sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Natureza


Aproveite esses dias de participação no Canto da Primavera para curtir a natureza. É muito agradável passear pelas trilhas ecológicas ou conhecer os rios da região.




quinta-feira, 14 de outubro de 2010

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA

Programação XI Canto da Primavera

12/10 - Terça

Abertura Oficial do Evento / Discursos
Local Entroncamento Cultural
Horário 20:00h
Banda Pequi
Local Entroncamento Cultural
Horário 20:00h
Serenata - Trovadores dos Pirineus
Local Ruas de Pirenópolis / saindo de frente ao Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 00:00

13/10 - Quarta

Início das oficinas
Locais Escola Municipal Tia Olívia e Escola Estadual Comendador Joaquim Alves
Horário 13:30 às 18:00
Espetáculo Musical O Tal do Quintal. Diretor Demétrio
Local Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 20:00
Shows de Sabah Moraes - Laércio Correntina - Nilton Rabelo
Local Cine Pireneus
Horário 21:30

14/10 Quinta

Oficinas
Local Escola Municipal Tia Olívia e Escola Estadual Comendador Joaquim Alves
Horário 13:30 às 18:00
Shows: Johnson Machado - Duo 13
Local Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 20:00
Shows: Vitor Batista - Marcos Henrique e Santiel
Local Cine Pireneus
Horário 21:30
Shows: DJ Simone Junqueira - TRIVOLTZ - Rádiocarbono - Diego e o Sindicato
Local Palco do Rosário
Horário 22:30

15/10 Sexta-feira

Oficinas
Local Escola Municipal Tia Olívia e Escola Estadual Comendador Joaquim Alves
Horário 13:30 às 18:00
Shows Torre de Jamel - Triêro
Local Cine Pireneus
Horário 20:00
Shows Alice Galvão - Juraíldes da Cruz
Local Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 21:30
Shows Gustavo Veiga - Mônica Salmaso
Local Palco do Rosário (atenção, este evento foi transferido para o edifício do teatro, por problemas técnicos)
Horário 22:30

16/10 Sábado

Oficinas
Local Escola Municipal Tia Olívia e Escola Estadual Comendador Joaquim Alves
Horário 13:30 às 18:00
Cortejo Bloco Boca do Lixo
Local Em frente ao Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 16:00
Som de Gafieira
Local Palco do Coreto
Horário 18:00
Shows: Cerrado Jazz Trio - Umbando
Local Cine Pireneus
Horário 20:00
Shows: Bel Maia - Marcelo Barra
Local Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 21:30
Shows: DJ Simone Junqueira - Cristiane Perné - Zélia Ducan
Local Palco do Rosário
Horário 22:30

17/10 Domingo

Orquestra de Câmara Goyazes e Dilson Florêncio
Local Igreja Matriz
Horário 10:00
Workshop de encerramento das Oficinas com os professores e alunos
Local Teatro Sebastião Pompeu de Pina
Horário 11:00
Grupo Choro Samba
Local Palco do Coreto
Horário 16:00
Cláudia Vieira
Chocolate Groove Band com os convidados: Moraes Moreira e Pepeu Gomes
Local Palco do Rosário
Horário 18:00

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MOUTAIN BIKE


No domingo, dia 10.10.2010, Pirenópolis sediou pela sexta vez o GP Goiás de Mountain Bike.





A largada aconteceu às dez horas na entrada do camping Encontro das Águas, no caminho das pedreiras, donde saíram grupos de cinco a dez ciclistas por vez. Foi bonito ver a mistura colorida dos trajes dos atletas, amadores e profissionais, que se apertavam na estreita estrada que sobe para o Morro dos Pireneus, localizado no parque de mesmo nome.




Participaram 13 categorias diferentes, que enfrentaram a íngreme subida na direção do ponto mais alto do parque, num percurso aproximado de 30 quilômetros. A premiação foi de mais de 7 mil reais no total.




Embora Pirenópolis seja uma cidade que prestigia bastante o Moutain Bike, algumas críticas devem ser feitas em relação aos organizadores do evento.




O horário da prova foi péssimo. Largar com o sol a partir das 10 horas da manhã não é brincadeira. Por que não organizaram, por exemplo, à 7 horas? Os atletas usam roupas especiais e bastante equipamentos de segurança, o que pode provocar desidratação e por em risco a saúde.




Outro problema do horário da prova foi a coincidência com o pico do trânsito de veículos. Nesse horário os turistas sobem para almoçar nos restaurantes na região das pedreiras ou simplesmente para usufruir das cachoeiras. Isso ocasionou o fechamento da estrada e provocou respeitável congestionamento.





E quando finalmente liberaram o trânsito, a segurança dos atletas ficou comprometida, pois motoristas passavam em alta velocidade, para compensar o tempo perdido.





