Achei interessantíssima esta fotografia tirada pela Comissão Cruls. Embora não esteja tão nítida quanto os outros registros que eles fizeram, mostra-nos uma particularidade interessante que é a Igreja do Bonfim em estilo gótico, com a torre abaulada. Bem diferente do templo que conhecemos hoje. Também chama a atenção as poucas casas lá embaixo e o mato na via pública.
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quinta-feira, 27 de abril de 2017
terça-feira, 26 de julho de 2016
De volta ao passado
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Tempo para resgates
Outro dia, em conversa com minha amiga Ana Sélmia, filha do saudoso Bidoro (Sebastião Pereira), ela me alertou para algo que não tinha pensado. Fez-me notar que os antigos acabaram. E de fato não há mais pessoas de idade que se destacaram em nossa sociedade meiapontense. Todos se foram. Em contrapartida, agora restou nossa geração. Isso quer dizer que, deste momento em diante, é nossa a responsabilidade de zelar por tudo aquilo que nos legaram os que nos precederam.
Tal conclusão me veio com uma indagação preocupante: será que estou fazendo a minha parte na história? E a resposta só pode ser uma: não. É óbvio que estou em débito com Pirenópolis, a cidade onde cresci e recebi os fundamentos que sustentam a pessoa que hoje sou. Senti-me como se a houvesse abandonado, qual filho ingrato que recebe a herança dos pais e se vai mundo afora para gastá-la.
Mas ainda há tempo para resgates. Eu vou voltar...
Adriano Curado
Tempo para resgates
Outro dia, em conversa com minha amiga Ana Sélmia, filha do saudoso Bidoro (Sebastião Pereira), ela me alertou para algo que não tinha pensado. Fez-me notar que os antigos acabaram. E de fato não há mais pessoas de idade que se destacaram em nossa sociedade meiapontense. Todos se foram. Em contrapartida, agora restou nossa geração. Isso quer dizer que, deste momento em diante, é nossa a responsabilidade de zelar por tudo aquilo que nos legaram os que nos precederam.
Tal conclusão me veio com uma indagação preocupante: será que estou fazendo a minha parte na história? E a resposta só pode ser uma: não. É óbvio que estou em débito com Pirenópolis, a cidade onde cresci e recebi os fundamentos que sustentam a pessoa que hoje sou. Senti-me como se a houvesse abandonado, qual filho ingrato que recebe a herança dos pais e se vai mundo afora para gastá-la.
Mas ainda há tempo para resgates. Eu vou voltar...
Adriano Curado
terça-feira, 5 de abril de 2016
Fotografia antiga
Festa do Divino.Os irmãos: Amália Rosa (minha mãe) 5 anos, Luzia Nália 7 anos, Ézio de Sá 9 anos
Foto e texto de Sérgio Pompêo de Pina Jr.
Foto antiga
Meus avós maternos Aguinaldo de Sá e Ana Benedita com os filhos: Ézio, Luzia, Amália e Terezinha.
Foto e texto de Sérgio Pompêo de Pina Jr.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Minha homenagem a Babé!
E foi por esta cidade motivo de medo, de zombarias e serviu de instrumento para amedrontar as crianças. Andou assim por Pirenópolis sabe-se lá por quanto tempo. E sabe-se se lá, também, por quantas privações passou em sua difícil peregrinação.
Mas você, Babé, venceu. Venceu a vida e a difícil prova que lhe foi dada. Maltrapilha de cheiro forte, sua passagem por este pedacinho da crosta terrestre, a que chamamos carinhosamente de Pirenópolis, deixou saudade. As pessoas que um dia tiveram medo de você hoje reconhecem que tudo não passou de fantasia. Na verdade, era você que tinha medo de nós, gente que não soube entender que em verdade você era gente como a gente.
E hoje, aí de cima, já livre da difícil tarefa que pegou como cruz aqui na terra e com perfeito entendimento de sua missão cumprida, uma lágrima sua desceu do céu e abençoou a cidade que um dia foi sua morada.
Obrigado, Babé, a minha infância jamais vai lhe esquecer.
Mas você, Babé, venceu. Venceu a vida e a difícil prova que lhe foi dada. Maltrapilha de cheiro forte, sua passagem por este pedacinho da crosta terrestre, a que chamamos carinhosamente de Pirenópolis, deixou saudade. As pessoas que um dia tiveram medo de você hoje reconhecem que tudo não passou de fantasia. Na verdade, era você que tinha medo de nós, gente que não soube entender que em verdade você era gente como a gente.
