terça-feira, 12 de novembro de 2024

Chuvarada

Final de ano com fartura de chuva como há muito não se via. A Matriz quase que sumiu no esfumaçado do aguaceiro, mas os morros não são mais vistos. Que se encham as nascentes para encorpar rios e corgos! 

sábado, 9 de novembro de 2024

A onça mascarada

A apresentação das cavalhadas veio com o colonizador português no século XVIII, encenando as batalhas entre muçulmanos e cristãos pela Península Ibérica. Trata-se de um grande teatro a céu aberto, com cavalos, armas e enredo empolgante. 

E mesclados nos três dias da encenação das cavalhadas estão os mascarados. São pessoas que se fantasiam de temas variados, quase sempre usando máscaras de bois. Raramente aparecem outros animais, a exemplo da onça. 

Escrevi tudo isso para dizer o quanto eu fiquei encantado com essa pintura do mascarado onça de @maravelvetart. A tela captou toda a essência de três séculos de tradição.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Veículos pesados no centro histórico

Deus há de me dar vida e saúde para me alegrar no dia em que o centro histórico de minha amada cidade estará livre do trânsito de veículos pesados! 

Eles abalam a estrutura dos casarões, afastam as telhas coloniais e complicam o trânsito de uma movimentada cidade turística como a nossa. 

Antes havia na avenida principal tocos que limitavam a bitola desses veículos e nada além de caminhonetes passavam, mas eles foram retirados infelizmente. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Quintal de fartura

Os quintais de nossa amada cidade infelizmente estão acabando. Por ser uma cidade turística, os espaços estão supervalorizados e seus habitantes caem na tentação de pôr abaixo as árvores frutíferas e fazer estacionamento, chalés etc. Mas aqui em casa há um paraíso dos passarinhos e colhemos os frutos da preservação. Nesta época tem fartura de manga, caju e jabuticaba.

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Parabéns Pirenópolis: 297 anos

Através deste quadro da artista plástica @maravelvetart eu que parabenizar a cidade de Pirenópolis pelos seus 297 anos de fundação. E por que essa imagem? Porque nela estão retratados os indígenas que são os primeiros habitantes desta terra. Nossa cidade foi edificada pelas três raças: os portugueses que para cá vieram com suas famílias, os escravizados de origem africana e os indígenas que originaram os mamelucos que aqui garimparam na época do ouro.

sábado, 28 de setembro de 2024

O obra do infinito

É no cair da tarde que o Criador revela seu talento com tintas. E não poupa pinceladas harmônicas de impecável perspectiva. Ao final, antes de assinar a tela, convoca uma orquestra de pássaros para entoarem a sinfonia do infinito. Pronto: a obra prima está finalizada e logo o borrão da noite apagará tudo.

domingo, 22 de setembro de 2024

A caminho da fazenda velha

Pela longa estrada da vida seguem as mulher em seus afazeres. E certamente que vão em animada prosa contando os sonhos, as decepções ou talvez apenas simples acontecimentos do cotidiano. Passam debaixo da chuva de ouro dos ipês floridos e então recebem as bênçãos do universo. Seguem as mulheres cumprindo seu destino.

Trabalho artístico de @maravelvetart intitulada: A Caminho da Velha Fazenda.
Tinta acrílica sobre tela.
Metragem: 50x80
Valor: R$750,00

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

O casarão

Esse lindo e charmoso casarão aí da foto tem muitas histórias. Ele foi de Quim Pereirinha, que depois o doou para a filha Sinhá, que por sua vez casou com o Major Félix Jayme e ali o casal iniciou uma grande descendência. 

Eu me lembro de José Alexandre Afonso (Zé Barbeiro) residindo ali com dona Laís, em uma metade dela, e o Dr. Fernando na outra. No gabinete dentário do Dr. Fernando passei momentos pavorosos da minha infância, não por culpa dele (um grande dentista) mas devido aos medos de infância.

Hoje o casarão pertence à minha amiga @laisdoamaralafonso e está novinho outra vez. Um belo exemplo de preservação do patrimônio histórico em plena rua Direita.

domingo, 25 de agosto de 2024

Pão de queijo

Tive uma infância muito boa. As férias escolares eram enormes e mal terminavam as aulas eu corria para a fazenda do meu avô Zé Lulu. Lá tinha muito espaço e um universo enorme a ser explorado. Com cinco anos eu possuía meu próprio cavalo e labutava tangendo gado no adjutório ao vovô. Mas quando chovia, e naquele tempo chuva era mato, então a gente ficava confinado em casa. Ainda bem que era um casarão enorme, assoalhado de cedro, com janelões que deixava a luz entrar e bagunçar a imaginação da gente. Como demorava semanas para a estiagem chegar, a solução era lavar a roupa e pôr para secar em cima do fogão a lenha, ao lado das linguiças defumadas e dos queijos curados. Meu avô então ria e dizia: “menino, você está cheirando pão de queijo”.

sábado, 10 de agosto de 2024

A igreja dos Pretos


Quando o português Manoel Rodrigues Tomar chegou por aqui em 1727 e descobriu ouro no rio das Almas, mandou vir uma multidão de mamelucos paulistas e escravizados africanos para garimpar. Logo construíram ranchos e depois casarões. O tempo escoou e nasceu uma cidade chamada Meia Ponte, com um belo templo apelidado de Matriz. Ali os escravizados e descendentes não podiam entrar, e então eles se uniram e construíram uma capela no lado oposto, mas com a fachada voltada em desafio para a Matriz. Era a igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que hoje não mais está lá.  
Esta obra da artista plástica Mara Velvet retrata tudo isso: o azul remete aos azulejos portugueses e a igreja dos Pretos se sobressai ao final da rua do Rosário. Quando se conta a história, a tela é vista com outros olhos.