quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Folia de Reis em Lagolândia

Prestigiem a Folia de Reis em Lagolândia

A ponte do Lava Pés

Esta foto antiga mostra a rua Direita em um ponto onde podemos ver a ponte sobre o Corrego Lava Pés. 

Dizem que esse nome é devido ao fato de os viajantes chegarem com as botinas no bornal (andavam descalços porque calçado era item de luxo e não podia ser gasto à toa) e ao entrarem na cidade se lavavam. Outro nome do lugar é Baixada da Égua.

Meu bisavô Josafá de Siqueira (pai de minha avó materna Maria) trabalhava na prefeitura e era o responsável por cobrar o pedágio dos carros. Isso mesmo. Para entrar na cidade tinha que pagar. 

Então o motorista apeava, ia até a casa dele, que ficava onde estão essas palmeiras e depois de recolher o tributo, ele abria o cadeado e baixava a corrente presa na ponte.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Esta Festa não tem Fim!

Analisando esta pintura da artista plástica Mara Velvet  eu identifico a essência de Pirenópolis. 

Vou interpretar.  

Ao centro está o símbolo maior da cidade, que é a Matriz de Senhora do Rosário, e ao seu redor gravitam as representações de nosso folclore: cavaleiros das cavalhadas, mascarados, pastorinhas, catiras, folias, contradança e as bandas (couro e Phoênix).

Acima de tudo e de todos paira majestosa a pomba que simboliza o Divino Espírito Santo. Por fim, para confeitar a obra prima, a pintora salpicou bandeirolas coloridas pelo cenário. 

sábado, 13 de dezembro de 2025

A cidade

É tão elegante esta cidade! Parece que o tempo a maquia com a cintilância das poeiras estrelares e os anjos entoam cânticos ao som de liras em seu louvor. 

É tão simples esta velha Meia Ponte, mas da singeleza de seus traços é que nasce a simplória contemplação que encanta seus admiradores. 

Ela já está por aqui há três séculos mas parece uma criança sapeca que corre descalça pelas planícies deste Planalto Central.

sábado, 6 de dezembro de 2025

O vendedor de algodão-doce

Ali vai o vendedor de algodão-doce de volta para casa. Não vendeu todos, é verdade, mas ainda assim está feliz porque tem ouro de sobra despencando dos ipês.

Título:  Nostalgia 
Dados da obra: tinta acrílica sobre tela de autoria de Mara Velvet (@maravelvetart) - 50x50cm 
Esta tela está exposta na Piri Galeria (@piri_galeria) para apreciação e comercialização - Praça do Coreto (ao lado da Pousada Dona Geni) - Pirenópolis 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Tela de Mara Velvet

Após falsear a voz para não ser reconhecido, o mascarado se aproxima daquela jovem por quem está apaixonado e lhe estende uma rosa. A outra moça está triste porque a amiga já ganhou um buquê e ela nada. Mas é tempo de alegria, é Festa do Divino Espírito Santo e não tarda as cavalhadas recomeçarem neste campo lotado, colorido e barulhento.

Título: O MASCARADO GALANTEIA A MOÇA 
Tela: tinta acrílica sobre tela de autoria de Mara Velvet (@maravelvetart) - 40x35cm
Exposta para apreciação e comercialização na Piri Galeria (@piri_galeria) na Praça do Coreto (ao lado da Pousada Dona Geni).

sábado, 22 de novembro de 2025

Doação de acervo

A Aplam agradece ao acadêmico @sergio.pompeo pela doação do acervo pertencente ao seu saudoso pai, igualmente membro efetivo desta Academia, Sérgio Pompeo de Pina. 

Iniciativas assim mantêm viva a cultura e enriquece o patrimônio da Aplam. O acervo ficará muito guardado e bem cuidado em nossa sede na Casa de Câmara e Cadeia.

Dia do Músico


Hoje é o Dia do Músico e através desta postagem eu parabenizo todos os profissionais que doam seu talento artístico para abrilhantar nossa vida.

