quinta-feira, 2 de abril de 2026

A onça, o espião


O mascarado mais conhecido é o de boi, quase um símbolo folclórico de Pirenópolis. Mas há muitos outros, como demônios e onças. 

Nessa aquarela podemos ver o espião mouro, que fantasiado do grande felino espiona o castelo inimigo e é morto logo no princípio das cavalhadas. 

Obra: "A onça, o espião" (18x23cm) - aquarela 
Autoria:  Mara Velvet (@maravelvetart)
Local: tela exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

Os Catolés

Esse quadro retrata os mascarados de Pirenópolis, figura folclórica que abrilhanta a Festa do Divino Espírito Santo e leva alegria, cores e barulho por onde passa. 

As festividades certamente que remontam às origens da cidade no século XVIII, e possivelmente os mascarados surgiram já no início das apresentações das cavalhadas. 

Na pintura podemos notar que os personagens usam máscaras de pano, montam em pelo, calçam botinas rangedeiras e têm o corpo pintado de forma rústica. 

Esses do quadro, em especial, são chamados de catolés. Não sei porque essa associação com o nome da palmeira de palmito amargoso típico aqui do cerrado. Mas enfim... alegria é com eles mesmos!

Título "Os Catolés" (82x70cm) - tinta acrílica sobre tela. 
Autoria Mara Velvet (@maravelvetart)
A tela se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria

quinta-feira, 26 de março de 2026

quarta-feira, 25 de março de 2026

Permita-se


Deixe que a luz entre na sua vida, inunde sua alma, alegre seu espírito! A paz vai transbordar dos recantos mais translúcidos do seu ser e lhe proteger das agruras da existência. Permita-se!

segunda-feira, 23 de março de 2026

Início de Pirenópolis


As Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte foram descobertas pelo português Urbano do Couto Menezes, que por aqui chegou chefiando uma expedição (Bandeira) em 7 de outubro de 1727. 

Havia com ele muitos outros companheiros da terra de Camões, inclusive um rico comerciante chamado Manoel Rodrigues Tomar, que tomou a iniciativa de fundar um povoado no nascente garimpo. E assim nasceu Meia Ponte, que mais tarde passaria a se chamar Pirenópolis (Cidade dos Pireneus).

Decidiram aqueles bandeirantes que o primeiro ouro extraído seria usado para missas em prol das almas que estão no Purgatório. E então o rio onde garimpavam foi batizado de “Almas”. 

Era tempo de muita chuva e a água estava alta, então decidiram construir uma ponte com duas vigas de madeira. Só que o Almas subiu demais e levou uma delas, por essa razão a lugar ficou conhecido como Meia Ponte.

sábado, 21 de março de 2026

A rodoviária antiga


Você sabia que na década de 1950, época desta foto, a estação rodoviária de Pirenópolis era no casarão da Pensão Central? Pois é. Ela funcionava aqui ao lado de casa, e me contou minha mãe @martapinac que era um movimento constante de jardineiras. 

No lado esquerdo superior aparece o centenário cajazeiro que foi removido para a construção da avenida.

sábado, 7 de março de 2026

A casa


A casa é a extensão do nosso ser. É nela que vivenciamos nossas tristezas e alegrias, ali nos alimentamos e embebedamos, entremeio suas paredes escrevemos no livro da vida. Por isso em nossa casa só entra se for convidado. 

A Matriz e o tempo

O tempo passa rápido e a Matriz de Senhora do Rosário continua ali firme, superando os obstáculos que os revezes lhe impõem. 

domingo, 1 de março de 2026

A outra torre

A torre mais fotografada da Matriz é sempre a outra (sineira). É à sua sombra que acontecem as festividades, como as tocadas da banda ou a saída dos mascarados, e ali está o imponente relógio. Na chegada solene do cortejo imperial, dali saem os repiques alegres do sino intercalados com o foguetório. 

Já esta outra, que fica para o lado do sol nascente, quase nunca é lembrada. Hoje estava aqui pensando que, das tantas vezes que subi ao coro, nunca olhei por aquela janela... aliás, nunca a vi aberta.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Lançamento coletânea da Aplam

A mais nova coletânea da Academia Pirenolina de Letras, Artes e Música (Aplam) será lançada dia 26 próximo no Centro de Artes Ita e Alaor (na Rua da Prata). Prestigiem a cultura goiana! 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Os Farricocos

Este quadro é uma representação artística dos Farricocos, que são personagens da tradicional Procissão do Fogaréu na Cidade de Goiás.

Dados da obra:
- Farricocos (70x90cm), tinta acrílica sobre tela.
- Artista plástica: Mara Velvet
- Local: a tela se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Detrás da Matriz

Parece uma nave espacial mirando o infinito.  Ou seria a seta do Criador apontando rumo ao Universo? Não saberia dizer. Fato é que sentar aqui na escadaria detrás desse templo me traz paz.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O casarão de Mauro de Pina


*A casa remanescente mais antiga de Pirenópolis é o berço de cinco famílias goianas*

 _Nilson Jaime_ 

Uma casa construída na última metade do Século XVIII, no Arraial de Meia-Ponte, é hoje a mais antiga residência remanescente de Pirenópolis. Trata-se da edificação entre o Cine Pireneus e o Teatro Sebastião Pompeu de Pina, na cidade fundada aos pés da Serra dos Pireneus. 

