Mostrando postagens com marcador fotografia de Pirenópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotografia de Pirenópolis. Mostrar todas as postagens

sábado, 5 de setembro de 2020

O carro de bois

 Foto de junho de 89 – retrata poeticamente vários adjetivos pirenopolinos – a tradição do carro de boi e o lindo, poético e inigualável “pôr do Sol de Pirenópolis” – enfim – essa foto de José Percival Afonso é uma poesia em forma de foto.

Heráclito Zanoni Pereira

sábado, 25 de julho de 2020

Cadê o casarão que estava ali?

Etelvina e Vânia na casa de Joaquim


Vou pedir permissão ao meu amigo Lúcio Jacinto para usar suas fotos e criar este texto. Quero falar sobre as antigas casas humildes de Pirenópolis que aos poucos desaparecem. É uma pena mesmo. Os casarões que herdamos da velha Meia Ponte são belíssimos justamente naquilo que os leigos acham feio.

Isso mesmo.

A boniteza de nossas antigas edificações está nas paredes tortas, pois os construtores de outrora não usavam o prumo. Isso é perfeitamente notável em alguns muros sem reboco. Parece que vão cair porque envergaram com o tempo, mas na verdade estão ali há século do mesmo jeito. Isso só para mencionar as paredes de fora, que têm contato com o tempo. As internas geralmente são de pau a pique, ou seja, taquaras trançadas e amarradas, e barro.

Os pisos também merecem destaque. Se o morador é pessoa abastada, entra em casa ao som do assoalho surdo. Se é gente mais humilde, tem no chão tijolinhos ou então cimento queimado. Já fui em muitas casas de piso de terra socada.

A estrutura que sustenta a casa não muda. É aroeira mesmo. E essa madeira tem uma particularidade interessante que é perder aos poucos a cor avermelhada. Com o passar dos anos a aroeira fica mais esbranquiçada e toma aquele aspecto de velho que tanto me encanta. Mas basta uma lixa para que o vermelho vivo reapareça, qual gotas de sangue que as eras ocultaram.

E tem muito mais.

Telhas coloniais, tramela na porta do meio do corredor, largos tampões de janelas e por aí vai. Merece destaque igualmente a divisão interna das casas. No geral, quando se entra, há uma porta à esquerda ou direita que dá na sala de visitas ou no comércio, e  passa-se pela tal porta do meio para chegar ao interior do imóvel. Ali os quartos têm ligação entre si, uma estratégia para proteger as moças da família.

Mais adiante chegamos a uma varanda, que em Pirenópolis não tem o significado popularizado atualmente. A varanda nada mais é que um cômodo, no geral espaçoso, que serve para tomar as refeições. Toda casa meia-pontense tem também uma cozinha com fogão a lenha e uma despensa para estocar os alimentos.

Sempre foi assim. Desde que os bandeirantes resolveram acender fogo por aqui as coisas nunca mudaram. Passamos os séculos XVIII e XIX sem que nossa história fosse perturbada. Mas daí veio o tal século XX e suas modernidades funcionais. E então muito do que herdamos dos antigos foi ao chão. Casarões com séculos de história demolidos para dar lugar a casas em estilo moderno. Há muitos hiatos imobiliários históricos nas principais ruas da cidade por conta dessa famigerada tendência.

É que a vida moderna requer alguns confortos que as velhas casas não podem dar. E eu cito banheiros nos quartos, piscinas e por aí vai. Então a solução é derrubar tudo mesmo para fazer de novo. Mas eu pergunto: por que não comprar um lote vago, e há muitos por Pirenópolis, para construir a casa dos sonhos?

E o pior dessa história é que o pesadelo ainda não terminou. Agora temos a especulação imobiliária que nos assombra e faz com que o metro quadrado dos imóveis do centro histórico valha fortuna. E o resultado disso é que os quintais desaparecem aos poucos para dar lugar a construções, estacionamentos etc. Também tem a questão dos hotéis e pousadas que surgem do nada e se instalam numa rua outrora tranquila e perturbam a vizinhança. Há critérios para a concessão de alvarás? Não sei dizer.

