Esta é das mais belas fotos antigas de Pirenópolis. E que coragem dessas pessoas na canoa!
sábado, 6 de abril de 2013
Uma visita tradicional
Desde o século dezenove que a Coroa e a Bandeira do Divino Espírito Santo saem pelas casas pirenopolinas. A intenção é abençoar os lares e também angariar fundos para ajudar o Imperador nos festejos. É uma honra receber tão ilustre e tradicional visita em casa. Este ano, os símbolos são levador por dona Divina e Zé Pomba, conforme se vê na foto, em visita à casa de Glória de Oliveira.
Adriano César Curado
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sexta-feira, 5 de abril de 2013
Ruas chamadas "Pirenópolis"
Numa pesquisa ao site dos Correios, descobrir quantas ruas homenageiam nossa querida Pirenópolis:
|
Rua
Pirenópolis
|
Campo
Limpo
|
Feira
de Santana
|
BA
|
44034-213
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Parque
Calixtópolis
|
Anápolis
|
GO
|
75135-270
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Polocentro
I
|
Anápolis
|
GO
|
75130-330
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Vila
Harmonia
|
Anápolis
|
GO
|
75065-060
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Vila
Jaiara
|
Anápolis
|
GO
|
75064-300
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Vila
Jaiara Setor Leste
|
Anápolis
|
GO
|
75064-376
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Cidade
Jardim
|
Goiânia
|
GO
|
74425-381
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Conjunto
Guadalajara
|
Goiânia
|
GO
|
74423-560
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Setor
Maysa Extensão
|
Goiânia
|
GO
|
74485-750
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Vila
Mooca
|
Goiânia
|
GO
|
74420-190
|
|
Rua
Pirenópolis - até 99997/99998
|
Nossa
Senhora de Fátima
|
Goiânia
|
GO
|
74420-213
|
|
Rua
Pirenópolis
|
São
Caetano
|
Luziânia
|
GO
|
72805-360
|
|
AC
Pirenópolis
|
Centro
|
Pirenópolis
|
GO
|
72980-970
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Pitimbu
|
Natal
|
RN
|
59069-630
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Boa
Saúde
|
Novo
Hamburgo
|
RS
|
93347-050
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Jardim
Santa Brígida
|
Carapicuíba
|
SP
|
06333-360
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Cidade
Soberana
|
Guarulhos
|
SP
|
07161-360
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Jardim
Cumbica
|
Guarulhos
|
SP
|
07240-090
|
|
Travessa
Pirenópolis (Jd Mirante)
|
Condomínio
Maracanã
|
Santo
André
|
SP
|
09122-090
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Limão
|
São
Paulo
|
SP
|
02715-010
|
|
Rua
Pirenópolis
|
Jardim
Dall'Orto
|
Sumaré
|
SP
|
13178-060
|
Fonte site Correios
Índice de Desenvolvimento Municipal
Na
pesquisa sobre o índice de Desenvolvimento de Municípios realizada
pelo Instituto Mauro Borges, Pirenópolis ficou na posição 241, à
frente apenas de Amaralina, Corumbá de Goiás, Teresina de Goiás,
Monte Alegre de Goiás e Simolândia. O primeiro lugar ficou com
Caçu.
No
levantamento são consideradas seis áreas: economia, educação,
infraestrutura, saúde, segurança e trabalho. As estimativas são
feitas de acordo com cada categoria com notas de zero a dez.
Esse é
um dado preocupante, pois significa que Pirenópolis está com baixa
taxa de crescimento, apesar da velocidade com que crescem os
problemas atuais da cidade.
Fonte
site Instituto Mauro Borges
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Tocata na Matriz no Domingo de Páscoa
O Domingo de Divino, em Pirenópolis, começa a contar da Páscoa (50 dias após). E para comemorar a contagem regressiva para essa grande festa, a Banda Fênix tocou majestosa na porta lateral da Matriz de Pirenópolis, dia 31 de março de 2013.
O vídeo abaixo é de minha autoria. Confira:
terça-feira, 2 de abril de 2013
Em clima de Festa do Divino
E para entrar no clima da Festa do Divino de Pirenópolis, imagens do ano passado.
Prévia da programação (Maio/2013)
03 – Saída da Folia do Divino Espírito Santo (rural e urbana).
12 – Chegada da Folia do Divino Espírito Santo (rural e urbana).
10 – Início das novenas
18 – Encerramento das novenas, com levantamento de mastro, queima de fogos acompanhada pela Banda de Música Fênix e Banda de Couro.
19 a 21 – 195ª Cavalhadas
20 – Reinado de Nossa Senhora do Rosário
21 – Juizado de São Benedito
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Luiz César da Trindade Curado
SÉRIE
BIOGRAFIAS
LUIZ
CÉSAR DA TRINDADE CURADO
Luiz
César da Trindade Curado (Pirenópolis 15.11.1939 – Goiânia
31.01.2013) foi vereador, professor, despachante, garimpeiro.
