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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A queda das telhas



     “Neste ponto do telhado da Igreja Matriz está faltando uma fileira de telha que caiu recentemente e por pouco não atingiu a cabeça de uma senhora que visitava Pirenópolis. Já é a segunda carreira que cai. Se a senhora tivesse sido atingida, com certeza ela poderia ter um traumatismo craniano, pois as telhas são grandes e a altura agravaria mais a situação.

     Qual seria o motivo dessas telhas caírem assim? Para mim o que está ocasionando isto são os carros com som automotivos, que passam por ali e por todo Centro Histórico abalando as casas, nosso patrimônio arquitetônico. Os donos desses carros não têm juízo nem educação, numa total falta de respeito com moradores e visitantes. Para quem quer ver as consequências de som altíssimo, note na casas próximas da igreja, observem o alinhamento das telhas da beirada do telhado, elas estão escorregando.”

Texto de Cristiano Costa, publicado no Facebook

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Momento de reflexão




      AOS LEITORES DO BLOGUE.

     Esta semana surgiu uma discussão no facebook, pela enésima vez, sobre os abusos do som automotivo. No calor das postagens, um jovem do Alto do Bonfim chamado Rawston fez um desabafo que me tocou. Como esse blogue é democrático, as opiniões contrárias também têm sua vez:

     “Os jovens de Pirenópolis precisam é de espaço para poderem exercer sua juventude, ter lazer, poder desfrutar também das coisas que eles gostam. A cidade é para os visitantes e não para os moradores. Os jovens, o que fazem? Se escondem para poder festar ou ficam em casa no computador, na frente da televisão.

    Ninguém tem acesso a nada. Não tem lazer. Aí qual é a consequência? Jovens usando drogas, brigando, sendo presos cometendo delitos, morrendo na volta para casa na festa que aconteceu na fazenda, porque dentro da cidade não pode, vai incomodar.

     Jovens precisam de informação, cultura antes de tudo. Duvido que a grande maioria saibe dessa Lei do Silêncio. Quem faz um trabalho de informação? Quem ajuda? Ninguém, né? É melhor mandar coibir e autuar estes contraventores, prender é mais fácil, né? Eu penso assim!

     Adriano Curado, o que falta é informação, trabalho de conscientização. Eu também não gosto dos abusos de som automotivo, sei que prejudica a saúde e também os casarões antigos. Mas aqui na cidade estão implantando a Lei do Silencio. A policia chega, manda desligar o som, não importa onde esteja e qual o volume.

     Pirenópolis por ser uma cidade em sua história extremamente conservadora de princípios tradicionais/culturais e religiosos, mas muitas vezes expulsa os jovens que procuram uma outra forma de fazer cultura, de se divertir.

     O som automotivo não é um acréscimo cultural, mas para quem gosta é a melhor coisa do mundo, e nós também temos que ser respeitados. Não há espaços e nem políticas públicas voltadas para os jovens. Se estão fora da lei, têm que haver uma ação, concordo plenamente com isso. Só não concordo do COIBIR E AUTUAR, simplesmente. Sempre foi assim. Manda a polícia lá, manda prender, eles estão errados. No meu ver, antes de tudo deve-se levar informação, para criar uma consciência pacífica. Se faz tudo no COIBIR e AUTUAR, muitas vezes gera revolta, aí não é bom para ninguém.

     Sou jovem e me sinto como um refém aqui na cidade. Tudo que aparece de novo está corrompendo as raízes da história. Eu tenho um grupo de RAP e faço um trabalho com jovens e adolescentes do Bonfim, embasado no movimento HIP HOP. Sofremos muito pré-conceito por não ser uma cultura tradicional e religiosa da cidade. Isso é ruim, gera revolta. Tudo evolui, por que não Pirenópolis?

     Estou gostando dessa discussão, temos muito a ganhar com essa conversa.”

RAWSTON



MINHA REFLEXÃO:

     Quando decidi escrever neste blog, minha intenção sempre foi a de melhorar a qualidade de vida da população pirenopolina e também salvaguardar sua cultura e tradição, sempre de olho no futuro de Pirenópolis. Mas onde está o futuro da Terra dos Pireneus? Obviamente que está na juventude, nessa moçada que hoje recebe o bastão da história e tem a obrigação de passá-lo para frente.

     Uma sociedade que não ouve e orienta seus jovens está fadada a desaparecer. Esse moço chamado Rawston reclama do ciclo fechado que é Pirenópolis, uma espécie de “elite” que, para ele, só sabe coibir e autuar. Ele até compreende que o som automotivo incomoda e estraga os casarões, mas disse que gosta e que gostaria de um espaço para isso.

