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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Teatro espírita



Uma grande obra da literatura espírita agora será apresentada na dramaturgia: "Paulo e Estevão" foi psicografa por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo Espírito Emmanuel. Trata-se de uma excelente obra que retrata importante episódio da história do Cristianismo. 

Vale a pena conferir!

Data: 26/08/2018 às 19h
Local: Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade, localizado na Rua José Gabriel, Quadra 6, Lotes 10 a 12, Setor Jardim Taquaral, Pirenópolis/GO.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Espetáculo "A Lição"

Espetáculo A Lição inicia turnê que passará por oito cidades de Goiás

Pirenópolis é a primeira a receber a peça. Anápolis, Goiás, Jataí,Itumbiara, Uruaçu, Formosa e Goiânia também serão contempladas com espetáculo

A Companhia teatral Nossa Senhora dos Conflitos estreia no dia 31 de outubro turnê do espetáculo A Lição, que rodará oito cidades do Estado: Pirenópolis, Anápolis, Goiás, Jataí, Itumbiara, Uruaçu, Formosa e Goiânia. A primeira a receber a peça é Pirenópolis. O grupo se apresenta, no dia 31, no Teatro Pireneus, às 20h30, e no dia 1º, às 19h, no Ponto de Cultura COEPI. A entrada é gratuita e todas as apresentações serão seguidas de debate com o diretor da peça, Sandro di Lima. No sábado, haverá também oficina de Criação Teatral, das 14h às 16h, no mesmo Ponto de Cultura que receberá o espetáculo. Na última apresentação da turnê, em Goiânia, haverá gravação do DVD oficial.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O prédio do Teatro



     Pirenópolis sempre foi uma cidade voltada para a cultura. Comprova isso seu folclore rico em manifestações espontâneas populares e o interesse da juventude na manutenção do rico patrimônio histórico.

     Entre as várias formas de arte que sempre fervilhou na mente dos pirenopolinos está a dramaturgia. Gerações de bons atores se revesavam nos palcos da nossa terra, em espetaculares apresentações que, infelizmente, se perderam no tempo.


     No século dezenove, grande era a carência por um espaço físico na cidade para apresentação das peças teatrais, que eram levadas ao palco pelo teatrólogo Sebastião Pompeu de Pina. E num terreno adquirido de Sebastião José de Siqueira, em 1889, deu-se início à construção do prédio do teatro. E para isso “concorreu o povo, com donativos que eram vendidos em leilões, e a municipalidade com pequena importância. Além disso, Pompeu de Pina fazia loterias, cujos rendimentos eram aplicados àquele fim”. (JAYME, p. 153).

     Sua inauguração se deu em 1899, com a peça “O Judeu”, de Antônio Manuel. E nos anos seguintes mais de 40 peças foram encenadas. Era hábito do pirenopolino espalhar colchões pelo chão para as crianças dormirem e levar lanches para comer durante os espetáculos.


     Algumas peças se destacaram na história do teatro, entre elas "Trinta Botões", "Juiz de Paz da Roça", "Demofontes", "Aspasia", "Ezio em Roma", "Artaxerxes", "Graça de Deus", "Alecrim e Mangerona".

     Sebastião Pompeu morreu em 1927 e o prédio foi vendido a Ilídio, que já tocava a Pensão Central, situada em terreno um pouco acima, e passou a ser usado como cinema e raras apresentações teatrais. Em 1942 Leone Mendonça comprou o prédio e o transformou em casa comercial e salão de bailes. Posteriormente passou a outras mãos e se transformou em marcenaria, bar, mercearia, lojas etc.

     No início da década de 1980, um banco queria comprá-lo para demolir e construir uma agência moderna no local. Salvou-o o prefeito Altamir Mendonça que o adquiriu e, através de convênio com o Governo do Estado de Goiás, conseguiu restaurá-lo e devolvê-lo à função de teatro. Mas passou à administração estadual.



     Vinte anos depois da reforma, o prédio se encontrava muito comprometido por infiltrações e por infestação de cupins. Nesse momento entrou em ação a Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (Soap), com Emílio de Carvalho (presidente), José Reis (secretário) e Adriano Curado (tesoureiro), conseguiu a aprovação de um projeto junto à Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, obteve patrocínio da Petrobras e ocorreu a completa restauração do velho prédio.

     Em 2010, o prefeito Nivaldo Melo conseguiu junto ao Governo do Estado a doação do prédio ao Município de Pirenópolis, três décadas após passar à administração estadual.