Luiz
César nasceu no feriado de 15 de novembro de 1939 no casarão
colonial da família, localizado na Rua Direita, Centro Histórico de
Pirenópolis. Filho do comerciante João da Trindade Curado e de
Hosanny de Amorim Curado, estudou interno no Colégio São Francisco
de Assis, em Anápolis, sob a rígida disciplina do padres
franciscanos. Também em Anápolis foi convocado a servir a Pátria
no Tiro de Guerra de 10.12.1957 a 9.11.1958.
| Agachado, terceiro da esquerda pra direita |
Casou-se
com sua conterrânea Adelaide Marta de Pina, filha de José Abadia de Pina e Maria Jayme de Siqueira Pina, em 08 de julho de 1967, na
Igreja Matriz de Pirenópolis, e tiveram dois filhos: Adriano e
Poliany.
| Ao centro, como soldado do Exército |
Amante
das serenatas e das farras saudáveis, gostava de saborear uma boa
pinga de engenho, de cantar velhas canções e dançar. Gostava
também de pescarias, principalmente no Araguaia, onde ficava todo o
mês de julho.
Quando jovem, não perdia um acampamento no Morro dos
Pireneus e nem desperdiçava a chance de se apresentar como Mascarado
das Cavalhadas. Também em sua juventude era praticante assíduo de
esportes como o basquete e o futebol.
| Família de João Curado e Hosanny |
Em
1976 decidiu ingressar na política partidária. Filiou-se ao antigo
PDS (Partido Democrático Social), em cuja sigla concorreu ao cargo
de vereador com o slogan: “Dê a César o que é de César”.
Foi eleito com 234 votos e posteriormente assumiu a Presidência da
Câmara de Pirenópolis. Mas o candidato a prefeito que apoiou, o
médico Tasso Mendonça, foi derrotado nas urnas por Altamir
Mendonça, da ARENA (Aliança Renovadora Nacional).
| Contemplação da Ponte do Carmo em 1960 |
E
aqui cabe uma ressalva, exemplo de como antigamente os pirenopolinos
visavam o bem estar da cidade e não a política partidária. Mesmo
com um prefeito eleito contrário ao seu partido, na qualidade de
presidente da Câmara Luiz César atuou em parceria com o Executivo
Municipal e deu apoio incondicional aos projetos que chegavam àquela
Casa.
Foi um tempo de grande prosperidade para Pirenópolis, com
muitas obras importantíssimas para o desenvolvimento local, como a
telefonia, o prédio da estação rodoviária etc. Por isso o
prefeito o agraciou, em 24.1.1983, com um diploma de agradecimento
pela cooperação na administração.
| Casa da Família Curado na rua Direita em Pirenópolis |
Foi
vereador de 1977 a 1982 e deixou a política partidária tão pobre
quanto entrou. Tal qual os homens valorosos do passado, jamais se
beneficiou com o erário público e nem usou o cargo em proveito
próprio.
Tornou-se
professor de ensino médio em 08.02.1982, cargo que ocupou por quase
duas décadas, quando se aposentou no ano 2000. Muitas gerações de
pirenopolinos aprenderam os ensinamentos do professor Luiz, que
ministrava as matérias Organização Social e Política Brasileira
(OSPB) e a complicadíssima Mecanografia, no curso de Contabilidade
no antigo 2º Grau do Colégio Estadual Comendador Christóvam de
Oliveira (Ginásio).
![]() |
| Na pescaria com as netas Marcela e Raquel |
Em
1981 fundou em Pirenópolis a firma Acury Despachante, que atuava
junto ao Detran na regularização de veículos automotores.
Concomitantemente, trabalhou como garimpeiro na extração das Pedras
de Pirenópolis.
| No futebol, em pé da esquerda para a direita |
Morreu
ao 72 anos de complicações do diabetes. Deixou uma grande rede de
amigos e de saudosos alunos do Ginásio. Era muito brincalhão e
adorava um trocadilho, de modo que ninguém podia vacilar perto dele.
Seu
exemplo de dedicação e amor a Pirenópolis, sua postura de político
honesto e atuante, o faz merecedor de figurar entre os nossos
biografados.
Adriano César Curado
Fonte:
Arquivo da Câmara Municipal de
Pirenópolis (Livros de 1975 a 1985).
Arquivo do Cartório da 26ª Zona
Eleitoral em Pirenópolis (Livro nº 04).