Obviamente que minha crítica não diminue o brilho da prova. É sempre importente o incentivo à prática de esportes. Essas são apenas algumas observações para um possível evento no ano que vem.


by Adriano César Curado



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A estrada do tempo



     Ah!, becos históricos da velha cidade! Calçamento de pedras alvíssimas que refletem o sol escaldante dos trópicos, mas ainda assim deixa escapar uma frágil flor entremeio às lajes.




     Rua Direita das serenatas perdidas nos séculos! Violões dedilhados em noites enluaradas, cantoria afinada dos velhos seresteiros, a pedido do rapaz tímido com flores nas mãos e sorriso maroto.




     Entra ano, sai ano, e as ruas de Pirenópolis continuam as mesmas. Posso ir lá mil vezes e ainda assim sempre consigo fotografar ângulos novos, com diferente iluminação.



     Não há como registrar duas imagens iguais do antigo, que não é velho, mas atual e renovado.




     O casario parece que tem vida, renova-se a cada madrugada festiva da passarada madrugadeira.



     Nem bem o sol já inclinou no horizonte da rua Aurora e os moradores assomam à porta de suas casas para o cotidiano lento da antiga Meia Ponte do Rosário.



     Casarões envelhecidos pela dança lerda dos séculos, construído sde adobe socado por pés descalços no barro do vermelho chão goiano.


     Essas casas caducas dão as mãos num entrelaçamento quase irmandade, pois assim podem cochichar segredos de outras épocas, confidências que seus moradores deixaram escapar nas alcovas do passado.



     É sensacional poder saborear a fruta madura no pé, lambuzar-se com as delícias desta terra tropical e ainda se esbaldar nas noitadas regadas a boa música de excepcional gente.


      E como é bom relaxar e deixar-se levar pelo ritmo lerdo da cidade, sem muita preocupação com as ilusões do cotidiano, tal qual faziam em Meia Ponte há séculos!



     Trilhar a estrada do tempo é também espiar pelas janelas e assuntar que se passa logo ali. E em seguida trocar confidências com vizinhos de parede e meia.
     Como escorre sem pressa o tempo em Meia Ponte! Independe das estações, dos acontecimentos lá de fora ou mesmo do querer da sua gente. O tempo tem seu próprio ritmo.



     Por fim, vamos orar à sombra da Matriz do Rosário para que esta cidade insista sempre em reter ao máximo o tempo, antes que acabe para todos nós a espera do tempo!




Adriano César Curado

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

VIDA SIMPLES E LONGA


Já notaram na quantidade de idosos de Pirenópolis? Parece que a longevidade é um atributo dos habitantes ao sopé do Frota. Acho que é porque, nesta linda cidade, desfruta-se duma vida simples e portanto longa.





Minha avó, por exemplo, já se avizinha dos noventa anos, lúcida, feliz, com uma invejável memória, capaz de reter as atenções por horas com seus causos interessantíssimos. Mora em Pirenópolis, onde nasceu e sempre viveu. É testemunha ocular dos desdobramentos históricos do século XX.




Seu casarão centenário na praça da Matriz é um lugar que guarda histórias sem fim, como as arrelias políticas, a visita de JK etc.





Ali, entre um causo e outro, serve-me ela um bolinho de chuva e um cafezinho torrado na hora, perfumado e inigualável.




A comidinha saborosa é feita no fogão a lenha, sem muita sofisticação, mas com farta dose de carinho. Na panela de barro, o feijão pipoca a noite toda e quando é servido vira um caldo encorpado e delicioso.





No forno são assados biscoitos, broas, quitandas, bolos. Espalha-se o braseiro sobre a pedra dentro do forno, depois tira tudo, varre com esmero para assear, coloca-se a quitanda e a boca é tampada. O tempo de assar tem que ser preciso, mas isso quem tem experiência sabe dizer.




A água friinha vem dum filtro mais velho que minha mãe e ainda em perfeito uso. Engaçado, até os utensílios domésticos duram mais em Pirenópolis!




A religiosidade é outro atributo do pirenopolino. Não é raro ver as bandeirinhas coloridas no alto dalgum mastro, no fundo dos quintais. Lá em casa o terço é de Santo Antônio, que deveria ser comemorado no dia 13 de junho, mas que, com a finalidade de reunir a família toda, vovó nunca reza no dia. Já teve ano de o terço sair lá por outubro.



A bandeira da foto foi pintada por dona Natércia de Siqueira, uma talentosa artista pirenopolina, de saudosa memória. Era ela quem bordava as roupas de cavaleiro de vovô, que foi rei mouro por muitos anos (e de quem já falei neste blog), sem nada cobrar, apenas por devoção ao Espírito Santo e como forma de contribuir para a festa.