De acordo com Jarbas Jayme (Jayme & Jayme, 1990) a edificação foi construída pelo luso ```Alexandre Pinto Lobo de Sá,```  um dos responsáveis pela edificação da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário de Meia-Ponte - segundo o viajante ```D'Allincourt``` -, ainda existente.

Nessa casa residiu a neta do patriarca da família Sá - ```Genoveva Maria da Soledade``` ("Inhá Genu") - que teve com o ```padre Luiz Gonzaga de Camargo Fleury``` (editor da _Matutina Meiapontense,_ primeiro jornal de Goiás e do Centro-Oeste) sete filhos, dentre eles os genearcas de cinco novas famílias: Jaime, Sócrates, Confúcio, Sêneca e Cícero. 

As duas filhas mulheres do casal não tiveram descendentes. Os filhos homens, contudo, deixaram mais de 14 mil vergônteas, nas cinco linhagens, que se espalham por todo o Estado de Goiás e vários estados brasileiros e países do mundo.

A icônica casa, pertencente hoje  ao espólio de "Lulu de Pina", encontra-se impecavelmente conservada, mais de 250 anos depois, por Mauro de Pina, pentaneto do patriarca Alexandre Pinto Lobo de Sá, assim como este autor.

Prestes a completar 300 anos, Pirenópolis guarda esse tesouro da arquitetura colonial.

Vale a pena conhecer a casa, que abriga em seu interior um notável acervo fotográfico particular.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

As cidades mudam


Lentamente as cidades se transformam, as paisagens se alteram, pessoas vão e veem e o que hoje existe amanhã pode não estar mais lá.

Daí a importância da fotografia, das artes plásticas, da literatura... enfim, da cultura em si.

 É nas representações artísticas que o tempo encontra um limite, que o espírito se renova e as esperança ressurge como a aurora no amanhecer. 

- os quadros da foto são de autoria de Mara Velvet e estão expostos para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

sábado, 31 de janeiro de 2026

Uma cidade acordada

Hoje um turista sintetizou Pirenópolis para mim: uma cidade acordada o tempo todo. E é isso mesmo. Não digo sobre a cidade não dormir (e não dorme mesmo) mas sim no fato da reinvenção. 

Na época do ouro, quando as povoações entravam em decadência e muitas se arruinavam, Meia Ponte florescia por ser entreposto comercial de estradas coloniais. 

Depois, quando Goiânia desviou as estradas para outras rotas, Pirenópolis seduziu Brasília e se transformou em um grande destino turístico. 

Enfim... aquele turista estava certo: uma cidade acordada o tempo todo. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Detalhes


No cantinho da casa então detalhes invisíveis aos olhos dos que olham mas não veem.

Banda de matriz africana


Lá vem a banda de matriz africana, batida forte das baquetas ritmadas, sons melodiosos que nos remetem  ao passado distante, alegria derramando pelos instrumentos musicais. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

O rei mouro

Vendo esta foto do acervo de @acervolyonel eu me lembrei de meu saudoso avô Zé Lulu (José de Pina), que interpretava o rei dos mouros nas cavalhadas de Pirenópolis. 

Ele era um grande ator e desde criança já subia nos palcos para atuar. Na encenação das cavalhadas, incorporava o personagem de tal forma que até seu semblante mudava. 

E o mais impressionante é que, passadas mais de quatro décadas de seu falecimento, até hoje pessoas me param na rua para relembrar suas façanhas incomuns sobre o cavalo.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

O luar majestoso

Ao entardecer, acendem se as candeias e o sol vai se apagando no horizonte distante. Não tarda e este céu estará pontilhado de estrelas tremeluzentes, onde triunfará o luar majestoso, inspiração dos trovadores nas madrugadas festivas.

domingo, 11 de janeiro de 2026

Matriz do Rosário

Este belo quadro é o caçula do ateliê de Mara Velvet e mostra a rua do Bonfim na altura da Ponte de Pedra. Parece que o cortejo imperial não tarda a passar e digo isso por conta das bandeirolas. 

Dados da obra:
- Título: Vista da Matriz do Rosário (60x40cm)
- Tinta acrílica sobre tela de autoria de @maravelvetart 
- Local: a obra se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (@piri_galeria) na Praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni).

#arte #artesplásticas #pirenopolis #festadodivinoespíritosanto

sábado, 10 de janeiro de 2026

Paciente

Nossa casinha há dois séculos observa o Largo da Matriz, o vai e vem de gente e as alterações da velha Meia Ponte. 

É a primeira do Centro Histórico que os viajantes contemplam ao adentrarem na cidade e a última quando se despedem.

Passa o tempo, vão se as pessoas, mudam os governos, mas a casa está lá, resistente, persistente e paciente.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Sutil Lembrança

Esta magnífica obra de arte de Mara Velvet retrata um capítulo da história pirenopolina bem singular. Nas décadas de 1970/80, quando a propaganda do governo atraía cada vez mais visitantes à cidade e o Distrito Federal vinha em peso conhecer as festas tradicionais, descobriu-se o inevitável: não havia hospedagem para todos. 

Então a solução foi liberar as margens do rio das Almas para que ali se montassem acampamentos. Nos finais de semana o rio serpenteava entremeio a multicoloridas barracas e era uma grande festa.

Parabéns à artista pela sensibilidade em resgatar uma parte quase esquecida da história de Pirenópolis.

Dados da obra:
• Título: Sutil Lembrança
• Tinta acrílica sobre tela (60x90cm)
• Artista plástica: Mara Velvet
• Local: a obra se encontra exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (praça do Coreto ao lado da Pousada Dona Geni)