*A casa remanescente mais antiga de Pirenópolis é o berço de cinco famílias goianas*
_Nilson Jaime_
Uma casa construída na última metade do Século XVIII, no Arraial de Meia-Ponte, é hoje a mais antiga residência remanescente de Pirenópolis. Trata-se da edificação entre o Cine Pireneus e o Teatro Sebastião Pompeu de Pina, na cidade fundada aos pés da Serra dos Pireneus.
De acordo com Jarbas Jayme (Jayme & Jayme, 1990) a edificação foi construída pelo luso ```Alexandre Pinto Lobo de Sá,``` um dos responsáveis pela edificação da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Meia-Ponte - segundo o viajante ```D'Allincourt``` -, ainda existente.
Nessa casa residiu a neta do patriarca da família Sá - ```Genoveva Maria da Soledade``` ("Inhá Genu") - que teve com o ```padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury``` (editor da _Matutina Meiapontense,_ primeiro jornal de Goiás e do Centro-Oeste) sete filhos, dentre eles os genearcas de cinco novas famílias: Jaime, Sócrates, Confúcio, Sêneca e Cícero.
As duas filhas mulheres do casal não tiveram descendentes. Os filhos homens, contudo, deixaram mais de 14 mil vergônteas, nas cinco linhagens, que se espalham por todo o Estado de Goiás e vários estados brasileiros e países do mundo.
A icônica casa, pertencente hoje ao espólio de "Lulu de Pina", encontra-se impecavelmente conservada, mais de 250 anos depois, por Mauro de Pina, pentaneto do patriarca Alexandre Pinto Lobo de Sá, assim como este autor.
Prestes a completar 300 anos, Pirenópolis guarda esse tesouro da arquitetura colonial.
Vale a pena conhecer a casa, que abriga em seu interior um notável acervo fotográfico particular.
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Adriano Curado