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terça-feira, 9 de março de 2021

Disk Denúncia


 A Convid-19 avança cada vez mais rapidamente em nosso Município, e infelizmente isso se dá por descaso ou descuido de alguns. Em plena pandemia, com restrições severas e tentativas de conscientização por parte dos órgãos públicos, ainda tem gente promovendo aglomerações irresponsáveis. 

Por tal razão a prefeitura criou um canal de comunicação com a população intitulado: DISK DENÚNCIA. São dois telefones celulares onde é possível acessar o aplicativo WhatsApp e contar onde há desrespeito às regras sanitárias.

Em um mundo melhor, de pessoas mais conscientes, nem haveria necessidade de uma iniciativa dessas. Mas como infelizmente ainda há gente que não se importa com a sociedade como um todo, gente que só olho para o próprio umbigo, está aí uma forma de desmascará-los.

Faça sua parte. Previna-se e denuncie!

terça-feira, 2 de março de 2021

Novo decreto endurece regras


 A situação da pandemia em Pirenópolis está cada vez mais alarmante. Por conta disso a prefeitura publicou na data de hoje o Decreto nº 3.624/2021, que endurece as regras.

Entenda o decreto, que vigorará a princípio por 14 dias:

* qualquer espaço público ou privado só poderá abrigar metade de sua ocupação original - exemplo: se em um restaurante cabem 20 pessoas, somente 10 poderão estar ali ao mesmo tempo;

* com exceção de farmácias, postos de combustíveis e serviços de saúde, todas as demais atividades deverão começar às 6 e terminar às 23 horas;

* será obrigatório na cidade o uso de máscaras. Se for entrar em qualquer ambiente, uso de álcool 70% e aferição de temperatura;

* nas feiras livres as barracas deverão se distanciar por 2 metros, não poderá haver cadeiras e os alimentos não poderão ser consumidos no local;

* fica proibida a execução de som ao vivo ou mecânico, assim como a realização de qualquer tipo de festa;

* as escolas municipais não voltarão às aulas presenciais;

* haverá toque de recolher entre meia noite e 5 horas, não podendo ninguém transitar pela cidade, quer a pé ou em veiculo automotor;

* está proibido o banho no rio das Almas e a circulação pela cidade com qualquer recipiente de vidro;

* o comércio ambulante também está proibido;

* a multa para quem descumprir o decreto é de 500reais por pessoa. No caso dos comerciantes, a multa pode variar de mil até 5mil reais.

Esse decreto é duro mas necessário. Os casos de COVID-19 dispararam em nosso município, assim como ocorreu no estado como um todo. E se isso não der o resultado esperado, ou seja, diminuição drásticas de contaminados, não restará aos nossos governantes outra alternativa que não seja o lockdown.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Boletim Convid-19


 O boletim da COVID-19 de hoje mostra um salto assombroso no número de infectados em Pirenópolis. Agora são 86 pessoas que têm a doença, mas esse número pode ser muito maior por conta dos assintomáticos. Esse é o resultado das aglomerações. O ano passado fecharam a cidade para os turistas, mas se esqueceram de que o próprio pirenopolino poderia trazer o vírus. Agora está aí esse cenário de desespero, dor e luto.

Inicia-se março


 O mês de março se inicia infelizmente sem boas notícias no cenário da pandemia. A coisa se alastrou descontrolada por Pirenópolis e certamente por culpa das aglomerações irresponsáveis de alguns. Agora estamos vendo nossos parentes, amigos, vizinhos, conhecidos morrerem por complicações da COVID-19. As variantes do vírus parece que já chegaram por aqui, pois as contaminações estão desenfreadas. O governador Caiado já havia nos prevenido de que março seria o pior mês da pandemia. Ao que tudo indica ele está certo.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Os adesivos voltaram


 ATENÇÃO: A prefeitura começou a adesivar os carros dos moradores da cidade. Como o Carnaval foi cancelado na cidade, haverá restrição de circulação de veículos. Não deixe de procurar o Museu de Divino, no antigo prédio da cadeira, para receber o seu. O momento é de cautela pois a pandemia ainda persiste.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Carta aberta - dr. Fausto Jaime

CARTA ABERTA AO PREFEITO MUNICIPAL E A TODAS AS AUTORIDADES PÚBLICAS DE PIRENÓPOLIS

Tenho acompanhado à distância os acontecimentos e a situação de Pirenópolis neste momento crítico por que passa o nosso país em razão da Pandemia da COVID-19. As perguntas que me fiz foram as seguintes: como Pirenópolis poderá passar por esta situação sem ter que enfrentar grande sofrimento e uma situação verdadeiramente crítica? Dessa forma, pensei nos problemas sociais e econômicos que já afligem a nossa população, acima de tudo a minha preocupação principal são os problemas médicos e sanitários decorrentes da Pandemia da COVID-19. Lembro que as perspectivas para os próximos dois meses em nosso país são críticas, para não dizer sombrias.

