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sábado, 21 de dezembro de 2013

Apresentação


Seja bem-vindo ao site Cidade de Pirenópolis, um espaço dedicado ao pirenopolino (nativo ou por afinidade) e àqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre nossa história. O conteúdo aqui é a publicação de levantamentos de fatos históricos, de fotografias, de notícias do cotidiano, de poemas, de textos reflexivos etc.

Quem desejar informações voltadas ao turista, recomendamos que acesse o excelente site www.pirenopolis.tur.br, onde há publicações que visam esse público.

Uma cidade que nasceu dos garimpos do ouro na primeira metade do século dezoito tem muito o que contar. Infelizmente, o tempo é cruel com a história, e sua borracha de esquecimento apaga da memória fatos importantes. Para buscar resgatar um naco desses acontecimentos históricos, este site não cessa de escarafunchar aquilo que quer ser esquecido. Essa insistência já rendeu bons frutos, principalmente na página das biografias. É que os pirenopolinos nos procuram desejosos de verem seus entes queridos retratados por aqui.

A você, caro visitante, eu desejo uma boa estadia neste espaço. Volte sempre e conte sobre nós por aí.

Adriano Curado


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Biblioteca Estudantil Municipal


Dentro da Biblioteca Isócrates de Oliveira, que agora está espaçosamente distribuída no Centro Municipal de Artes e Músicas Ita e Alaor, no Largo da Matriz, agora há a Biblioteca Estudantil Municipal. Essa é uma grande iniciativa, pois a leitura pode significar a salvação para o jovem, sua libertação dos vícios com que a vida busca seduzi-lo.

A Biblioteca Estudantil adquiriu recentemente mais de 200 títulos, atendendo aos anseios do público infanto-juvenil e adulto. 

O local fica aberto das 9 às 17 horas, de segunda a sexta-feira.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Homenagem a “Bidiu”


     "E lá se vai a nossa Bidiu pelos campos do Senhor, e queira Deus que para usufruir da fartura que lhe foi negada nesta sua existência que fazia mais leve a nossa própria.

     Bidiu que nasceu Otilia, com seus passinhos trôpegos e a mão estendida sempre nos fazia reter a marcha de nossas correrias para um “papo” para muitos incompreensível, mas que para aqueles capazes de ouvir com o coração, ela nos levava a embarcar em viagens por um mundinho próprio onde não havia espaço para tristezas e agonias.

     Bidiu, tua ausência deixa Pirenópolis menos mágica. Nossos olhos acostumados a sua figurinha singela transitando por estas ruas cheirando a séculos, agora se deparam com um vazio doído, vazio que por mais que busquemos preencher , nos deparamos com um eco em nossas almas…..CABÔ!!!!

     Bidiu, que os céus te recebam naquele lugar reservado aos seres que com candura cumpriram na terra seu papel angelical, de afastar de nós pobres viventes, ainda que momentaneamente, as mazelas dos nossos atribulados dia-a-dia

     Vai Bidiu e interceda por nós que te amamos tanto!!!

E a Bidiu….você viu?
Quem foi que disse
que duendes
só são encontrados
nas matas virgens
e que só se deixam ver
nas noites de lua cheia?
Pode até ser esta a regra
mas todas têm sua exceção
e foi isto que tornou possível
se ver e conviver
com um duende mulher e menina
que transitava em plena luz do dia
na cidade da meia ponte
Lá vinha ela com seu bornal
no peito trazia o crachá
que dizia chamar-se Otilia
Otilia ninguém sabia
pois o povo que a conhecia
só a chamava Bidiu
Seu corpo miúdo
vestido de chita
seu sorriso constante
e mão estendida
cativava o passante,
morador ou viajante
Bidiu,
duende menina
nos anos avançada
trazia sempre a mesmo toada
cabô o arroz, cabô o feijão, cabô o café
E agora
sem nem mais nem porquê
quis o criador que pra nós Bidiu
CABÔ !
Seu Ico velho sineiro,
Badalou nos céus
Chamou Bidiu
Pra comer biscoitos da Benta
E entoar cantigas cochichadas
De velhos meninos que sempre foram.
E em nós Senhor
que aqui ficamos?
só as saudosas lembranças
de, em nós as crianças
sem Ico
sem Benta
sem Bidiu… Isso não se faz viu!!!"

