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terça-feira, 14 de abril de 2015

Pirenópolis, exemplo de boa gestão


Wandell Seixas,Especial para Opinião Pública

Nas andanças por este mundo afora, costumo visitar cidades históricas, onde inclui museus e outras preciosidades. Por isso, numa comparação entre Estados Unidos e Europa, fico com o Velho Mundo. Deixa explicar melhor: se for viagem de cunho tecnológico, algo novo no universo dos negócios, os americanos tem mais a oferecer.

(...)

Divaguei um pouco. Na verdade, o assunto em pauta é cidade histórica como a vizinha Pirenópolis, a 128 quilômetros de Goiânia. É um local visitado por cerca de meio milhão de pessoas anualmente, segundo me conta o prefeito Nivaldo Melo, eleito pelo PP e derrotando nomes tradicionais. No entanto, na verdade tradicionalista como as famílias antigas do lugar. Naquilo que precisa preservar a sua orientação política administrativa é para manter tudo no devido lugar.

O município precisava de um sopro desses, porque a renovação é sempre bem vinda e salutar. Nivaldo Melo ao escolher seu pessoal de apoio norteou as linhas mestras de sua gestão. Um governo mais técnico do que político. Fica a critério de cada secretário municipal a escolha de seus assessores. O prefeito não se imiscui, embora cobre resultados. O secretariado fica livre para trabalhar. Isso é muito bom. A sociedade, afinal de contas, cobra resultados positivos de seus gestores. Ela quer transparência e exige integridade.

Num bate-papo de mais ou menos uma hora e meia em seu gabinete, em pleno sábado pela manhã, organizado pela assessora de Imprensa, Thalita Rodrigues, e ainda em companhia da secretária da Educação, Márcia Áurea de Oliveira, o prefeito Nivaldo Melo discorreu sobre o turismo agroecológico, as festas consagradas, a gastronomia e também sobre a sua administração. Pude concluir, à primeira vista claro, que se trata de um prefeito operoso, muito dedicado aos seus concidadãos.

Com o apoio do governo federal será construído um centro de convenções em Pirenópolis, constituindo em mais um ponto de atração turística e com possíveis reflexos na economia. A cidade não pode se perder no tempo e no espaço. Para essa iniciativa arrojada, a prefeitura contará com incentivo financeiro do Ministério do Turismo. No segmento turístico, tem o suporte do Sebrae, nota dez em matéria de organização e planejamento no que faz.

Afinal, como receber melhor ainda o turista agrega valor naquilo que o morador da cidade sabe fazer, que é receber bem o forasteiro. É aquele turista que deixa dinheiro no município, nas pousadas, nos restaurantes, nos bares, nos cafés, que consome os doces caseiros, o artesanato, entre outros produtos. Àquele que mantém as pousadas, gera e mantém os mais de dois mil empregos diretos. Enfim, o dinheiro circula e mantém viva a cidade.

Na educação deu para perceber que tem uma educadora top de linha, que se preocupa com o conhecimento dos alunos. Não importa se estão em sala de aula no meio urbano ou rural. As escolas foram modernizadas, passando a dispor de sistema de computação, atualizando o aluno com essa ferramenta indispensável no mundo atual.

A merenda escolar atende aos 2.700 alunos. A atual administração compra no mínimo 30% dos alimentos, sobretudo frutas, oriundos da agricultura familiar. Se todas as prefeituras brasileiras adotarem igual atitude, sem dúvida, estarão contribuindo para o sustento das famílias dos pequenos produtores. O prefeito e sua equipe de trabalho já construíram mais de cem salas de aulas. Um detalhe: apenas 25 alunos por classe. Isso significa que o aprendizado é melhor. Com esse limite, o aluno pode ser mais inquirido e assim acompanhar o seu grau de conhecimento. É algo que lembra a Coreia do Sul.

Na área social, a prefeitura vem trabalhando com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, dando suporte às famílias necessitadas. Quanto ao meio ambiente, naquilo que lhe compete,desenvolve esforços pela preservação. Qualquer dano à natureza, o prejuízo recai na imagem do município. O meio cultural recebe o estímulo indispensável à produção das obras de artes. A economia transcorre sem maiores atropelos.