Esta foto é da Banda Euterpe, na época do maestro Silvino Odorico de Siqueira, que está ao centro segurando um guarda-chuva. Essa corporação musical foi fundada por Antônio da Costa Nascimento (Tonico do Padre) ainda no século XIX, e dos descontentes com o gênio bravio do maestro Tonico nasceu nossa atual Banda Phoenix. 

Por muitas décadas as duas bandas conviveram, nem sempre de forma harmoniosa, mas contribuíram para o crescimento da cultura pirenopolina. Com a morte do maestro Silvino, no entanto, a Euterpe se extinguiu.

domingo, 16 de novembro de 2025

Informações ao turista

Vou usar estes dois quadros de Mara Velvet para sugerir melhorias nas informações ao turista. Dezenas de pessoas já me abordaram querendo compreender o significado de nossa cultura. 

São visitantes que nunca vieram na Festa do Divino, não sabem o que são as cavalhadas e muito menos viram um mascarado. Então eu repito sempre as mesmas explicações.

A sugestão é que um resumo da nossa história seja espalhado em vários pontos da cidade. Pode ser através de placas, folders ou mesmo um QRCODE. O que importa é a informação rápida e acessível. 

Dados das obras de @maravelvetart usadas como referência: 

Quadro 1: "Catolés" (32x57): R$700,00
Quadro 2: "Cavaleiros" (33x58): R$700,00
As obras estão expostas e à venda na Piri Galeria na Praça do Coreto (ao lado da Pousada Dona Geni)  no centro histórico de Pirenópolis. 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Aniversário de 298 anos de Pirenópolis

Cumprindo ordens da Coroa portuguesa, que ansiava pela descoberta de metais preciosos no Planalto Central do Brasil, os bandeirantes entraram pelo sertão.

Nessa epopeia no século XVIII, chegaram à região onde hoje está Pirenópolis no dia 7 de outubro de 1727 e descobriram abundância de ouro. Era tamanha a quantidade que logo se iniciou uma povoação a que deram o nome de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte.

Quem vê esta linda cidade hoje, tão famosa pelo mundo e procurada por turistas, não imagina que tudo nasceu de um garimpo. 

Parabéns, Pirenópolis, pelos seus 298 anos de muitas histórias.

Imagem: tinta acrílica sobre tela "Revoada de Araras". Artista plástica: Mara Velvet (@maravelvetart). Dimensão: 69x49cm

#pirenopolis #cultura #folclore #goiás

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Cavalo branco

Amor de minha vida, monte cá no meu cavalo branco e vamos viajar pelas veredas deste vasto universo de muitas ilusões. Se aconchegue firme em meu abraço porque o potro é fogoso e a jornada longa. 

Mas quando chegarmos ao nosso destino, apearemos em uma vereda verdejante de múltiplas sensações e eu lhe estenderei minha capa vermelha sobre o manto multicolorido de flores silvestres. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Remoção da Praça Central

A praça Central foi removida e o largo da Matriz está de volta. Construída na década do 1960 pelo prefeito Emmanuel Jayme Lopes (Nelito) tinha um belo chafariz e foi por décadas o único lazer de Pirenópolis. 

Nos finais de semana a juventude para lá ia, as moças sentadas nos bancos e os rapazes circulando. Muitas famílias começaram dos namoros que se iniciaram no lugar.

Com o tempo a praça foi se deteriorando, as raízes das árvores destruíram o piso e por fim o coreto virou moradia dos que estão em situação rua.

sábado, 20 de setembro de 2025

Matriz de Senhora do Rosário

Por que esse belo templo se chama Matriz de Nossa Senhora do Rosário? Porque era costume dos portugueses batizar o local da descoberta com o nome do santo do dia.

As minas de Meia Ponte (Pirenópolis) foram descobertas no dia 7 de outubro (dia de Senhora do Rosário) de 1727, e como a Matriz foi a primeira igreja, levou esse nome.

sábado, 13 de setembro de 2025

Arte em filtro

Transformar um filtro comum, desses de barro, em obra de arte é para poucos. Minha esposa Mara Velvet estava na @piri_galeria conversando quando, repentinamente, olhou para a peça e disse:

- Vejo igrejas e casarões ali. 