E hoje, aí de cima, já livre da difícil tarefa que pegou como cruz aqui na terra e com perfeito entendimento de sua missão cumprida, uma lágrima sua desceu do céu e abençoou a cidade que um dia foi sua morada.
Obrigado, Babé, a minha infância jamais vai lhe esquecer.
Texto de autoria de Alencar Camargo Oliveira
Foto histórica da família Goulão
Esta é uma fotografia histórica da família Goulão e foi tirada no casarão que hoje pertence ao dr. Olímpio Jayme. Na imagem aparecem Eugênia (de saia branca), Benjamin Goulão e Titina (de saia azul). Está datada de junho de 1972.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Brasília Colonial — Nos tempos do ouro
Esqueça os candangos e os grandes empreiteiros dos anos 1950. Muito antes dos caminhões cruzarem a poeirenta Brasília em construção, portugueses se apoderavam das terras hoje ocupadas pelo Distrito Federal e pelos municípios goianos do Entorno. Seus escravos africanos erguiam casas, lojas e igrejas. Eles eram a base de uma sociedade que tinha no topo os ricos donos de imensas fazendas e suas submissas mulheres.
As propriedades rurais, tomadas por gado e cana-de-açúcar, alimentavam pequenas cidades e vilas, habitadas por padres, militares, comerciantes, artesãos e funcionários públicos. Os núcleos populacionais estavam ligados por trilhas e raras estradas de terra, percorridas por tropeiros em lombo de burro e carros de boi. Muitos viajavam em busca de ouro.
Cenário comum a Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e ao Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19. Porém, no quase isolado Planalto Central, a vida era mais difícil, principalmente para quem tinha poucas posses. Realidade pouco alterada até o começo da construção de Brasília, mas ainda desconhecida da maioria dos brasilienses e dos demais brasileiros.
Para recuperar essa parte da história do país, uma equipe do Correio passou uma semana visitando cidades e fazendas centenárias dos arredores da capital. Percorreu mais de 1 mil km em estradas de asfalto, de terra e em trilhas. No caminho, encontrou os originais de documentos datados de até 300 anos, casarões centenários intactos e em ruínas, povoados e fazendas que parecem ter parado no tempo, descendentes de poderosos latifundiários e de escravos, pesquisadores e moradores que lutam para preservar a memória da região.
O resultado dessa apuração o leitor confere a partir de hoje, na série Brasília colonial. As reportagens vão revelar a riqueza secular dessas terras e o que ainda resta delas. Tesouro pouco explorado turisticamente pela maioria dos atuais donos e ainda nem mapeado completamente pelo governo ou pela comunidade científica.
Em seu levantamento, o Correio contou ao menos 390 edificações com mais de 100 anos e em estilo colonial, em um raio de até 200km de Brasília. São igrejas, casarões, presídios desativados e antigos armazéns. No DF, os prédios ficam em Planaltina e no Park Way. Em Goiás, eles estão nas áreas rurais e urbanas de Cidade Ocidental, Corumbá, Formosa, Luziânia e Pirenópolis.
As propriedades rurais, tomadas por gado e cana-de-açúcar, alimentavam pequenas cidades e vilas, habitadas por padres, militares, comerciantes, artesãos e funcionários públicos. Os núcleos populacionais estavam ligados por trilhas e raras estradas de terra, percorridas por tropeiros em lombo de burro e carros de boi. Muitos viajavam em busca de ouro.
Cenário comum a Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e ao Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19. Porém, no quase isolado Planalto Central, a vida era mais difícil, principalmente para quem tinha poucas posses. Realidade pouco alterada até o começo da construção de Brasília, mas ainda desconhecida da maioria dos brasilienses e dos demais brasileiros.
Para recuperar essa parte da história do país, uma equipe do Correio passou uma semana visitando cidades e fazendas centenárias dos arredores da capital. Percorreu mais de 1 mil km em estradas de asfalto, de terra e em trilhas. No caminho, encontrou os originais de documentos datados de até 300 anos, casarões centenários intactos e em ruínas, povoados e fazendas que parecem ter parado no tempo, descendentes de poderosos latifundiários e de escravos, pesquisadores e moradores que lutam para preservar a memória da região.
