Mostrando postagens com marcador Academia Pirenopolina de Letras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Academia Pirenopolina de Letras. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Aplam convida

 
É com muita satisfação que a Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música convida para o lançamento da obra intitulada Coletânea da Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música – 2019 que traz produções dos acadêmicos e em especial de novos talentos infantojuvenis das letras e artes pirenopolinas selecionados através do concurso realizado junto às escolas locais. Devido ao momento de isolamento social o lançamento do livro será realizado de forma online no dia 14/08/2020 às 19:00h.

A publicação foi financiada pelo prêmio do Edital Concurso Fomento a Projetos Culturais do Fundo de Arte e Cultura – FAC/PIRENÓPOLIS, de 2018 e poderá ser adquirida de forma gratuita a partir do dia 05/08/2020 no Centro de Artes e Música Ita e Alaor, das 8:00h às 17:00h.

O evento é aberto a todos através do link abaixo:
https://meet.google.com/udi-humg-mjv

Se você não está habituado a participar deste ambiente virtual tente entrar na sala agora para ver se precisa ou não baixar o aplicativo em seu celular ou computador. Clique no link https://meet.google.com/udi-humg-mjv se aparecer “Entrar na sala” e “Apresentação” significa que você já tem o programa instalado, é só aguardar o dia e o horário do evento, clicar no link e “Entrar na sala”.


Caso não tenha o aplicativo, basta clicar no link acima que ele te levará à loja de aplicativos do seu dispositivo para download gratuito. Após ter o aplicativo baixado é só seguir as primeiras instruções.

VENHA PRESTIGIAR ESTE MOMENTO CULTURAL.

sábado, 1 de agosto de 2020

Começa agosto

E se inicia o mês de agosto, que alguns chamam de "mês do cachorro louco". Mas loucura mesmo é esta que estamos vivendo. Não podemos nos reunir com amigos e parentes, não podemos comemorar nossas tradições e por aí vai. Mas não se apoquente não, que este perrengue há de passar em breve e logo logo voltaremos a sorrir plenamente.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Por um amanhã melhor


Não desanimem porque dias melhores hão de chegar logo. Todos estamos ansiosos para ver nossa cidade outra vez alegre e movimentada. A tal pandemia cedo ou tarde será superada por um avanço das pesquisas dos cientistas.

Enquanto isso vamos nos cuidar e obedecer as normas sanitárias, para que assim o futuro seja pleno de alegrias. Esta é uma mensagem por um amanhã melhor.

Foto: Dica de Turismo

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Isócrates de Oliveira

SÉRIE BIOGRAFIAS

ISÓCRATES DE OLIVEIRA  



     Isócrates de Oliveira, (Pirenópolis 9.8.1922 – 11.6.1999) foi filósofo, teólogo, escritor, diplomata. Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigues, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá. 


O pai de Isócrates morou no casarão que hoje é a sede local da Celg

     Filho do comerciante e fotógrafo João Basílio de Oliveira e da dona de casa Maria Conceição de Sá Oliveira.


Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga

     Iniciou seus estudos com professor particular e concluiu o primário no Grupo Escolar Comendador Joaquim Alves, em Pirenópolis. Entre os anos de 1936 a 1941, seguiu para Silvânia e cursou o Seminário Menor, no Seminário Santa Cruz, em seguida, transferiu-se para a cidade mineira de Mariana para conclusão do curso.  Nos anos de 1942 a 1944 completou o curso de Filosofia, no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, São Paulo. Em 1948 fez Teologia no Seminário Maior de Mariana, que concluiu no Seminário Central de Ipiranga, onde ordenou-se padre. Em 21.12.1948 recebeu de D. Emanuel Gomes de Oliveira, Arcebispo Metropolitano de Goiás, a Ordem de Presbítero do Hábito de S. Pedro.

     Em 1971 fez pós-graduação em Filosofia, pela William Rice University, em Houston, Texas, Estados Unidos.