JAYME, Jarbas. Famílias
Pirenopolinas (Ensaios Genealógicos). Goiânia, Editora Rio Bonito,
1973. Vol. I.
Entrevistas:
Adelaide Marta de Pina Curado (67
anos)
Altamir Mendonça (76 anos)
Maria Jayme de Siqueira Pina (60
anos)
Minhas próprias memórias.
| Aos 21 anos |
| Aos 18 anos |
sexta-feira, 29 de março de 2013
Semana Santa (poema)
A SEMANA SANTA DE MINHA INFÂNCIA
A Semana Santa de minha infância
Era algo assim grandioso
Tinha cheiro de incenso
Sacros sons melodiosos
E sabor de muito respeito
Todo mundo impunha-se penitência
Lembrando as dores de Cristo
E até mamãe dizia sempre:
“Não coma carne quarta e sexta”
Para o anjinho não se afastar
Vovô vestido de sisudo terno preto
E sobre ele incandescente opa vermelha
Incorporado na Irmandade do Santíssimo
Saía da Matriz pela rua Direita
Na longa procissão do Senhor Morto
Eu sempre ao lado do velho
Sonhando em ser Irmão também
Naquele séquito de dor e sofrimento
Da Santíssima Mãe em aflitivo penar
Chorando a morte do filho Jesus
Nada de fogo música grito e alegria
Pirenópolis em confissão e comunhão
Com crianças esquecendo rixas
As contendas guardadas ficavam
Reservadas para Sábado da Aleluia
Quando Santa Verônica passava
Tremeluziam luminárias nos casarões
A Fênix com pesadas marchas fúnebres
Renascia os antigos de outrora
Chorando lamúria por quem foi embora
Hoje tudo é muito diferente
As procissões parecem menores
Os cortejos menos imponentes
Nem de longe sequer lembra
A Semana Santa de minha infância
Adriano César Curado
A crucificação
“26
Enquanto o levavam, agarraram Simão de Cirene, que estava chegando
do campo, e lhe colocaram a cruz às costas, fazendo-o carregá-la
atrás de Jesus. 27 Um grande número de pessoas o seguia, inclusive
mulheres que lamentavam e choravam por ele. 28 Jesus voltou-se e
disse-lhes: "Filhas de Jerusalém, não chorem por mim; chorem
por vocês mesmas e por seus filhos! 29 Pois chegará a hora em que
vocês dirão: 'Felizes as estéreis, os ventres que nunca geraram e
os seios que nunca amamentaram!' 30 " 'Então dirão às
montanhas: "Caiam sobre nós!" e às colinas: "Cubram-nos!"
'31 Pois, se fazem isto com a árvore verde, o que acontecerá quando
ela estiver seca?" 32 Dois outros homens, ambos criminosos,
também foram levados com ele, para serem executados. 33 Quando
chegaram ao lugar chamado Caveira, ali o crucificaram com os
criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda. 34 Jesus
disse: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo".
Então eles dividiram as roupas dele, tirando sortes. 35 O povo ficou
observando, e as autoridades o ridicularizavam. "Salvou os
outros", diziam; "salve-se a si mesmo, se é o Cristo de
Deus, o Escolhido." 36 Os soldados, aproximando-se, também
zombavam dele. Oferecendo-lhe vinagre, 37 diziam: "Se você é o
rei dos judeus, salve-se a si mesmo". 38 Havia uma inscrição
acima dele, que dizia: ESTE É O REI DOS JUDEUS. 39 Um dos criminosos
que ali estavam dependurados lançava-lhe insultos: "Você não
é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!" 40 Mas o outro
criminoso o repreendeu, dizendo: "Você não teme a Deus, nem
estando sob a mesma sentença? 41 Nós estamos sendo punidos com
justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas
este homem não cometeu nenhum mal". 42 Então ele disse:
"Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino". 43
Jesus lhe respondeu: "Eu garanto: Hoje você estará comigo no
paraíso". (Lucas Capítulo 23)
quinta-feira, 28 de março de 2013
O papel do Rio das Almas
![]() |
| Ponte do Carmo |
“Em
Pirenópolis, o Rio das Almas era o grande promotor da saúde. A
população bebia sua água puríssima. Nela lavava a roupa. No
querido rio, a meninada pescava lambaris, piabas, bagres, mandis,
pacus e até traíras. O banho também era no rio, de manhã e de
tarde, em sua veloz e sadia correnteza, linfa tão transparente que
se podia contar as pedrinhas do leito.
Dois
banheiros tradicionais, centenários, reuniam a meninada: o Pesqueiro
e a Ramalhuda. O primeiro desapareceu, não faz muitos anos,
assoreado, graças a algum desequilíbrio ecológico na bacia
superior. O segundo ainda existe, sem as árvores, que lhe deram o
nome poético. Hoje, a Ramalhuda é um descampado, dentro da cidade,
pelo qual corre o velho rio. Ali agora é proibido tomar banho
pelado, ao contrário doutros tempos. Meio século atrás, menino que
se prezasse ficava no rio pelo menos umas duas horas, à tarde.
Qualquer garoto com mais de seis anos sabia nadar de braçada, de
anjo, de costas ou de cachorro. E mergulhava longas distâncias de
olhos abertos.”
Trecho do
livro: JAYME, José Sisenando. Goiás Humorismo e Folclore. Edição
do autor: 1990, p. 230-1).
![]() |
| A Ramalhuda |
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