     A postagem de hoje é diferenciada para abrir caminho a uma discussão, na busca de um meio-termo. Temos que trazer a juventude para o nosso lado (dos que querem preservar nossa rica cultura), pois amanhã não estaremos mais aqui e são os moços de hoje que incentivarão os jovens do futuro.

Adriano César Curado

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Abaixe o volume do som automotivo

 

     Tem gente demais que reclama do abuso do som automotivo em Pirenópolis. Então, por que não fazem essas festas em separado, onde só vai quem gosta, e deixam a cidade no sossego?

     Este blog não é contra o som automotivo. Pelo contrário, os jovens têm, sim, o direito à diversão. O que não pode é sair pela cidade incomodando os outros, obrigando todos a escutarem as músicas que um ou outro escolheu.

     Vamos colocar as mãos na consciência e deixar de transitar com carros equipados com som potente. Isso está fora de moda.

Adriano César Curado

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pirenópolis: Semana Santa 2012

    A Semana Santa transcorreu debaixo de chuva e dos problemas pontuais da cidade – trânsito confuso, carros estacionados no trajeto das procissões, som automotivo incomodando todo mundo etc. Acho que vou parar de mencionar esse assunto aqui, porque parecem problemas sem fim.

    Outro dia, fui tomar um sorvete lá na Ponte de Pedra e todo mundo reclamava, com razão, do fedor de esgoto no Córrego Pratinha. Quando sairá o sistema de tratamento dos dejetos da cidade? O projeto está pronto, mas, e o dinheiro? Saiu? Está com quem? Falta o quê?

    Cerimônias aconteciam dentro da Matriz e eram interrompidas porque os desgraçados dos carros com som automotivo não paravam de transitar. Isso acontece o ano todo e ninguém faz nada! A postagem sobre abuso do som automotivo já é das mais acessadas e comentadas deste blog, mas parece que chovemos no molhado. Por que não multam, apreendem o carro e encaminham os contraventores para a delegacia de polícia? Há respaldo na lei para isso.

    Sinceramente, não sei se vale a pena continuar debatendo esse tipo de problema aqui. Acho que é melhor o blog cuidar apenas de poesias e biografias. Eu pergunto, mas não há respostas. Daqui a pouco chegará a Festa do Divino e repetiremos a mesma ladainha.

    Está boa a cidade deste jeito?

                                      Adriano César Curado










sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Direito ao Silêncio ( II )



Cartaz da Prefeitura Municipal de Anápolis no combate ao uso abusivo de aparelhagem sonora, principalmente som automotivo e veículos de propaganda.

Não estamos sozinhos nesta guerra, de batalha em batalha venceremos e viveremos numa cidade que respeita o Direito ao Silêncio.

Quando isso acontecer, certamente não ouviremos mais as reclamações dos turistas sobre os incômodos que passam em nossa terra, situações que muito envergonham a nós, pirenopolinos, e atrasam o desenvolvimento da nossa cidade.

by Adriano César Curado, escritor, poeta e historiador. 
Baixe gratuitamente seu livro DEUS MORA NO SEU INTERIOR ou entre em contado através de adrianocurado@hotmail.com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Direito ao silêncio


 
     Diante da quantidade assustadora de reclamações a respeito do som automotivo na cidade de Pirenópolis, resolvi publicar aqui esta mensagem.

     Para aqueles que costumam ligar o som do carro em volumes exagerados, essa conduta é considerada grave, de acordo com o artigo 228 da Lei nº 9.503/1997 (Código Nacional de Trânsito), combinado com a RESOLUÇÃO nº 204/2006, do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

    Na esfera administrativa, portanto, quem abusa do som automotivo perderá cinco pontos na CNH, pagará multa e ainda terá o veículo apreendido para regularização.

     Mas não é só isso. Som alto é uma infração penal, com previsão no artigo 42 do Decreto-Lei 3688/1941, que prevê a punição de prisão simples de 15 dias a 3 meses para quem abusa de instrumentos sonoros ou sinais acústicos.

     Ninguém é obrigado a suportar os abusos alheios. Se um carro incomoda você com som automotivo, ligue no 190 e acione a Polícia Militar, que por ser polícia ostensiva tem a obrigação funcional de tomar as medidas acima descritas. No caso de Pirenópolis, a Companhia dispõe de aparelhos decibelímetros para medir e constatar o excesso de vibração acústica.

     Reclame, exija seu direito ao silêncio!

Adriano César Curado

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Que Pirenópolis teremos amanhã?


Passei a semana pensativo quanto à repercussão dos problemas que a virada do ano trouxe à cidade de Pirenópolis. Recebi muitos e-mails que reclamavam quase sempre dos mesmos fatos – pessoas estranhas e em atitudes inconvenientes, trânsito de difícil locomoção etc.