Rice University

     Permaneceu padre durante sete anos. Em 1955, fez concurso no Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro, abraçando a carreira diplomática. Exerceu cargos diplomáticos nas Embaixadas do Brasil em Atenas (Grécia), Praga (antiga Tchecoslováquia), Argel (Argélia), Santiago (Chile), São domingos (República Dominicana), Banglok (Tailândia) e Islamabad (Paquistão). Foi Cônsul do Brasil em Houston (Texas), Chicago (Illinois) e Miami (Florida), nos Estados Unidos, e em Trieste e Veneza, na Itália, onde se aposentou, em 1982, no cargo de Conselheiro.


Livro que gerou muita polêmica

     Retornou então para Goiânia e, a partir de 1985, tornou-se professor no Departamento de Letras e Filosofia e Teologia na Universidade Católica de Goiás (atual PUCGO). Era um filósofo de pensamento ativo, que gostava de meditar nos grandes temas e humanidade e contestar conceitos. Também se preocupava com o bem-estar, o que fica bem claro em sua obra filosófica "Evestética", onde conclui que emoções são forças endógenas, as únicas que atuam de dentro para fora. E através das expressões corporais e faciais, Isócrates desenvolveu uma fórmula de extravasar as emoções.  Suas experiências como seminarista estão retratadas nos primeiros livros que escreveu, um escândalo na época das publicações.


Casarão onde morou e morreu Isócrates de Oliveira

     Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigue, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), como um dos fundadores, ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá.


Família de João Basília e Conceição

     Nos últimos anos de vida, voltou a morar em Pirenópolis, sua terra natal. Eu o via caminhar todas as tardes até a esquina de Sebastião Brandão, mãos para trás, bengalas agitadas ao ritmo de alguma música imaginária. Sistemático, não era de muita conversa, apreciava a solidão. Visitas em sua casa, apenas se agendadas com antecedência e sem atraso.

     Foi um dos homenageados na IV Feira Literária de Pirenópolis (Flipiri). A Biblioteca Municipal de Pirenópolis leva o nome de Isócrates de Oliveira.


Isócrates já idoso

     Publicou: Drama de um padre (1954); Introduction du sens cosmique en philosophie (Paris, 1962); A hora do Anticristo (1965);  Dom Silogildo e outros contos (1968); Frederico e o mundo real (1983); Evestética – o rejuvenescimento pelo exercício das emoções, vol. I (1993) vol. II (1994).

Fonte:
Site da Festa Literária de Pirenópolis

Folheto da IV Flipiri
JAYME, Jarbas. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973. Vol. II, p. 267.

Adriano César Curado


terça-feira, 16 de abril de 2013

A Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música completa 19 anos


     Hoje é o aniversário de 19 anos da nossa Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (Aplam).

     Ainda me lembro como se fosse hoje. No dia 16 de abril de 1994, depois de alguns ajustes, Arnaldo Setti, José Jayme e José Mendonça Teles concluíram a lista de patronos e acadêmicos. Precisamente às 17h00, no Museu das Cavalhadas, foi declarada fundada a Aplam. 

     Encontravam-se presentes: José Sisenando Jayme, Luiz de Aquino Alves Neto, José Mendonça Teles, Vera Lopes Siqueira, Joaquim Thomaz Lopes, Ita e Alaor de Siqueira, Maria Inês Curado, Jurema de Zé do Pina, Nilse Jacinto, Valdo Lúcio Cardoso, José Raimundo Reis, Wilno Pompeu de Pina, Naziam Brandão, Adriano César Curado e cinco acadêmicos da Academia de Letras de Brasília, a saber, Arnaldo Setti, Victor Tannuri, Mauro Castro, José Carlos Gentili e Murilo Moreira Veras. Aos presentes foi servida farta mesa de quitandas, doces e salgados, acompanhados de sucos e licores.

     Atualmente Colandi de Carvalho exerce a presidência da Academia, mas seu mandato está no fim. Uma nova assembleia geral será convocada nas próximas semanas para eleição da nova diretoria da entidade.