Por incrível que pareça, Pirenópolis não é somente turismo nas veias. O município produz arroz, soja, sorgo, tomates salada e industrial e leite. O frigorífico da Marfrig chega ao município, gerando 560 empregos. A assistência técnica aos produtores é prestada através da Emater-Goiás. A presença de 15 mil turistas nos finais de semana, no entanto, dá maior sustentabilidade econômica à cidade.

(Wandell Seixas, jornalista voltado para o agro, bacharel em Direito e Economia pela PUC-Goiás, ex-bolsista em cooperativismo agropecuário pela Histradut, em Tel Aviv, Israel, e autor do livro O Agronegócio passa pelo Centro-Oeste)

Matéria publicada no Diário da Manhã, Caderno Opinião Pública, dia 14.4.2015.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um artista no sertão


     “Nascido Antônio da Costa Teixeira Nascimento, longe do litoral, em meio a serras e cerrado, é homem de muitos talentos, difícil mesmo de qualificar. Ganhou logo o apelido por ser irmão mais novo do padre Francisco Inácio da Luz, responsável por sua educação. Filho de músico, viu as luzes do mundo em 1827, em Pirenópolis, nas franjas do Planalto Central de Goiás, de onde nunca sairia. Atuou com desenvoltura em diversas áreas, sempre com formação informal: pintor, escultor, compositor, instrumentista na maior parte do tempo. Sua casa, ainda hoje existente em Pirenópolis, mostra várias pinturas por toda parte, nas paredes, no forro, janelas e portas. À luz de documentos recentemente descobertos, Tonico parece ter usado sua própria casa para ensaiar as pinturas que realizaria mais tarde na capela-mor da Igreja da Matriz, Nossa Senhora do Rosário. Primeiro no papel, depois nas paredes de casa, e só então no altar da igreja.

     Como marceneiro, produziu ainda móveis e oratórios e trabalhou na reforma da Igreja N. S. do Bonfim em 1887. O ganha-pão, garantiu-o como escrivão de órfãos (1872–1878) e oficial do fórum local (1882–1894). E, como músico, Tonico do Padre foi igualmente versátil. E é aqui que havemos de nos concentrar.

     Seus atributos como instrumentista (flauta e saxofone tenor), regente, compositor, arranjador musical e orquestrador são lembrados por diversos contemporâneos. Em 1867, começa a atuar na Irmandade do Santíssimo Sacramento, que no ano seguinte o nomearia responsável pela música instrumental dos eventos promovidos por ela. Um dado interessante é que a irmandade pagava pela produção musical de Tonico do Padre, uma raridade para a época. Em 1868 cria, ao lado do irmão, a Banda Euterpe e passa a ser diretor musical da Igreja da Matriz. Nela atua até o ano de 1897. Em 1872, amplia a atuação na irmandade. Além de responsável pela parte instrumental, passa a dirigir a parte vocal e ganha o título de Diretor Musical e Mestre de Capela.

     O temperamento de Tonico do Padre era difícil. Ofendeu verbalmente vários músicos da cidade e compunha mesmo músicas com o intuito de ultrajar algum desafeto. Certamente por isso, em 1898 seria atacado na porta da própria casa, a pauladas. O ataque teve sequelas graves, deixando-o preso a uma cama até falecer em 15 de fevereiro de 1903.

     A produção musical de Tonico do Padre é numerosa e diversificada. Escreveu obras sacras e profanas, vocais e instrumentais, para conjuntos maiores, formações menores e até para instrumento solo. Escreveu grande quantidade de missas, hinos, quadrilhas de dança, polcas, valsas, marchas. Musicou um drama, em 1891, Inconfidência Mineira ou Tiradentes. Utilizou formas musicais variadas e seu estilo é, para muitos, único e inconfundível. Pelo menos uma de suas composições, o Concerto dos sapos, é uma pequena obra-prima, quanto mais vista à luz do isolamento pirenopolino. A peça para banda de metais é uma antecipação da música incidental nascida no sertão de imagens monótonas; é uma retomada do espírito do poema sem palavras, das metáforas musicais apenas sugeridas.

