde e é assediada pelo demônio Lusbel, sendo salva repentinamente pelo anjo Gabriel.
Obra de arte:
• Autoria: Mara Velvet
• Título: Interseção do Anjo Gabriel
• Tinta acrílica sobre tela (60x80cm)
• Local: a obra se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria, praça do Coreto, ao lado da Pousada Dona Geni
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Pirenópolis: turistas 1970 e 1980
Quem se lembra dos acampamentos nas margens do rio das Almas? Entre as décadas de 1970 e 1980, o fluxo de turistas em Pirenópolis cresceu repentinamente por conta das propagandas do governo. Só que não havia a estrutura hoteleira de hoje, então a solução foi liberar as áreas públicas. Algo impensável nos dias atuais.
A obra de arte que ilustra a postagem é de autoria da artista plástica Mara Velvet.
domingo, 10 de maio de 2026
O cortejo do festeiro de Pirenópolis
Na festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, o festeiro se chama Imperador e é ele o responsável pelo sucesso de todo um conjunto de acontecimentos.
Seu Império dura um ano, e nesse meio tempo sua casa se transforma num anexo das festividades, com dezenas de pessoas ajudando na preparação de refeições, salgados, doces etc.
E o auge de sua festa é o grande cortejo imperial, com a presença da banda de música e de couro, do congo, da congada e por aí vai. Ele caminha a passos lentos na direção da Matriz, sob o fornalhar de bandeirolas e ladeado por longas filas de moças vestidas de branco.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
103 anos de José de Pina (Zé Lulu)
Hoje seria aniversário de 103 anos de meu avô José de Pina (Zé Lulu), e como ele foi rei mouro por muitos anos, não há maneira melhor para homenageá-lo que esta foto estilizado no personagem.
Arte em azulejos
Esta é a representação artística do teto da capela-mor da Matriz de Senhora do Rosário de Pirenópolis, realizada pela artista plástica Mara Velvet , usando técnica mista.
A imagem é um azulejo sublimado com a arte, que foi encomendado por um cliente. Mas o original está na Piri Galeria (@piri_galeria): praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni.
Prestigiem a arte!
domingo, 3 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
Os mascarados catolés
A presença dos mascarados na festa em louvor ao Divino Espírito Santo traz alegria, barulho e colorido. Eles se espalham pela cidade com suas roupas espalhafatosas, com trejeitos e molecagem, e distribuem alegria por onde passam.
Sua origem é incerta e muito se discute em que momento apareceram. Fato é que, o auge de sua apresentação acontece nos intervalor das carreiras que simulam as batalhas entre mouros e cristão, lá no campo das Cavalhadas.
Esses retratados na pintura são os chamados catolés, mascarados mais simples que se limitam a pintar o corpo e o cavalo e a esconder a identidade com uma máscara de pano.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO
SÉRIE BIOGRAFIAS
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO
Amphilophio de Alencar Filho (Pirenópolis, 22/09/1937 – Goiânia, 17/04/1988) era mais conhecido como Amphilophinho (pronuncia-se Anfilofinho), filho do terceiro casamento do farmacêutico Amphilophio de Alencar com Rita de Siqueira. Casou em 17/02/1965 com Dilma Daher de Alencar (Piracanjuba, 06/08/1945), com quem teve três filhos: Christian Daher de Alencar, Daniel Daher de Alencar e Nádia Daher de Alencar Neves.
Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e tornou-se Mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) com a tese: “Um dialeto social nos contos de Bernardo Élis”, em 1975.
Foi professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Letras, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da UCG. Atuou como jornalista, santeiro. escultor, restaurador, genealogista, pesquisador e poeta. Deixou diversas crônicas e contos, além de vasto material de pesquisa histórica. Dotado de voz grave e afinada, destacava-se no coro de sua terra natal. Seu instrumento musical preferido era o piano, que sabia tocar com maestria, entretanto não se conhece composição de sua autoria.
Pesquisou também os presépios das cidades de Pirenópolis e Goiás, além de se dedicar à obra de Veiga Vale. De forma autodidata, entre erros e acertos, começou a restaurar ainda jovem as imagens sacras de amigos e parentes, até que criou suas próprias esculturas em cedro, com destaque para Meninos-Jesus, anjos e santos diversos, que foram expostos em variados eventos.
Na literatura, deixou importantes pesquisas de cunho técnico, além de escrever poemas e contos. Está presente na Estante do Escritos Goiano, no Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais. Suas pesquisas até hoje servem de referência para a produção científica, sobretudo referentes às obras de Veiga Valle.
Um ativista cultural de assídua atuação, em especial na profissão de jornalista, defendia a preservação do patrimônio histórico e o levantamento e catalogação do vasto acervo patrimonial goiano. Na Revista Goiana de Artes (1984) publicou um texto inédito sobre
a arte sacra no Brasil com análise da obra dos escultores santeiros Veiga Vale, Padre Francisco Ignácio da Luz, Antônio José de Sá, Sebastião Epifânio e Maria de Beny.
Amphilophinho foi um pesquisador incansável e meticuloso, e por conta disso revirou muitos arquivos sujos e empoeirados, assim como manipulou esculturas guardadas em templos mal conservados. Por conta disso, contraiu um fundo denominado paracoccidioides brasiliensis que cousa uma micose sistêmica crônica grave chamada blastomicose sul-americana (ou paracoccidioidomicose), tendo falecido de infecções pulmonar e renal aos cinquenta anos de idade.
Membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Associação dos Docentes da UFG. Foi biografado no Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. É Patrono da Cadeira nº XXI da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam).
Publicou: “Cinco Santeiros Goianos - uma apreciação” e “Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis”. Deixou vários estudos inéditos sobre a arte sacra goiana.
Referência:
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Cinco Santeiros goianos - uma apreciação. Rev. Goiana de Artes. v. 5, n.1, p. 1-6, jan./jun. 1984.
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1975.
MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Bibliográfico de Goiás. Rio de Janeiro: MASTER, 1999.
PASSOS, Elder Camargo de. Veiga Valle – seu ciclo criativo. Goiás, GO: Museu de Arte Sacra, 1997.
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