Adriano César Curado

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Morro do Frota, sua Mansão e a Igreja do Carmo



     "Situa-se no maciço a leste de Pirenópolis a elevação de todos conhecida como Morro do Frota.
     Provém o nome de seu primeiro dono, o riquíssimo Sargento-mór Antônio Rodrigues Frota, natural da freguesia de São Miguel do patriarcado de Lisboa, falecido em Pirenópolis a 22 de dezembro de 1774. Segundo Jarbas Jayme, a ele e a seu sogro Luciano Nunes Teixeira deve Pirenópolis a Capela de Nossa Senhora de Monte do Carmo – aquela ao lado da ponte de madeira, tradicionalíssima, sobre o Rio das Almas – capela que construíram, onde estão sepultados e onde existiam suas lápides sepulcrais. A igreja passou por uma deprimente reforma em 1868 possivelmente, perdendo suas características coloniais, mais elegantes a meu ver – como  se observa em belíssimo desenho de W. J. Burchell, de 1828. Estava então prestes a ruir, escorada por postes de madeira. Aparece na última capa desta revista, em fiel pintura do acadêmico Pérsio Ribeiro Forzâni, baseada no esboço de Burchell.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Poesia, música e belas imagens


Oh! Bela Pirenópolis adormecida,
Banhada pela branca luz do luar.
Suas noites tão lindas e tão queridas
Convidam seresteiros a cantar
E ao som dos plangentes violões,
Que solam canções de ninar,
São músicas divinas
São músicas de embalar
São lindas estas serenatas ao luar.
A lua aqui é mais branca e mais tristonha,
E sempre nos convida para o amor,
Aqui tudo é um sonho, aqui tudo é risonho,
Cercada de montanhas, é jardim em flor.
Quando tu vens, oh! Lua
banhar no rio de prata,
Ele diz cantando,
Em suave murmurar,
Adeus, oh! Brancas ruas de serenatas.
Adeus, oh! Terra querida,
Joia de meu Goiás,
Vou para terras distantes
Não te esquecendo jamais.

Serenata Pirenopolina - Letra e música de Ita Lopes Siqueira

 














quinta-feira, 3 de maio de 2012

A Feira Literária de Pirenópolis e o autor goiano


     A literatura é uma arte difícil e trabalhosa, que requer boa técnica e disponibilidade de tempo para seu exercício. Depois do livro pronto, vem a dificuldade de publicação e distribuição. A situação fica ainda mais dificultosa quando se está fora do eixo Rio-São Paulo, porque ali estão sediadas as maiores editoras do País.

     Fazer literatura em Goiás não é tarefa das mais fáceis. Por aqui há poucos leitores e raríssimas bibliotecas bem equipadas. Sem contar na lentidão dos gestores públicos estaduais para efetivar projetos culturais.

      Então, surge a Feira Literária de Pirenópolis (Flipiri). Mas o que era para ser uma festa para a literatura produzida em Goiás, infelizmente não contempla devidamente a prata da casa. A atração maior é o escritor gaúcho Luís Fernando Veríssimo. De Goiás, temos o escritor José Mendonça Teles, a quem será prestada justíssima homenagem, e um ou outro convidado, como Bariani Ortêncio.

     Só isso. Nenhum outro goiano terá o competente destaque na Flipiri. E quando falo em “destaque”, quero dizer se tornar palestrante convidado, com direito a receber pagamento pelo trabalho produzido, e não simplesmente compor um lançamento coletivo de livro para um dúzia de assistentes. Se Pirenópolis, que é o berço da cultura goiana, não valoriza devidamente o autor goiano, creio que estamos mesmo em maus lençóis.

     Com um pouco de boa vontade, poderiam os organizadores da Flipiri distribuir vários escritores de Goiás, por exemplo, entre os alunos das escolas municipais. Ali seriam ministradas palestras sobre temas regionais, sorteados livros, numa troca sadia de conhecimentos. Ganha o escritor, que tem oportunidade de mostrar sua arte e, de quebra, pode incentivar o surgimento de novos leitores. Ganham os alunos porque interagem com alguém que é da sua terra, que fala com o mesmo sotaque, que saboreia comida semelhante.

     Mas é para convidar o escritor goiano e pagar bem pelo trabalho prestado. Dinheiro para isso acredito que haja, pois dois patrocinadores de peso darão suporte à Flipiri deste ano, que são o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) e a Petrobras.
  

