sábado, 12 de novembro de 2022

Tem gente nova na Aplam


 A Academia Pirenopolina de Letras, Artes e Música (APLAM) receberá novos membros efetivos para compor seu time de intelectuais. 

A primeira é a ativista cultural e diretora do teatro de revista As Pastorinhas, Séfora de Pina, que ocupará a cadeira cuja patronesse é Nathércia de Siqueira e que anteriormente era ocupada por Natália de Siqueira. 

Já Valterli Guedes é jornalista e implantou na Fazenda Babilônia um Museu da Imprensa, sendo justo que ocupe a cadeira que tem como patrono Joaquim Alves de Oliveira, o criador do primeiro jornal do Centro Oeste: A Matutina Meiapontense.

Karla Jayme é filha da terra e uma exímia escritora, já tendo trabalhado em jornais de grande circulação, como O Popular.

Oona é historiadora e escritora, uma pessoa bastante voltada para a preservação da cultura pirenopolina. É também ativista ambiental e luta pela preservação do Parque Estadual dos Pireneus.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

APLAM na FLIPIRI + fotos

Mais fotos da participação da Academia Pirenopolina de Letras Artes e Música na Feira Literária de Pirenópolis em 2022.

 

domingo, 17 de julho de 2022

Os Mascarados

 

 

Olá Adriano,


Infelizmente, estou novamente no seu Blog para comentar sobre mascarados...
Em 2011, levei algumas bordoadas por ter enaltecido o seu primo Luís Arthur
como Rei dos Mascarados, e defendi que os pirenopolinos não devessem copiar
ou absorver modelos de outras cidades. Enfim, passou...
Mas hoje, estou aqui de Niterói acompanhando pelas redes sociais os últimos
acontecimentos sobre a Festa do Divino e me deparo com o mesmo problema.
Me dá uma tristeza danada, pois sempre tive para mim que, em Pirenópolis, a
Instituição MASCARADO é muito mais do que uma Manifestação Cultural
alimentada principalmente pela juventude da cidade.
Vinculada há mais de 200 anos ao Domingo de Pentecostes e erroneamente
considerada como um apêndice das Cavalhadas, posto que no passado, mesmo
não ocorrendo o embate entre Cristão e Mouros, os MASCARADOS sempre
estiveram presentes nas ruas da cidade no Sábado e Domingo do Divino – ou
seja, A INSTITUIÇÃO MASCARADO, em Pirenópolis quer dizer: MASCARADOS DO
DIVINO e assim são tratados, cultivados, respeitados e profundamente
alimentados pelas famílias pirenopolinas que lhes dão tratamento
equivalente aos Cavaleiros das Cavalhadas, e, cada vez mais investem para
que se suplantem e se tornem mais elegantes, mais lindos e agradáveis de se
ver e que possam elevar o ego das famílias pirenopolinas que se orgulham
diante de tanta beleza, ousadia e originalidade.
Mas... esta maravilha, vem se tornando através dos tempos, um instrumento
de manipulação e de disseminação de interesses escusos por parte das elites
políticas locais e estaduais que tentam através dos MASCARADOS levar
recados à população para defender seus interesses.
O que aconteceu na abertura das Cavalhadas?
Pelo que entendi nas postagens, de um lado, um grupo político tentou usar
alguns mascarados para difundir FAIXAS com acusações a outro grupo
político, que, por sua vez, utilizou-se de MASCARADOS FAKES, para impedir a
difusão das tais faixas (desde sempre isto acontece, já vi desde criança).
E, o pau comeu...
Que coisa mais feia e triste...
Lí muitas coisas interessantes nos comentários do Facebook, mas dois foram
marcantes:
“BRIGA DE CORONÉIS”, e
“É A EXTREMA-DIREITA CONTRA A DIREITA”
Mas a coisa é mais séria do que se pode pensar ou brincar...
ESTÃO COLOCANDO EM RISCO OS MASCARADOS DO DIVINO.
Pela sua natureza intrínseca de estar oculto, camuflado e disfarçado,
pode-se  suspeitar que o mascarado seja considerado um mal intencionado e
de estar se utilizando da fantasia como um escudo para ações abjetas.
Com a expansão das fronteiras locais e da invasão durante os Festejos, A
POPULAÇÃO PIRENOPOLINA E AS AUTORIDADES DEVEM ESTAR ATENTAS PARA NÃO
INVIABILIZAR OS MASCARADOS DO DIVINO PERMITINDO QUE SEJAM TRANSFORMADOS
NUMA INSTITUIÇÃO COM SUSPEIÇÃO GENERALIZADA – SERÁ O FIM.

Atenciosamente,
jose emilio carvalho de oliveira

terça-feira, 31 de maio de 2022

É festa de Pentecoste

Já chegaram as comemorações barulhentas em louvor ao Espírito Santo, sem com muita fartura e cores fortes. O Imperador é o Heráclito Camargo, que finalmente poderá festejar sem os incômodos que a peste lhe causou. Novenas na Matriz, cavalhadas, Pastorinhas, congo, congada e contradança... nosso folclore reanima estas ruas de pedra já ávidas por recomeçar as alegrias.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

quinta-feira, 31 de março de 2022

Fatos Históricos II


O ouro que foi extraído das minas de Meia Ponte era enviado ao rei de Portugal e serviu principalmente para aformosear o Convento de Mafra. Mas a povoação se localizava em um local estratégico, no entroncamento de estradas, e isso lhe foi favorável para o desenvolvimento do comércio e o

intercâmbio com os mercadores que por aqui passavam.

Sobre o assunto conta Paulo Bertran*:

Pirenópolis não deixou especial fama por suas lavras de ouro, mas logo estabeleceu-se como ponto central das vias de comunicação das minas que a todo ano brotavam em solo goiano e tocantinense. [...]

A essa terrível azáfama de riqueza e miséria assistia uma Pirenópolis bem assentada nos caminhos e na mercancia, povoada majoritariamente por família cujos fundadores vieram do norte de Portugal.

Na sua imediata área de influência, fundaram-se os arraiais auríferos de Córrego de Jaraguá (atual Jaraguá-GO), de Santa Rita do Rio do Peixe (Capela), de Santo Antônio do Campo do Rio São João, no Maranhão, extinto, e o de Nossa Senhora da Penha de Corumbá (Corumbá de Goiás)
.”

Por isso, muito além de garimpeira, a população meia-pontense era comerciante e soube se aproveitar bem da localização privilegiada de sua povoação. Isso explica bem porque a vila permaneceu apesar do declínio da mineração ainda no século XVIII.

Adriano Curado


Imagem: Desenho de William John Burchell retratando Meia Ponte em 1827.

Pesquisa:
BERTRAN, Paulo. História da terra e do homem no Planalto Central. Brasília: Verano. 2ª ed., 1999, p. 97.
FERREZ, Gilberto. O Brasil do Primeiro Reinado visto pelo botânico William John Burchell 1825/1829. Rio de Janeiro: Fundação João Moreira Salles; Fundação Nacional Pró-Memória, 1981.