sexta-feira, 14 de julho de 2017

Inventário de Leocádia Jayme

O Blogue Cidade de Pirenópolis publica hoje, com exclusividade, o inventário dos bens deixados por Leocádia Jayme, que foi a segunda esposa do Coronel João Gonzaga Jaime de Sá, genarca da família Jayme/Jaime de Pirenópolis. O casal viveu junto por trinta anos e teve quinze filhos, descendência que se espalhou mundo afora. Leocádia faleceu em 01/02/1923 e seu inventário só foi realizado quatro anos depois. Até então esse documento era desconhecido, mas eu o garimpei no imenso arquivo judiciário da Comarca de Pirenópolis. Publico-o porque é público por natureza e para ajudar outros historiadores. Se todos fizessem isso, a história certamente seria contada de forma diferente.

Adriano Curado


Campus da UEG legaliza sede


A Universidade Estadual de Goiás, campus Pirenópolis, recebeu a doação do terreno onde está localizada. A documentação foi assinada pelo representante da Celg Geração & Trasmissão. A área tem 30 mil metros quadrados.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A alma da cidade

Foto Araguaia Paranhos

Na amplitude da noite, a alma da velha cidade vaga à procura de sua essência e se perde nas encruzilhadas e labirintos que o tempo criou, qual teia de uma imensa e venenosa aranha. Mas enquanto houver uma criança que sorri em sua inocência, uma abelha que acarinha a flor ou as rufadas de luz assolando a madrugada precoce, haverá o renascimento de uma esperança. E mesmo naqueles instantes tristes, quando parecer que não ouvimos mais as asas protetoras de um anjo no universo, certamente será porque ele nos protege num abraço fraternal de mil luzes. Meia Ponte renascerá sempre, é eterna, é a metade inteira de um coração transbordante de amor. 

Adriano Curado

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Morre Adomício de Almeida


Este site está de luto pela morte de Adomício de Almeida, também conhecido por Besourinho. Era empresário na cidade, dono do Restaurante Oxente Uai, mistura de comida nordestina com mineira. Foi para a Festa do Morro dos Pireneus, passou mal, foi socorrido mas não resistiu.

Besouro era um grande amigo meu, desde os tempos do ônibus de estudante para a faculdade, depois como funcionários da prefeitura e depois na advocacia quando indicava clientes. Sabia mais de mim do que eu próprio. Só tenho boas lembranças dele e guardo os causos engraçados de suas aventuras amorosas - daria um bom livro. Muito jovem, cheio de vida, merecia ficar mais tempo entre nós e nos contagiar com a fartura do seu espontâneo sorriso. Mas a vida segue seu curso. Consola a certeza de que quem vive nas lembranças dos amigos é imortal. 

sábado, 8 de julho de 2017

A romaria que se renova

Foto: Luiz de Maura


É uma tradição que já tem noventa anos e que se renova constantemente. A procissão com a imagem da Santíssima Trindade saiu da porta da Igreja do Bonfim e subiu o morro - literalmente. Caminharam por volta de 20km numa estrada de cascalho solto, com poeira e vento gelado. Ao chegarem na Serra dos Pireneus, os participantes foram recebidos pela festeira deste ano, Helena de Pina, com fartura de comida e bebidas.

Adriano Curado


Foto: Luiz de Maura



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Festa do Morro


Foi no ano de 1927 que o Comendador Christóvam José de Oliveira criou a romaria em louvor à Santíssima Trindade na Serra dos Pireneus. Ele e sua esposa Aládia Batista de Oliveira e também muitas outras famílias passaram a montar acampamento na região. Para isso escolheram a ocasião da lua cheia de julho. A festa cresceu, passou a ter queima de fogos, fogueira, levantamento de mastro etc. 

Decano da festa é dona Dione de Oliveira Pina, que com seus noventa anos de idade, apesar do frio, não deixou de novamente acampar este ano.

A festeira de 2017 é Helena de Pina, nesta de Christóvam e romeira assídua de muitas festas. A festa começou dia 06 e vai até dia 09 deste mês.

