Esta é uma cidade em que as pedras estão por toda parte: nos muros, nas ruas, nos alicerces, na própria essência da existência humana. Mas não habitam aqui pessoas de coração de pedra, isso não. Pelo contrário. O habitante da região dos Pireneus é bem amoroso e receptivo.
Ao final das tarde se escutam estrondos. São dinamites extraindo as rochas da velha pedreira. No calçamento há os pés de moleque que desequilibram as moças desavisadas de salto alto.
Mas afinal, o que é uma cidade de pedras senão a interação entre a natureza e a civilização?
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Adriano Curado