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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pirenópolis na COPA 2014


     Em março deste ano (2012) a FIFA (Federation Internationale de Football Association ou Federação internacional de Futebol e Associados) abrirá inscrições de Centros de Treinamento da Copa do Mundo de 2014. Se Pirenópolis quiser se candidatar a um desses centros, como noticiado no site da Prefeitura Municipal, terá que preencher um minucioso formulário da FIFA e se comprometer a cumprir metas rigorosas.

      Se acaso a cidade for selecionada, sua projeção no âmbito internacional será imensa, com repercussão direta no turismo de boa qualidade.

      Embora esteja localizada em ponto estratégico, pela proximidade de Brasília, que sediará jogos da Copa do Mundo, dificilmente nossa cidade conseguirá se tornar centro de treinamento. 

     Quando os técnicos da FIFA vierem inspecionar nossas instalações, estaremos certamente desclassificados. Nosso módulo esportivo é velho e estragado pelo uso inadequado – exemplo: aluguel para festas, folias de Carnaval, pecuárias etc. À noite, os inspetores não conseguirão dormir por conta do som automotivo que os perturbará, e então por certo que imaginarão no vexame de uma delegação estrangeira passando por esse incômodo. E que dizer do trânsito de caminhões e ônibus no Centro Histórico, do esgoto a céu aberto, dos buracos no asfalto, da falta de policiamento ostensivo etc.?

      Se tiver pretensões de holofotes internacionais, Pirenópolis tem antes que se preparar, fazer a lição de casa, cuidar dos problemas internos. E não é por falta de avisar, pois este blog trata do assunto há anos, mostra fotografias, denuncia problemas pontuais, mas não se vê resultados.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Caminhões no Centro Histórico (Parte 2)

Carreta estacionada na contramão no Centro Histórico

Carreta no Centro Histórico
Destruição de plantas no Centro Histórico


     Na continuidade da postagem sobre veículos pesados no Centro Histórico, quero contar que presenciei caminhões carregados de areia, pedra e gente, num sobe e desce incessante pela ladeira em frente à igreja Matriz. Deparei até com um trator irresponsavelmente usado como veículo de entrega de carga. Até uma carreta imensa eu flagrei estacionada na porta da residência do Dr. Elim Dutra, ao lado da Pousada das Cavalhadas, e que inclusive quebrou galhas da frondosa árvore que lá existe.

Transporte de pessoas em carroceria



     Já que esses caminhões não cabem com folga nas ruas e becos estreitos de Pirenópolis, o resultado é que danificam constantemente o passeio público, muros e paredes dos casarões. Isso sem falar nas luminárias, que são os alvos preferidos pelos imperitos motoristas.


Candeia destruída

Candeia destruída

Candeia destruída

Candeia destruída


     Será que esperam um acidente feio em Pirenópolis para acabar de vez com o trânsito de caminhões no Centro Histórico? Na cidade de OURO PRETO, pequenos incidentes aconteciam constantemente, alguns até destruíram parte do patrimônio histórico da cidade, mas somente quando uma pessoa morreu é que baniram de vez os caminhões dali. Da cidade de Corumbá de Goiás enviaram-me uma foto de acidente horrível, em que um caminhão destruiu parcialmente um casarão histórico e por sorte não machucou ninguém.



Local de encaixe dos tocos de limitação de bitola

Pista de baixo da Neco Mendonça

Caminhão pela contramão na Neco Mendonça

Tocos removidos

Buraco de encaixe de toco, agora entupido

Placa na estrada para Corumbá

Placa na entrada da cidade

 

     Para facilitar o pernoite dos ônibus que saem cedo de Pirenópolis, o toco central (dos três existentes) da pista direita da avenida Neco Mendonça foi removido. É que assim os veículos podem ali estacionar, sem prejudicar a área da rodoviária. Acontece que os caminhoneiros já descobriram isso e agora (vejam que perigo!) entram pela contramão na avenida para sair por esse escape.