Foto é que, aos trancos e barrancos, Pirenópolis ainda sobrevive. São tantos desafios que surgem que nos custa crer que a cidade os superará. Mas ela sempre nos surpreende. Quem sabe no futuro - provavelmente ainda distante - a realidade mude por aqui e ventos melhores assoprem das bandas dos Pireneus.

Adriano Curado

A casa da foto acima foi derrubada para dar lugar a esta

As fotografias foram postadas por Lúcio Jacinto no Grupo das Fotos Antigas de Pirenópolis no Facebook.

terça-feira, 26 de julho de 2016

De volta ao passado

Enchente de 1947

Enchente de 1947

Enchente de 1947

Eduardo de Pina

Família de Francisco de Paula Pereira Neto

Internas do Colégio Nossa do Carmo de Pirenópolis


Desfile de 7 de Setembro



Batizado de João Luiz Pompeu de Pina

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Tempo para resgates


Outro dia, em conversa com minha amiga Ana Sélmia, filha do saudoso Bidoro (Sebastião Pereira), ela me alertou para algo que não tinha pensado. Fez-me notar que os antigos acabaram. E de fato não há mais pessoas de idade que se destacaram em nossa sociedade meiapontense. Todos se foram. Em contrapartida, agora restou nossa geração. Isso quer dizer que, deste momento em diante, é nossa a responsabilidade de zelar por tudo aquilo que nos legaram os que nos precederam.

Tal conclusão me veio com uma indagação preocupante: será que estou fazendo a minha parte na história? E a resposta só pode ser uma: não. É óbvio que estou em débito com Pirenópolis, a cidade onde cresci e recebi os fundamentos que sustentam a pessoa que hoje sou. Senti-me como se a houvesse abandonado, qual filho ingrato que recebe a herança dos pais e se vai mundo afora para gastá-la.

Mas ainda há tempo para resgates. Eu vou voltar...

Adriano Curado

Tempo para resgates


Outro dia, em conversa com minha amiga Ana Sélmia, filha do saudoso Bidoro (Sebastião Pereira), ela me alertou para algo que não tinha pensado. Fez-me notar que os antigos acabaram. E de fato não há mais pessoas de idade que se destacaram em nossa sociedade meiapontense. Todos se foram. Em contrapartida, agora restou nossa geração. Isso quer dizer que, deste momento em diante, é nossa a responsabilidade de zelar por tudo aquilo que nos legaram os que nos precederam.

Tal conclusão me veio com uma indagação preocupante: será que estou fazendo a minha parte na história? E a resposta só pode ser uma: não. É óbvio que estou em débito com Pirenópolis, a cidade onde cresci e recebi os fundamentos que sustentam a pessoa que hoje sou. Senti-me como se a houvesse abandonado, qual filho ingrato que recebe a herança dos pais e se vai mundo afora para gastá-la.

Mas ainda há tempo para resgates. Eu vou voltar...

Adriano Curado

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Minha homenagem a Babé!


E foi por esta cidade motivo de medo, de zombarias e serviu de instrumento para amedrontar as crianças. Andou assim por Pirenópolis sabe-se lá por quanto tempo. E sabe-se se lá, também, por quantas privações passou em sua difícil peregrinação. 

Mas você, Babé, venceu. Venceu a vida e a difícil prova que lhe foi dada. Maltrapilha de cheiro forte, sua passagem por este pedacinho da crosta terrestre, a que chamamos carinhosamente de Pirenópolis,  deixou saudade. As pessoas que um dia tiveram medo de você hoje reconhecem que tudo não passou de fantasia. Na verdade, era você que tinha medo de nós, gente que não soube entender que em verdade você era gente como a gente. 

E hoje, aí de cima, já livre da difícil tarefa que pegou como cruz aqui na terra e com perfeito entendimento de sua missão cumprida, uma lágrima sua desceu do céu e abençoou a cidade que um dia foi sua morada. 