A falta de um posicionamento firme e resolutivo por parte do Ministério da Saúde fez com que o combate à pandemia se tornasse pouco eficaz com a ampliação da morbidade e mortalidade. Isto traz como consequência, também, uma maior duração do período epidêmico. Recentemente, o Ministério da Educação publicou a Portaria No. 544 de 16 de junho de 2020, que dispõe sobre a substituição das aulas presenciais por aulas em meios digitais, enquanto durar a situação de pandemia do novo coronavirus – COVID-19. O período de autorização de que trata a Portaria se estende até 31 de dezembro de 2020. Pelo visto, o Ministério da Educação prevê que a situação de pandemia em nosso país se estenderá por um período maior do que presume o Ministério da Saúde.

No nosso entendimento, a Prefeitura de Pirenópolis deverá realizar um programa integrado de controle da Pandemia da Covid-19. Esta ação deverá ser coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde que deverá realizar o mapeamento do coronavírus na cidade. Isto deverá ser feito através dos testes rápidos adquiridos pelo município. Estes exames detectam anticorpos produzidos pelo organismo do paciente. Este trabalho deverá ser coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e do Governo Estadual. Sempre que necessário se poderá também buscar o apoio do Ministério da Saúde.

Uma Unidade de Saúde e uma Equipe de profissionais deverá ficar responsável por coordenar este trabalho de controle e combate a COVID-19. Uma Unidade de Saúde deverá se responsabilizar pelo controle de todo este processo de trabalho. Isto não significa que a Covid-19 só será vista por esta equipe. Todo Sistema Municipal de Saúde deverá estar atento para se rastrear a ocorrência do vírus SARS-COV-2 e suas manifestações em todo município de Pirenópolis. A prioridade, em um primeiro momento, é a zona urbana e, posteriormente, a atenção deverá se voltar também para o meio rural.
Uma parte importante desta abordagem é o seu caráter sistêmico. Esta abordagem se baseia no reconhecimento da grande complexidade da missão a ser enfrentada. Várias medidas deverão ser adotadas para enfrentar com sucesso a Pandemia da COVID-19. Um passo importante é o levantamento por meio de uma pesquisa epidemiológica.

As equipes da rede de atenção básica à saúde deverão receber treinamento e equipamentos adequados para atender aos casos leves de COVID-19. Pode-se pensar, ainda, na criação de centros comunitários de isolamento para as pessoas com diagnóstico suspeito e confirmado que morem em casas com poucos cômodos e muitos moradores. É recomendável, também, ampliar a comunicação institucional para orientar a população. Uma medida que consideramos importante é assegurar a capacidade de testagem, aplicando o exame RT-PCR em todos os casos suspeitos no início dos sintomas e nas pessoas com que estes suspeitos tiveram contato. Além disso, deverão ser realizados inquéritos sorológicos com testes rápidos nas comunidades, para medir o avanço da pandemia na população.

Destacamos, ainda, a importância do isolamento social para frear a pandemia. Ressaltamos, também, a importância das medidas econômicas de proteção social para possibilitar que a população cumpra o isolamento. É importante o socorro financeiro às atividades econômicas para preservar as empresas, especialmente as micro e pequenas, além da manutenção dos empregos formais sem redução de salários, auxílio emergencial aos trabalhadores informais e proteção financeira às populações vulneráveis. Isto pode ser articulado junto ao governo estadual e ao governo federal.

As projeções atuais mostram o pico da pandemia entre agosto e setembro. No momento, não estamos próximos do colapso do sistema de saúde, mas, certamente, ainda estamos longe do pico da pandemia em nosso estado. Ainda há tempo de agir e muito a fazer se quisermos preservar a saúde das pessoas, salvar vidas e reduzir o sofrimento de nossa população. No entanto, não podemos esperar sem tomar as iniciativas necessárias para se resolver este complexo problema.