Caminhão carregado de areia no Centro Histórico







     Esta postagem, como todas as demais do blog, tem apenas a intenção de contribuir para a melhoria da qualidade de vida em Pirenópolis. Quero ver minha cidade com plena funcionalidade, com capacidade de acolher a crescente demanda de turistas bons que para lá se dirigem. Problemas como esses nem deveriam existir mais, pois requerem solução fácil de se efetivar.



Transporte de pessoas na correceria de caminhões

Trator usado como veículo de carga no Centro Histórico

Ônibus estacionado na Neco Mendonça

Toco removido



     Não adianta fazer de conta, tem que resolver a questão. Se não é para transitar veículos pesados no Centro Histórico, então a norma deve abranger todo mundo. Pronto! Do contrário, arranquem logo todos os tocos e liberem geral. 
Acidente em Corumbá de Goiás

Acidente em Corumbá de Goiás
 
Adriano César Curado

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Caminhões no Centro Histórico (Parte I )

Caminhão estacionado na lateral da Matriz


     O trânsito de caminhões no Centro Histórico de Pirenópolis é cada vez mais intenso. Apesar da existência de muitas placas de advertência, os motoristas simplesmente ignoram a proibição e continuam a transitar pela cidade.





     Em apenas uma semana de janeiro de 2011, e ao sabor do acaso, fotografei todos os flagrantes de desrespeito que estão nesta página e na próxima. Mas isso não é mérito meu, pois é facílimo ver um caminhão em trânsito pelas ruas estreitas, com suas carrocerias que sacolejam nas pedras irregulares do calçamento.


Caminhão estacionado na contramão no Centro Histórico


     O resultado disso, obviamente, é que o patrimônio histórico é seriamente atingido. As paredes de adobe e pau-a-pique dos casarões não foram construídas para suportar o impacto desses veículos pesados. Basta colocar a mão numa dessas paredes quando passar um caminhão e você bem compreenderá o que falo.


Caminhão na rua do Rosário


     A situação já foi bem pior, é verdade. Pirenópolis é uma cidade que ainda tem como principal fonte arrecadadora a extração de pedras. E nas décadas de 1970, 80 e 90, por questões econômicas, a produção industrializada desse minério foi ainda mais intensa. Então o caminhões carregados subiam a rua do Rosário, geralmente com os peões em riba da carga, como se fosse a coisa mais comum do mundo.


Caminhão no Centro Histórico com pessoas na carroceria


     Com o crescimento do turismo na cidade, nos anos 2000 tornou-se imprescindível regulamentar o trânsito de veículos de carga no Centro Histórico. Para a proteção dos turistas e moradores, do patrimônio material e dos eventos em logradouros públicos, proibiu-se o trânsito de caminhões pelas ruas principais da cidade. E para garantir o cumprimento da determinação, estacas foram fincadas com 2,3 metros de largura máxima permitida.





     Acontece que logo surgiu um problema. Os caminhões de entrega de mercadoria, principalmente de bebidas, não podiam passar e a todo momento incomodavam um funcionário da Prefeitura Municipal para retirar o toco e depois recolocá-lo no lugar. A solução mais sensata para esse problema seria a criação de pequenos distribuidores de mercadoria, caminhões de pequeno peso ou caminhonetes, que transitariam pelo Centro Histórico sem causar maiores transtornos.





     Mas em Pirenópolis nada é fácil de resolver. Então alguém decidiu retirar, em frente à Prefeitura Municipal, as estacas que limitavam a entrada e saída de veículos pesados, na avenida Joaquim Alves. Era para passar apenas os caminhões de entrega, mas no fim virou festa. Agora qualquer veículo, não importa o tamanho, transita pela cidade com naturalidade, em absoluto desrespeito às placas de sinalização.




     E onde não há fiscalização, impera o caos, cada um faz a própria lei e corremos o risco de voltar à barbárie. O Estado precisa assumir seu papel fiscalizador e repressor, para se impor sobre os administrados e assim recalcar as vontades individuais em prol do bem coletivo. Somente dessa forma viveremos numa sociedade melhor, onde o direito de poucos nunca se elevará sobre o bem estar de todos.








Estacas na rua Santa Cruz limitam o trânsito de veículos pesados

Bitola máxima permitida no Centro Histórico

Adriano César Curado