Adriano César Curado

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pirenópolis (Poema)


Quando estou em Pirenópolis,
Na minha sala de jantar,
Olhando pelas janelas,
Vejo uma beleza sem par.

Voltar para minha cidade,
Da minha casa ver a serra,
O rio, a ponte, a igreja do Carmo,
Admirar a beleza da terra.

Um dia estava em Pirenópolis
Olhando a rua silenciosa,
Passaram pessoas dizendo:
Que cidade maravilhosa!

Se alguém me perguntar
O que mais quero da vida,
Responderei sem hesitar:
Minha terra querida.

Quando estou quieta, penso na vida,
Lembro-me da minha terra querida,
Dos lindos passeios pela cidade.
Sentia-me tão feliz que tenho saudade.

Estava um dia na janela
Calma e contente a observar,
Vi como a cidade é bela
Nas claras noites de luar.

Chove chuva miudinha,
Cai de leve no telhado,
Fico olhando, quietinha,
Da janela do meu sobrado.

Perguntaram-me certa vez
Como é a sua cidade?
É linda e majestosa,
Respondi com vaidade.

Andando pela tortuosa estrada
Da serra do Pico dos Pireneus,
Lá de cima fico feliz, encantada!
Com a beleza criada por Deus.

Quando vou à serra dos Pireneus
Fico admirando a natureza.
E elevo uma prece a Deus
Agradecendo tanta beleza!

Õ minha terra formosa!
Tu és o meu encanto.
És linda e majestosa,
Eu te quero tanto.

Como é bom a gente se lembrar
Da querida cidade da gente,
Onde todo mundo é parente
E tem muito que conversar.

Como me sinto feliz só de pensar.
Que para minha terra irei voltar.
Meu coração alegre fica a cantar,
Ó Pirenópolis, como hei de te amar!

Ó minha cidade querida,
Está hoje tão maltratada.
Por seus filhos, foi esquecida,
Mas por mim será muito amada.

A minha cidade querida,
Terra que me viu nascer,
Faria muito na vida,
Para a cidade renascer.

Voltar para minha cidade
Dar-me-ia um grande prazer,
Ir morar no meu sobrado
E sossegada viver.

Um dia estava em Pirenópolis
Olhando a rua quieta e parada,
Não via sequer um carro,
Nem uma pessoa na calçada.

Uma pessoa cumprimentou-me,
Respondi-lhe com um sorriso.
Ela, risonha, me disse assim:
Esta cidade é um paraíso!

Cortaram as árvores do rio,
Aquelas árvores frondosas
Que davam sombra e beleza
Naquelas paragens famosas.

Queria fazer umas quadrinhas
Como era o meu intento,
Saíram simples palavrinhas
Com um grande sentimento.

A meus queridos parentes
Ofereço com amizade
Estas simples quadrinhas
Que lembram nossa cidade.

A cidade de vocês é Pirenópolis,
Cidade da música e da poesia.
É lá que vocês terão muita paz
Muita saúde e alegria.

A meus filhos queridos
Eu peço com emoção:
Façam o bem para Pirenópolis,
Mas façam de coração.


Poema de autoria de Yvonne de Pina Curado, extraído do livro de sua autoria: Uma história de amor, Goiânia: Unigraf, 1983, pp 131/134.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ÁGUA


As chuvas se firmaram, fortes e sem trégua, marcam o início da estação das águas. Ao mesmo tempo em que o Cerrado se abre em flor, recepciona a dádiva que despenca do céu na forma de bênção líquida.




A cair na região da serra dos Pireneus essa chuva toda se infiltra no chão duro do Cerrado e escoam até um colossal reservatório d’água subterrâneo, para depois essa mesma água escorrer por delicadas artérias e brotar nos olhos-d’água das nascentes nas veredas de buritis.




É o divisor de águas do Planalto Central do Brasil. Do lado sudeste, as nascentes compõem o rio Corumbá, que desagua no Paranaíba, segue pelos rios Grande, Paraná, da Prata, e por fim o oceano Atlântico, entre a Argentina e o Uruguai.




