A utilização do largo da Matriz como espaço de shows é absolutamente inadequada.
O palco voltado para nosso casarão bicentenário provocou tamanha vibração sonora que o pó retido pelo estuque desceu sobre os móveis. Agora aguardamos as chuvas para conferir as goteiras.
Não bastasse isso, o entorno é habitado por diversas pessoas com mais de oitenta anos de idade, algumas acamadas, e o som altíssimo não permite que descansem.
E que dizer da igreja Matriz? Outro dia assisti uma entrevista de uma técnica do Iphan falando que, devido à alta temperatura do incêndio, a estrutura é fragilizada.
O Colégio Estadual Joaquim Alves tenta manter sua rotina de aulas e enquanto isso a passagem de som oscila entre grave e agudo ensurdecedores.
Adriano Curado