quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cine-Teatro Esmeralda




     A cidade de Corumbá de Goiás receberá nesta sexta-feira (09.11.2011) o Cine-Teatro Esmeralda totalmente restaurado. As obras, que duraram pouco mais de um ano, foram realizadas pelo Iphan. O arquiteto Paulo Farsette foi o responsável pelo trabalho. O espaço ganhou camarins, sanitários, lanchonete e mirantes. O imóvel, que fica na Praça da Matriz, faz parte da história e do patrimônio cultural da cidade.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O tropeiro

Imagem: http://cgretalhos.blogspot.com/2010/06/tropeiros-da-borborema-traducao-precisa.html



     Durante os séculos 18, 19 e 20 (primeira metade), o trasporte de mercadorias entre Pirenópolis e outras cidades e Estados era feito pelos tropeiros. Para quem não sabe, tropeiro era um negociante, dono de uma tropa de mulas de carga.
      
     Pirenópolis teve grandes tropeiros, entre eles se destacam o comendador Joaquim Alves de Oliveira e o coronel Chico de Sá. Mas muitas outras famílias pirenopolinas se dedicaram a essa atividade, única forma de abastecer o comércio local com tecidos, sal, ferragens etc. e de exportar nossa produção de algodão, derivados da cana-de-açúcar (rapadura, açúcar mascavo) etc.

      A tropa era dividida em lotes, cada lote com 11 bestas e entregue aos cuidados do capataz. Os grandes comerciantes tinham tropas imensas de até 12 lotes, ou seja, 132 mulas treinadas para o duro trabalho. Não havia estradas, nem pontes, e muitos pousos se davam ao relento, sem sequer um rancho de palha como abrigo.

      A carga ia acondicionada dentro de uns caixotes de couro cru chamados bruacas. Em cada mula, duas bruacas, uma de cada lado, equilibradas numa cela em forma de X chamada cangalha. O tropeiro servia também de correio, pois levava notícias e recados pelos lugares onde passava. E enfrentavam rios cheios, ataques de bandidos, de feras, de doenças misteriosas. No misticismo lá deles, traziam junto ao peito para proteção um patuá (pequenina bolsa de pano costurada com uma oração dentro), dependurado num cordão.

      Pirenópolis, quando ainda se chamava Meia Ponte, era um entrocamento de estradas comerciais e portanto local de trânsito constante de tropas. Isso contribuiu para que a povoação não desaparecesse, como ocorreu com muitos outros arraiais surgidos na corrido do ouro.

     Na culinária, influenciou-nos com comidas saborosas, como o feijão tropeiro e o arroz maria-isabel.

      O tropeiro, portanto, está intimamente ligado à nossa história e deveria ser mais estudado nas escolas locais.


Adriano César Curado

Fonte:
TEIXEIRA, José A. Folclore Goiano. 3ª ed., São Paulo: Ed. Nacional, 1979.
GOULART, José Alípio. Tropas e tropeiros na formação do Brasil. RJ: Conquista, 1961.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Chico de Sá

SÉRIE BIOGRAFIAS

CORONEL CHICO DE SÁ


      Francisco José de Sá (Pirenópolis 29.01.1861 – 07.11.1938) foi um abastado comerciante pirenopolino, que muito contribuiu para o desenvolvimento da cidade, grande incentivador das artes e da cultura locais.

      Nasceu escravo, como sua mãe, mas foi alforriado no ato do batismo pela quantia de 32 oitavas de ouro (128 gramas)(1), paga pelo seu pai, José Joaquim de Sá, que inclusive o legitimou e o levou para casa para criá-lo. Casou, aos 25 anos, com Antônia Lina da Costa (Antoninha), com quem teve quatro filhos e seis filhas. Deixou grande descendência.

1ª missa nos Pireneus em 5.7.1928, Cel. Sá em destaque
       Chico de Sá sabia ler e escrever, e possuía um tino comercial muito forte. Então, com uma pequena quantia adquirida como pagamento por viagens feitas a terceiros, começou a negociar na compra e venda de fumo e gado. Aprendeu rapidamente o ofício e logo obteve considerável lucro. Adquiriu tropas de mulas para transporte de mercadorias para fora de Goiás e começou a investir em terras e na construção civil. Há em Pirenópolis até hoje diversos casarões edificados por Chico de Sá. 

