domingo, 12 de setembro de 2010

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Alegria, apenas.

No artigo anterior fui obrigado a falar de assunto triste. Mas como sou uma pessoa alegre, falemos hoje de alegria, apenas.

Relembremos nossa querida Pirenópolis. A primeira foto é uma parcial do rio das Almas, para ser mais exato, no poção da Ponte do Carmo.




Este cartaz é uma relíquia, para que gosta de antiguidades. Uma Festa do Divino na década de 1970. O cavaleiro é o Rei Mouro Luiz Armando Pompeu de Pina.




Casarão restaurado na rua Pireneus.


Casarão situado no antigo largo, hoje horrível praça Central. Ao seu lado a Pensão Central.

by Adriano César Curado

sábado, 11 de setembro de 2010

Demoliram o casarão histórico

     Adeus ao velho prédio colonial que por muitas décadas foi o Mercado São José. Lembro-me de quando eu era criança e ia ali comprar óleo vegetal medido numa bomba manual e colocado num vasilhame que trazia lá de casa. O atendente era o senhor Inácio Gomes da Silva, o saudoso Inacinho, que enquanto vivo cuidou bem do velho casarão.



     De uns tempos para cá, no entanto, o prédio começou a virar ruína. Perdeu o telhado e as paredes ficaram com a parte superior cobertas com plástico, para evitar que a umidade infiltrasse nos adobes. Sim, o prédio era todo de adobe e aroeira, numa característica típica das construções do século 19.



     Cheguei a pensar que o imóvel, pela importância histórica para a cidade de Pirenópolis, seria totalmente restaurado, com aproveitamento do madeirame velho e das paredes originais. Já pensou que maravilha os novos proprietários descascarem as paredes e envernizá-las para exposição pública?! Pouca gente tem a sorte de possuir um prédio histórico, e seja lá qual for a finalidade que lhe atribuem, a exploração da imagem do antigo sempre causa bom impacto.



     Mas nada disso adiantou. Passei pelo local no feriado de 7 de setembro e levei um grande susto ao ver que o casarão centenário fora destruído. No lugar das antigas aroeiras estão vergalhões de concreto, e em vez dos adobes originais, agora se veem tijolos furados. Apagaram da noite para o dia um bom naco da história goiana.

      Em pleno século 21, como é possível que um imóvel do patrimônio histórico seja assim destruído? Numa cidade turística da envergadura de Pirenópolis, não apareceu ninguém para gritar pela preservação do prédio?




     Num artigo que publiquei aqui mesmo neste blog (dia 18.7.2010), já alertava para a minha preocupação quanto ao destino do antigo Mercado São José. Mas confesso que não estava preparado para vê-lo demolido.

      Que fazer agora? Nada. Apenas lamentar o ocorrido. É triste constatar que as futuras gerações não conhecerão esse capítulo da história pirenopolina, exceto por fotografias e recordações dos mais antigos.

      Quero que o meu protesto fique registrado nesta página!

Adriano César Curado

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

SEMANA SANTA DE PIRENÓPOLIS







     Depois que a comunidade de Pirenópolis se organizou melhor, a Via Sacra, procissão católica que ocorre durante a Semana Santa, ficou ainda mais linda.
     
     Diferente de anos atrás, quando o cortejo era apenas dentro da Igreja Matriz, agora a encenação ganhou as ruas da cidade e conta com a participação do público em geral.
     Vale uma ressalva para os atores, principalmente o que interpreta o papel de Jesus, que conseguem criar um clima tão verídico que algumas pessoas até passam mal ao assistir.
     Os gritos e as surras são muito bem interpretados pelos atores que, pasmem, são todos amadores, habitantes da cidade e o fazem de graça, apenas para contribuir para o engrandecimento dos festejos.
     
     Embora com certo atraso na divulgação, posto aqui algumas fotos que tiramos na Semana Santa deste ano de 2010, mais precisamente no dia 2 de abril.


     As fotos cobrem parte do trajeto da Via Sacra, que saiu da Matriz, subiu pela Praça Central, virou na Rua Nova, depois voltou pela Rua Direita e terminou na pracinha em frente ao velho templo.
Adriano César Curado

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DESAFIOS DE ONTEM E DE HOJE


Transito pela bela Pirenópolis, Goiás, enquanto a chuva cai e vejo que nem assim o povo sossega. É um entra-e-sai de gente nas lojinhas de artesanato, nos bares de comidas exóticas, no Centro de Atendimento ao Turista, na sede da Piretur, e por aí vai.


Esse desassossego coletivo injeta bastante dinheiro na cidade, atrai mais gente, fomenta o turismo de qualidade e emprega a mão-de-obra local.



Nada que lembre o famigerado farofeiro que descia dos ônibus sucateados com colchões nas costas. Naquela época as margens do rio das Almas ficavam coloridas pelasb arracas dos acampados. E quando esse povão ia embora, o lixo infestava tudo. Graças a Deus isso é fato passado.



Quem visita Pirenópolis nos dias atuais depara com uma cidade organizada, com boa rede hoteleira, restaurantes para todos os gostos e sabores (e bolsos!), além de passeio por trilhas e cachoeiras, com ou sem guias.