Do lado oeste, as águas formam o rio das Almas, que corta Pirenópolis ao meio e segue para noroeste na direção da bacia do Tocantins, que desagua ao norte do Brasil, foz da ilha de Marajó, no rio Amazonas, depois no oceano Atlântico.




E é tão abençoada por Deus esta Terra dos Pireneus, que por todos os lados jorra abundante, numa hemorragia de vida, esse líquido precioso que desaba por cachoeira espumosa, escorre entremeio as pedras que os bandeirantes escavaram e, num saudoso adeus, vão-se embora por este rio das Almas afora.





by
Adriano César Curado

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Luiz Gonzaga Jayme

 SÉRIE: PATRONOS DA APLAM

LUIZ GONZAGA JAYME
Patrono da Cadeira nº 08
Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música




     Luiz Gonzaga Jayme (Pirenópolis 8.5.1855 – Rio de Janeiro 29.1.1921), foi duas vezes senador da República, desembargador, promotor de justiça, chefe de polícia, professor, advogado e jornalista.

     Era filho do coronel João Gonzaga Jayme de Sá e de Maria Tomázia Batista, casou-se com Maria Augusta Sócrates, em 15.8.1884, deixando: Aníbal Jayme, Múcio Sévola Jayme, Naiá Gonzaga Jayme, Túlio Hostílio Jayme, Marieta Gonzaga Jayme, Dr. Alarico Gonzaga Jayme, Dr. Genserico Gonzaga Jayme, Dr. Luiz Gonzaga Jayme, Ari Gonzaga Jaime e Belti Gonzaga Jayme.



João Gonzaga Jayme de Sá, pai de Luiz Gonzaga Jayme

     Lulu Jayme, como era conhecido em Pirenópolis, era neto paterno do padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury e de Maria Genoveva da Soledade (Inhá Genu). Entre 1862 e 1867 cursou as aulas particulares do professor Braz Luiz de Pina, um homem austero, mas que soube ver em Jayme uma inteligência acima da média. E por isso, no ano seguinte, por indicação do professor Pina, seu melhor aluno matriculou-se no Colégio Senhor do Bonfim, que ficava num casarão ao final da rua Santa Cruz, hoje demolido, dirigido pelo professor Raimundo Henrique des Genettes. Também des Genettes se surpreendeu com a capacidade mental do aluno e o indicou para o Liceu, na Cidade de Goiás, onde cursou humanidades e viu despertar em seu íntimo a paixão pela Ciência Jurídica.


Padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury, avô paterno de Luiz Gonzaga Jayme



     Gonzaga Jayme retornou então para Pirenópolis e comunicou ao pai que gostaria de cursar Direito. Seu Jayme, seu pai, embora fosse um homem de poucos estudos, lia bastante e queria que o filho adquirisse a cultura que não teve, já que perdeu o pai com 15 anos e teve que trabalhar para se manter. Seu Jayme, então, juntou suas economias e mandou o filho para São Paulo, matricular-se na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. 

De pé (esquerda p/ direita): Francisco Ayres, Antônio Ramos Caiado, ?
Sentados: Luiz Gonzaga Jayme, Eugênio Rodrigues Jardim,
Hemenegildo Lopes de Moraes e Olegário Pinto.

     Isso mudaria para sempre a vida de Lulu Jayme, pois no prédio do velho convento, onde a faculdade funcionava, fervilhava a vida cultural do país, circulavam periódicos, encenavam-se peças teatrais, surgiam grandes escritores e poetas, por lá passaram Álvares de Azevedo, Castro Alves e Fagundes Varella. Ali também nasceram os principais movimentos políticos da história do Brasil, desde o Abolicionismo de Joaquim Nabuco, Pimenta Bueno e Perdigão Malheiro, ao Movimento Republicano de Prudente de Moraes, Campos Salles e Bernardino de Campos.
    