     Com o tempo, tornou-se ele uma espécie de banco particular na cidade, com empréstimos a juros. Seus negócios cresceram tanto que ele abriu uma filial de sua loja em Palmeiras de Goiás e a entregou para gerência do irmão Horácio Alfredo de Sá, a quem amparou. Quando faleceu, era certamente o homem mais rico da província, o maior proprietário urbano e rural do Município, com respeitável rebanho bovino. Deixou aos seus herdeiros muito dinheiro, joias e títulos.

      Esse homem tem uma biografia extraordinária, pois nasceu na adversidade, mas ainda assim conseguiu fazer fortuna e galgar incomparável posição social, financeira e política em Pirenópolis e também em Goiás.


Cel. Sá, em 1º plano numa mula, e seu eleitorado rural, 19.9.1923

      Com tamanho patrimônio, investiu em sua maior paixão – a política. Foi vereador de 1887 a 1889, ainda no Império. Na República, foi vereador de 1893 a 1895, de 1911 a 1915 e de 1915 a 1919. Só não foi intendente municipal (hoje prefeito) ou deputado estadual porque não quis. Mas elegeu muitos intendentes, vereadores e deputados. Seu domínio sobre o eleitorado rural de Pirenópolis perdurou por décadas, e há até um registro fotográfico, feito em 19.9.1923, quando em dia de eleição ele adentra pelo Largo da Matriz com seu eleitores moradores das fazendas.

      Construiu o maior casarão de Pirenópolis à época, no Largo do Rosário, local onde muitas vezes se decidiu os rumos da política na província de Goiás.

Festa do Cel. Sá em 1917, tendo sua casa à direita

      Foi sorteado Imperador do Divino em 1917, 1933 e 1937. A festa de 1917 foi a maior de que se tem notícia em Pirenópolis. Durante os dias de novena e das Cavalhadas, a cidade toda comeu empadões, pastéis, doces finos, quitandas e bebeu muito vinho à custa do Coronel Sal. Nunca se queimaram tantos foguetes de rabo e as roqueiras e pichorras deixaram o Largo da Matriz e do Rosário completamente esburacados.
      Apesar de muito rico, era querido e admirado pelos pirenopolinos, pois a caridade sempre foi sua marca. Graças às suas generosas doações, muitos conterrâneos seus puderam estudar nos seminários e conventos do Rio de Janeiro e São Paulo, um sonho dificílimo para a época. Também ajudou a manter restauradas as igrejas de Pirenópolis, incentivou o teatro e outras artes, ajudou na manutenção das bandas de música Fênix e Euterpe etc.

Casarão onde morou o Cel. Sá


      Quando o coronel Sá faleceu, em 07.11.1938, Pirenópolis muito se entristeceu, pois perdia uma figura forte de sua história. Seu enterro foi com grande pompa, acompanhado por uma multidão, ao som de banda de música e orações da Irmandade do Santíssimo Sacramento, da qual fazia parte.

      Pelo seu exemplo incomum de luta contra as adversidades e pela salutar ajuda ao desenvolvimento de Pirenópolis e à melhoria de vida de sua gente, o Coronel Chico de Sá merece figurar entre nossos biografados.

Adriano César Curado

Fonte:
(1) Livro de Registro de Batismos da Matriz, de 1857 a 1867, fls. 63)
JAYME, Jarbas. Famílias pirenopolinas – Vol. V. Goiânia: UFG, 1973.
JAYME, José Sisenando. Pirenópolis (humorismo e folclore). Edição do Autor: 1983.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

XII Canto da Primavera



 


XII Canto da Primavera
De 06/12/2011 a 11/12/2011


Programação:
Terça-feira, dia 06/12/2011
19h / 19h50 Banda Phoenix , em frente ao Teatro de Pirenópolis
20h Abertura oficial com presença do Governador de Goiás e do Presidente da AGEPEL – Teatro de Pirenópolis
20h15 / 21h15 Fernando Perillo (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h30 / 22h30 – Terrorista da Palavra (GO) – Cine-Teatro Pireneus

Quarta-feira, dia 07/12/2011
Oficinas / Workshops
14h / 17h Charles Gavin, do Titãs (SP), sobre Produção Musical (especialmente no Teatro de Pirenópolis)
14h / 17h Roberto Correa (DF) sobre Viola Caipira
14h / 17h Dartgnan (GO) sobre Sopros
14h / 17h Clever Cardoso – Granada Filmes (SP) sobre Produção de Video Clipes
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Carl Barât (Reino Unido) – Cine-Teatro Pireneus
19h45 / 20h15 Seu Badia Medeiros (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h00 Guerreiras do Bonfim (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h15 / 22h Karine Serrano e Grupo Choro Novo (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Toni Ribeiro (GO) – Teatro de Pirenópolis

