quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Histórias não contadas



    Há muita magia de encatamento nas ruas sinuosas de Pirenópolis. É um mistério que transcende séculos, encrustado nas entranhas dos moradores ao sopé da Serra dos Pireneus.

     Talvez na alma dessa gente ainda viva o espírito inquieto dos bandeirantes, o banzo dos negros africanos escravizados ou o terror dos índios escorraçados.

     Talvez.

     Mas o fato é que seus becos de casarões centenários guardam histórias não contadas, amores não realizados ou, quem sabe, apenas ocultem sonhos simples de uma vida tranquila.

Adriano César Curado

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Goiás Turismo



Pirenópolis.

     Nessa encantadora cidade colonial, seus casarões seculares, suas ruas de pedra, os morros do Frota e de Santa Bárbara e o Rio das Almas, os gigantescos quintais e suas seculares mangueiras e abacateiros, desenham um cenário bucólico e um retrato vivo da história goiana. Localizada aos pés da Serra dos Pireneus, região de formação rochosa antiquíssima, que esconde cachoeiras e paisagens cênicas extraordinárias, foi fundada por bandeirantes em busca de ouro, assim como a Cidade de Goiás.
     
     A proximidade com as capitais do estado e do Brasil fez com que a cidade desenvolvesse um receptivo turístico de grande oferta e alta diversificação. A Rua do Rosário é hoje, de fato, um centro gastronômico com uma grande e variada oferta de bares e restaurantes para diferentes gostos e bolsos.

     Fazenda Babilônia e Museu Rodas do Tempo são excelentes opções se seu interesse for cultura de Goiás, do Brasil e do mundo. De outro lado, a paisagem e a geografia oferecem excelentes opções de atividades de turismo de aventura e ecoturismo e há uma interessante oferta de operadores turísticos que realizam atividades como caminhada, rafting, tirolesa, entre outros.

     Cercada por natureza exuberante, aos pés da Serra dos Pireneus, oferece aos seus visitantes agradável estada com diversos atrativos naturais, como cachoeiras, reservas ecológicas, parques e belos mirantes de onde nascem inúmeros córregos. A cidade é detentora do maior números de parques do estado, entre públicos e privados.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Pireneus brasileiros cercam cidade histórica em Goiás

Festa do Morro - Sérgio Pompêo de Pina


     "No meio do cerrado, os paredões rochosos da Serra dos Pirineus circundam uma cidade fundada em 1727, quando os bandeirantes paulistas exploravam o interior do país em busca de ouro. Ainda hoje, Pirenópolis, em Goiás, atrai muitos aventureiros em busca de seus tesouros: as construções coloniais que despontam em meio a um cenário de rios e montanhas. Segundo a tradição local, a semelhança entre o nome da serra e o da cadeia montanhosa que separa França e Espanha não é mera coincidência: ele teria sido dado por espanhóis com saudades de casa.

     "No mesmo ano em que a cidade foi fundada, iniciou-se a construção da igreja de Nossa Senhora do Rosário, que ficou pronta em 1732 e é a mais antiga do estado. Em 1750 foram construídas outras duas igrejas, no estilo barroco-rococó típico da colonização do país: Nosso Senhor do Bonfim e Nossa Senhora do Carmo (esta fechada para visitação).

     "Fachadas coloridas de casarões dotados de janelas largas, às vezes situadas na altura da calçada, ladeiam o pavimento de paralelepípedos das ruas da cidade. Entre as construções do século XIX, destaque para o Teatro de Pirenópolis. Inaugurado em 1899, ele foi restaurado em 2000 e continua recebendo shows, recitais e peças. Outra atração do centro da cidade é o Cine Pirineus, construído em 1919.

     "Todo esse legado colocou Pirenópolis na lista de cidades tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1989. Mas esse não é o único atrativo do local. Em seu entorno, trilhas, rafting, rappel, tirolesa e outros esportes radicais podem ser praticados sob orientação de monitores. Dentro de propriedades particulares, há ainda cachoeiras e piscinas naturais. Para visitá-las, os ingressos variam de R$8 a R$20."

Texto: Fábio Brandt

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caravana da Aventura



     "Pirenópolis é a terra do arroz com pequi e da arquitetura colonial. De folclore rico, conta com a Cavalhada e a Festa do Divino. Das várias lendas, destaques para a santa dica, as garrafas de ouro e a casa de 365 janelas. Terra da Serra dos Pireneus, batizada por imigrantes espanhóis saudosos das colinas do país natal, acabou fazendo mudar o nome do povoado: de Meia Ponte para Pirenópolis ou simplesmente Piri para os íntimos.

     Fica entre Brasília e Goiânia, o acesso se dá pela BR 414 (até Corumbá), depois pela GO 338 até Pirenópolis.