Parabéns aos romeiros do Pireneus pela desprendimento pessoal e pela coragem de enfrentar o frio histórico que assola Goiás este ano.

Adriano Curado


terça-feira, 4 de julho de 2017

Plano Diretor paralisado


É preciso rever o Plano Diretor de Pirenópolis. Um projeto assim não pode ficar dentro de uma gaveta enquanto reuniões intermináveis são realizadas e não se chega nunca a um consenso. É que por lei a área municipal urbana tem que ser revista no período de uma década. 

Mas independente do lado legal, a cidade não para de crescer, e se não o faz dentro das diretrizes de uma legislação, faz clandestinamente. E não é difícil flagrar loteamentos irregulares em nossa cidade. O golpe imobiliário mais ousado é vender terras rurais em tamanho inferior ao mínimo do módulo e fazer um compromisso de compra e venda, o popular "recibo", que ficará numa gaveta esperando dias melhores.

Se por um lado não queremos uma cidade de grande proporções, como era o plano original, também não podemos virar as costas para a problemática da expansão urbana.

É melhor regulamentar ou corrermos o risco de um jogo sem regras definidas. Porque aí, caro leitor, será o caos e nossa cidade pagará por isso.

Adriano Curado

sábado, 24 de junho de 2017

Residencial Luciano Peixoto


Foi inaugurado o Residencial Luciano Peixoto, falecido pai da primeira dama, que já tem uma escola com seu nome mas mesmo assim é novamente homenageado. Foi inaugurado mas ninguém poderá lá morar ainda porque não tem água e nem energia elétrica no local. Coisas do Brasil. A obra demorou uma eternidade para ficar pronta e estão correndo com a entrega, que é apenas simbólica. São 149 casas localizadas em péssimo local e de acesso difícil. Pirenópolis merece mais.

Adriano Curado

terça-feira, 20 de junho de 2017

Reflexões urbanas


Eu até entendo que nada neste mundo é estático e que tudo está em constante processo de modificação. Nós mesmos mudamos o tempo todo. Não sou a mesma pessoa que começou este ano e certamente começarei o ano que vem (se vivo estiver) totalmente alterado. Mas em relação à minha cidade, gostaria que tudo transcorresse mais lentamente, que sobrasse tempo para nosso espírito saudosista se adaptar. 

Quando eu era criança brincava na Rua Nova de queimada com os meninos da vizinhança. Não passava quase carro nenhum e a brincadeira só era interrompida quando aparecia um doido na rua, e naquele tempo havia vários. Não eram doidos perigosos, eram incompreendidos. Hoje sabemos disso, mas naquelas priscas eras...

Dia de sábado havia um pequeno movimento de turista, mas nada que pudesse alterar a rotina pacata daqui ou nos fazer perder a essência de Meia Ponte.


Este ano, no feriado de Corpus Christis resolvi passear lá pela ala dos de fora e me surpreendi. Aqui na Praça Central não havia quase ninguém, um paradão gostoso, tranquilidade que experimentamos desde que o inconsequente Bar Central fechou suas portas e virou restaurante.

Mas, de volta aos turistas, havia tanta gente nos bares da parte da Rua do Rosário que se tornou Rua do Lazer, que faziam fila de espera para sentar. Isso mesmo, fila para sentar. E no antigamente deserto Beco do Amphilóphio, que algum político sem ter o que fazer transformou em Travessa Rui Barbosa, deparei com um engarrafamento de carros, enquanto o povo se espremia na tripa de calçada. Lugares iluminados, agitados, comércio vivo, gente que passeia e é feliz.

Voltei aqui para a Praça Central e novamente não havia quase ninguém. Um pequeno grupo em volta do Pit Dog e outro da Kombi corumbaense que vende um chope muito bom. Pensei: vou ficar por aqui mesmo. 

"Ó moço, dá cá um copo desse seu chope!"

Adriano Curado

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Escritório de Advocacia


Comunico aos caríssimos leitores que reabri meu escritório de advogacia em Pirenópolis. Ainda procuro um lugar para me fixar fisicamente, mas podem entrar em contato pelo telefone acima e também por e-mail.

Adriano Curado