Eu perguntei: 

- Onde? 

E ela respondeu: 

- Naquele filtro ali. 

Esse foi o gatilho. Ela pegou a tralha de pintar e a magia aconteceu. Dá até dó de encher de água! 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Meia Ponte de antanho

Esta é a mais nova criação da artista plástica @maravelvetart e está exposta na @piri_galeria. Baseada numa fotografia do final do século XIX, ela a retrata bem Meia Ponte de antanho.

Em primeiro plano está o antigo asilo (no mesmo local da instituição atual) e depois vêm as três igrejas formando um cruzeiro. As ruas Direita, Bonfim e Rosário ainda estão com pouco casario. 

No mais prevalece a vegetação, as cores e sabores de um tempo de silêncio e tranquilidade na velha cidade. 

Tela: tinta acrílica sobre tela 
Título:  Nostálgica Meia Ponte
Metragem:  40x60cm
Artista plástica:  Mara Velvet 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Pérsio Forzani

Um dos artistas plásticos que eu mais admiro é Pérsio Forzani. Dentro de suas limitações físicas ele conseguiu se expressar em telas magníficas. Nesta que posto ele retrata a igreja do Carmo em uma versão da fachada em outro estilo. Cores, perspectiva e profundidade impecáveis.

domingo, 7 de setembro de 2025

Espionagem

Andava eu distraído por estas ruas históricas quando tive a sensação de estar sendo observado. Então olho para o lado e não é que, por riba do muro, lá estava a Matriz me espiando! 

terça-feira, 19 de agosto de 2025

Uma galeria em Pirenópolis

Uma exposição de obras de artes de diversos artistas em uma cidade com o histórico cultural de Pirenópolis é muito gratificante. 

No século XIX (19), quando a Província de Goiás se reorganizava administrativamente por conta do fim da era do ouro, Meia Ponte (esse era o nome antigo de Pirenópolis), por ser o entroncamento de várias estradas reais, florescia.

Eram orquestras sinfônicas, bandas de música, o primeiro jornal do Centro Oeste, biblioteca e vários pintores abrilhantando igrejas e residências.

Portanto, a ousadia de reunir treze artistas plásticos em um mesmo espaço é louvável e merece o reconhecimento. Pirenópolis merece!

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Artes plásticas

Dedicando-se dia após dia a retratar a cultura de Pirenópolis, a artista plástica @maravelvetart segue aperfeiçoando sua arte e encantando com talento e criatividade. Seus quadros já se espalharam pelo mundo e enfeitam paredes em vários países. 

Isso me lembra o saudoso Pérsio Forzani, que por décadas trouxe alegria e cores para nossa esplendorosa cidade de Pirenópolis.

terça-feira, 29 de julho de 2025

Espontaneidade

Sem tem uma característica que marca o pirenopolino é o espírito festivo, de alegria e entusiasmo. Desde que estas paragens se chamavam Meia Ponte que a coisa é assim. A cidade salta de uma festa para outra e se anima a cada acontecimento. 

Quem vem de fora acaba por estranhar tanta espontaneidade, pois esta particularidade é única, exclusiva e enraizada na alma da gente dos Pireneus.

domingo, 20 de julho de 2025

A Estalagem


Este belo quadro do artista plástico Pérsio Forzani retrata o velho casarão chamado estalagem. Ele ficava no início da ladeira da Lapa e ali se hospedavam os tropeiros que vinham até Meia Ponte. 

Para quem desconhece, Pirenópolis era um entroncamento de várias estradas importantes desde a época do Império e por isso ficou conhecida como um entreposto comercial. Caravanas imensas levando e trazendo mercadorias passavam por aqui. 

Essa obra de Forzani retrata esse movimento de mulas e cavalos, tendo o Comendador Joaquim Alves na soleira da porta.