     O Parque Estadual da Serra dos Pireneus é uma reserva de cerrado que fica a 20 km de Pirenópolis. Possui como atração principal a Serra dos Pireneus, com três picos bons pra escalar. O mais alto deles é o Pico dos Pireneus com 1385 metros. A reserva ecológica de Vargem Grande possui várias trilhas e duas cachoeiras: Santa Maria e Lázaro. Outra opção de trekking interessante são as pedreiras de Pirenópolis.

     Além do trekking e da escalada, a cidade oferece várias opções de atividade de aventura. Rapel na Cachoeira do Abade e na Cachoeira do Rosário; arvorismo nas trilhas do Vaga fogo; acqua ride no Rio das Almas; e rafting no Rio Corumbá são opções instigantes."





segunda-feira, 23 de julho de 2012

O adobe e a preservação do patrimônio arquitetônico



     “A partir da preocupação com a conservação do patrimônio arquitetônico a nível mundial, percebeu-se a necessidade de estabelecer conceitos e critérios para tal, que resultaram em recomendações. Uma delas trata do respeito aos materiais originais, contidos nas construções e monumentos históricos, ou seja, no momento das intervenções que fossem mantidas as técnicas tradicionais encontradas.

Muro de adobe na Rua Aurora

     Essa recomendação suscitou outro questionamento: Como conservar ou restaurar técnicas cujo manejo se perderam? Em função dessa situação algumas instituições como o ICCROV, o CRATERRE o Getty Institute e a própria Unesco, investiram na formação de mão de obra especializada visando o resgate desses conhecimentos. Um dos programas com mais resultados positivos foi o Projeto Arquitetura de Terra - PAT, que durante anos capacitou e formou técnicos de vários lugares do planeta.

Muro antiquíssimo de adobe na Rua do Bonfim
     O resultado desse movimento propiciou que profissionais capacitados, pudessem estar a serviço não apenas da proteção do patrimônio arquitetônico, grande parte construído nessas técnicas, sobretudo nos países ibero-americanos e África, mas também para a utilização das mesmas, novas construções, sobretudo as de interesse social.

     Como consequência, surgiram instituições que agregam os profissionais que acreditam e defendem o uso da arquitetura de terra.” (Wikipedia)

Muro de adobe da casa de Tonico do Padre

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O tijolo de adobe


Casarão em Pirenópolis com adobe à mostra


     Nos dias atuais é bem comum encontrarmos casarões descaracterizados em Pirenópolis, conforme já demonstrei exaustivamente nas postagens sobre a Casa Pirenopolina (links na lateral da página). E uma das descaracterizações mais comuns é a troca do velho adobe pelo tijolo comum. Os adeptos dessa prática ruim defendem ser difícil, nos dias atuais, encontrar adobes para comprar, enquanto que os tijolos são achados em qualquer casa de material de construção.

        Que é o adobe? É um tijolo composto de terra crua, água, palha e fibras naturais (como esterco de gado), que são moldados artesanalmente em fôrmas e cozidos ao sol. Trata-se de um dos mais antigos materiais de construção do mundo e é descrito inclusive no Livro do Êxodo, da Bíblia.

Muro antigo de adobe

     A “história já o comprovou um material de grande durabilidade, inclusive nas cidades históricas brasileiras, como Ouro Preto e Pirenópolis, que ainda possuem muitas casas de tijolos de adobino.” (Wikipedia)

        Os antigos estavam certos em utilizar o adobe na construção de seus casarões, que já duram séculos, são arejados no verão e com temperatura amena no inverso.

Muro moderno de abobe

       São vantagens das construções de adobe:

  1. O barro é um material reutilizável. Quando não cozido, pode ser triturado e umedecido para voltar ao estado original. Sendo assim não gera resíduos em uma obra e não contamina o ambiente.
  2. O barro é um material econômico. Pode ser encontrado na maioria das vezes, próximo aos locais de obras e, por vezes, pode vir a substituir outros materiais de construção. Não necessita de muita energia integrada à obra, ou seja, em sua preparação, transporte e armazenagem, muito pouco é gasto.
  3. Excelente regulador de umidade, o barro tem a propriedade de expelir e armazenar água devido à alta capilaridade de suas moléculas. É um material muito poroso. Construções de barro podem absorver até 30 vezes mais umidade do que uma de tijolo cozido. Ambientes sob paredes de barro se tornam salubres, pois há pouca variação de umidade, normalmente estabilizam em 50 % o ano todo.
  4. O barro é um ótimo isolante térmico, mantendo a temperatura dos ambientes sempre balanceados.
  5. O barro preserva materiais orgânicos dentro de sua mistura. Devido à alta capilaridade e ao baixo equilíbrio de umidade, o material totalmente envolto ao barro e sem contato com o exterior se mantém protegido de fungos e insetos que não conseguem se proliferar. (Ambiente)

Fonte: Ambiente e Wikipedia

Adriano César Curado

Fabricação atual de adobes