SÉRIE BIOGRAFIAS
AMPHILOPHIO DE ALENCAR FILHO
Amphilophio de Alencar Filho (Pirenópolis, 22/09/1937 – Goiânia, 17/04/1988) era mais conhecido como Amphilophinho (pronuncia-se Anfilofinho), filho do terceiro casamento do farmacêutico Amphilophio de Alencar com Rita de Siqueira. Casou em 17/02/1965 com Dilma Daher de Alencar (Piracanjuba, 06/08/1945), com quem teve três filhos: Christian Daher de Alencar, Daniel Daher de Alencar e Nádia Daher de Alencar Neves.
Graduou-se em Letras Anglo-Germânicas pela Universidade Católica de Goiás (UCG) e tornou-se Mestre pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) com a tese: “Um dialeto social nos contos de Bernardo Élis”, em 1975.
Foi professor titular do Instituto de Ciências Humanas e Letras, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da UCG. Atuou como jornalista, santeiro. escultor, restaurador, genealogista, pesquisador e poeta. Deixou diversas crônicas e contos, além de vasto material de pesquisa histórica. Dotado de voz grave e afinada, destacava-se no coro de sua terra natal. Seu instrumento musical preferido era o piano, que sabia tocar com maestria, entretanto não se conhece composição de sua autoria.
Pesquisou também os presépios das cidades de Pirenópolis e Goiás, além de se dedicar à obra de Veiga Vale. De forma autodidata, entre erros e acertos, começou a restaurar ainda jovem as imagens sacras de amigos e parentes, até que criou suas próprias esculturas em cedro, com destaque para Meninos-Jesus, anjos e santos diversos, que foram expostos em variados eventos.
Na literatura, deixou importantes pesquisas de cunho técnico, além de escrever poemas e contos. Está presente na Estante do Escritos Goiano, no Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais. Suas pesquisas até hoje servem de referência para a produção científica, sobretudo referentes às obras de Veiga Valle.
Um ativista cultural de assídua atuação, em especial na profissão de jornalista, defendia a preservação do patrimônio histórico e o levantamento e catalogação do vasto acervo patrimonial goiano. Na Revista Goiana de Artes (1984) publicou um texto inédito sobre
a arte sacra no Brasil com análise da obra dos escultores santeiros Veiga Vale, Padre Francisco Ignácio da Luz, Antônio José de Sá, Sebastião Epifânio e Maria de Beny.
Amphilophinho foi um pesquisador incansável e meticuloso, e por conta disso revirou muitos arquivos sujos e empoeirados, assim como manipulou esculturas guardadas em templos mal conservados. Por conta disso, contraiu um fundo denominado paracoccidioides brasiliensis que cousa uma micose sistêmica crônica grave chamada blastomicose sul-americana (ou paracoccidioidomicose), tendo falecido de infecções pulmonar e renal aos cinquenta anos de idade.
Membro de diferentes agremiações sociais, culturais e de classe, entre as quais, Associação dos Docentes da UFG. Foi biografado no Dicionário Biobibliográfico de Goiás, de Mário Ribeiro Martins. É Patrono da Cadeira nº XXI da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam).
Publicou: “Cinco Santeiros Goianos - uma apreciação” e “Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis”. Deixou vários estudos inéditos sobre a arte sacra goiana.
Referência:
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Cinco Santeiros goianos - uma apreciação. Rev. Goiana de Artes. v. 5, n.1, p. 1-6, jan./jun. 1984.
ALENCAR FILHO, Amphilophio de. Dialeto Social nos Contos de Bernardo Élis. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, 1975.
MARTINS, Mário Ribeiro. Dicionário Bibliográfico de Goiás. Rio de Janeiro: MASTER, 1999.
PASSOS, Elder Camargo de. Veiga Valle – seu ciclo criativo. Goiás, GO: Museu de Arte Sacra, 1997.
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Adriano Curado