Mas nenhum assunto me tocou mais que o depoimento da senhora Rebeca, postado como comentário da matéria publicada dia 3.1.2011, onde ele narra um fato assustador que a envolveu e à sua família. Disse que seu marido foi cercado por uns “turistas” bagunceiros e quase apanhou porque a defendeu. Esse tipo de ocorrência assusta quem, como nós, quer melhorar um pouco a cidade de Pirenópolis. Será que esse é o futuro que nos aguarda?


Eu me lembro de uma época não muito distante (no máximo 10 anos atrás), quando grandes grupos fretavam ônibus sucateados, na maioria das vezes provenientes das cidades satélites de Brasília, e desciam em grande algazarra por Pirenópolis. Traziam a quinquilharia completa: colchão, panela de pressão, bebida, comida etc. Acampavam em lugares públicos e não eram raros acontecimentos desagradáveis, como o que se deu com a senhora Rebeca.


A situação somente foi controlada quando o (à época) major Moisés Mendonça foi designado para comandar o efetivo da Polícia Militar em Pirenópolis. Militar sábio e com vontade de trabalhar, reuniu-se com os vários seguimentos sociais da cidade, inclusive com a Polícia Civil, a prefeitura municipal, o Poder Judiciário, o Ministério Público etc. Devido aos seus esforços, em Pirenópolis foi criada a 18ª Companhia da Polícia Militar (CIPM), com aumento significativo do efetivo, aquisição de viaturas e sede própria (localizada no Alto do Bonfim, erguida pelo empenho de Mendonça).


Mendonça exterminou o som automotivo da cidade, pôs fim à farra dos farofeiros e conseguiu derrubar os índices de criminalidade em Pirenópolis. Fez tudo isso com estrita observância da legalidade e dos costumes. O resultado foi que o lugar não era mais atrativo para farofeiros, então foram para outras paragens. Depois que o hoje tenente-coronel Mendonça foi embora de Pirenópolis, o fruto de seus esforços continuou a ser colhido por bastante tempo.


Quando leio essas reclamações sobre minha cidade, preocupa-me que estejamos no princípio dum retrocesso. Diante da realidade de tanta gente envolvida com o turismo, sustentador direto ou indireto de várias famílias, acontecimentos quais os verificados no réveillon assustam bastante. Sei que não podemos proibir ninguém de vir a Pirenópolis, pois todos têm o constitucional direito de ir e vir, mas podemos, e devemos, fiscalizar seu comportamento.


Trago algumas soluções a curto prazo. Proibir acampamentos em área pública, multar e apreender os carros com abuso de som automotivo e responsabilizar o proprietário do imóvel pelos excessos de seus inquilinos são soluções que podem ser adotadas para o Carnaval. Mas isso, obviamente, é apenas um paliativo, pois nossa cidade necessita urgente de planos a médio e longo prazo. Precisa ser repensada. Mauro Cruz sugeriu aos pirenopolinos “participarem mais efetivamente da gestão pública, indo às reuniões dos conselhos, audiências, denunciando irregularidades no Ministério Público, cobrando de vereadores e funcionários públicos” (veja a íntegra do comentário na matéria do dia 3.1.2011). São sugestões interessantes.


A minha pergunta é: que Pirenópolis teremos amanhã?



by
Adriano César Curado

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ressaca do Réveillon


Acordei de ressaca do Réveillon. Não que tenha bebido ou comido em exagero, mas porque o som automotivo não me deixou dormir, nem a preocupação com o povo feio que veio para Pirenópolis deu-me sossego.

Temo pelo futuro de Pirenópolis. Preocupa-me o tipo de turista que recomeçou a frequentar a cidade. No sábado a situação chegou a tal ponto, que a Polícia Militar foi enfrentada na praça Central e teve de usar bomba de gás lacrimogênio para conter a multidão.

Andei por aí, conversei com pessoas e ouvi a reclamação geral. Famílias estavam assustadas com homens e mulheres seminus que dançavam nas ruas, embalados pelo ensurdecedor som automotivo. Quanto à Polícia Militar, era claro que estava com um efetivo bem reduzido, talvez por conta da posse do governador, e não conseguiu por ordem na cidade.

Por toda Pirenópolis vi gente acampada em lugares públicos, embora isso seja proibido. Esses "farofeiros" dormiram dentro do carro, onde trocavam de roupa sem se preocuparem com os transeuntes e ainda usavam as ruas para satisfazer as necessidades fisiológicas.

É preciso repensar Pirenópolis para o Carnaval.