O resultado dessa apuração o leitor confere a partir de hoje, na série Brasília colonial. As reportagens vão revelar a riqueza secular dessas terras e o que ainda resta delas. Tesouro pouco explorado turisticamente pela maioria dos atuais donos e ainda nem mapeado completamente pelo governo ou pela comunidade científica.
Em seu levantamento, o Correio contou ao menos 390 edificações com mais de 100 anos e em estilo colonial, em um raio de até 200km de Brasília. São igrejas, casarões, presídios desativados e antigos armazéns. No DF, os prédios ficam em Planaltina e no Park Way. Em Goiás, eles estão nas áreas rurais e urbanas de Cidade Ocidental, Corumbá, Formosa, Luziânia e Pirenópolis.

Em busca de ouro
Os primeiros povoamentos ao redor do atual Distrito Federal surgiram em função da colonização das terras dos índios da etnia Goyá (grafia antiga) e da corrida ao ouro no Brasil. Mais antigo dos núcleos urbanos da região, Pirenópolis (casarão acima), distante quase 140km de onde seria erguida a nova capital do país, começou a ser ocupado em 1727, quando um grupo de bandeirantes portugueses, vindo de São Paulo, ali fundou as Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte.
Os desbravadores já sabiam da existência do ouro, tanto que, logo após montar acampamento, se lançaram à cata do precioso metal no leito do Rio das Almas. Eles passavam o dia revirando e lavando o cascalho das margens até poder apurar o ouro com bateia, em um dos mais antigos métodos de garimpagem.
Oriundos do norte de Portugal, região do Porto, e da Galícia, em sua maioria, os portugueses logo trataram de construir casas e igrejas, formando um arraial. A ainda imponente Igreja Matriz, cartão-postal do município, eles construíram por volta de 1728 a 1731.
No mesmo período, bandeirantes rumavam para o que viria a ser Corumbá, a vizinha mais próxima de Pirenópolis.
Também atraídos pelo ouro, fixaram acampamento na margem esquerda do Rio Corumbá e, em 8 de setembro de 1730, fundaram o arraial de Nossa Senhora da Penha do Corumbá. Ergueram ranchos de pau a pique, com chão de terra batida e cobertura de palhas de buriti. Um deles virou capela. Os outros serviam de moradia aos bandeirantes e a seus escravos.
Coube aos negros plantar roças de cereais para abastecer o arraial. Acima dessas plantações, havia uma clareira na mata ciliar, onde hoje está a Praça da Matriz, que servia de pasto aos cavalos dos pioneiros de Corumbá.
Igrejas separadas
Uma década depois, à procura de novas minas de ouro, o bandeirante Antônio Bueno de Azevedo partiu de Paracatu (MG), acompanhado de amigos e escravos, em direção a Goiás. Mas não tinha direção certa.
Em 13 de dezembro de 1746, enquanto descansava às margens de um córrego, viu pepitas de ouro. No dia seguinte, ergueu um cruzeiro e dedicou as minas e o povoado à Santa Luzia, futura Luziânia.
A notícia logo se espalhou. Em menos de um ano, o arraial tinha mais de 10 mil habitantes. Uma enormidade para a época.
Como em Pirenópolis, a primeira grande edificação de Luziânia foi a Matriz, que começou a ser erguida em 1765, sendo inaugurada em 1767. Mas só a população branca podia frequentá-la. Com isso, os negros começaram a erguer, em 2 de junho de 1769, a Igreja do Rosário (foto anterior).
Os dois templos continuam de pé, mas apenas o dos negros mantém a estrutura original. Após um ano de trabalho, o prédio foi reaberto, completamente restaurado, em setembro do ano passado. Ele fica no ponto mais alto da Rua do Rosário, onde se concentram os prédios históricos da cidade, hoje com mais de 160 mil habitantes.
Mas, muito antes de atingir essa população, Luziânia viveu uma fuga em massa, devido ao declínio dos garimpos. A população caiu de 10 mil habitantes, no pico da mineração, para pouco de mais de 2 mil, ao fim da exploração do ouro.