Quinta-feira, dia 08/12/2011
Oficinas / Workshops
14h / 17h Moka (GO) sobre Bateria
14h / 17h Marcelo Maia (DF) sobre Contra Baixo
14h / 17h Dartgnan (GO) sobre Sopros
14h / 17h Sabah Moraes (GO) sobre Canto Popular
14h / 17h Clever Cardoso – Granada Filmes (SP) e Ricardo Spencer (SP) sobre Produção de Video Clips
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Sertão (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Arawaks (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Luiz Augusto e Amauri Garcia (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Henrique Oliveira (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Soares Brandão (GO) – Teatro de Pirenópolis
17h / 20h Quinta da Viola – Praça do Coreto

Sexta-feira, dia 09/12/2011
14h / 17h Sergio Dias, Os Mutantes (SP), sobre Produção Musical (especialmente no Teatro de Pirenópolis)
14h / 17h Moka (GO) sobre Bateria
14h / 17h Marcelo Maia (DF) sobre Contra Baixo
14h / 17h Sabah Moraes (GO) sobre Canto Popular
14h / 17h Camilo Rocha (SP) sobre Djs e Produção de Música Eletrônica
14h / 17h Ricardo Spencer (SP) sobre Produção de Video Clips
14h / 19h45 Fábrica do Som / UnConvention Brasil Goiás – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Nayzis (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Coró de Pau (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Grupo Descendo a Madeira (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Nonato Mendes e Quarteto (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h – Maíra (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h15 – Banda Uó (GO) – Campo das Cavalhadas
21h30 / 22h15 – The Not Yet (GO) – Campo das Cavalhadas
22h30 / 23h30 – Lirinha (PE) – Campo das Cavalhadas
23h45 / 01h00 – Demônios da Garoa (SP) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Camilo Rocha (SP) – Campo das Cavalhadas

Sábado, dia 10/12/2011
15h / 19h Mostra de Filmes “Música e Cinema” – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Girlie Hell (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 Johnny Suxxx and The Fucking Boys (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h Quinteto Popular do Brasil (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Marcelo Maia (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Gilberto Correa (GO) – Teatro de Pirenópolis
20h30 / 21h15 Cega Machado (GO) – Campo das Cavalhadas
21h30 / 22h15 Black Drawing Chalks (GO) – Campo das Cavalhadas
22h30 / 23h30 Violentango (Argentina) – Campo das Cavalhadas
23h45 / 01h Os Mutantes (SP) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Matias (GO) – Campo das Cavalhadas

Domingo, dia 11/12/2011
15h / 19h Mostra de Filmes “Música e Cinema” – Cine-Teatro Pireneus
21h / 21h45 Erik Flowman (GO) – Cine-Teatro Pireneus
22h30 / 23h15 – Testa MC (GO) – Cine-Teatro Pireneus
20h15 / 21h U Plano (GO) – Teatro de Pirenópolis
21h45 / 22h30 Ultravespa (GO) – Teatro de Pirenópolis
23h15 / 24h Kassin (RJ) – Teatro de Pirenópolis
18h15 / 19h Grace Carvalho (GO) – Campo das Cavalhadas
19h15 / 20h15 Lafayette e Os Tremendões (RJ) – Campo das Cavalhadas
20h30 / 22h Ney Matogrosso (MS) – Campo das Cavalhadas
Participação Especial – DJ Angelo Martorel (GO) – Campo das Cavalhadas
17h / 18h Roberto Correa (DF) e Orquestra de Câmara Goyazes (GO) – Igreja da Matriz

Fonte: AGEPEL

Considerações da Agepel sobre o 12º Canto da Primavera



     Muito mais que um evento para músicos, o Canto da Primavera – Mostra de Música de Pirenópolis chega à sua 12ª edição renovado, como um ponto de encontro de quem faz e consome música, de quem quer entrar no meio e de quem já está lá e tem histórias pra contar. Esse ano, o tema é “A música no coração do Brasil em conexão com o mundo”, reunindo artistas goianos, brasileiros e estrangeiros para tocar e falar sobre música em Pirenópolis.