Por Tadeu.




quinta-feira, 19 de julho de 2012

O caminho das pedras

Foto: Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado

Os meus pés pisam o cansaço desse chão parado
Chão em que caminharam as gerações
Transportando seus sonhos e desilusões
Em tantas estradas do tempo.

O caminho de pedras de Vila Boa
Traduz dureza dos dias outros
Tempo passado, outrora, antigo
Corroído pelas dores ancestrais.

Tantos ais em seus caminhos, Vila Boa de Goyaz!

Caminho de pedras lisas, de pedras ásperas
Na dureza dos destinos na caminhada
No fadário humano de seguir
Buscando horizontes, errados rumos...

Desaprumos nos ermos de Vila Boa!

Nos morros verdejantes ecoa
A saudade pungente, de tanta gente,
Que o tempo levou, inclemente,
Para a eternidade!

Eterna idade de Vila Boa de Goyaz
Infinitos sentidos em cada beco
Em cada pedra que machuca
Os pés dos viajantes da vida.

Convida, tuas ruas de pedras, aos tempos idos!

Nossas estradas de pedras, largas ou estreitas
Na dureza dos caminhos humanos.
Livres, na efemeridade das coisas,
Saibamos o quanto nada somos.

Como as pedras faiscantes ao sol das tardes goianas,
As pedras humildes de Vila Boa, sejamos,
Sentindo como parte integrante da caminhada
Assim nas dores de cada dia, sigamos!



Bento Alves Araújo Jayme Fleury Curado

segunda-feira, 16 de julho de 2012

48 Horas em Pirenópolis



     "Atrações é o que não faltam em Pirenópolis. Há um pouquinho de tudo para todos: os que querem uma cachoeira para se refrescar, os doidos por uma comprinha bacana, os glutões, os que gostam de arquitetura e cultura e os que querem adrenalina em turismo de aventura. 


     Para começar o dia feliz e evitar as multidões (hordas vindas de Goiânia e Brasília costumam lotar a cidade, principalmente aos fins de semana), escolha entre as cachoeiras da Várzea do Lobo (que exige uma boa caminhada) e do Abade. Outra alternativa para estar perto da natureza é conhecer o Santuário de Vida Silvestre Vagafogo ou o Hotel Fazenda Tabapuã dos Pirineus, com passeios de jipe a cachoeiras, trilhas e escaladas.

     Com tanta movimentação na parte da manhã, todos merecemos um bom almoço. De influências mineira (pela proximidade geográfica) e paulista (por conta das históricas bandeiras), a cozinha goiana também é uma confluência de ingredientes do cerrado e modos de preparo dos povos indígenas. Para começar, vamos com algo mais leve, como um surubim na telha. A gente compensa depois, no lanche. Por ora, experimente restaurantes como o Pensão Padre Rosa, o Montserrat ou o agradável Pedreiras.

     À tarde, dedique seu tempo para conhecer uma ou outra igreja e fazer compras. Entre os templos que merecem consideração estão a Matriz de Nossa Senhora do Rosário e a de Nosso Senhor do Bonfim. Já as compras estendem-se em ruas como a do Bonfim e o Largo do Rosário, e oferecem joias, máscaras, bolsas, tapetes, sabonetes artesanais e peças de arte. Há muita coisa de desenho encantador,artesanato de primeira, feita por artistas locais e gente que se mudou para cá em busca de um ambiente charmoso.

     O bate pé vai ser tão grande que você precisará repor as calorias, então experimente as pamonhas (salgadas e doces) da Pamonharia Souza (Av. Pref. Sizenando Jayme, 24, 62/3331-2615) ou os sorvetes de frutas do cerrado da Sorvetes Naturais (R. Nova, 16, 62/3331-1327). Melhor ainda, fique com os dois.