A pandemia de COVID-19 se acelerou em nosso estado, há uma grande ocupação de leitos de UTI. A expectativa é de que o pico da curva epidêmica só será alcançado entre agosto e setembro, quando o total de casos confirmados oficialmente será muito superior ao observado hoje. O que fazer agora, então? Haverá algo ainda a ser feito? Temos ainda condições de lutar ou devemos apenas aceitar que fomos vencidos pela pandemia? Em minha sincera opinião, há muito a ser feito. É possível ainda vencermos o vírus e evitarmos o sofrimento de milhares de pessoas e muitas mortes. Para alcançar este objetivo, cada município e cada região deverão fazer o seu dever de casa.

Em primeiro lugar, mais do que nunca é preciso mobilizar todo o sistema de saúde para o enfrentamento à COVID-19, não apenas os serviços de urgência e a rede hospitalar. Muitos profissionais e pesquisadores da saúde acreditam que os sistemas universais de saúde, como o SUS, podem ser dotados de uma robusta rede de atenção primária e que esta poderá dar uma contribuição decisiva para o enfrentamento efetivo e equitativo da pandemia causada pela COVID-19. A rede de serviços de atenção primária à saúde e seus trabalhadores precisam assumir o protagonismo da luta contra a COVID-19. Médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde devem ser a linha de frente do combate à pandemia.

Para dar conta dessa missão, os profissionais da atenção básica precisam de ter as condições adequadas para o exercício de sua missão, a exemplo de EPIs adequados, oxímetros digitais para cada um dos profissionais da equipe de saúde, acesso rápido a exames de laboratório e imagem, medicamentos, materiais e insumos básicos necessários a esse combate à sua disposição em quantidade e qualidade adequados. As equipes de atenção primária à saúde precisam, também, de receber treinamento específico, em caráter de urgência, para que elas possam realizar com qualidade e no tempo certo o manejo clínico de casos suspeitos e confirmados, tratamento medicamentoso adequado e oportuno, busca ativa de casos, monitoramento de contatos, orientação às famílias e articulação com serviços de referência. No município de Pirenópolis, o pronto socorro do Hospital Ernestina Jaime Lopes poderá assumir a responsabilidade do atendimento de urgências. Dessa forma, o prédio da UPA poderá, eventualmente, ser utilizado para outras finalidades no sistema de saúde.

É urgente que se definam protocolos clínicos e de vigilância em saúde bem definidos para a atenção primária à saúde, elaborados por especialistas. As universidades, os conselhos e associações profissionais ao lado de trabalhadores da saúde estadual tem todas as condições de elaborar tais protocolos e realizar o treinamento das equipes de saúde. Estas entidades precisam ser mobilizadas para esta finalidade.

É importante estabelecer parâmetros, condutas e fluxos para a identificação precoce de sinais e sintomas de agravamento dos casos clínicos e para o seu encaminhamento às unidades de referência de pronto atendimento e de internação. Reafirmamos aqui, mais uma vez, a necessidade de buscar com urgência as condições necessárias para realizar o exame de RT-PCR em todos os casos suspeitos no início dos sintomas e em seus contatos, além de obter o resultado desses testes com rapidez.

É essencial a adoção de tecnologias de tele atendimento e de tele orientação da população pelas equipes de atenção primária à saúde. Estamos falando de recursos simples como o WhatsApp no contato entre os trabalhadores da saúde, os pacientes e as famílias do seu território de abrangência. Lembro, ainda, da necessidade de interconsulta entre os profissionais da atenção básica e especialistas por meio da telemedicina. Estes acessos devem ser simplificados, sem entraves burocráticos.

Nos distritos ou mesmo em bairros com maior incidência de casos e com baixa cobertura assistencial, poderão ser organizadas brigadas emergenciais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde) para realizar atendimento nas comunidades, em unidades de saúde, outros equipamentos públicos, nos domicílios ou por meio da instalação de tendas de atendimento primário emergencial. Nessas mesmas localidades, poderão ser criados centros comunitários de isolamento para as pessoas com diagnóstico suspeito e confirmado que residirem em moradias com poucos cômodos e ou muitos moradores. As escolas, ginásios, hotéis e pousadas podem, eventualmente, cumprir essa tarefa. Lembramos que precisam de isolamento, principalmente as pessoas infectadas em período de contágio. Esta condição será revelada através dos testes previstos.