      Uma das novidades desse ano é a Fábrica do Som, parceria da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (Agepel) com o Unconvention Hub, de Manchester, Inglaterra. Artistas goianos vão ter a oportunidade de gravar uma faixa de música com todo o aparato profissional, além de participar de debates com astros consagrados. Também participam da Fábrica o Fórum dos Músicos e o Circuito Fora do Eixo.

      O público do Festival vai ver shows dos mais variados estilos, da música tradicional goiana e mineira, MPB, rock, tango, eletrônica, instrumental, brega, jovem guarda e samba. Além dos headlinersDemônios da Garoa, Mutantes e Ney Matogrosso, o Canto traz Lirinha, ex-líder do Cordel do Fogo Encantando, divulgando seu novo disco solo “Lira”. Também chegam a Goiás os hermanos do Violentango, uma das bandas argentinas mais expressivas do moderno tango, com elementos do rock progressivo dos anos 60 e 70. Lafayette e Os Tremendões vêm com os maiores sucessos da Jovem Guarda. Essas e outras atrações musicais, aliadas às diversas atividades do Festival, farão da edição 2011 uma das mais plurais do Canto da Primavera. Confira abaixo a programação completa.

Fonte: AGEPEL

terça-feira, 22 de novembro de 2011

12º Canto da Primavera de Pirenópolis


     A empresa Galpão e Eventos Ltda. é a vencedora da licitação do 12º Canto da Primavera. Com proposta de R$ 563 mil, venceu por menor preço.

     A nova data do evento será, então, divulgada em breve.
Fonte: Agepel

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A vida, as mãos, o violão



Meu pai é simples – fala pouco / e pouco escreve. / Ele, quando toca, me toca. // É um anjo, meu pai”. Assim conceituei meu velho Israel de Aquino Alves, o intervalo entre mim e meu xará mais próximo – o Vô Luiz de Aquino Alves. Israel; Rael, Raé, Tii Rael... Apelidos carinhosos nas corruptelas de um nome!

     “Meu pai tem mãos de amaciar violão”, escrevi um dia, há quase vinte anos. Não sei quantas vezes memorei os versos desse poeminha, que abriu meu livro Razões da Semente, no século passado. Curiosamente, citei pessoas que, para mim, marcam bem a época de concepção daqueles versos: 1993. Mas somente neste 17 de novembro de 2011, três dias após a última despedida, dei-me conta de que sempre conheci meu pai pela habilidade de sua mão esquerda a pontuar as cordas no braço trastejado e festejar o som com a destra.

      Meu pai, sua mão e violão. O pinho, como metaforicamente poetizam os boêmios das madrugadas, em bares aconchegantes ou em inesquecíveis serenatas ante janelas sagradas de musas angélicas – ou fogosas raparigas de carícias e desejos. O violão, para mim, teve sempre a sacralidade de um templo e o poder mágico de despertar alegrias, amores, poemas – uma contínua felicidade! Não foi em vão que Cartola referiu-se a ele como “bojo perfeito”, em sua imortal “Cordas de aço”.

      Em minha memória, a primeira serenata tem lugar de honra, na mesma distinção do primeiro beijo. Aquela serenata, imagino que nos primeiros meses de 1950, teve o violão de meu pai, o sax de Zé Pinto e a minha voz muito infantil; afinal, eu tinha apenas quatro anos. A calça curta, a camisa azul, os cotovelos grudados no corpo, as mãos postadas sobre os lábios, defendendo-me de um friozinho persistente, as ruas de Caldas Novas iluminadas precariamente por lâmpadas comuns, incandescentes, nos postes de aroeira...

      Ao voltarmos, minha mãe nos esperava com um lanche oportuno; constatei depois que era a rotina – meu pai esticando canções pelas janelas amigas e minha mãe a esperá-lo. Ele vinha sempre com alguns companheiros e minha mãe lhes servia muitas vezes bolos e quitandas, ou mesmo um providencial jantar que determinava a tocata madrugada adentro, até que o sol determinasse o fim da farra.

Separamo-nos quando dos meus dez anos; fui viver longe, estudar, adolescer, mudar a pele e a voz, criar ideias novas, novos hábitos – mas jamais perdi o gosto pelos tons de violões, o apego àquelas saudosas valsas e canções... E uni a elas a nascente bossa-nova, depois a MPB das décadas de 1970 e 80. A esse tempo, aprendi a acasalar, num processamento para mim dos mais felizes, o prazer da música com a alegria dos textos. 