A minoria branca ficou nas poucas casas do vilarejo e nas sedes das fazendas, que viviam da produção de cana-de-açúcar e da criação de gado. Os escravos que não trabalhavam nas propriedades rurais formaram comunidades em volta delas. A mais famosa, a do Mesquita, fica na área rural da Cidade Ocidental, a cerca de 50km de Brasília e a 25km de Luziânia, onde descendentes dos senhores de engenho e dos escravos conservam a cultura dos ancestrais.
Uma década depois, à procura de novas minas de ouro, o bandeirante Antônio Bueno de Azevedo partiu de Paracatu (MG), acompanhado de amigos e escravos, em direção a Goiás. Mas não tinha direção certa.
Em 13 de dezembro de 1746, enquanto descansava às margens de um córrego, viu pepitas de ouro. No dia seguinte, ergueu um cruzeiro e dedicou as minas e o povoado à Santa Luzia, futura Luziânia.
A notícia logo se espalhou. Em menos de um ano, o arraial tinha mais de 10 mil habitantes. Uma enormidade para a época.
Como em Pirenópolis, a primeira grande edificação de Luziânia foi a Matriz, que começou a ser erguida em 1765, sendo inaugurada em 1767. Mas só a população branca podia frequentá-la. Com isso, os negros começaram a erguer, em 2 de junho de 1769, a Igreja do Rosário (foto anterior).
Os dois templos continuam de pé, mas apenas o dos negros mantém a estrutura original. Após um ano de trabalho, o prédio foi reaberto, completamente restaurado, em setembro do ano passado. Ele fica no ponto mais alto da Rua do Rosário, onde se concentram os prédios históricos da cidade, hoje com mais de 160 mil habitantes.
Mas, muito antes de atingir essa população, Luziânia viveu uma fuga em massa, devido ao declínio dos garimpos. A população caiu de 10 mil habitantes, no pico da mineração, para pouco de mais de 2 mil, ao fim da exploração do ouro.
A minoria branca ficou nas poucas casas do vilarejo e nas sedes das fazendas, que viviam da produção de cana-de-açúcar e da criação de gado. Os escravos que não trabalhavam nas propriedades rurais formaram comunidades em volta delas. A mais famosa, a do Mesquita, fica na área rural da Cidade Ocidental, a cerca de 50km de Brasília e a 25km de Luziânia, onde descendentes dos senhores de engenho e dos escravos conservam a cultura dos ancestrais.
Fogão a lenha
Em pequenas chácaras e ainda grandes fazendas, brancos e negros criam galinhas e porcos soltos, fazem doces e todo tipo de comida em fogões a lenha. “Não gosto da cidade, gosto das coisas antigas”, afirma Benedito Gonçalves Soares (foto principal), 78 anos, herdeiro de uma das mais tradicionais famílias da região.
Ele e dois dos seus irmãos mantêm duas fazendas com características originais. Em ambas, os casarões, com mais de 200 e 300 anos, foram recentemente restaurados. As propriedades ficam no limítrofe de Goiás com o DF, ao lado de onde surge um dos mais modernos e caros condomínios da capital.
A fim de satisfazer o marido, Benedito, Zilda Rodrigues Gonçalves (foto anterior), 76 anos, acorda cedo para fazer, diariamente, bolos e biscoitos, sempre no fogão alimentado a lenha. “Gostaria de morar na cidade, mas meu marido não sai daqui por nada”, pondera ela, descendente de uma das mais poderosas famílias de Luziânia. “Meus bisavós tinham uma fazenda grande, com um casarão de 300 anos e uma senzala, mas depois venderam e acabaram com tudo”, lembra.
Zilda, Benedito e os filhos contam com a ajuda de descendentes de escravos para manter a casa e toda a propriedade em ordem. Os negros, em sua maioria, moram no povoado Mesquita, reconhecido recentemente como área remanescente de quilombo.
Em pequenas chácaras e ainda grandes fazendas, brancos e negros criam galinhas e porcos soltos, fazem doces e todo tipo de comida em fogões a lenha. “Não gosto da cidade, gosto das coisas antigas”, afirma Benedito Gonçalves Soares (foto principal), 78 anos, herdeiro de uma das mais tradicionais famílias da região.
Ele e dois dos seus irmãos mantêm duas fazendas com características originais. Em ambas, os casarões, com mais de 200 e 300 anos, foram recentemente restaurados. As propriedades ficam no limítrofe de Goiás com o DF, ao lado de onde surge um dos mais modernos e caros condomínios da capital.