Insisto que a maior defesa que temos contra a pandemia é o isolamento social. Em nosso estado, não temos as menores taxas de isolamento social do país. No entanto, é essencial adotarmos isolamento social rigoroso para alcançar taxas superiores a 70%, no período de pico da epidemia, que se avizinha e reduzirmos a velocidade de disseminação da doença. O isolamento social precisa ser acompanhado de socorro financeiro às atividades econômicas produtivas, para preservar a saúde das empresas, especialmente as micro e pequenas empresas, a manutenção dos empregos formais sem redução de salários, a renda dos trabalhadores informais e a proteção financeira às populações vulneráveis.

É importante a realização de inquéritos sorológicos populacionais em todo o município, a cada 14 dias, para detectar a presença de anticorpos na população, a taxa real de infecção e cura, medida fundamental para o planejamento da saída gradativa do isolamento social. Para a realização desses inquéritos sorológicos, pode-se solicitar o apoio da Secretaria de Estado da Saúde e de universidades que têm pesquisadores e capacidade logística para realizar essa tarefa. Caso necessário, poderão ser instaladas tendas de atendimento primário em saúde em distritos, em locais de grande circulação e para assegurar acesso facilitado a territórios com alta incidência de casos. Estas tendas podem servir também como pontos de coleta de material para realização do exame RT-PCR, inclusive na modalidade drive-thru.

É necessário ampliar a comunicação institucional de orientação à população. Para esse mister, poderão ser utilizados o rádio, as redes sociais, os carros de som, as mensagens de SMS e WhatsApp em massa, aplicativos de celulares, linguagem criativa e adaptada aos diversos públicos. Territorializar a comunicação para informar e orientar com objetividade e resultado prático às pessoas.

No âmbito dos prontos atendimentos e da unidade hospitalar, deverão ser implantados protocolos clínicos atualizados e o treinamento das equipes de saúde. Os resultados obtidos pelo mapeamento vão auxiliar o poder público a tomar decisões, sobretudo, no que diz respeito às medidas de isolamento social e outras estratégias de enfrentamento, adotadas para conter a pandemia de coronavírus.

O mapeamento é direcionado para pessoas assintomáticas e acontece em duas etapas, com a aplicação de testes em cada bairro ou distrito e povoado. Na primeira fase, deve-se concentrar nos profissionais de saúde. A ideia é englobar 100% dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde da zona urbana, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, técnicos em saúde bucal e auxiliares de serviços gerais. Além disso, a testagem deverá, também, contemplar os agentes comunitários de saúde, os agentes de combate às endemias, os técnicos da Vigilância Sanitária e os profissionais que trabalham na limpeza urbana.

A segunda fase testará, por amostragem, funcionários de empresas que oferecem serviços essenciais autorizados pelos decretos municipais e estaduais e membros da população em geral. Em todo o processo de mapeamento serão aplicados testes rápidos por plasma sanguíneo e emitidos laudos diagnósticos.

É vital um esforço de mobilização de todos os entes e poderes públicos e da sociedade civil, empresários e trabalhadores, profissionais de saúde de todas as categorias e especialidades, para um exercício permanente de diálogo e concertação. Instituir com urgência um comitê municipal com essa representação para debater os problemas, planejar e coordenar as ações a serem executadas por cada uma das instituições públicas e os atores sociais. Não adianta editar decretos governamentais recomendatórios ou impositivos sem a participação e a escuta de todos os sujeitos envolvidos.
Especialmente decretos ineficazes para o atual momento, em que já alcançamos a situação de risco máximo em nosso município e em todo o estado.

É de grande relevância cuidar da saúde física e mental dos trabalhadores da saúde. Assegurar EPIs de qualidade, treinamento, testagem rotineira, ambientes adequados de trabalho e repouso, jornada de trabalho decente, acomodações adequadas em seus deslocamentos, remuneração justa e proteção previdenciária adicional. Do contrário, logo faltarão profissionais de saúde para a linha de frente, afastados por terem se infectado.

É muito importante atuar para constituir uma atenção básica resolutiva. A nossa atenção primária à saúde deverá fazer todos os procedimentos previstos na atenção primária e, além disso, deverá oferecer alguns procedimentos de média complexidade, especialmente aqueles que, neste momento, contribuam para o diagnóstico e tratamento da COVID-19.

Como disse antes, não estamos próximos do colapso do sistema estadual de saúde. No entanto, ainda estamos longe do pico da pandemia em nosso estado. Ainda há tempo de agir e muito a fazer se quisermos preservar a saúde das pessoas, salvar vidas e reduzir o sofrimento do nosso povo. Só não podemos esperar mais um dia sequer.