(...)

     Mas certamente há ainda um segundo motivo para o esquecimento de Tonico do Padre. A história oficial não se sente à vontade para registrar vultos ou obras do interior do País. O País oficial é apenas um recorte do País geográfico. São mínimas, praticamente inexistentes, referências a compositores do Norte ou do Centro-Oeste. Tonico do Padre foi um músico do sertão e para quem olha de fora, não passa de um curiosum, um compositor-instrumentista caricato a macaquear a cultura dos grandes centros. Mas no sertão, talvez justamente aí resida seu maior mérito: produziu em condições adversas. Mais: produziu obras tecnicamente bem-acabadas, engenhosas e inventivas em condições adversas. Ou mudando o foco: promoveu o intercâmbio de ideias, num tempo de formação musical incipiente, em que o contato com obras de compositores de outras regiões era complicado. A genialidade de Tonico do Padre fica ainda maior por ter transcendido todos estes imperativos. Nosso compositor encontra-se no ponto exato do choque entre a cultura alienígena e o desejo de sua apropriação.

(...)

     O Brasil fez suas escolhas e o sertão não faz parte de sua história oficial. Ao querer fazer o País menor que suas fronteiras, menor que seu espaço, perdemos todos. Dar a conhecer ao País a história de personagens esquecidos é dever da academia que, recém-chegada, aos poucos se aclimata no sertão. Dar ao País a dimensão que ele tem significa coroá-lo com a diversidade qualitativa da brasilidade e sua arte. Significa, enfim, valorizar a multiculturalidade e a regionalidade do país-continente. Mesmo enfurnadas no sertão do nosso Tonico do Padre, são essas qualidades que conferem a nós, brasileiros, o complexo atestado da identidade.”


Escrito por Thaís Lobosque Aquino Ludovico e Wolney Unes

sexta-feira, 25 de março de 2011

Saudades da Matriz

 

     Que saudades eu tenho da velha igreja Matriz de Pirenópolis! Falo do templo original, aquele aonde iam meus antepassados para assistir missa, orar em despedida dalgum morto ou participar de festivos casamentos, batizados, crismas etc. Tudo acabou num incêndio que ninguém conseguiu explicar, há quase uma década, e lá se foram o sino fabuloso, a prataria pesada, o altar-mor de custoso entalhe, os altares laterais, o paraíso pintado por Tonico do Padre no teto da capela-mor, os florais no barrado das paredes etc.




     O fogo causou males irreversíveis no interior do  templo, mas as grossas paredes de taipa-de-pilão restaram intactas, assim como as torres e as sacristias. A restauração do prédio por fora ficou perfeita e estão de parabéns seus idealizadores. Seria muito triste Pirenópolis perder esse patrimônio arquitetônico de tamanha importância.


     Mas o interior não está bom. A ideia de instalar na Matriz o altar-mor da igreja do Rosário dos Pretos foi infeliz. Os artesãos da época não fabricaram a peça para um templo das dimensões da Matriz e então sobra um espaço sem sentido nas laterais. E por que não executaram o projeto dos altares laterais? Deixar buracos e terra na parede não me parece correto, pois dá um triste aspecto de obra inacabada.




     Quando a Matriz foi reformada na década de 1990, eu era o tesoureiro da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap) e acompanhei a obra bem de perto. Pude ver que todos os altares foram desmontados, catalogados e fotografados. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem esse material em arquivo. Portanto, há condições técnicas para refazer todos os altares destruídos no incêndio, inclusive o altar-mor.


     O desastre que parcialmente destruiu a Matriz, na minha opinião, deve ser superado. As relíquias que haviam lá dentro podem ser substituídas e a imagem da tragédia apagada da memória dos pirenopolinos. Vamos trabalhar pela conservação da estrutura que restou e foi restaurada, bem como lutar pela reconstrução de todos os altares do templo, inclusive do altar-mor.

