sexta-feira, 16 de agosto de 2013

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pirenópolis no site UOL


Pirenópolis, em Goiás, tem casario histórico com charme de serra

Renata Gama
Do UOL, em Pirenópolis
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Pirenópolis, em Goiás, tem casario histórico com charme de serra36 fotos

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Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, no centro histórico de Pirenópolis (GO), sofreu um incêndio em 2002 e foi recuperada Leia mais Roberto Jayme/UOL
Pirenópolis (GO) é queridinha dos brasilienses e goianos para passar os finais de semana. Mas a cidade que conserva casario histórico, com o charme próprio das serras, rende o que fazer por vários dias. Basta gostar de natureza, de se enveredar pelas trilhas na mata, de bater papo e curtir manifestações folclóricas para descobrir suas tantas cachoeiras, belas vistas, delícias gastronômicas e histórias.
A cidade, cujo nome faz referência aos montes da fronteira entre França e Espanha, tem no Parque Estadual da Serra dos Pireneus um dos principais atrativos ecológicos. Chegar ao topo do Pico dos Pireneus no fim da tarde para ver o pôr-do-sol é um programa clássico para quem visita Pirenópolis. A paisagem é de belas montanhas rochosas a perder de vista e de vegetação de veredas e cerrado.
Mas, no caminho até o pico, há muitas outras belezas a serem conhecidas. A região de morros é cercada de nascentes e quedas d’água. Vale passar o dia explorando trilhas e mergulhando em água doce até chegar lá. Na estrada que leva ao Pico dos Pireneus, ficam duas grandes reservas particulares: Vargem Grande e Abade.
Em Vargem Grande, a relação esforço/benefício é muito compensadora. As trilhas são curtas e fáceis, com baixos degraus de pedra acessíveis até para quem tem dificuldade de locomoção. E levam a belas cachoeiras com lagos para banho e praia à beira-rio para relaxar diante da paisagem. Conta com infraestrutura de banheiros, loja de conveniência e lanchonete na entrada da propriedade.
Lá dentro, há duas cachoeiras. A de Santa Maria é ideal para crianças. Com uma bonita queda d’água e prainha espaçosa, caminha-se apenas 500 metros para chegar até ela. A do Lázaro é um pouco mais distante (1.300 metros) e tem uma queda d’água maior. É mais procurada pelo público jovem, embora também seja de fácil acesso e tenha praia.
Já a reserva do Abade é mais indicada para quem gosta de caminhar. O núcleo tem duas opções de trilha. Na curta, são vistas duas cachoeiras. Na longa, são vistas quatro. A maior é a cachoeira do Abade. Seu belo e convidativo lago é uma recompensa e tanto para o esforço de chegar até lá. Quem tem fôlego consegue nadar até o ponto da queda d’água e receber o peso relaxante da cascata pelo corpo.
Várias outras cachoeiras completam a lista de atrativos em Pirenópolis: Dragões, Rosário, Meia Lua... Muitas requerem disposição física para conhecer. Para fazer as trilhas, vá de roupa leve e tênis. E não se esqueça de levar uma mochila com água, protetor solar, repelente e lanche.
  • Roberto Jayme/UOL
    Ao caminhar pelos calçamentos de pedras do centro histórico de Pirenópolis (GO), descobre-se lojinhas de artesanato, galerias, bistrôs, casas de doces e cachaças
Charme colonial e gastronomia
O fim de tarde e a noite em Pirenópolis têm muito charme, tempero e história. O casario colonial cercado de serras cria um ambiente bucólico e aconchegante. Ao caminhar pelos calçamentos de pedras, descobre-se lojinhas de artesanato, galerias, bistrôs, casas de doces, cachaçarias.
À noite, a rua do Rosário fica tomada de mesinhas dos bares e restaurantes iluminados por velas. No cardápio, comida de fazenda, italiana e goiana. Experimente o  arroz de pequi (fruta) e o empadão de guariroba (espécie de palmito) e também os produtos derivados da castanha de baru, típica da região, como o licor.
O centro histórico, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), rende passeios interessantes, como a visita à Igreja da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, símbolo do sincretismo religioso em Goiás. O templo sofreu com um incêndio em 2002 logo após ser restaurado em 1999, e teve de passar por um processo de recuperação de emergência, no qual o altar exposto hoje é o da antiga igreja dos negros.
Outros pontos históricos e culturais da cidade são a ponte sobre o rio das Almas e o Museu do Divino, dedicado à Cavalhada, tradicional manifestação folclórica realizada na cidade durante a Festa do Divino Espírito Santo, 45 dias depois da Páscoa. A luta coreografada entre cavaleiros cristãos e mouros dura três dias e envolve toda a cidade.
Salto do Corumbá
No caminho para Pirenópolis, saindo de Brasília pela BR 070, a exuberante queda d’água de 60 metros por paredões de pedra, pode ser vista da estrada e chama a atenção de quem passa. É o Salto do Corumbá, na vizinha Corumbá de Goiás. O lugar vale uma parada com tempo, no roteiro da ida ou da volta de Pirenópolis. O Salto do Corumbá fica dentro de um clube, com área de camping e hotel, com infraestrutura para grupos e famílias. Tem atividades para crianças, como toboágua em um lago, ou para aventureiros, como rapel ou tirolesa na cachoeira.
  • Roberto Jayme/UOL
    Salto do Corumbá (GO) fica em Corumbá de Goiás. Cachoeira pode ser vista da estrada
    Fonte site UOL VIAGEM