Destaco, ainda, que todas as iniciativas aqui propostas são absolutamente exequíveis e a maioria em curtíssimo espaço de tempo. À exceção de parte das medidas econômicas, todas as demais encontram-se dentro da capacidade de governo nos âmbitos estadual e municipal. Temos em nosso estado e em nosso município, o conhecimento técnico-científico, a capacidade intelectual e a força de trabalho mobilizável para a sua realização, bem como a disponibilidade de recursos financeiros. Devemos buscar, maneira articulada e suprapartidária, o apoio da secretaria de estado da saúde, do governo estadual e do Ministério da Saúde para este esforço de controle da Pandemia da COVID-19 em nosso município.

Temos muito a fazer! Vamos à luta! Contem comigo!!!...

Pirenópolis, 17 junho de 2020.

Fausto Jaime*

* Fausto Jaime, médico, especialista em clínica médica, em medicina intensiva e saúde pública, com formação em Infectologia (Medicina Tropical), professor universitário e gestor governamental, mestre em saúde coletiva, doutorando em bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em Portugal.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Prefeitura fecha acesso a Pirenópolis

A prefeitura de Pirenópolis publicou o Decreto nº 3.424/2020 que impede que pessoas não residentes no município possam adentrar na cidade. Chegou-se ao ponto de exigir comprovante de residência para todos que desejarem passar pelo bloqueio policial. Ocorre que esse ato é ilegal.

O fechamento de acessos a Pirenópolis a pessoas não residentes visa evitar a disseminação do coronavírus. Mesmo com a publicação de decreto de emergência ou calamidade pública, os bloqueios não encontram amparo legal. Apesar da realidade trazida pelo covid-19, o decreto municipal é contrário à Constituição Federal, já que limita sem fundamentação plausível  os direitos fundamentais inscritos nos artigos 5º, inciso XV, e 12, parágrafo 2º, da Carta Magna. Sem um embasamento técnico não pode a prefeitura implantar a medida radical de vedação de ingresso de não residentes em municípios e de proibição indiscriminada de circulação. E isso porque a atuação dos municípios é bem limitada.

O fechamento das entradas e saídas de Pirenópolis sem a autorização expressa do Ministério da Saúde vai muito além da finalidade apontada na Lei nº 13.979/2020 para a adoção de medidas restritivas de direitos, que no presente caso é a prevenção da expansão comunitária da contaminação pelo novo coronavírus e o tratamento dos casos individuais de contaminação. O bloqueio determinado pela prefeitura não leva em conta a necessidade de atuação planejada e conjunta com os demais entes da Federação, sob a orientação derradeira da União, conforme consta na Portaria n.º 188/2020 do Ministério da Saúde.

Adriano Curado

quinta-feira, 19 de março de 2020

A pandemia do coronavírus

 A pandemia do Coronavírus (Covid-19) infelizmente se agravou e agora é preciso que medidas ainda mais rigorosas se cumpram. Isso quer dizer que turistas devem evitar vir a Pirenópolis até que o surto da doença se conclua. As atrações turísticas como museus e cachoeiras devem ser fechadas totalmente, assim como os bares, rua do Lazer e outros locais similares.

Tal qual a Cidade de Goiás fez, nossas centenárias celebrações da Semana Santa também não poderão ocorrer, sob pena de disseminação do vírus, dado à grande concentração de gente nas procissões e templos.

sexta-feira, 13 de março de 2020

O Coronavírus (Covid-19)

Foto: divulgação

No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o Covid-19 (a nova doença causada pelo coronavírus) é uma pandemia (enfermidade altamente disseminada). Por isso é preciso cuidado redobrado com a prevenção. Vale ressaltar que o estado de Goiás já confirmou casos da doença e é quase certo que ela vai se espalhar bem rápido entre nós.

Pirenópolis é uma cidade turística, o que quer dizer que ela recebe gente do mundo todo para visitá-la. A chance de a doença aparecer por aqui é imensa, o que nos leva ao estado de eterna vigilância. É preciso evitar a aglomeração de pessoas, principalmente no interior de lojas de artesanato e dos bares, por exemplo. Então o conselho é afastar as mesas e também limitar a quantidade de gente nos estabelecimentos.

O Governo de Goiás estabeleceu alguns esclarecimentos à população sobre o Covid-19, que podem ser conferidas no site. E algumas medidas anunciadas para conter o coronavírus em Goiás estão no site do G1.

Fica aí a dica!