


O rio agradecerá e as gerações futuras também! Salvem o rio das Almas!
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Prédio da antiga Casa de Câmara e Cadeia de Pirenópolis (o sobrado ao lado da Matriz), cuja construção foi iniciada em 1733, no governo de D. Antônio Luiz de Távora, e que ruiu no início do século XX. No prédio da cadeia antiga havia um carcereiro que, pontualmente, às 21 horas tocava o sino para a mudança da guarda. Com o tempo, no entanto, o pirenopolino passou a associar o toque do sino à hora de se recolher (JAYME, Jarbas. Esboço Histórico de Pirenópolis. Goiânia: UFG, 1971, ps. 131/4).
A atual Casa de Câmara e Cadeia, situada próximo ao Poção da Ponte do Carmo, foi construída a partir de 1916. Depois de desativado o presídio e desocupado o local pela Câmara Municipal (por considerarem o espaço pequeno), o edifício se tornou o Museu do Divino.
O prédio localizado na rua Direita, em Pirenópolis, Goiás, foi construído em 1919 em estilo neo-clássico, para funcionar como teatro, pelo padre espanhol Santiago Uchôa. (1)
Em 1936, a fachada foi alterada para o estilo art-decô, por Antônio Puglisi, estilo artístico de vanguarda da época e mais condizente com a função de edifício destinado a cinema.
O primeiro filme com som foi “O médico e o monstro” (título original: Dr. Jekyll and Mr. Hyde, estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer / Loew's Inc., direção de Victor Fleming, 1941). Havia intervalos para café e fumo.
Nos anos seguintes, o cinema foi o maior sucesso da cidade. Da zona rural vinham pessoas montadas, que pernoitavam na cidade, apenas para assistir a uma exibição.
Com a difusão da televisão colorida, novidade gratuita que chegou em muitas casas pirenopolinas, o público se desinteressou pelo cinema, que entrou em decadência, e o Cine Pireneus exibiu seu último filme em 1975 intitulado “Leão do Norte” (Estúdio: Boa Vista Cinematográfica Ltda., direção: Carlos del Pino, 1974). (2)
Sobre esse filme, inclusive, é interessante constar que ele foi lançado nacionalmente no Cine-Teatro Pireneus, na noite de 26 de fevereiro de 1975, e que teve a cidade como locação e contou com vários moradores no elenco. (3)
Apesar de tombado dentro do conjunto arquitetônico do Centro Histórico de Pirenópolis, isso não impediu que, devido ao abando a que foi relegado, viesse o Cine Pireneus a ruir completamente, ficando de pé apenas sua velha fachada.
Depois de organizar uma parceria com o Governo Federal e a Prefeitura de Pirenópolis, com amparo técnico de IPHAN e patrocínio da TELEBRÁS, a Sociedade dos Amigos de Pirenópolis (SOAP) iniciou a obra de reconstrução do prédio. Optou-se por preservar a fachada original (que até hoje está lá) e construir um prédio novo, mais adequado aos dias atuais, embora com estrutura de madeira e poltronas de couro. A reconstrução do prédio teve início em 1999 e sua inauguração aconteceu em 23 de fevereiro de 2002. (4)
Numa parceria entre os governos Estadual e Municipal, foi inaugurado em 2010 o entroncamento cultural, uma área destinada a apresentações artísticas e encontros com esses fins, que inclusive tem um sobrado com bela vista da cidade.
(1) Jayme, Esboço... (p. 154).
(2) Carvalho, Pirenópolis... (p. 42)
(3) http://cinemateca.gov.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/?IsisScript=iah/iah.xis&base=FILMOGRAFIA&lang=p&nextAction=search&exprSearch=ID=024318.
(4) Arquivo da SOAP
(5) http://www.cinemaiscultura.org.br/
Fonte:
CARVALHO, Adelmo. Pirenópolis coletânea 1727 – 2000 – História, turismo e curiosidades. Goiânia: Kelps, 2000.
JAYME, Jarbas. Esboço histórico de Pirenópolis. Vol. I, Goiânia: UFG, 1971
by Adriano César Curado