Inhá Genu, avó paterna de Luiz Gonzaga Jayme

     O agora Dr. Jayme bacharelou-se com louvor em 21.11.1882 e regressou saudoso a Pirenópolis, onde foi recebido com uma grande festa promovida por seu emocionado pai. Na terra natal ficou Gonzaga Jayme no exercício da advocacia e do magistério, até que (em 1884) seguiu para a Cidade de Goiás, então capital da Província, para se tornar promotor de justiça. Em Goiás se casou com sua prima Maria Augusta Sócrates (15.9.1884) e no mês seguinte tomava posse no cargo de juiz municipal de Santa Luzia, depois transferido para Pirenópolis, onde passou a também exercer o cargo de professor do Colégio Ateneu Meiapontense.

Faculdade de Direito de São Paulo no tempo de Luiz Gonzaga Jayme

     A notícia dos conhecimentos jurídicos do Dr. Jayme corriam a Província, ainda tão carente de bons profissionais na área, e em 16.4.1890 assumiu o cargo de juiz de direito do rio Coxim, mas por lá ficou somente três meses, pois como bom profissional que era, foi convocado para o Tribunal de Relação de Goiás (hoje Tribunal de Justiça), cargo que exerceu até 20.4.1892, quando foi nomeado chefe de polícia e ficou no cargo até 31.12.1892. Em 1.1.1893, tomou posse efetiva como ministro do Superior Tribunal de Justiça de Goiás (hoje desembargador) e também tornou-se professor de direito penal da extinta Academia de Direito de Goiás.


Palácio Conde dos Arcos, sede do Senado Federal, 
da Proclamação da República até o ano de 1925,
 numa litografia do século XIX

     Em 1909 aposentou-se como desembargador e passou a se dedicar com afinco à política partidária, sua outra paixão além do Direito. Era ele filiado ao Partido Republicano, mas desejoso de romper o poder da oligarquia dos Bulhões, em 1908 desfilia-se do partido e se torna um dos mentores intelectuais da Revolução de 1909, que depôs o governador Francisco Bertoldo de Sousa e entregou o cargo em 1ª de maio ao seu vice, o coronel anapolino José da Silva Batista. 

     Foi eleito senador da República por dois mandatos (1909 a 1912 – 1912 a 1921), pelo Partido Democrático, onde se destacou seu vasto conhecimento jurídico na elaboração do Projeto do Código Penal da República, como presidente da Comissão Especial. No Senado, era membro das Comissões de Polícia, Constituição e Diplomacia, e de Justiça e Legislação.



Casarão em Pirenópolis onde morou Inhá Genu

     Como jornalista, escreveu para os jornais de oposição “Gazeta Goyania”, “Estado de Goyaz”, “Jornal de Goyaz”, “República” e “Imprensa e Goyaz”. O grande senador morreu assassinado no dia 29.1.1921, na cidade do Rio de Janeiro, por conta dum estúpido crime passional, acontecimento que pôs fim a uma brilhante carreira.


Bibliografia:

ARIMATHÉA, Amador de. Anápolis, sua ruas, seus vultos, nossa história 1830 – 2007. Goiânia: Papillon, 2007.
CURADO, Agnelo A.F. Fleurys e Curados. Goiânia, Editora Piloto, 1988.
JAYME, Jarbas. Cinco vultos meiapontenses. Goiânia, Edição Revista Genealógica de São Paulo. 1943.
JAYME, Jarbas. Esboço Histórico de Pirenópolis. Goiânia, Editora UFG, 1971. Vols. I e II. JAYME, Jarbas. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973. Vol. 1.
JAYME, Jarbas. Vale seis! (Críticas genealógicas). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973.
JAYME, José Sisenando. A origem da Família Fleury. Goiânia, Edição do Autor, 1993.
PALACIM, Luis. Goiás 1722 - 1822. Goiânia, Oriente, 1976.
POHL, Johonn Emanuel. Viagem no interior do Brasil. Edusp, São Paulo, 1976
SAINT-HILARE, Auguste. Viagem à Província de Goiás. São Paulo, Edusp, 1976.
SIQUEIRA, Vera Lopes de. Tradições Pirenes., 2ª edição, Goiânia, Kelps, 2006.



FonteSubsecretaria de Arquivo do Senado Federal


Sites: Senado Federal e Wikipedia




Adriano César Curado