quinta-feira, 9 de maio de 2013

Passeio de balão

     Através das espetaculares fotografias de Lúcia Costa, tiradas de um balão, convido você a fazer um passeio sobre a cidade de Pirenópolis.
















 


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Foto interessante


     Achei muito interessante essa foto e resolvi mostrá-la aqui. Provavelmente a homenagem foi idealizada pelo agrimensor Luiz de Godoy, o fundador da Vila Propício, uma pessoa apaixonada por Pirenópolis.

     A Vila Jayara é um dos maiores bairros da cidade de Anápolis.


Adriano César Curado

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Jornal Nova Era



     O jornal Nova Era circulou em Pirenópolis de outubro de 1989 a abril de 1998, quando encerrou suas atividades no número 35. Sua finalidade era puramente cultural. Não possuía caráter político partidário e nem visava qual tipo de lucro. Sua arrecadação com patrocínio era ínfima e mal dava para as despesas.

     O jornalista José Reis foi o idealizador do projeto, e com ele colaborou de forma decisiva Maria Eunice Pereira e Pina. Na parte social, o Nova Era trazia os principais acontecimentos em Pirenópolis, e isso ficava sob a responsabilidade de Valdo Lúcio Cardoso.

     Para relembrar tão importante veículo de comunicação, vamos expor aqui o último número do Nova Era.

Adriano César Curado


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ponte de Balanço


     Lembro-me bem da antiga passagem que dava no fundo do Colégio das Freiras, hoje Aldeia da Paz, e que o pirenopolino chamava de “Ponte de Balanço”. Uma enchente a levou no final dos anos de 1980, e mais tarde, através de iniciativa do Iphan, foi construída a Ponte Pênsil dona Benta.




     Mas a velha Ponte de Balanço ficou guardada em minha memória. Eu era menino e passava ali com medo, evitando olhar para baixo, pois ela ficava muito acima do leito do rio das Almas. Só que sempre aparecia um engraçadinho para balançar o assoalho da ponte (daí o apelido) e deixar a gente apavorado.



     Ali também era um ponto de encontro dos namorados. Ficavam agarradinhos com os olhos no por de sol logo à frente. Não havia iluminação no local, então acho que eles gostavam quando escurecia.

     Meu tio Luiz Augusto embalava a bicicleta lá no Beco de Luiz Curado, atravessava a Avenida Neco Mendonça (por sorte nunca foi atropelado) e adentrava pela ponte sem se preocupar com os centímetros que separavam os cabos de aço do guidão.

     A cidade se modifica, mas as boas lembranças ficam.

Adriano César Curado 


sexta-feira, 3 de maio de 2013

A chama



     Aproxima-se a Festa de Pentecostes, e a pequena cidade, poéticos casarões empilhados à beira da ladeira, aguarda ansiosa pelas festividades. Mas não se trata aqui apenas de cavalhadas, congos, congadas, foguetório, dança, folias, cantos.

      É muito mais que isso.

     É um fogo ardente que queima lá dentro da gente e expõe aquele fervor reverencial que aproxima o homem de Deus há tempos. É a vontade de exaltar a Divindade existente dentro de cada um de nós, e esse querer é traduzido pelas manifestações espontâneas de alegria e exaltação.

     Essa felicidade se vê na interação entre o sagrado e o profano, o refinado e o rústico, o tradicional e o moderno. Tudo isso convive harmonioso para dar grandeza ao fogo que queima mas não arde. A chama!

     E é por tudo isso que o louvor ao Espírito Santo tem mesmo que ser assim colorido, barulhento, grandioso, feito por muitas mãos e incontáveis corações, pensado e repensado todos os dias durante um ano inteiro. São polacos e guizos, são alvoradas de madrugada, são foguetes que riscam o céu, são repiques de sinos, são bandeiras vermelhas que contrastam com o céu azul.

     Se há ou não plateia, isso é irrelevante. O que importa mesmo é que lá no íntimo de cada um, no recesso sagrado do lar espiritual, é depositada a oferenda de adoração plena à figura inigualável de Deus.

     Eis a Festa de Pentecostes.

Adriano César Curado

Saída da Folia do Divino 2013



     Hoje começam os pousos da tradicional Folia do Divino. Faço votos que tudo transcorra com tranquilidade e paz nesses dez dias de festas. Este ano a Festa do Divino transcorrerá sem maiores dissabores e todos poderemos reverenciar com pleno louvor a figura do Espírito Santo.