Adriano César Curado




Fonte:
Site Wikipedia

Livro:
CURADO, Glória Grace. Pirenópolis; Uma Cidade para o Turismo. Goiânia: Oriente, 1980.
JAYME, Jarbas, Esboço histórico de Pirenópolis. Goiânia: UFG, 1971.
JAYME, José Sisenando. Pirenópolis: Humorismo e Folclore, Edição do Autor, 1983.
PINA JUNIOR, Sebastião Pompeo. Comédias. Goiânia: Editora Oriente, 1979.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Savana Glacial

     No dia 22.10.2011, às 20h, no Teatro de Pirenópolis, será apresentado o espetáculo teatral Savana Glacial, da Cia. Físico de Teatro, do Rio de Janeiro.

     O espetáculo foi eleito um dos 10 melhores espetáculos de 2010 pelo jornal O GLOBO e vencedor de vários prêmios de teatro.

     A apresentação é única e a entrada franca.


Maiores informações, acesse o blog da Cia. Físico de Teatro.

domingo, 17 de outubro de 2010

CANTO DA PRIMAVERA ( II )

No dia 13.10.2010, uma quarta-feira pós-feriado, começaram as oficinas musicais com alguns mestres. O tempo é curto demais para uma efetiva troca de conhecimento e a amplitude dos caminhos da música inviabilizam qualquer resultado mais efetivo.



Entretanto, vale pelo convívio com bons músicos, pela experiência contada na sala de aula e pelo entusiasmo dos que se dispõem a ficar o restante da semana trancados numa sala.



E por falar em sala, as instalações físicas das oficinas foram horríveis, com um calor insuportável no Colégio Joaquim Alves, sem ar condicionado, e ainda a falta de controle do acesso de curiosos.




Às 20 horas começou o belíssimo espetáculo musical “O tal do quintal”, dirigido por Demétrio Pompeo de Pina, no prédio do teatro.




Essa singular peça veio com exploração de elementos da cultura popular dentro dum enredo bem costurado e diversificado.





Aplaudo com louvor a atuação artística das senhoras de xale, que emocionaram os presentes numa afinada cantoria da época dos nossos avós.





Que lindo! Deveríamos ter mais exaltação das tradições locais!





by Adriano César Curado

sábado, 16 de maio de 2009

Festa do Divino 4



     A Festa do Divino de Pirenópolis não seria a mesma sem duas manifestações culturais importantíssimas: a DANÇA e o TEATRO. Desde o século 19 que ali se apresentavam inúmeros espetáculos dessa natureza, em especial durante as comemorações de Pentecostes, quando então ficava ao livre arbítrio do imperador autorizar ou não a apresentação. Mas nem só durante as festas ocorreram encenações desse tipo, tanto que o primeiro prédio de teatro da cidade foi construído ainda em 1860, pelo comendador Manuel Barbo de Siqueira. 

     O segundo teatro foi erguido em 1899 por Sebastião Pompeu de Pina e ainda existe no largo da Matriz, embora completamente restaurado por iniciativa da Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (SOAP). 

     Em 1919 o padre Santiago Uchôa levantou o prédio que seria o terceiro teatro local, que mais tarde recebeu o nome de Cine-Teatro Pireneus, na rua Direita, prédio que desabou, virou ruína e mais recentemente também foi restaurado pela SOAP. Todos esses prédios abrigaram muitas peças de dramaturgia e dança, servindo assim como uma espécie de ponto de encontro da população.

     No que se refere à peças teatrais, muitas foram apresentadas durante a Festa do Divino, a exemplo do drama Demofonte (maio de 1837, junho de 1878 e maio de 1969), o drama Aspásia (junho de 1837), o drama Fantasma Branco (junho de 1867 e maio de 1885), bem como Estátua de carne, O poder de ouro e Graças a Deus (em maio de 1874).

     No que diz respeito à dança, podemos ressaltar as danças folclóricas, os torneios de catira, a complicadíssima encenação da contradança com suas fitas multicoloridas trançadas, além das coreografias do congo e da congada.

     Num misto entre o teatro e a dança, a principal manifestação é a peça As pastorinhas, que pela sua importância cultural, merecerá um texto apartado.

Bibliografia:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O Divino, o santo e a senhora. Rio de Janeiro: Funarte, 1978.
JAYME, Jarbas. Esboço histórico de Pirenópolis. 2 v. Goiânia: Imprensa da UFG, 1971
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Adriano César Curado