Adriano César Curado


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TONICO DO PADRE

SÉRIE: PATRONOS DA APLAM
ANTÔNIO DA COSTA NASCIMENTO
(Tonico do Padre)
Patrono da Cadeira nº 05
Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música




Tonico do Padre
 
      Antônio da Costa Nascimento (Pirenópolis, 28.12.1837 – 15.02.1903), apelidado Tonico do Padre por ter sido criado pelo irmão padre Francisco Inácio da Luz. Foi Escrivão de Órfãos de Pirenópolis, exímio maestro e compositor, carpinteiro, marceneiro, pintor, desenhista, Juiz Substituto e tenente da Guarda Nacional. Foi também mestre-de-capela da Matriz de Pirenópolis, a partir de 1867, juntamente com Teodoro Graciano de Pina, responsável pela música vocal. Exerceu o ofício de professor de música, e entre os seus alunos estava Joaquim Propício de Pina, o Mestre Propício, que mais tarde fundaria a Banda Fênix, arquirrival da Euterpe de Tonico. [1]




Padre Francisco Inácio da Luz, irmão de Tonico do Padre


     Casou-se com Maria Francisca Duarte em 12.02.1871. Depois de viúvo casou-se novamente com Virgínia d'Abadia Carvalho (7.2.1892), com quem teve Jaci do Nascimento (Pirenópolis, 17.3.1893 – 24.5.1935). [2]



Casarão onde morou Tonico do Padre.
A 1ª fotografia é de 1985 e a 2ª nos dias atuais


     Tonico do Padre tinha uma personalidade forte, sempre bravo e irritado, não sorria nunca e nem amolecia com seus músicos, que muito o temiam e admiravam. Comandou a Banda Euterpe de 1868 a 1903, quando faleceu. Era descendente de paulistas, da família Rodrigues Nascimento, filho do ilustre professor de primeiras letras e exímio músico José Inácio do Nascimento (1787 – 1850) e de Ana da Glória. [3]


Matriz, tendo a casa de Tonico do Padre à esquerda


     Com a palavra, Jarbas Jayme: “É bem longo esse período de trinta e cinco anos, durante o qual, não obstante seu temperamento irritável e sempre mal humorado – até mesmo com os de sua casa – dirigiu Antônio da Costa Nascimento, com energia e férrea disciplina, a famosa banda, que arrancou de Oscar Leal o seguinte conceito:' Uma das melhores corporações musicais do estado goiano é a que dirige em Pirenópolis o cidadão Antônio do Nascimento, o que é raro encontrar nestes centros”. [4]



Banda Euterpe, tendo ao centro o Maestro Silvino de Siqueira, sucessor de Tonico do Padre


     Sobre o pai de Tonico do Padre, e para conhecermos melhor como nasceu tão grande músico, conta-nos Pina: “O professor José Inácio do Nascimento está entre os mais conceituados artistas de Meia Ponte. No magistério foi mestre de outros mestres; na música foi instrumentista do conjunto musical erudito que existiu no início do século XIX, compositor e regente da Orquestra e coro da Matriz; no teatro atuou como diretor, ensaiador e ator, atuações que lhe deram um destacado papel na vida cultural de Goiás. É certo que o professor Nascimento não constituía uma força isolada. Como nato em Meia Ponte e sem dela jamais ter saído, ao que nos consta, sua formação intelectual e artística deveu-se aos primeiros e velhos mestres que se ocuparam da formação da intelectualidade dos goianos e de sua arte. O professor Nascimento era músico do conjunto instrumental do Pe. José Joaquim Pereira da Veiga (1770 – 1840). Conviveu certamente com os músicos Hilário dos Santos Silva, Manoel Joaquim Batista e outros muitos que compuseram a segunda geração de artistas meiapontenses”. [5]



Forro da Capela-Mor da Matriz, pintado por Tonico do Padre e Inácio Pereira Leal


     Como pintor, Tonico do Padre pintou o forro da capela-mor da Matriz de Pirenópolis, entre 1863 e 1864, juntamente com Inácio Pereira Leal, onde se via a padroeira Senhora do Rosário cercada de anjos, tendo o Menino Jesus nos braços e ao fundo a imagem do paraíso. Essa pintura foi totalmente destruída no incêndio que destruiu o velho templo.



