quinta-feira, 11 de junho de 2026

Uma cidade de pedras


Esta é uma cidade em que as pedras estão por toda parte: nos muros, nas ruas, nos alicerces, na própria essência da existência humana. Mas não habitam aqui pessoas de coração de pedra, isso não. Pelo contrário. O habitante da região dos Pireneus é bem amoroso e receptivo. 

Ao final das tarde se escutam estrondos. São dinamites extraindo as rochas da velha pedreira. No calçamento há os pés de moleque que desequilibram as moças desavisadas de salto alto.

Mas afinal, o que é uma cidade de pedras senão a interação entre a natureza e a civilização? 

domingo, 31 de maio de 2026

Casa de Câmara e Cadeia

Este é o histórico sobrado da Casa de Câmara e Cadeia, que por muito tempo fez parte de relevantes acontecimentos da história de Pirenópolis. 

Com nova destinação, agora serve à cultura. No andar térreo funciona o Museu do Divino e no superior, a sede da Academia Pirenolina de Letras, Artes e Música (Aplam).

#cultura #folclore #museus #literaturabrasileira #artesplásticas 

sábado, 30 de maio de 2026

Muro de pedras

As flores do bougainville cobrem a sisudez do caduco muro de pedras e abrilhantam a rua da velha cidade.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

As Pastorinhas

Durante as festividades em louvor ao Divino Espírito Santo em Pirenópolis, tradicionalmente é encenada uma peça teatral chamada As Pastorinhas. É um teatro de revista (dançado e cantado) de temática natalina, que foi encenada pela primeira vez na cidade há um século, quando por aqui passou um telegrafista nordestino chamado Alonso, que a trouxe na bagagem. 

Sebastião Pompeu de Pina, aquele mesmo que dá nome ao prédio do teatro (construído por ele), foi o primeiro a encená-la, já que as famílias da época não confiaram deixar o telegrafista recém-chegado ensaiar as moças. Joaquim Propício de Pina, irmão de Sebastião e fundador da Banda de Música Phoênix, orquestrou a parte musical e compôs os cantos dos três símbolos (fé, esperança e caridade), que são representados por atrizes mirins. 

Quando Alonso foi transferido para outra cidade, comunicou que não deixaria a peça em Pirenópolis. Então foi preciso montar um estratagema para mantê-la por aqui. Propício já tinha as partituras por ele orquestradas, e então José Assuerio de Siqueira, madrugada afora, copiou a punho toda a longa parte escrita com falas dos personagens. 

O telegrafista se foi, mas As Pastorinhas ficaram. Encenada ano após ano, já foi ensaiada por grandes diretores teatrais locais, a exemplo de Wilson Pompeu de Pina, filho de Sebastião, o casal Ita e Alaor, Natália de Siqueira e, mais recentemente, Séfora de Pina, que é neta de Wilson. 

A obra de arte que ilustra esta postagem mostra uma das partes da peça, quanto uma pastora se perde e é assediada pelo demônio Lusbel, sendo salva repentinamente pelo anjo Gabriel.

Obra de arte:

• Autoria: Mara Velvet
• Título: Interseção do Anjo Gabriel
• Tinta acrílica sobre tela (60x80cm)
• Local: a obra se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria, praça do Coreto, ao lado da Pousada Dona Geni

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Pirenópolis: turistas 1970 e 1980

Quem se lembra dos acampamentos nas margens do rio das Almas? Entre as décadas de 1970 e 1980, o fluxo de turistas em Pirenópolis cresceu repentinamente por conta das propagandas do governo. Só que não havia a estrutura hoteleira de hoje, então a solução foi liberar as áreas públicas. Algo impensável nos dias atuais.

A obra de arte que ilustra a postagem é de autoria da artista plástica Mara Velvet.

Circuito das Cavalhadas 2026

domingo, 10 de maio de 2026

O cortejo do festeiro de Pirenópolis

Na festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, o festeiro se chama Imperador e é ele o responsável pelo sucesso de todo um conjunto de acontecimentos. 

Seu Império dura um ano, e nesse meio tempo sua casa se transforma num anexo das festividades, com dezenas de pessoas ajudando na preparação de refeições, salgados, doces etc.

E o auge de sua festa é o grande cortejo imperial, com a presença da banda de música e de couro, do congo, da congada e por aí vai. Ele caminha a passos lentos na direção da Matriz, sob o fornalhar de bandeirolas e ladeado por longas filas de moças vestidas de branco.