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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Festa do Morro dos Pireneus 2012


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Semana Santa em Pirenópolis 2011



Sexta-feira – dia 15∕04
19h00
Procissão de Nossa Senhora das Dores e Sta. Missa na Matriz

Sábado – dia 16∕04
19h00
Procissão de Nosso Senhor dos Passos e Sta. Missa em frente a Igreja do Carmo

Domingo de Ramos (procissão dos Ramos) – dia 17∕04
08h00
Bênção dos Ramos em frente a Igreja do Senhor do Bonfim e Procissão encerrando
com a missa no pátio do salão paroquial (atrás da igreja matriz) – Coleta da Campanha da
Fraternidade.
17h00
Sta. Missa na Matriz
18h30
Procissão do encontro (homens saem da igreja do Carmo e as mulheres da matriz e se encontram na Rua Direita)
20h00
Sta. Missa na Matriz

Segunda-feira Santa – dia 18∕04
19h00
Procissão de Depósito de Nosso Senhor dos Passos saindo da Matriz para o Bonfim e
Sta. Missa.

Terça-feira Santa – dia 19∕04
19h00
Sta. Missa na Igreja Matriz

Quarta-feira Santa – dia 20∕04
19h30
Sta. Missa Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário

TRÍDUO PASCAL
QUINTA-FEIRA SANTA – DIA 21∕04
09H00
Sta. Missa do Crisma – Catedral do Bom Jesus (Anápolis)
18h30
Sta. Missa do Lava pés (I)
20h00
Sta. Missa do Lava pés (II) e Exposição do Santíssimo para a Vigília. Encenação da
prisão de Jesus no pátio da Igreja Matriz.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO – DIA 22∕04
Jejum (18 a 60 anos) e abstinência de carne (14 a 60 anos)
08h00
via-crucis encenada, saindo da quadra da paróquia.
14h00
Novena da Misericórdia
15h00
Adoração da Santa Cruz e coleta para os lugares santos – pátio do salão paroquial
19h00
Procissão do Senhor Morto saindo do pátio do salão paroquial

SÁBADO SANTO – DIA 03∕04
20h00
Solene Vigília Pascal no pátio do Salão paroquial
Procissão do Senhor Ressuscitado

DOMINGO DE PÁCOA (RESSURREIÇÃO) – DIA 04∕04
07h00
Sta. Missa na Igreja Matriz
09h00
Sta. Missa na Igreja Matriz
18h30
Sta. Missa na Igreja Matriz
20h00
Sta. Missa na Igreja Matriz


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

VIDA SIMPLES E LONGA


Já notaram na quantidade de idosos de Pirenópolis? Parece que a longevidade é um atributo dos habitantes ao sopé do Frota. Acho que é porque, nesta linda cidade, desfruta-se duma vida simples e portanto longa.





Minha avó, por exemplo, já se avizinha dos noventa anos, lúcida, feliz, com uma invejável memória, capaz de reter as atenções por horas com seus causos interessantíssimos. Mora em Pirenópolis, onde nasceu e sempre viveu. É testemunha ocular dos desdobramentos históricos do século XX.




Seu casarão centenário na praça da Matriz é um lugar que guarda histórias sem fim, como as arrelias políticas, a visita de JK etc.





Ali, entre um causo e outro, serve-me ela um bolinho de chuva e um cafezinho torrado na hora, perfumado e inigualável.




A comidinha saborosa é feita no fogão a lenha, sem muita sofisticação, mas com farta dose de carinho. Na panela de barro, o feijão pipoca a noite toda e quando é servido vira um caldo encorpado e delicioso.





No forno são assados biscoitos, broas, quitandas, bolos. Espalha-se o braseiro sobre a pedra dentro do forno, depois tira tudo, varre com esmero para assear, coloca-se a quitanda e a boca é tampada. O tempo de assar tem que ser preciso, mas isso quem tem experiência sabe dizer.




A água friinha vem dum filtro mais velho que minha mãe e ainda em perfeito uso. Engaçado, até os utensílios domésticos duram mais em Pirenópolis!




A religiosidade é outro atributo do pirenopolino. Não é raro ver as bandeirinhas coloridas no alto dalgum mastro, no fundo dos quintais. Lá em casa o terço é de Santo Antônio, que deveria ser comemorado no dia 13 de junho, mas que, com a finalidade de reunir a família toda, vovó nunca reza no dia. Já teve ano de o terço sair lá por outubro.



A bandeira da foto foi pintada por dona Natércia de Siqueira, uma talentosa artista pirenopolina, de saudosa memória. Era ela quem bordava as roupas de cavaleiro de vovô, que foi rei mouro por muitos anos (e de quem já falei neste blog), sem nada cobrar, apenas por devoção ao Espírito Santo e como forma de contribuir para a festa.



Pelas janelas lá de casa, bem enfeitadas e com luminárias, vemos passar as procissões. Acho lindo demais o contraste das imagens com os telhados de telhas coloniais.




Falo aqui de religiosidade no sentido de manifestação cultural do povo. Isso obviamente nada tem com os ensinamentos desta ou daquela religião, nem diz respeito a dogmas e crendices. Cada qual com suas convicções!



by Adriano César Curado