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A lenda do Pequi



Tainá-racan tinha os olhos cor de noite estrelada. Seus cabelos desciam pelas espáduas como um tufo de seda negra e luzidia. O andar era elegante, cadenciado como o de uma deusa passeando, flor entre flores, no seio da mata. Maluá botou os olhos em Tainá-racan e o coração saltou, louco e fogoso, no peito do jovem e formoso guerreiro. "Ela é mesmo linda como a estrela da manhã. Quero-a para minha esposa. Hei de amá-la enquanto durar a minha vida!"

Doce foi o encontro e, juntos e casados, a vida dos dois era bela e alegre com o ipê florido. De madrugada, Maulá saía para a caça e para a pesca, enquanto a esposa tecia os colares, as esteiras, moqueava o peixe, preparando o calugi para ofertar ao amado, quando ele chegasse com o cesto às costas, carregado de peixe e frutas, as mais viçosas, para oferecer-lhe.

O tempo foi passando, passando. No enlevo do amor, eles não perceberam quantas vezes a lua viajou pela arcada azul do céu, quantas vezes o sol veio e se escondeu na sua casa do horizonte. Floriram os ipês.


Caíram as flores. Amareleceram as folhas, que o vento levava em loucas revoadas pelos campos. Os vermelhos cajus arcavam de fartura e beleza os galhos dos cajueiros. As castanhas escondiam-se no seio da terra boa. Rebentavam-se em brotos, e novos cajueiros despontavam. As cigarras enchiam as matas com sua forte sinfonia e sua vida evolava-se, aos poucos, em cada nota de seu canto. Nascimentos, mortes, transformações, e os dias andando, andando.

Após três anos de casamento, numa noite bonita, em que o rio era um calmo dorso de prata à luz do luar e os bichos noturnos cantavam fundas tristezas e medos, Maluá encostou a cabeça no peito de Tainá-racan e apertou-a com ternura.

No olhar de ambos, há muito, havia uma sombra. Nenhum deles tinha a coragem de falar. Uma palavra de mágoa, temiam, poderia quebrar o encanto de seu amor. A beleza da noite estremecia o coração sensível de Tainá-racan. Ela ajuntou a alma dos lábios e perguntou com voz trêmula, em sussurro:

― Estás triste, amado meu? Nem é preciso que respondas. Há tempo vejo uma sombra nos teus olhos.

― Sim, respondeu o valente guerreiro. Tu sabes que eu estou triste e tu também estás. A dor é a mesma.

Onde está nosso filho que Cananxiué não quer mandar?

― Sim, onde está nosso filho?...

Festas nos Povoados


"Continuando o calendário festivo de Pirenópolis, o mês de agosto reserva três festas religiosas em povoados pirenopolinos. As festas acontecem nos povoados de Bom Jesus, Placa e Jaranápolis.

"Apesar de possuírem caraterísticas semelhantes, como missas, leilões, procissão, novenas, levantamento de mastro, barraquinha, comida típica, ranchão, entre outras. Cada festa é realizada em louvor a um santo padroeiro, além disso, é organizada por pessoas diferentes, e isso faz com que cada uma delas adquira caraterísticas próprias.

"Durante os dias 02 a 11 de agosto, é realizada no povoado de Bom Jesus a Festa de Nosso Senhor Bom Jesus. O povoado foi fundado na década de 60, e está localizado a 35 km de Pirenópolis, possuindo aproximadamente 75 habitantes.