Interior da Matriz antes do incêndio, tendo o forro da Capela-Mor ao fundo


     Sua atividade como músico foi bastante intensa. Ele criou um famoso método para flauta. Foi excelente clarinetista, flautista, saxofonista, compositor e regente. A jornalista Rute Guedes escreveu uma extensa matéria no jornal O Popular do dia 15.02.2003, sob o título TALENTO DE VOLTA À LUZ, numa referência ao curta-metragem produzido por José Lino Curado, “MESTRE-CAPELA TONICO DO PADRE”, onde atuou como ator Guido Campos Correa.


Casarão onde morou Tonico do Padre


     Certo dia, em 1888, Tonico sentou-se à beira do rio das Almas e escutou o ribombar distante dos trovões, com a saparia naquele coaxar que prenuncia temporal. Com pouco tempo já estava ele todo ensopado e com a cabeça cheia de inspiração. Nascia ali o Concerto dos Sapos, uma suíte (movimentos instrumentais tocados sem interrupção) que recria o aproximar da chuva e começa com o ribombar forte dos tambores na imitação dos trovões. Mostrou a obra aos seus músicos e ouviu uma grande gargalhada de deboche. Ficou tão contrariado que recolheu as partituras, guardou-as e nunca mais quis apresentar a peça. Somente no início da década de 1970, mais de oitenta anos depois, foi o Concerto dos Sapos novamente interpretado, agora pela Banda Fênix, que gravou um disco lindo no coro da Matriz de Pirenópolis.



Casarão de Silvino de Siqueira, localizado na rua Direita, sucessor de Tonico do Padre, local onde a Banda Euterpe teve sede por muitas décadas


     O falecido maestro Braz Wilson Pompeu de Pina Filho dedicou boa parte de sua vida a pesquisar e catalogar a obra magnífica de Tonico do Padre. Pina consultou os arquivos da Banda Euperte, Fênix, do Teatro de Pirenópolis, além de vários arquivos pessoais, e chegou à seguinte catalogação:


Museu da Família Pompeu, localizado na rua Nova,
onde se encontra todo o arquivo de Tonico do Padre


HINOS
Hino do Divino 1899
Hino Estadual Goiano 1890
Motetos das Dores 1901
Hino do Sagrado Coração de Jesus
Hino ao Menino Deus 1900
Hino 12 de Maio 1899
Litania 3º a N. S. do Rosário 1899
Novo Padre Nosso 1901
Novo Te Deum Laudamus 1873
Subtuum 1892
Subtuum 1899
O Salutaris Hostia 1892

MISSAS
Missa de 30$000 1877
Missa de N. S. da Abadia 1888

NOVENAS, LADAINHAS
Ladainha Irlandesa 1892
Novena do Boa Morte 1876
Ladainha Nascimento 1885
Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus 1902
Jaculatória à N. S. do Rosário 1899
Novena de N. S. da Abadia 1888

MARCHAS FÚNEBRES
Passos em Pirenópolis 1894
O Grande Rabino 1894

MARCHAS
Tome Rícino 1889
Crowatt 1887
O Cabeleira Pernambucano 1888
3 de Outubro 1897
Santo Antônio da Mato Grosso 1898

QUADRILHAS
16 de Junho 1900
18 de setembro 1896
Carmélia 1895
Pequi 1887
Virgínia 1890
Comissão do Planalto 1892
Zulmira 1892
Viegas Escafedeu-se 1887
Harmonias do Coração 1892
Jacy 1893
Tim Tim por Tim Tim 1893
Sempre Chorando 1896
Deodato 1897

VALSAS, TANGOS, HABANANEIRAS, SCHOTTISCH, POLKAS
Mariquita – Grande Valsa 1891
Quem Mandou Sapateiro Tocar Rabecão 1892
Virgínia 1896
Os Teus Anos 1886
O Gemido da Rola 1894
Cacete 1884
Le Oiseau 1884
Sertaneja 1884
Recordações de um Amigo 1884
Saudades da Vidinha 1884
Dalila 1884
Mariposa 1897
A Sinhá 1889
D. Emma Carlson Cuiabá 1892
Rosita de la Plata e Outras 1890