     Para o jantar, experimente as pizzas do Boca do Forno."


por Eduardo Jun Marubayashi em Viaje Aqui

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Centro cultural e econômico



     "Diferentemente das Minas Gerais, o ciclo do ouro em Goiás durou pouco. O que ocorreu em Luziânia se repetiu em Pirenópolis, com milhares de garimpeiros indo embora. No entanto, a antiga Meia Ponte manteve um núcleo urbano considerado populoso para a época porque era importante centro de distribuição de mercadorias entre o longínquo Centro-Oeste e o rico Sudeste, nos séculos 18 e 19. Além da cana-de-açúcar, fazendas pirenopolinas produziam algodão para exportação nos anos 1800. Com isso, atraíam comerciantes e intelectuais, o que tornava a sua vida mais glamorosa que nos demais povoamentos goianos.

     Ainda no século 19 e com o nome de Meia Ponte, Pirenópolis tornou-se o berço da música e da imprensa goianas. Lá surgiu o primeiro jornal do Centro Oeste brasileiro, o Matutina Meiapontense. Somente em 1890, a cidade passou a se chamar Pirenópolis — o município dos Pireneus, nome dado à serra que a circunda. Mesmo com a inauguração de Goiânia e de Brasília e a consequente povoação do Centro-Oeste, a cidade ficou isolada durante grande parte do século 20, sendo redescoberta nos anos 1970, quando começou a virar destino turístico.

     Hoje, Pirenópolis é famosa pelo turismo e pela produção do quartzito, a “pedra de Pirenópolis”. Ambos movem a economia local. Mas muito do período da corrida ao ouro ainda se mantém vivo na cidade. Ela não experimentou o boom populacional de Luziânia nas últimas três décadas e preservou grande parte do seu casario. “A cidade tem 250 imóveis com vários níveis de preservação que remontam do período colonial, art decô e eclético, além de 250 que chamamos de falsos históricos, híbridos, que remetem à aparência do colonial”, destaca o chefe do escritório técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pirenópolis, Paulo Sérgio Galeão."

Texto publicado no encarte Brasil Colônia, do Correio Braziliense.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Programa “Tô de folga”


     O programa Jornal Hoje em seu quadro “Tô de folga”, que mostra os melhores pontos turísticos do país, teve como tema as trilhas e turismo de aventura da cidade de Pirenópolis.

   "Pirenópolis, cidade histórica que surgiu em Goiás no ciclo do ouro, é repleta de casarões do século XVIII, todos bem conservados. Hoje, porém, o que atrai turistas para a região são os esportes de aventura.

     A cidade conta com 80 cachoeiras, com todos os níveis de dificuldade. Entre as atrações está um rapel, com mais de 50 metros de altura, passeio de tirolesa e, no meio da mata fechada, um circuito de arvorismo. Outra opção são as trilhas pelos morros da região. No caminho, plantas típicas do cerrado, como a canela-de-ema, uma florzinha roxa."


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Leishmaniose

 


     A situação de Pirenópolis é preocupante, quando o assunto é a incidência da doença chamada Leishmaniose. Profissionais da área da saúde já alertam há um bom tempo sobre o crescimento dos casos na região, contabilizando várias vítimas nos últimos anoa, inclusive com manchete no portal de notícias G1.

     A doença é transmitida pelo mosquito Palha, que é encontrado em matas bem fechadas ou campos sujos do Cerrado. O mosquito pica o cachorro que, ao ser infectado, torna-se um hospedeiro da Leishmaniose. Se o mosquito picar o animal e depois uma pessoa, espalha a infecção. No ser humano, a doença pode acometer o baço, o fígado, a medula óssea e, por fim, destruir praticamente todas as células sanguíneas.

     O problema maior no combate à doença é que, uma vez infectado, o cachorro não tem cura e precisa ser sacrificado. Mas o apego das pessoas aos animais faz com que a doença do animal não seja comunicada aos agentes de saúde. Ou seja, preferem manter o cachorro em casa, apesar dos riscos de desenvolver a doença.

     Sem que toda a população canina de Pirenópolis seja examinada (por amostragem) e os doentes sacrificados, não haverá controle da Leishmaniose. No ritmo em que cresce a estatística de infecção, nossa cidade poderá sofrer uma epidemia em breve espaço de tempo.

Adriano César Curado