Vivemos numa era de grande prosperidade na velha Meia Ponte. Finalmente a mentalidade dos que por ali transitam (visitantes e moradores) se encaixa no perfil da cidade. Cessaram as demolições de casarões ou modificações profundas e não se ouve mais os automóveis com som automotivo.


Os autuais projetos da prefeitura local são voltados para incentivos culturais e festivais dentro do perfil da cidade – o gastronômico, o de jaz etc.



Muitos são os desafios ainda a superar. Resta, por exemplo, restaurar a orla do rio das Almas, preservar o Morro Santa Bárbara, impedir especulações imobiliárias que quebrem o aspecto paisagístico do entorno etc. Mas muito já se fez e devemos aplaudir.


by Adriano César Curado


sexta-feira, 30 de julho de 2010

O prédio dos Correios em Pirenópolis

Praça Central, com Salão Paroquial ao fundo
Foto: Arquivo da Biblioteca Pyraí (2010)



Soube eu que a verba para a reforma do largo da Matriz já está na conta da Prefeitura Municipal de Pirenópolis. E parece que não é pouca quantia. Com esse dinheiro vão retirar a horrorosa Praça Central, toda feita de pedra e destoante do restante da arquitetura. Demolirão também a Casa Paroquial, um edifício construído pela Igreja Católica na década de 1960 e que mais parece um caixote que esconde a vista do funda da Matriz.

Depois que esses monumentos da modernidade saírem, retornará o velho e romântico largo, que será totalmente arborizado. Teremos um pequeno parque bem no centro
de Pirenópolis. Que maravilha!



Prédio dos Correios em Pirenópolis.
Foto: Arquivo da Biblioteca Pyraí (2010)



Só há um probleminha. O feioso prédio dos Correios, que está situado bem no centro do largo, não será demolido. Certamente que algum lobista trabalhou na parada. Nem mesmo reformar o sobrado irão, dando-lhe pelo menos um aspecto colonial.

Construído na década de 1970, o sobrado dos Correios foi a última construção a invadir o espaço do largo e, pelo que contam os antigos, situa-se onde está por motivos políticos. Quiseram (e conseguiram) tirar a vista que certo casarão tinha do largo. Vou indagar essa história e depois conto aqui.

É mesmo uma pena que perderemos a chance de reaver na íntegra a história do antigo Largo da Matriz, lugar de Cavalhadas e manifestações políticas. Ah!, já foi até cemitério, mas essa é uma história que contarei depois, quando apurar melhor os fatos.

by Adriano César Curado


terça-feira, 20 de julho de 2010

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DO ROSÁRIO AO LAZER


Foto início da rua do Rosário

Arquivo da Biblioteca Pyraí

A rua do Rosário de Pirenópolis há muito ganhou um apelido carinhoso de rua do Lazer. E não é para menos, já que ali estão situados bons bares e restaurantes da cidade, além de vasto repertório musical para todos os gostos.


Antigamente quem chegasse no início da inclinação da rua, como mostrado na fotografia de 2010, avistava a imponente igreja do Rosário dos Pretos, que foi demolida ainda na década de 1950. No lugar do velho templo existe agora uma praça com um coreto de pedra.


Mas as centenas de turistas que constantemente transitam por ali não querem saber disso. Estão mais interessados, é claro, nos artesanatos das lojinhas, na comida e bebida que são servidos ao longo daquela antiquíssima via pública. Creio que somente os mais antigos chamam o local de rua do Rosário, pois os mais jovens pouco se interessam pelo assunto, distraídos que estão pelas passageiras distrações da vida.


Depois do Projeto Candeias, os feios postes de energia elétrica foram substituídos por réplicas de lampiões a gás, com uma luz amarelada que é romântica e gostosa.


by Adriano César Curado

domingo, 18 de julho de 2010

Mercado São José de Pirenópolis

Antigo Mercado S. José em 2010


     A fotografia acima é do antigo prédio do Mercado S. José, em Pirenópolis, localizado no final da rua Direita. Apesar de antigo, não faz parte do tombamento, por se localizar fora do Centro Histórico.

     Atualmente o prédio está quase em ruínas, embora seus proprietários afirmem que irão restaurá-lo completamente. Espero que isso aconteça mesmo, e que os paredões de adobe sejam preservados, em vez de demolidos para dar lugar a tijolos furados.

     Sempre afirmo nos meus textos que Pirenópolis já perdeu muito do seu patrimônio histórico e nós, seus filhos da atualidade, temos a obrigação de preservar o que restou.
 
Adriano César Curado

sábado, 17 de julho de 2010

MENOS CADEIA E MAIS CULTURA

Fotografia do prédio da Casa de Câmara e Cadeia
Pirenópolis, Goiás, em 2010
Arquivo da Biblioteca Pyraí



O velho prédio da Casa de Câmara e Cadeia deixou de ser um presídio feio para se transformar no Museu do Divino. Que bom seria se houvesse menos cadeia e mais cultura no mundo!

Essa foi uma bonita realização do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Meus parabéns.

No interior do prédio o visitante poderá encontrar várias informações sobre a Festa do Divino de Pirenópolis, que agora se tornou Patrimônio Cultura Imaterial do Brasil.

by Adriano César Curado