TANGOS
Oh Ma Estrela 1877
Os Teus Anos 1880

HABANEIRAS
Pirenópolis 1892
A Hesperidiana 1877
Santa Cruz 1976
Tentação 1877
A Hesperidiana nº 2 1877
A decisão do Governo 1891
Dá cá o Pé, Papagaio 1877

SCHOTTISCH
Si Si 1902
Uma nova Abaixo de Dó 1902
Sempre Alegre 1896

GALOPE
Jacy 1899

PALKAS
Alberto Augusto 1889
Arlinda 1889

CANÇONETA
Cantata para Festim 1878

FANTASIAS
Noite de Inverno
Amor de Pai

SUITE
Concerto dos Sapos 1888

TEATRO
Música para as peças:
Gonzaga 1889
Cancros Sociais 1893
Três Noivos Distintos e um só Verdadeiro 1881
Cançoneta de Telúrio do Fantasma Branco 1885



Simbolo da Academia Pirenópolis de Letras Artes e Música


     Todo o arquivo musical e os desenhos de Tonico do Padre foram adquiridos por Pompeu Christovam de Pina, de Sinhazinha Ladário, neta do músico, e encontram-se hoje no acervo do Museu da Família Pompeu, localizado na rua Nova, Pirenópolis, Goiás.



Imagem aérea que mostra a localização da casa (1) de Tonico do Padre em relação à igreja Matriz (2)


Notas
[1] Dicionário Biobibliográfico Regional do Brasil, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br
[2] Jayme, Famílias..., pp. 336/7
[3] Mendonça, p. 37
[4] Jayme, Esboço..., pp. 251/2
[5] Pina, pp. 2/3


Bibliografia
BERTRAN, Paulo (org. e ed.). Notícia Geral da Capitania de Goiás em 1783. Goiânia: Universidade Católica de Goiás, Universidade Federal de Goiás; Brasília: Solo Editores, 1996.
JAYME, Jarbas. Cinco vultos meiapontenses. Goiânia, Edição Revista Genealógica de São Paulo. 1943.
___. Esboço Histórico de Pirenópolis. Goiânia, Editora UFG, 1971. Vols. I e II.
___. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973. Vol. V.
___. Vale seis! (Críticas genealógicas). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973.
MARCONDES, Marcos. Enciclopédia da Música Brasileira. São Paulo: Publifolha, 1998.
MENDONÇA, Belkiss Spencière Carneiro de. A música em Goiás. 2. ed., Goiânia, Editora da Universidade Federal de Goiás, 1981.
PALACIM, Luis. Goiás 1722 - 1822. Goiânia, Oriente, 1976.
PINA, Braz Wilson Pompeu de. Antônio da Costa Nascimento (Tonico do Padre), um músico no sertão brasileiro. Revista Goiana de Artes, Instituto de Artes da UFG. Vol. 7, N 1º – jan./Dez. De 1986.
PINTO, Marshal G. Da missa ao Divino Espírito Santo ao Credo de São José do Tocantins. Dissertação de Mestrado apresentada na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de
São Paulo. São Paulo: 2002
POHL, Johonn Emanuel. Viagem no interior do Brasil. Edusp, São Paulo, 1976
SAINT-HILAIRE, Auguste de. Viagem à província de Goiás. Tradução de Regina Regis Junqueira, prefácio de Mário Guimarães Ferri. Belo Horizonte, Editora Itatiaia; São Paulo, Editora da USP, 1975a.
___. Viagem às nascentes do rio S. Francisco. Tradução de Regina Regis Junqueira, prefácio de Mário Guimarães Ferri. Belo Horizonte, Editora Itatiaia; São Paulo, Editora da USP, 1975b.

Site
http://www.proec.ufg.br/revista_ufg/dezembro2006/textos/artista_sertao.htm
http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=3776&cat=Ensaios&vinda=S


by Adriano César Curado