      Minha mãe, Dona Lilita, musa dele e minha mestra, foi-se antes, em 2004. Tinha 80 anos. Meu velho pai guerreiro atingiu a marca de 89 anos, lúcido e bem-humorado. Há poucas semanas, no aniversário de uma amiga – Edith Ala – resistiu ao chamado para ir embora; queria invadir a madrugada, tirando acordes ao violão, como sempre...

Dedos ágeis esses teus, meu pai. / Trazem sons que lembram cores / em manhãs de flor e sol, às vezes”. É outro poema, ainda mais antigo... Que continua assim:

Olha, meu Pai, eu não preciso / um mero domingo em agosto / para te falar de coisas simples / cristalinas e fáceis / (como este sempre envaidecer por ser teu filho)”.  E termina com um apelo:

–      Toca outra valsa, meu Pai!
 
Texto de autoria de Luiz de Aquino Alves Neto, escrito em homenagem ao seu pai e publicado no blog http://penapoesiaporluizdeaquino.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Congresso das Mulheres em Pirenópolis



     A Confederação das Mulheres do Brasil e a Associação das Mulheres de Pirenópolis promoverão no próximo dia 18.11.2011, das 9 às 18horas, o Congresso Estadual das Mulheres, com sessões no Teatro e no Cinema de Pirenópolis.

     Estão confirmadas as presenças de Gláucia Morelli, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, Márcia Campos Pereira, presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres,Teresa Lamare, Diretora do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente do Ministério da Saúde e Jane Ferreira, presidente da Federação das Mulheres do Distrito Federal.

     Do evento participarão ainda o empresário José Batista Júnior do Grupo JBS/Friboi e vice presidente do PSB (Partido Socialista Brasileiro), Teresa Cristina Nascimento e Souza, Secretária Municipal da Mulher de Goiânia, José Eduardo da Silva, Secretário Municipal de Igualdade Racial de Goiânia, Marina Santana e Iris Araujo, deputadas federais e Alfredo de Pádua, presidente do Sindicato dos Bancários de Goiás entre outros.

     O objetivo principal do Congresso é integrar as mulheres goianas e brasileiras no trabalho de consolidação das conquistas de gênero e na definição das prioridades e ações nas áreas onde se faz necessário avançar na luta por valorização, justiça social e qualidade de vida.

     Na ocasião haverá a apresentação da Associação das Mulheres de Pirenópolis, recentemente criada e também eleição da nova diretoria Federação das Mulheres do Estado de Goiás.

Programação:
09h - chegada das delegações e café da manhã no Entroncamento Cultural;
10h – abertura oficial;
12h30 - almoço no Restaurante da Nena;
14h - palestras:
  • da representante da Confederação das Mulheres do Brasil;
  • da representante da Federação Democrática Internacional de Mulheres;
  • da diretora do Ministério da Saúde;
  • Eleição da nova Diretoria da Federação das Mulheres de Goiás;
  • Encerramento com apresentação do Ponto de Cultura Guaimbê de Pirenópolis.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Concurso de redação


     O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN e a Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria de Cultura e da Secretaria de Educação, promoverão uma Ação de Educação Patrimonial com a realização de um concurso de redação dirigido aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental das redes públicas municipal e estadual da cidade.


      Inspirando-se nas vivências e nas compreensões do Patrimônio Cultural de Pirenópolis, o referido concurso tem como tema: “Sou Pirenópolis de coração. Estou no coração do Brasil”. A iniciativa visa estimular a interação entre escola, comunidade e o poder público, valorizar a criatividade e a expressividade dos alunos por meio da leitura e da escrita, sensibilizar as crianças e jovens quanto à questão patrimonial e a necessidade de valorização e preservação do patrimônio material e imaterial de Pirenópolis.


      Cronograma:

  • Dia 16.11.2011, às 19h, no Teatro de Pirenópolis: abertura do evento.
  • Dia 17.11.2011, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Teatro de Pirenópolis: oficinas para os professores, coordenadores e equipe pedagógica.
  • Dia 18.11.2011, das 8h às 11h e das 14h às 17h, no Sindicato Rural dos Trabalhadores, oficina Redação Criativa, com o autor Alexandre Lobão.


      Premiação:

    • 1º Colocado: um note book;
    • 2º Colocado: uma máquina fotográfica;
    • 3º Colocado: um telefone celular.