quarta-feira, 19 de setembro de 2018

O adeus a Luiz do Louro

Foto: Alencar Camargo de Oliveira

É difícil acreditar no falecimento de Luiz do Louro, porque olho para a rua e o vejo surgindo ali detrás da Matriz, chapéu branco na cabeça, andar cambaleante e sorriso farto. Desde jovem sempre andou com um cajado na mão e dizia que era muito idoso.

Luiz foi por muito anos um "salveiro", ou seja, aquele que soltava fogos e acionava os tocos da ronqueira, por ocasião da Festa do Divino. Certa ocasião, me lembro como se fosse hoje, houve um concorrido Reinado na Vila Matutina e um respeitável time de fotógrafos se posicionou para esperar que os festeiros saíssem de casa. O que eles não observaram é que estavam bem próximos das girândolas. Luiz olhou divertido para aquela cena, já antevendo o que ocorreria, e quando chegou o momento, sem cerimônia alguma, ateou fogo no pavio e o foguetório começou. Foi fotógrafo saindo em disparada para todo lado, pânico nos olhos, sem compreender direito o que havia acontecido.

Esse tipo de gente faz falta para nossa história. A Luiz do Louro as homenagens deste site.

Adriano Curado

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Minhas leitoras e meus leitores, ao comentarem as postagens, por favor assinem. Isso é importante para mim. Se não tiver conta no Google, selecione Nome/URL (que está acima de Anônimo), escreva seu nome e clique em "continuar".

Todas as postagens passarão por minha avaliação, antes de serem publicadas.

Obrigado pela visita a este blog e volte sempre.

Adriano Curado