Obrigado, Babé, a minha infância jamais vai lhe esquecer.

Texto de autoria de Alencar Camargo Oliveira

Foto histórica da família Goulão


Esta é uma fotografia histórica da família Goulão e foi tirada no casarão que hoje pertence ao dr. Olímpio Jayme. Na imagem aparecem Eugênia (de saia branca), Benjamin Goulão e Titina (de saia azul). Está datada de junho de 1972.

Pirenópolis por Arnaldo Lobato


Na visão do grande artista das lentes fotográficas, Arnaldo Lobato, podemos passear por uma Pirenópolis diferenciada, que tem realçadas suas cores e seus contornos. Com um olho “clínico” fabuloso para detectar nuances que passariam despercebidas por um individuo comum, ele é capaz de resolver o problema da luz e nos dar a imagem perfeita. As fotografias foram publicadas na internet pelo fotógrafo.









Fotografias de Arnaldo Lobato

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Os 288 anos de Pirenópolis


 Há 288 anos, no dia 7 de outubro de 1727, foi fundado o arraial de Meia Ponte pelo bandeirante português Manoel Rodrigues Tomar, às margens do rio das Almas, no local onde Urbano do Couto Menezes descobrira as minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte. Era possivelmente um dia chuvoso, porque as estações ficavam bem definidas naquele tempo, e a região se tornou movimentada com a chegada cada vez maior de negros africanos escravizados.


Logo começaram a levantar a Matriz e alguns casarões já apareciam ao seu redor. Enquanto isso, movimentavam-se os ricos e influentes empresários do garimpo para registrar as datas minerais, documentos que lhes concedia autorização da coroa portuguesa para extrair o ouro.


A região do garimpo era local de grandes conflitos e desavenças, como não poderia ser diferente. Crimes ocorriam à luz do dia e a vida valia bem pouco. E falamos, obviamente, da vida dos brancos livres, porque escravo era considerado “coisa” e sua morte contabilizada apenas como prejuízo.


Com o tempo, Meia Ponte se tornou um importante centro urbano, a extensão de suas terras dividiu a região dos Goiases em duas. A do sul pertencia a Meia Ponte e a do norte, a Vila Boa (Cidade de Goiás). A rivalidade entre as duas se estendeu por muitos anos.


Após o declínio do ouro, floresceu o comércio e a agricultura, sucesso devido à sua localização ser cruzamento de caminhos. Também se destacou no século XIX como o Berço da Música Goiana, graça ao surgimento de grandes músicos e corporações musicais, assim como Berço da Imprensa Goiana, por conta da criação do primeiro jornal do Centro-Oeste (Matutina Meiapontense).


Meia Ponte mudou o nome para Pirenópolis em 1890, no meu entendimento desnecessariamente, e ficou isolada durante o século XIX e parte do XX, até que a construção de Brasília mudou seu conceito, e de cidade histórica passou a turística.



Que desafios ainda esperam as Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte? E como conseguiremos resolvê-los? São perguntas que só o tempo saberá responder.

Adriano Curado

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Brasília Colonial — Nos tempos do ouro

 
Esqueça os candangos e os grandes empreiteiros dos anos 1950. Muito antes dos caminhões cruzarem a poeirenta Brasília em construção, portugueses se apoderavam das terras hoje ocupadas pelo Distrito Federal e pelos municípios goianos do Entorno. Seus escravos africanos erguiam casas, lojas e igrejas. Eles eram a base de uma sociedade que tinha no topo os ricos donos de imensas fazendas e suas submissas mulheres.

As propriedades rurais, tomadas por gado e cana-de-açúcar, alimentavam pequenas cidades e vilas, habitadas por padres, militares, comerciantes, artesãos e funcionários públicos. Os núcleos populacionais estavam ligados por trilhas e raras estradas de terra, percorridas por tropeiros em lombo de burro e carros de boi. Muitos viajavam em busca de ouro.