A fim de satisfazer o marido, Benedito, Zilda Rodrigues Gonçalves (foto anterior), 76 anos, acorda cedo para fazer, diariamente, bolos e biscoitos, sempre no fogão alimentado a lenha. “Gostaria de morar na cidade, mas meu marido não sai daqui por nada”, pondera ela, descendente de uma das mais poderosas famílias de Luziânia. “Meus bisavós tinham uma fazenda grande, com um casarão de 300 anos e uma senzala, mas depois venderam e acabaram com tudo”, lembra.
Zilda, Benedito e os filhos contam com a ajuda de descendentes de escravos para manter a casa e toda a propriedade em ordem. Os negros, em sua maioria, moram no povoado Mesquita, reconhecido recentemente como área remanescente de quilombo.
Fonte: Renato Alves (texto) e Monique Renne (fotos)
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Alaor de Siqueira
A Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM) presta aqui uma homenagem póstuma a Alaor de Siqueira (1921 - 2015), que foi um grande violinista e compositor. É de sua lavra, entre outras, "Valsa Dorida", "Ave Maria" (marcha), "Em pleno baile", "Lelia Grace" (tango), "Feitiço de um olhar", "Ita", "Nós dois e o luar" (rancheira), "Ilusão perdida", "Minha prece" e "Tantum Ergo". Era filho de Gedeão de Siqueira, neto do brilhante maestro da Banda Euterpe, Silvino, e de Armênia, uma grande incentivadora da cultura pirenopolina. Casou-se com Ita Lopes de Siqueira, também violinista e compositora, e juntos alegravam as ocasiões festivas de Pirenópolis. Ele era Membro Efetivo Fundador da Cadeira nº IX, Patrono Silvino Odorico de Siqueira, da APLAM.
Na foto podemos ver Bidoro, Ita e Alador.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Postais do passado
Os ternos e românticos postais do passado. Traduziram o pensamento de uma época e se transformaram em uma singular forma de relacionamento entre as pessoas, há mais de cem anos. Eram lindos, com paisagens e pessoas, lugares; em grande maioria, bordados com flores e com enternecidas dedicatórias que eternizaram sentimentos. Esse, abaixo, é de 1919, de Antonio Americano do Brasil dedicado à sua futura esposa, Mirtes Caiado de Castro, na Cidade de Goiás. Há um dizer profundo, de "para sempre", que, infelizmente, muito pouco tempo depois se desfez, por conta da enfermidade do infeliz escritor e médico; seu retorno para o sertão goiano e sua morte prematura, por mãos assassinas. Mas há, indelével, nesse postal, em minhas mãos, um "para sempre" sentido na tessitura da emoção daquela hora. Que as lembranças dos velhos e esquecidos postais nos aqueçam, também, o coração nesses tempos do frio laconismo da comunicação virtual, tão rápida e efêmera pelo toque do "delete". Outros tempos...
Bento Fleury
quinta-feira, 26 de março de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Cel. Francisco José de Sá
Cel. Francisco José de
Sá * 1861 - 1938 + Esta foto é do meu bisavô materno, Coronel
Francisco José de Sá (Coronel Chico de Sá), nascido a 29 de
janeiro de 1861 e falecido a 07 de novembro de 1938. Foi vereador
municipal em Pirenópolis - Goiás, de 7.1.1887 até a proclamação
da República e, no período republicano, de 1893 a 1895, bem como,
de 1911 a 1915 e de 1915 a 1919. Teve um total de dez filhos entre
eles a minha avó Maria Conceição de Sá que se casou com João
Basílio de Oliveira, que são os meus avós maternos. Foi também
pai da avó da minha querida esposa Anilzene Jacinto Jaime, a senhora
Ana de Sá (Anita) que se casou com o senhor Belmiro Jacinto da Silva
(Seu Bé). A Anilzene Jacinto Jaime e eu conseguimos esta foto
emprestada com a senhora Eurídice Jacinto Batista, a Dona Zilda, tia
da Anilzene. Esta senhora embora com mais de 90 anos e com longa
permanência no leito, encontra-se inteiramente lúcida e com
surpreendente memória. Foi muito gratificante visitá-la em sua
residência. Nós vamos procurar restaurar esta foto corrigindo
alguns defeitos decorrentes de sua má conservação.
Fausto Jayme
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