Adriano César Curado

Pousos:

03/05/2013 (sexta-feira) pouso Antônio Santana 
04/05/2013 (sábado) pouso Seringueira
05/05/2013 (domingo) pouso Fazenda do Cacada
06/05/2013 (segunda-feira) pouso Santo Antônio
07/05/2013 (terça-feira) pouso Fazenda Chapada
08/05/2013 (quarta-feira) pouso Fazenda do Genésio
09/05/2013 (quinta-feira) pouso Povoado Caxambu
10/05/2013 (sexta-feira) pouso Fazenda do João Baldino
11/05/2013 (sábado) pouso Fazenda Mateus Machado
12/05/2013 (domingo) chegada da folia pelas ruas da cidade


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Isócrates de Oliveira

SÉRIE BIOGRAFIAS

ISÓCRATES DE OLIVEIRA  



     Isócrates de Oliveira, (Pirenópolis 9.8.1922 – 11.6.1999) foi filósofo, teólogo, escritor, diplomata. Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigues, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá. 


O pai de Isócrates morou no casarão que hoje é a sede local da Celg

     Filho do comerciante e fotógrafo João Basílio de Oliveira e da dona de casa Maria Conceição de Sá Oliveira.


Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga

     Iniciou seus estudos com professor particular e concluiu o primário no Grupo Escolar Comendador Joaquim Alves, em Pirenópolis. Entre os anos de 1936 a 1941, seguiu para Silvânia e cursou o Seminário Menor, no Seminário Santa Cruz, em seguida, transferiu-se para a cidade mineira de Mariana para conclusão do curso.  Nos anos de 1942 a 1944 completou o curso de Filosofia, no Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga, São Paulo. Em 1948 fez Teologia no Seminário Maior de Mariana, que concluiu no Seminário Central de Ipiranga, onde ordenou-se padre. Em 21.12.1948 recebeu de D. Emanuel Gomes de Oliveira, Arcebispo Metropolitano de Goiás, a Ordem de Presbítero do Hábito de S. Pedro.

     Em 1971 fez pós-graduação em Filosofia, pela William Rice University, em Houston, Texas, Estados Unidos.


Rice University

     Permaneceu padre durante sete anos. Em 1955, fez concurso no Instituto Rio Branco, no Rio de Janeiro, abraçando a carreira diplomática. Exerceu cargos diplomáticos nas Embaixadas do Brasil em Atenas (Grécia), Praga (antiga Tchecoslováquia), Argel (Argélia), Santiago (Chile), São domingos (República Dominicana), Banglok (Tailândia) e Islamabad (Paquistão). Foi Cônsul do Brasil em Houston (Texas), Chicago (Illinois) e Miami (Florida), nos Estados Unidos, e em Trieste e Veneza, na Itália, onde se aposentou, em 1982, no cargo de Conselheiro.


Livro que gerou muita polêmica

     Retornou então para Goiânia e, a partir de 1985, tornou-se professor no Departamento de Letras e Filosofia e Teologia na Universidade Católica de Goiás (atual PUCGO). Era um filósofo de pensamento ativo, que gostava de meditar nos grandes temas e humanidade e contestar conceitos. Também se preocupava com o bem-estar, o que fica bem claro em sua obra filosófica "Evestética", onde conclui que emoções são forças endógenas, as únicas que atuam de dentro para fora. E através das expressões corporais e faciais, Isócrates desenvolveu uma fórmula de extravasar as emoções.  Suas experiências como seminarista estão retratadas nos primeiros livros que escreveu, um escândalo na época das publicações.


Casarão onde morou e morreu Isócrates de Oliveira

     Foi Membro da Academia Goiana de Letras (AGL), ocupante da Cadeira nº 8, Patrono: Alceu Victor Rodrigue, bem como da Academia Pirenopolina de Letras, Artes de Música (APLAM), como um dos fundadores, ocupante da Cadeira nº 13, Patrono: Antônio José de Sá.


Família de João Basília e Conceição

     Nos últimos anos de vida, voltou a morar em Pirenópolis, sua terra natal. Eu o via caminhar todas as tardes até a esquina de Sebastião Brandão, mãos para trás, bengalas agitadas ao ritmo de alguma música imaginária. Sistemático, não era de muita conversa, apreciava a solidão. Visitas em sua casa, apenas se agendadas com antecedência e sem atraso.

     Foi um dos homenageados na IV Feira Literária de Pirenópolis (Flipiri). A Biblioteca Municipal de Pirenópolis leva o nome de Isócrates de Oliveira.


Isócrates já idoso

     Publicou: Drama de um padre (1954); Introduction du sens cosmique en philosophie (Paris, 1962); A hora do Anticristo (1965);  Dom Silogildo e outros contos (1968); Frederico e o mundo real (1983); Evestética – o rejuvenescimento pelo exercício das emoções, vol. I (1993) vol. II (1994).

Fonte:
Site da Festa Literária de Pirenópolis

Folheto da IV Flipiri
JAYME, Jarbas. Famílias Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito, 1973. Vol. II, p. 267.

Adriano César Curado