Cenário comum a Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco e ao Rio de Janeiro dos séculos 18 e 19. Porém, no quase isolado Planalto Central, a vida era mais difícil, principalmente para quem tinha poucas posses. Realidade pouco alterada até o começo da construção de Brasília, mas ainda desconhecida da maioria dos brasilienses e dos demais brasileiros.

Para recuperar essa parte da história do país, uma equipe do Correio passou uma semana visitando cidades e fazendas centenárias dos arredores da capital. Percorreu mais de 1 mil km em estradas de asfalto, de terra e em trilhas. No caminho, encontrou os originais de documentos datados de até 300 anos, casarões centenários intactos e em ruínas, povoados e fazendas que parecem ter parado no tempo, descendentes de poderosos latifundiários e de escravos, pesquisadores e moradores que lutam para preservar a memória da região.

O resultado dessa apuração o leitor confere a partir de hoje, na série Brasília colonial. As reportagens vão revelar a riqueza secular dessas terras e o que ainda resta delas. Tesouro pouco explorado turisticamente pela maioria dos atuais donos e ainda nem mapeado completamente pelo governo ou pela comunidade científica.

Em seu levantamento, o Correio contou ao menos 390 edificações com mais de 100 anos e em estilo colonial, em um raio de até 200km de Brasília. São igrejas, casarões, presídios desativados e antigos armazéns. No DF, os prédios ficam em Planaltina e no Park Way. Em Goiás, eles estão nas áreas rurais e urbanas de Cidade Ocidental, Corumbá, Formosa, Luziânia e Pirenópolis.



Em busca de ouro

Os primeiros povoamentos ao redor do atual Distrito Federal surgiram em função da colonização das terras dos índios da etnia Goyá (grafia antiga) e da corrida ao ouro no Brasil. Mais antigo dos núcleos urbanos da região, Pirenópolis (casarão acima), distante quase 140km de onde seria erguida a nova capital do país, começou a ser ocupado em 1727, quando um grupo de bandeirantes portugueses, vindo de São Paulo, ali fundou as Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte.

Os desbravadores já sabiam da existência do ouro, tanto que, logo após montar acampamento, se lançaram à cata do precioso metal no leito do Rio das Almas. Eles passavam o dia revirando e lavando o cascalho das margens até poder apurar o ouro com bateia, em um dos mais antigos métodos de garimpagem.

Oriundos do norte de Portugal, região do Porto, e da Galícia, em sua maioria, os portugueses logo trataram de construir casas e igrejas, formando um arraial. A ainda imponente Igreja Matriz, cartão-postal do município, eles construíram por volta de 1728 a 1731.

No mesmo período, bandeirantes rumavam para o que viria a ser Corumbá, a vizinha mais próxima de Pirenópolis.

Também atraídos pelo ouro, fixaram acampamento na margem esquerda do Rio Corumbá e, em 8 de setembro de 1730, fundaram o arraial de Nossa Senhora da Penha do Corumbá. Ergueram ranchos de pau a pique, com chão de terra batida e cobertura de palhas de buriti. Um deles virou capela. Os outros serviam de moradia aos bandeirantes e a seus escravos.

Coube aos negros plantar roças de cereais para abastecer o arraial. Acima dessas plantações, havia uma clareira na mata ciliar, onde hoje está a Praça da Matriz, que servia de pasto aos cavalos dos pioneiros de Corumbá.


Igrejas separadas

Uma década depois, à procura de novas minas de ouro, o bandeirante Antônio Bueno de Azevedo partiu de Paracatu (MG), acompanhado de amigos e escravos, em direção a Goiás. Mas não tinha direção certa.

Em 13 de dezembro de 1746, enquanto descansava às margens de um córrego, viu pepitas de ouro. No dia seguinte, ergueu um cruzeiro e dedicou as minas e o povoado à Santa Luzia, futura Luziânia.

