domingo, 10 de maio de 2026

O cortejo do festeiro de Pirenópolis

Na festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, o festeiro se chama Imperador e é ele o responsável pelo sucesso de todo um conjunto de acontecimentos. 

Seu Império dura um ano, e nesse meio tempo sua casa se transforma num anexo das festividades, com dezenas de pessoas ajudando na preparação de refeições, salgados, doces etc.

E o auge de sua festa é o grande cortejo imperial, com a presença da banda de música e de couro, do congo, da congada e por aí vai. Ele caminha a passos lentos na direção da Matriz, sob o fornalhar de bandeirolas e ladeado por longas filas de moças vestidas de branco.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

103 anos de José de Pina (Zé Lulu)

Hoje seria aniversário de 103 anos de meu avô José de Pina (Zé Lulu), e como ele foi rei mouro por muitos anos, não há maneira melhor para homenageá-lo que esta foto estilizado no personagem.

Arte em azulejos

Esta é a representação artística do teto da capela-mor da Matriz de Senhora do Rosário de Pirenópolis, realizada pela artista plástica Mara Velvet , usando técnica mista. 

A imagem é um azulejo sublimado com a arte, que foi encomendado por um cliente. Mas o original está na Piri Galeria (@piri_galeria): praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni. 

Prestigiem a arte!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Os mascarados catolés

A presença dos mascarados na festa em louvor ao Divino Espírito Santo traz alegria, barulho e colorido. Eles se espalham pela cidade com suas roupas espalhafatosas, com trejeitos e molecagem, e distribuem alegria por onde passam.

Sua origem é incerta e muito se discute em que momento apareceram. Fato é que, o auge de sua apresentação acontece nos intervalor das carreiras que simulam as batalhas entre mouros e cristão, lá no campo das Cavalhadas. 

Esses retratados na pintura são os chamados catolés, mascarados mais simples que se limitam a pintar o corpo e o cavalo e a esconder a identidade com uma máscara de pano.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO

 

SÉRIE BIOGRAFIAS
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO


Amphilophio de Alencar Filho (Pirenópolis, 22/09/1937 – Goiânia, 17/04/1988) era mais conhecido como Amphilophinho (pronuncia-se Anfilofinho), filho do terceiro casamento do farmacêutico Amphilophio de Alencar com Rita de Siqueira. Casou em 17/02/1965 com Dilma Daher de Alencar (Piracanjuba, 06/08/1945), com quem teve três filhos: Christian Daher de Alencar, Daniel Daher de Alencar e Nádia Daher de Alencar Neves. 

Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e tornou-se Mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) com a tese: “Um dialeto social nos contos de Bernardo Élis”, em 1975. 

Foi professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Letras, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da UCG. Atuou como jornalista, santeiro. escultor, restaurador, genealogista, pesquisador e poeta. Deixou diversas crônicas e contos, além de vasto material de pesquisa histórica. Dotado de voz grave e afinada, destacava-se no coro de sua terra natal. Seu instrumento musical preferido era o piano, que sabia tocar com maestria, entretanto não se conhece composição de sua autoria. 

Amphilophinho e a esposa Dilma
                                                         Amphilophinho e a esposa Dilma


Pesquisou também os presépios das cidades de Pirenópolis e Goiás, além de se dedicar à obra de Veiga Vale. De forma autodidata, entre erros e acertos, começou a restaurar ainda jovem as imagens sacras de amigos e parentes, até que criou suas próprias esculturas em cedro, com destaque para Meninos-Jesus, anjos e santos diversos, que foram expostos em variados eventos. 

Na literatura, deixou importantes pesquisas de cunho técnico, além de escrever poemas e contos. Está presente na Estante do Escritos Goiano, no Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais. Suas pesquisas até hoje servem de referência para a produção científica, sobretudo referentes às obras de Veiga Valle.   

Um ativista cultural de assídua atuação, em especial na profissão de jornalista, defendia a preservação do patrimônio histórico e o levantamento e catalogação do vasto acervo patrimonial goiano. Na Revista Goiana de Artes (1984) publicou um texto inédito sobre

a arte sacra no Brasil com análise da obra dos escultores santeiros Veiga Vale, Padre Francisco Ignácio da Luz, Antônio José de Sá, Sebastião Epifânio e Maria de Beny. 

Amphilophinho foi um pesquisador incansável e meticuloso, e por conta disso revirou muitos arquivos sujos e empoeirados, assim como manipulou esculturas guardadas em templos mal conservados. Por conta disso, contraiu um fundo denominado paracoccidioides brasiliensis que cousa uma micose sistêmica crônica grave chamada blastomicose sul-americana (ou paracoccidioidomicose), tendo falecido de infecções pulmonar e renal aos cinquenta anos de idade. 

Amphilophinho ainda jovem

Membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Associação dos Docentes da UFG. Foi biografado no Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. É Patrono da Cadeira nº XXI da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam). 

Publicou: “Cinco Santeiros Goianos - uma apreciação” e “Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis”. Deixou vários estudos inéditos sobre a arte sacra goiana. 

Referência:

ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Cinco Santeiros goianos - uma apreciação. Rev. Goiana de Artes. v. 5, n.1, p. 1-6, jan./jun. 1984.

ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1975.

MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Bibliográfico de Goiás. Rio de Janeiro: MASTER, 1999.

PASSOS, Elder Camargo de. Veiga Valle – seu ciclo criativo. Goiás, GO: Museu de Arte Sacra, 1997.



Programação Festa do Divino de Pirenópolis 2026


Esta é a programação completa da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis em 2026.
Prestigiem! 

Fonte das imagens: página no Instagram @cavalhadaspi