Pelas janelas lá de casa, bem enfeitadas e com luminárias, vemos passar as procissões. Acho lindo demais o contraste das imagens com os telhados de telhas coloniais.




Falo aqui de religiosidade no sentido de manifestação cultural do povo. Isso obviamente nada tem com os ensinamentos desta ou daquela religião, nem diz respeito a dogmas e crendices. Cada qual com suas convicções!



by Adriano César Curado

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

POÇÃO DA PONTE

Poção da Ponte em 1995


Poção da Ponte em 1985


Poção da Ponte em 1975

     Desfrutei em Pirenópolis, durante a década de 1970, uma infância muito boa. Naquele tempo a cidade era pacata, quase ninguém de fora aparecia e praticamente todos que transitavam pelas ruas eram conhecidos. Visitante mesmo só por ocasião da Semana Santa e da Festa do Divino. Mas mesmo nessas datas festivas era reduzidíssimo o número de turistas, que se hospedavam, principalmente, na Pensão Central e no Rex Hotel, entre sábado e domingo. Segunda e terça-feira era aquele paradão, só o povo da cidade, mesmo.



Poção da Ponte em 1975

     Além de poder jogar bola na rua Nova completamente despreocupado com carros, já que o trânsito naquela época era quase inexistente, minha maior diversão eram os banhos do Poção da Ponte do Carmo.

        E usufruía desse poço por alguns motivos.

     Primeiro porque na barragem da Ramalhuda alguns homens tomavam banho nus, e portanto não era um ambiente recomendável para crianças.

     Segundo porque, mais embaixo, nas Lages, era o lugar de as moças se banharem, e também não ficava bem transitar por lá.

     Terceiro porque, um pouco abaixo do poço, as lavadeiras tinham o hábito de lavar roupas e algumas pessoas banhavam cavalos e lavavam carros.




     Então o negócio era dar um “de ponta” no grande poço que há quase debaixo da Ponte do Carmo. Meu pai e alguns de sua geração, em épocas passadas, obviamente, já saltaram da ponte diretamente no poço. Eu nunca quis arriscar essa estrepolia. Boa decisão, pois na época da juventude de papai o rio das Almas era mais volumoso.







     A água do rio na minha infância era puríssima, dava até para beber, e a gente podia nadar sem receio de que algum esgoto nos fizesse mal. Anos depois, ligações clandestinas passaram a poluir o Almas e o lugar ficou impróprio para banho. Durante décadas, a cadeia pública lançou seus dejetos, pasmem!, diretamente no Poção da Ponte. Está lá até hoje o ca no que fazia esse desserviço social, embora agora se encontre desativado.





     Durante as décadas de 1970 e 1980, era comum acampamentos na região da Beira Rio. Confesso que ficava assustado em ver aquele mar multicolorido de barracas em toda a extensão da areia. Eram verdadeiros farofeiros do Distrito Federal que descobriam Pirenópolis. Chegavam com acampamento completo, traziam cozinha, chuveiro etc. As necessidades fisiológicas aliviavam nos poucos banheiros públicos, nos matinhos ali próximos ou dentro do rio mesmo.


Acampamentos no Poção da Ponte na década de 1970

     Na minha modesta opinião, foi uma acertada decisão a de proibir acampamentos em área pública. Nos dias atuais, quem quiser pernoitar em Pirenópolis sem se hospedar em hotéis ou na casa de parentes ou conhecidos, terá de encarar um camping pago. Esses locais particulares oferecem uma boa estrutura, inclusive com segurança, e portanto não justifica mais ocupar os logradouros públicos.




Poção da Ponte na atualidade

     Contaram-me que, agora, a Prefeitura de Pirenópolis começará uma importante obra de restauração das margens do rio das Almas e creio que incluirão no projeto a limpeza da água. De qualquer forma, a futura rede de esgoto inutilizará o uso das fossas sépticas e com isso preservará tanto o Almas quanto os demais córregos que cortam a cidade, como o próprio lençol freático.



Poção da Ponte na atualidade

     Não sei como está a poluição da água do rio atualmente, mas um pouco abaixo da cidade dá para sentir um forte odor de esgoto. Por outro lado, turistas se banham no Poção da Ponte despreocupadamente, e espero que não sitam nenhuma consequência mais séria.



Poção da Ponte na atualidade

     Sou uma pessoa exageradamente otimista. Acredito que num futuro mais distante, nossa água será pura, será possível bebê-la in natura e sem receio. Experiências bem sucedidas estão por aí, tanto nos EUA quanto na Europa, onde o problema era ainda maior que o nosso.



Poção da Ponte na atualidade

     Então, se deu certo lá, dará aqui também!


Poção da Ponte na atualidade

     O rio agradecerá e as gerações futuras também! Salvem o rio das Almas!

Poção da Ponte na atualidade


Adriano César Curado