A notícia logo se espalhou. Em menos de um ano, o arraial tinha mais de 10 mil habitantes. Uma enormidade para a época.

Como em Pirenópolis, a primeira grande edificação de Luziânia foi a Matriz, que começou a ser erguida em 1765, sendo inaugurada em 1767. Mas só a população branca podia frequentá-la. Com isso, os negros começaram a erguer, em 2 de junho de 1769, a Igreja do Rosário (foto anterior).

Os dois templos continuam de pé, mas apenas o dos negros mantém a estrutura original. Após um ano de trabalho, o prédio foi reaberto, completamente restaurado, em setembro do ano passado. Ele fica no ponto mais alto da Rua do Rosário, onde se concentram os prédios históricos da cidade, hoje com mais de 160 mil habitantes.

Mas, muito antes de atingir essa população, Luziânia viveu uma fuga em massa, devido ao declínio dos garimpos. A população caiu de 10 mil habitantes, no pico da mineração, para pouco de mais de 2 mil, ao fim da exploração do ouro.

A minoria branca ficou nas poucas casas do vilarejo e nas sedes das fazendas, que viviam da produção de cana-de-açúcar e da criação de gado. Os escravos que não trabalhavam nas propriedades rurais formaram comunidades em volta delas. A mais famosa, a do Mesquita, fica na área rural da Cidade Ocidental, a cerca de 50km de Brasília e a 25km de Luziânia, onde descendentes dos senhores de engenho e dos escravos conservam a cultura dos ancestrais.



Fogão a lenha

Em pequenas chácaras e ainda grandes fazendas, brancos e negros criam galinhas e porcos soltos, fazem doces e todo tipo de comida em fogões a lenha. “Não gosto da cidade, gosto das coisas antigas”, afirma Benedito Gonçalves Soares (foto principal), 78 anos, herdeiro de uma das mais tradicionais famílias da região.

Ele e dois dos seus irmãos mantêm duas fazendas com características originais. Em ambas, os casarões, com mais de 200 e 300 anos, foram recentemente restaurados. As propriedades ficam no limítrofe de Goiás com o DF, ao lado de onde surge um dos mais modernos e caros condomínios da capital.

A fim de satisfazer o marido, Benedito, Zilda Rodrigues Gonçalves (foto anterior), 76 anos, acorda cedo para fazer, diariamente, bolos e biscoitos, sempre no fogão alimentado a lenha. “Gostaria de morar na cidade, mas meu marido não sai daqui por nada”, pondera ela, descendente de uma das mais poderosas famílias de Luziânia. “Meus bisavós tinham uma fazenda grande, com um casarão de 300 anos e uma senzala, mas depois venderam e acabaram com tudo”, lembra.

Zilda, Benedito e os filhos contam com a ajuda de descendentes de escravos para manter a casa e toda a propriedade em ordem. Os negros, em sua maioria, moram no povoado Mesquita, reconhecido recentemente como área remanescente de quilombo.

Fonte: Renato Alves (texto) e Monique Renne (fotos)

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Alaor de Siqueira


A Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM) presta aqui uma homenagem póstuma a Alaor de Siqueira (1921 - 2015), que foi um grande violinista e compositor. É de sua lavra, entre outras, "Valsa Dorida", "Ave Maria" (marcha), "Em pleno baile", "Lelia Grace" (tango), "Feitiço de um olhar", "Ita", "Nós dois e o luar" (rancheira), "Ilusão perdida", "Minha prece" e "Tantum Ergo". Era filho de Gedeão de Siqueira, neto do brilhante maestro da Banda Euterpe, Silvino, e de Armênia, uma grande incentivadora da cultura pirenopolina. Casou-se com Ita Lopes de Siqueira, também violinista e compositora, e juntos alegravam as ocasiões festivas de Pirenópolis. Ele era Membro Efetivo Fundador da Cadeira nº IX, Patrono Silvino Odorico de Siqueira, da APLAM.

Na foto podemos ver Bidoro, Ita e Alador.