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Festa dos Pireneus

stá se aproximando a Festa do Morro, uma tradição quase centenária em Pirenópolis e que nasceu pela devoção do Comendador Christovam de Oliveira na Santíssima Trindade. Ela acontece na lua cheia de julho, quando a população sobe até a Serra dos Pireneus e monta acampamentos festivos e alegres.

Essa foto de João Basílio de Oliveira mostra a primeira capela construída sobre o morro mais alto da região. Era feita de madeira e foi levada pelas intempéries. Hoje existe outra de alvenaria.

sábado, 28 de junho de 2025

Festa do Morro

Sons do tempo


No meio dos cômodos enormes e vazios desses casarões há mais energia e história do que consta em velhos livros empoeirados! E é quando desce a noite e a cidade se silencia que os sons do tempo se fazem ouvir.

sábado, 14 de junho de 2025

Pirenópolis na mídia internacional

Fonte: Instagram da Prefeitura de Pirenópolis 

O cortejo imperial

O Imperador da Festa do Divino Espírito Santo se posiciona na porta de casa para o cortejo imperial. Momento de glamour, beleza e emoção. É assim há séculos e continuará sendo.

Comida de camarotes

Uma tradição interessante nas cavalhadas é o compartilhamento de alimentos entre os camarotes. Paçoca, salgados ou doces são oferecidos em afetuosos gestos. 

Nessa foto, nossos vizinhos de camarote, Neide e Luiz Carlos, nos presentearam com um mimo de encher os olhos: verônicas. 

Matriz de Pirenópolis pintada

Fonte:  Instagram da Piribier

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Reverência dos Mascarados

Esta fotografia é bem significativa. Ela mostra que entremeio à folia dos mascarados, há a religiosidade acima de tudo. No momento em que a @bandaphoenix entoa o Hino do Divino no campo das cavalhadas, os mascarados ou ficam de pé em reverência ou tiram os chapéu como sinal de respeito e devoção. 

sábado, 7 de junho de 2025

Os mascarados de Pirenópolis

Esse é um mascarado, personagem que anima as festividades de Pentecostes. Eles se apresentam com mascaradas feitas de papel e geralmente com temas ligados à zona rural (bois, onças) ou ao sobrenatural (demônio, anjos) ou apenas panos pintados (denominados Catolés). 

Suas roupas são coloridas, os cavalos enfeitados, rosas no peitoral com sonorização de guizos ou pequenos sinos (polacos). 

Saem pelas ruas da cidade fazendo graça, galanteando as moças ou pedindo moedas. Nos intervalos entre as apresentações das Cavalhadas, entram no campo ao som da música Rio de Piracicaba e fazem a alegria geral.

Feriado em Pirenópolis

sábado, 31 de maio de 2025

domingo, 25 de maio de 2025

A obra detrás da obra

Essa obra me lembra Tarsila do Amaral, me remete aos romances de Jorge Amado ou me traz recordações de um sertão distante. Não sei ao certo. Fato é que tem um pouco de misticismo e poesia na imagem por detrás da imagem. 

Título:  Namoradeiras 
Metragem:  50x50
Artista plástica: Mara Velvet (@maravelvetart)
Tinta acrílica sobre tela

Iphan

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é um órgão federal de grande importância para a perpetuação do nosso acervo histórico. 

No correr desses três séculos de existência nossa cidade foi acumulando uma bagagem de grande valor: arquitetura, música, artes plásticas, literatura, escultura, folguedos, festas etc.

Agora é preciso conservar esse rico acervo e passar para quem ainda virá. Daí vem a importância do Iphan enquanto órgão de salvaguarda da nossa cultura. 

Ocorre que, por ser também um órgão de fiscalização com poder de polícia, é natural que apareçam conflitos. Mas a atual administração tem sem empenhado para aproximar o Iphan da população, através da conscientização de que ele é um parceiro e não um inimigo. 

As paredes do Iphan se cobriram de quadros de pintores locais, saraus acontecem ali e, na atualidade, há uma bela exposição sobre a Festa do Divino Espírito.