"A 9 ª Festa Comunitária do Distrito de Jaranápolis acontece durante os dias 13 a 16 de agosto, tendo seu foco principal a Cavalgada. Localizado a 33 km de Pirenópolis, o distrito foi fundado em 1965, possui cerca de 1.070 habitantes.

"Encerrando o mês é realizada, de 16 a 24 de agosto, a Festa de São Vicente de Paula e Nossa Senhora Aparecida, no povoado da Placa. O Povoado surgiu com a construção da estrada Pirenópolis a Goianésia, em 1951, e possui aproximadamente 150 habitantes. Na década de 70 foi construída a Igreja São Vicente de Paula."

Fonte: Foto e texto extraído do site Agita Pirenópolis

Cinco gerações que se encontraram


Cinco gerações, da direita para a esquerda: José Décio Carvalho no colo de sua mãe, dona Dalvinha (Maria Dalva de Sá), dona Zita (Rosa de Oliveira), Joaquim Basílio de Oliveira (pai de Zita) e Francisca Cardoso da Silva (dona Chica), mãe de Joaquim Basílio e esposa de José Basílio de Oliveira.

Adriano César Curado

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pirenópolis, cidade malcheirosa


Não é de hoje o problema do fedor que exala dos bueiros da rede pluvial de Pirenópolis. Isso acontece por três grandes motivos.

Primeiro, o projeto da rede de esgoto não sai do papel. Mudam os gestores públicos, mas a falta de vontade administrativa é a mesma. Ninguém se empenha em dar impulso à monumental obra de furar as ruas, instalar nelas os canos e depois promover a ligação com as casas. Até hoje usa-se a fossa séptica na cidade. Chegou-se a comprar uma área para tratamento dos dejetos colhidos, mas até nisso o projeto peca. O local é próximo à pista de aviação e vizinho de loteamentos populosos. Acredito que assim que começar a funcionar, o sistema será desligado, por conta dos odores desagradáveis.

O segundo motivo, obviamente, vem da falta de educação de alguns. É que certas casas jogam suas águas servidas na rede pluvial, que não foi construída com essa finalidade, e é isso que provoca tamanho fedor em Pirenópolis. O Centro Histórico fede esgoto.

A terceira causa do odor malcheiroso é a inércia da postura municipal. Não é difícil descobrir quem polui a cidade, basta para isso seguir o olfato. Identificado o ponto de emissão do poluente, notifica-se o proprietário. Persistiu, multa. Continua, comunica o Ministério Público ou faz valer o poder de polícia do Município.

Enquanto não se resolve o problema, continuamos a passar por constrangimentos junto aos nossos visitantes. Numa noite linda, a Orquestra Filarmônica de Goiás nos presenteia com músicas maravilhosas e o público torce o nariz para o fedor da cidade.


Adriano César Curado

terça-feira, 30 de julho de 2013

Orquestra Filarmônica de Goiás


Um céu estrelado, uma noite fresca, um público compenetrado. E na lateral da Matriz, ao lado da torre sineira, a maravilhosa Orquestra Filarmônica de Goiás. Pirenópolis recebe um presente para ser lembrado por muito tempo.

Adriano César Curado






Pavimentação da estrada dos Pireneus

No último dia 9 de julho o Prodetur Goiás teve projeto aprovado pelo Mtur, referente à elaboração de pavimentação da estrada do Parque Estadual da Serra dos Pireneus, utilizando materiais resultantes da reciclagem dos resíduos das pedreiras.

O valor total dos recursos é de R$ 338.684,21, sendo o valor de repasse do MTur de R$ 321.750,00. O restante é referente à contrapartida da Goiás Turismo.

A implantação da estrada do Parque Estadual da Serra dos Pirineus terá grande impacto para a economia e o desenvolvimento da região. O início da execução do convênio está previsto para o final deste mês, com término em julho de 2014.

A utilização de resíduos reciclados das pedreiras será uma opção também economicamente vantajosa, dada a menor distância de transporte dos materiais para a obra. O momento também é favorável, pois existe um compromisso federal de melhorar a infraestrutura para o turismo em municípios próximos às sedes da Copa de 2014.

A Serra do Pirineus abriga as cabeceiras das bacias Amazônicas e do rio da Prata. Sua biodiversidade, típica do bioma Cerrado, é protegida por importantes instrumentos de desenvolvimento turístico: Parque Estadual, Área de Proteção Ambiental, Geoparque dos Pirineus e Corredor Ecológico Pireneus-Paranã.


Texto extraído do site Agita Pirenópolis